Uma mulher de 35 anos ficou gravemente ferida após cair de uma passarela sobre a BR-101, em Parnamirim, na Grande Natal, na tarde da última segunda-feira (13). O acidente ocorreu quando a estrutura de proteção cedeu no momento em que ela se apoiou, provocando a queda de aproximadamente cinco metros de altura.
A vítima, Luana Priscila, mora no distrito de Cabeceiras, em Tibau do Sul, e havia se deslocado até Parnamirim para acompanhar o filho de 7 anos em um exame médico. Segundo relato da própria mulher, a passarela estava bastante movimentada no momento do incidente. Carregando várias sacolas de supermercado, ela acabou se desequilibrando em meio ao fluxo intenso de pedestres.
Ao tentar se segurar na tela de proteção, percebeu tarde demais que a estrutura não oferecia sustentação. “Houve um tumulto, tropecei e tentei me firmar na tela, mas ela não segurou. Caí imediatamente e não consegui ver mais nada”, contou. A queda foi diretamente sobre uma das faixas da rodovia, o que aumentou ainda mais o risco da situação.
Testemunhas que presenciaram o acidente agiram rapidamente para evitar que a mulher fosse atingida por veículos. Pessoas que estavam no local interromperam o trânsito e prestaram os primeiros socorros até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que realizou o encaminhamento ao hospital.
Apesar do impacto, Luana permaneceu consciente durante todo o atendimento inicial. No hospital, exames confirmaram fraturas na coluna e na bacia. De acordo com avaliação médica, ela deverá permanecer em repouso absoluto por cerca de três meses, sem poder se levantar, sentar ou caminhar.
A situação é ainda mais delicada devido ao contexto familiar da vítima. Ela é responsável pelos cuidados da mãe, que é cadeirante, além de dois filhos. Sem renda fixa — vivendo atualmente de auxílio social e trabalhos informais —, Luana enfrenta dificuldades para arcar com os custos do tratamento. Entre as necessidades indicadas pelos médicos está um colete ortopédico, estimado em cerca de R$ 900, além de fraldas e outros itens básicos para o período de recuperação.
Após o acidente, equipes da Defesa Civil e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estiveram no local e isolaram a área para evitar novos incidentes. No entanto, já no dia seguinte, pedestres voltaram a utilizar a passarela, mesmo com os sinais de interdição, o que levanta preocupações quanto à segurança da estrutura.

A Prefeitura de Parnamirim informou que acionou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável pela manutenção da passarela. Em nota, o órgão federal afirmou que enviou uma equipe técnica para avaliar os danos e adotar medidas emergenciais, como sinalização e identificação de outros pontos de risco. Também foi informado que a empresa contratada para manutenção da estrutura já foi comunicada e deverá realizar os reparos necessários.
Moradores e trabalhadores da região relatam que a passarela apresenta problemas há algum tempo. Segundo testemunhas, a estrutura já havia sido atingida por um caminhão no ano passado, o que pode ter comprometido sua integridade. Além disso, há relatos de corrosão, buracos e partes soltas na proteção lateral.
A insegurança tem levado muitos pedestres a temerem pela própria vida ao utilizar o local. Ainda assim, a alternativa nem sempre é viável, já que outras passarelas próximas são evitadas devido a relatos de assaltos.
O caso reacende o debate sobre a conservação de estruturas públicas e a necessidade de fiscalização contínua, especialmente em locais de grande circulação. Enquanto isso, a vítima inicia um longo processo de recuperação, dependendo de apoio para enfrentar as limitações impostas pelo acidente.






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