Jesus de Ritinha de Miúdo
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Pesquisa Genial/Quaest aponta Lula como líder em todos os cenários para 2026
Uma nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (18), indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto em todas as simulações de primeiro e segundo turno para as eleições presidenciais de 2026. O estudo, realizado entre os dias 12 e 14 de setembro, ouviu 2.004 eleitores em 120 cidades e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais. Os resultados mostram estabilidade em relação ao levantamento anterior de agosto.
Em um possível segundo turno contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula registra 43% das intenções de voto, ante 35% de Tarcísio. O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), aparece como o adversário com melhor desempenho nesse cenário, ainda assim ficando sete pontos atrás do presidente, com 33% contra 40% de Lula.
O levantamento também testou cenários envolvendo membros da família Bolsonaro. Lula venceria a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) por 47% a 32%, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) por 47% a 29%. Contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente inelegível e condenado, Lula teria 47% contra 34%.
Em comparações com outros governadores de oposição, Lula mantém vantagem consistente. Ele lidera com 44% contra 32% de Ratinho Júnior (PSD-PR), 45% contra 32% de Romeu Zema (Novo-MG), 46% contra 31% de Ronaldo Caiado (União-GO) e 45% contra 26% de Eduardo Leite (PSD-RS).
No primeiro turno, Lula aparece na frente em todas as oito simulações realizadas, com percentuais entre 32% e 43%. No cenário mais amplo, que inclui Jair Bolsonaro e Ciro Gomes, o presidente tem 32%, seguido por Bolsonaro com 24% e Ciro com 11%. Na intenção espontânea de voto, Lula subiu de 16% para 18%, enquanto Bolsonaro caiu de 9% para 6%. A taxa de eleitores indecisos aumentou de 66% para 68%.
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Natal concede descontos de até 60% em impostos para regularização de imóveis
A Prefeitura de Natal publicou um decreto que estabelece descontos temporários de 40% a 60% na base de cálculo do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITIV) e do Laudêmio. A medida, válida por 90 dias, tem como objetivo incentivar a regularização de imóveis na cidade e estará em vigor até dezembro de 2025.
De acordo com as novas regras, imóveis avaliados em até R$ 350 mil terão desconto de 60% na base de cálculo. Para valores entre R$ 350 mil e R$ 700 mil, o desconto será de 50%, e para imóveis acima de R$ 700 mil, a redução será de 40%. O benefício também se aplica ao laudêmio, mas não se estende ao IPTU.
A iniciativa abrange diversas modalidades de transação imobiliária, incluindo compra e venda, permuta, dação em pagamento e divisão de bens em casos de dissolução de sociedade conjugal ou extinção de condomínio. Transações resultantes de leilões judiciais ou extrajudiciais não são elegíveis para o programa.
Os contribuintes que aderirem ao benefício terão 10 dias para tomar ciência do lançamento do tributo e poderão optar pelo pagamento à vista ou parcelado em até três vezes. A certidão de quitação emitida terá validade de 12 meses.
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MPRN pede bloqueio de R$ 2,8 milhões para garantir convênio do Estado com Hospital Varela Santiago
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ingressou com ação judicial para obrigar o Estado a formalizar um novo convênio com o Hospital Infantil Varela Santiago (HIVS). A medida, anunciada nesta quinta-feira (18), busca assegurar a continuidade dos serviços de saúde pediátrica e o pagamento de parcelas em atraso. Em caso de descumprimento, o MP requereu o bloqueio de R$ 2,8 milhões das contas estaduais.
De acordo com a petição do MPRN, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) não cumpriu acordos judiciais estabelecidos em duas audiências de conciliação realizadas em 22 de janeiro e 28 de maio deste ano, nas quais se comprometeu a apresentar e executar uma minuta de convênio. A argumentação sustenta que a protelação estadual “esgota as vias de composição e impõe uma medida mais enérgica do Poder Judiciário”.
