Plenário da Câmara de Natal rejeita arquivamento e mantém processo contra Brisa Bracchi



Ícone de crédito Foto: Otávio Augusto/Câmara Municipa de Natal


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Plenário da Câmara de Natal rejeita arquivamento e mantém processo contra Brisa Bracchi





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A Câmara Municipal de Natal decidiu, em sessão extraordinária realizada nesta terça-feira (27), manter em tramitação o processo que pede a cassação do mandato da vereadora Brisa Bracchi (PT). Com a deliberação do plenário, a denúncia não foi arquivada e seguirá em análise interna no Legislativo municipal.

A votação contrariou o parecer da comissão processante, que havia se manifestado, no início de janeiro, pelo arquivamento do caso por dois votos a um. Apesar disso, a palavra final cabia ao conjunto dos vereadores. Mesmo durante o recesso parlamentar, foi convocada uma sessão específica para decidir se o processo teria continuidade.

O resultado foi de 15 votos contra o arquivamento e nove favoráveis. Três vereadores optaram pela abstenção. Dois não participaram da votação: Anne Lagartixa, que não compareceu, e Luciano Nascimento, que declarou suspeição.

O relator do processo, vereador Daniel Rendall (Republicanos), foi o único integrante da comissão a votar pela continuidade da apuração. Segundo ele, a análise feita até o momento não tratou do mérito da denúncia, mas apontou a existência de elementos suficientes para justificar uma investigação mais aprofundada.

Esse é o segundo procedimento aberto contra Brisa Bracchi. O primeiro acabou sendo arquivado em novembro do ano passado devido ao vencimento do prazo regimental para apreciação em plenário. No mesmo dia, entretanto, uma nova denúncia foi protocolada. Ambos os processos tiveram origem em representações apresentadas pelo vereador Matheus Faustino (União).

A parlamentar é acusada de ter destinado cerca de R$ 18 mil em emendas impositivas para custear um evento intitulado “Rolé Vermelho”, que teria celebrado a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em agosto de 2025.

Após a sessão, Brisa Bracchi afirmou que encara o processo como uma tentativa de intimidação política e reforçou que pretende seguir atuando na vida pública, independentemente do desfecho da investigação.

A reunião foi marcada por clima tenso, discursos acalorados e movimentação intensa nas galerias. Em determinado momento, o presidente da Câmara, Ériko Jácome, chegou a cogitar a retirada do público caso houvesse indícios de constrangimento aos parlamentares durante a votação, o que não se concretizou.

Com a decisão, o caso permanece sob responsabilidade da comissão processante, e não do Conselho de Ética, como defendiam os vereadores que votaram pelo arquivamento.




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