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Olá, queridos! Como vão?
Essa época de ano que acaba e outro inicia é sempre momento de muitas reflexões, mas para quem resolve trilhar o caminho do autoconhecimento isso não é mais do que uma terça-feira. Auto observar-se vira rotina. Auto questionamento fica mais presente que parente chato.
Nos questionamos sobre nosso próprio comportamento, nossos pensamentos e sentimentos. Investigamos nossas reações e nos colocamos à prova, para testar se realmente estamos conseguindo nos melhorar naquilo que nos propomos.
Conhecer quem somos é, sim, entender quem habita no mais puro da nossa essência, mas também é entender quais ferramentas esse ser possui. Nascemos com algumas já prontas, outras aprendemos a desenvolver, como músculos na academia.
Fato é que de nada adianta entender nosso real potencial se não colocamos ele para jogo. Se não praticamos aquilo que de melhor sabemos fazer. Muitas vezes nos perdemos porque simplesmente não conseguimos enxergar o que temos.
Um grande amigo me contou uma vez que queria muito comprar um livro, mas ele estava custando caríssimo na época, tinha virado moda e o preço subiu bastante. Ele foi para casa escolher algo para ler de sua própria biblioteca e descobriu esse mesmo livro lá, entre os seus. Nem preciso dizer a alegria que ele teve.
Todos nós já passamos por situações assim várias vezes. Só esses dias foram duas vezes em que percebi que já tinha aquilo que buscava. Uma delas foi por conta do barulho da minha nova vizinhança. Nos últimos dias do ano que passou, época que dá mais confraternização que chuchu na serra, estava tendo dificuldade de dormir com cantorias que iam até 5h da manhã, em dia de semana.
Passei dias chateada com o barulho, pensando em como conversaria com o gerente do estabelecimento comercial (que não é local de festa e fica em uma região residencial), quando me lembrei que na minha mesa de cabeceira, em um potinho, estava guardado meu protetor auricular.
Outra situação foi uma enorme tristeza que fiquei por perder um objeto muito especial para mim só para depois encontrá-lo guardado no meu bolso. Eu já começando a me conformar que o tinha perdido, e ele o tempo todo comigo.
Podem dizer que foi um simples esquecimento, que isso é normal, que acontece com qualquer um. Eu não discordo totalmente disso.
Mas, o ponto que quero abordar é que costumamos esquecer aquilo que não usamos. Como aprender um idioma, por exemplo. Se não praticamos vamos esquecendo, pouco a pouco.
E os objetos que quase não usamos podem ser esquecidos assim como nossas habilidades que não colocamos em prática. Temos inúmeras delas, algumas já conhecemos, outras descobrimos ao longo do caminho. Acabamos usando mais umas do que outras, acontece. Daí quando nos deparamos com uma situação difícil, “lembramos” que temos exatamente a ferramenta certa para sair de tal situação.
Então, sim, quem procura, acha! Especialmente se nos propomos a procurar dentro de nós, como um hábito constante, tudo aquilo que temos de melhor, todas as nossas habilidades ainda não conhecidas, e até mesmo as adormecidas.
E, com o mesmo afinco, manter a prática de todas que já descobrimos, para que não fiquem esquecidas nem enferrujadas.
Quem sabe onde conseguiremos chegar e o que poderemos fazer se utilizarmos todas as nossas habilidades em conjunto? Até onde pode alcançar nosso potencial quando olhamos para dentro com olhar investigativo e descobrimos, e colocamos em prática, tudo aquilo de bom que habita em nós?
Desejo que nesse novo ano vocês procurem, e encontrem, incontáveis habilidades e ferramentas dentro de vocês e que elas sirvam de incentivo tanto para praticar a melhor versão que podem ser, quanto para continuar a incrível jornada que é o caminho do autoconhecimento.
Até a próxima!







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