O Ministério Público solicitou à Justiça que determine ao secretário de Saúde a assinatura do convênio em prazo improrrogável de 10 dias. Caso o Estado não cumpra a determinação, o MPRN pleiteia o bloqueio judicial de R$ 2.802.037,50 na conta única do Tesouro Estadual, valor correspondente ao novo convênio, além da aplicação de multa diária mínima de R$ 10 mil contra a Fazenda Pública Estadual. A medida visa garantir o funcionamento do principal hospital pediátrico do estado.
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PF cumpre mandados em operação contra crimes de abuso sexual infantil na grande Natal
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (18) a 18ª fase da Operação Uiraçu, com o objetivo de combater o armazenamento e o compartilhamento de materiais que contenham cenas de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes na internet. Dois mandados de busca e apreensão foram executados nos municípios de Natal e São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana. Durante as ações, foram apreendidos aparelhos celulares que serão submetidos à análise pericial para dar continuidade às investigações.
A operação tem como alvo suspeitos de crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. O nome Uiraçu faz referência a uma ave de rapina conhecida por caçar pequenos mamíferos, especialmente filhotes, simbolizando a atuação da PF contra criminosos que vitimam menores. Em nota, a instituição destacou que, embora a legislação brasileira ainda utilize o termo “pornografia infantil”, a comunidade internacional e órgãos de segurança preferem adotar expressões como “abuso sexual infantil” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”, que refletem com mais precisão a gravidade dos crimes.
A Polícia Federal também reforçou orientações a pais e responsáveis, recomendando que acompanhem de perto as atividades online de crianças e adolescentes, mantenham diálogo aberto sobre os riscos da internet e observem possíveis mudanças de comportamento, como isolamento ou uso excessivamente sigiloso de dispositivos eletrônicos. A corporação enfatiza a importância de ensinar os jovens a identificar situações de perigo e a buscar ajuda imediatamente quando necessário.
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Anistia geral e irrestrita é impossível, diz relator na Câmara
O relator do projeto de lei (PL) da anistia, o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), informou nesta quinta-feira (18) que o texto que irá apresentar não vai ser uma anistia total, como quer o Partido Liberal (PL), do ex-presidente Jair Bolsonaro.


“[Anistia] ampla, geral e irrestrita é impossível, né? Essa discussão eu acho que já foi superada ontem, quando o Hugo [Motta, presidente da Câmara] teve uma reunião de mais de 3 horas com o pessoal do PL. Acho que nós vamos ter que fazer uma coisa pelo meio. Isso aqui talvez não agrade nem extrema direita, nem extrema esquerda, mas agrade a maioria da Câmara”, comentou.
A discussão na Câmara é em torno da aprovação de um projeto de lei que que concede anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Aliados de Bolsonaro defendem que a anistia alcance também o ex-presidente, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 27 anos de prisão, em julgamento concluído na semana passada.
Paulinho da Força disse que tem relação “com esquerda” e “com direita”, que vai procurar governadores para influenciar as bancadas estaduais e que espera colocar o texto em votação já na próxima semana.
“Cabe a mim tentar fazer esse meio de campo aí. É o que eu vou fazer. Conversar com todo mundo para que no final a gente possa ter um texto que agrade a todos”, disse Paulinho.
Questionado por jornalistas se a matéria seria apenas de redução de pena, e não de anistia, o relator disse “nós não estamos mais falando de anistia”.
A urgência da anistia foi aprovada nessa terça-feira (18) com o apoio da maioria dos líderes da Câmara. Com a urgência aprovada, o texto pode ser votado a qualquer momento no plenário.
Está em disputa dentro da Casa o teor do texto, se será uma anistia ampla e irrestrita, como defende a oposição liderada pelo PL, ou um relatório mais restrito, com apenas reduções de penas.
Outra dúvida é se o texto deve alcançar todos os envolvidos, incluindo os organizadores e financiadores da tentativa de golpe de Estado, ou apenas os manifestantes do 8 de janeiro.
Trama golpista
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, entre outros delitos.
Aliados, generais e assessores próximos do ex-presidente também foram condenados, além de centenas de manifestantes que depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
O Supremo entendeu que o ex-presidente Bolsonaro pressionou os comandantes das Forças Armadas a aderir a um decreto para suspender a eleição e os poderes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, assim, permanecer no poder.
De acordo com as investigações, entre os planos previstos para anular a eleição de 2022, estava o de assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin, e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
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Motta escolhe deputado Paulinho da Força relator do PL da anistia
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou, nesta quinta-feira (18), o relator do projeto de lei (PL) da anistia, que será o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP).


“Tenho certeza que ele conduzirá as discussões do tema com o equilíbrio necessário”, afirmou o presidente da Câmara em rede social.
A urgência da anistia foi aprovada nessa terça-feira (18) com o apoio da maioria dos líderes da Câmara. Com a urgência aprovada, o texto pode ser votado a qualquer momento no plenário.
Está em disputa dentro da Casa o teor do texto, se será uma anistia ampla e irrestrita, como defende a oposição liderada pelo Partido Liberal (PL), ou um relatório mais restrito, com apenas reduções de penas. Outra dúvida é se o texto deve alcançar todos os envolvidos, incluindo os organizadores e financiadores da tentativa de golpe de Estado.
A urgência aprovada teve como base o PL 2.162, de autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), apresentado em março de 2023.
O projeto concede anistia a “todos os que participaram de manifestações com motivação política e/ou eleitoral, ou as apoiaram, por quaisquer meios, inclusive contribuições, doações, apoio logístico ou prestação de serviços e publicações em mídias sociais e plataformas, entre o dia 30 de outubro de 2022 e o dia de entrada em vigor desta lei”.
Em seu artigo 2º, Crivella exclui do benefício da anistia os crimes definidos como hediondos, terrorismo, crimes contra a vida, entre outros.
O deputado Paulinho da Força deve fazer alterações no texto. O parlamentar do Solidariedade tem feito um mandato criticando o atual governo.
Segundo Motta, a escolha do relator foi motivada para que ele articule um texto substantivo “que encontre o apoio da maioria ampla da Casa”.
Trama golpista
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a 27 anos e três meses de prisão o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, entre outros delitos.
Aliados, generais e assessores próximos do ex-presidente também foram condenados, além de centenas de manifestantes que depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
O Supremo entendeu que o ex-presidente Bolsonaro pressionou os comandantes das Forças Armadas a aderir a um decreto para suspender a eleição e os poderes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para permanecer no poder.
Entre os planos previstos para anular a eleição de 2022, estava o de assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin, e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
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Comissão vai ouvir oito testemunhas em processo que pode cassar Brisa Bracchi
A Comissão Especial Processante da Câmara Municipal de Natal definiu a oitiva de oito testemunhas no processo que pode resultar na cassação do mandato da vereadora Brisa Bracchi (PT). A presidente da comissão, vereadora Anne Lagartixa (Solidariedade), confirmou que estabelecerá ainda esta semana o cronograma para os depoimentos.
O relator do processo, vereador Fúlvio Saulo (Solidariedade), rejeitou as alegações preliminares da defesa de Brisa Bracchi e emitiu parecer favorável à continuidade da apuração. A comissão, composta também pelo vereador Daniel Valença (PT), investiga supostos delitos cometidos pela parlamentar na destinação de emendas parlamentares.
O pedido de cassação foi protocolado pelo vereador Matheus Faustino (União Brasil), que acusa Brisa Bracchi de uso indevido de recursos públicos para financiar evento na Casa Vermelha em 9 de agosto, configurando suposto desvio de finalidade e falta de decoro parlamentar.
Anne Lagartixa afirmou que buscará celeridade no processo, respeitando os prazos legais. A presidente deverá entrar em licença-maternidade em 30 de outubro, e caso o processo não esteja concluído até lá, será substituída por outro parlamentar. A comissão tem prazo de 120 dias para elaborar relatório final, que será submetido à votação do plenário da Câmara, onde são necessários pelo menos 20 votos favoráveis para cassação do mandato.
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“Direita perdeu a vergonha de vez”, diz Fátima sobre PEC da Blindagem e PL da Anistia
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), criticou duramente as recentes aprovações da PEC da Blindagem e do requerimento de urgência do Projeto de Lei da Anistia na Câmara dos Deputados. Em publicações no X (antigo Twitter), a petista classificou as medidas como “revoltantes” e afirmou que “a direita perdeu a vergonha de vez”.
Fátima Bezerra destacou que a PEC da Blindagem, que também vem sendo chamada de “PEC da Impunidade”, amplia o foro especial de deputados e senadores e os protege em investigações criminais, incluindo a extensão do foro privilegiado a presidentes de partidos sem mandato. A governadora também condenou a aprovação da urgência para tramitação da anistia a Jair Bolsonaro e demais envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
A petista citou pesquisa Datafolha que aponta que 54% dos brasileiros são contra a proposta de anistia, com apenas 39% de apoio. Fátima caracterizou as votações como “dois atentados contra a democracia” e conclamou à resistência e mobilização social em defesa das instituições democráticas.
A PEC da Blindagem foi aprovada com 353 votos a favor e 134 contra, restabelecendo a votação secreta para autorizar processos contra parlamentares e estendendo o foro privilegiado. Já o requerimento de urgência para o PL da Anistia passou com 311 votos contra 163, prevendo anistia para envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes e manifestações pós-eleições de 2022.
Durante o julgamento do ex-presidente Bolsonaro no STF, ministros da corte já haviam se manifestado contra a constitucionalidade de proposta de anistia aos golpistas, argumentando que tal medida estimularia futuras tentativas de ruptura democrática.
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Vereadora denuncia ameaças de pai de réu por tentativa de feminicídio em Natal
A vereadora do Rio de Janeiro Talita Galhardo (PSD) denunciou ter recebido ameaças do pai de Igor Eduardo Pereira Cabral, réu por tentativa de feminicídio contra a ex-namorada Juliana Soares em Natal. As intimidações ocorreram através das redes sociais após a parlamentar publicar imagens do agressor relembrando o caso.
Henrique Eduardo Gomes Cabral, pai de Igor, exigiu que a vereadora excluísse as postagens sob ameaça de “tomar as medidas cabíveis”. Em mensagens divulgadas por Talita, ele afirmou que o filho “errou sim, tá pagando a pena e será condenado”, mas não permitiria publicações com “texto ofensivo”. A vereadora respondeu que Igor Cabral “tem que ser exposto” e manteve as acusações.
O caso remonta a 26 de julho, quando Igor Cabral desferiu 61 socos contra Juliana Soares dentro de um elevador na Zona Sul de Natal, deixando-a com o rosto desfigurado. O agressor foi preso em flagrante, indiciado por tentativa de feminicídio e aguarda julgamento na Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim.
Duas semanas após a agressão, Henrique Cabral havia publicado mensagem nas redes sociais expressando amor incondicional pelo filho, dizendo que “erros acontecem” e que “o amor de pai não desiste”.
Na última terça-feira (16), Igor Cabral participou de audiência de instrução do processo. Segundo o Ministério Público, ainda aguardam conclusão dois laudos periciais antes da fase de alegações finais e sentença.
Juliana Soares revelou em entrevista recente que continua recebendo ameaças, incluindo uma mensagem que prometia “dobrar a agressão” para 121 socos. Ela também detalhou o ciclo de violência psicológica que precedeu o ataque físico, característico de relacionamentos abusivos.





