Jesus de Ritinha de Miúdo
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Alexandre Bevenuto fala do posicionamento da oposição em Apodi
Vereador em 1º mandato, Alexandre Bevenuto (UB), de família tradicional na política de Apodi, avalia com otimismo seu trabalho na Câmara Municipal, “faço um balanço positivo do mandato, mesmo dentro de uma oposição fragilizada, limitada trabalhei com responsabilidade e buscando sempre o melhor para o nosso povo.”
O edil, um dos quadros da bancada de oposição, afirma que está trabalhando com afinco no seu projeto de reeleição, e que o União Brasil trabalha para ter uma nominata com 14 candidatos a vereadores, com expectativas de manter sua cadeira e fazer uma 2ª.
Sobre o quadro político-eleitoral para a disputa à prefeitura, em que o UB apoia a pré-candidatura de Gyliard Oliveira (PSD), o parlamentar acredita numa corrida acirrada, em que o oposicionismo pode ampliar entre 1 e 2 cadeiras sua representação no Legislativo.
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Operação policial em Natal desmantela esquema de venda de cartas de crédito falsas
Nesta segunda-feira (13), a Polícia Civil de Natal realizou uma operação decisiva que culminou na prisão de um corretor de consórcios de 45 anos, acusado de liderar um esquema fraudulento na venda de cartas de crédito falsas. A ação foi executada pela Delegacia Especializada em Falsificações e Defraudações (DEFD/Natal), no bairro Neópolis, Zona Sul da cidade.
O suspeito vinha atraindo vítimas com a promessa de cartas de crédito contempladas vendidas a preços abaixo do mercado. Muitos clientes, acreditando na oportunidade, realizaram pagamentos iniciais significativos, para descobrir mais tarde que as cartas pertenciam a grupos de consórcios inexistentes ou a administradoras com as quais o corretor não possuía qualquer ligação.
As investigações da DEFD/Natal apontaram que o corretor operava há um tempo prolongado, acumulando prejuízos que ultrapassam os R$ 150.000,00, afetando diversas vítimas. Diante das robustas evidências coletadas, a justiça emitiu um mandado de prisão preventiva contra o indivíduo, que foi detido em sua residência e encaminhado ao sistema prisional, permanecendo à disposição do judiciário.
O delegado à frente da operação enfatizou a relevância da ação para interromper práticas que prejudicam severamente a saúde financeira e emocional das vítimas. Ele também destacou que as investigações continuam, buscando identificar possíveis cúmplices para assegurar que todos os envolvidos sejam responsabilizados.
A Polícia Civil alerta a população sobre a importância de denunciar quaisquer suspeitas de fraude. Tais relatos são cruciais para o avanço das investigações e prevenção de novos casos, protegendo potenciais vítimas de cair em armadilhas semelhantes no futuro.
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Pisos de saúde e educação ameaçam orçamento do governo e outros setores ficam sem verba
Os gastos mínimos obrigatórios com saúde e educação, determinados pela Constituição, estão prestes a consumir todo o espaço das despesas não obrigatórias até 2028. Essa projeção, baseada em dados do Ministério do Planejamento e Orçamento, indica que áreas como habitação, programas sociais como o Auxílio Gás e ações de Defesa Civil podem ficar sem recursos suficientes para operar.
De acordo com estimativas, os pisos de saúde e educação vão consumir 112% das despesas não obrigatórias até 2028, o que deixa o orçamento do governo em uma situação impraticável. Isso significa que o dinheiro destinado a custeio e investimentos em outras áreas da União será comprometido, afetando programas importantes como o Minha Casa, Minha Vida, recuperação de rodovias federais, obras de saneamento básico e muito mais.
O cenário se agrava pela combinação de dois fatores: o crescimento das despesas obrigatórias, incluindo aposentadorias, emendas parlamentares, saúde e educação, e o limite imposto pelo arcabouço fiscal que restringe o aumento dos gastos públicos. Isso reduz consideravelmente o espaço para investimentos em setores essenciais.
Os gastos mínimos com saúde e educação estão atrelados à receita e já estão comprometendo uma parte significativa do orçamento. Em 2025, estima-se que esses pisos somem R$ 336,3 bilhões, consumindo 44% do orçamento disponível para despesas não obrigatórias. Esse percentual deve aumentar nos próximos anos, chegando a 112% em 2028, deixando pouco ou nenhum recurso para outras áreas.
Integrantes da equipe econômica defendem uma revisão desses pisos, argumentando que as atuais regras podem comprometer investimentos em diversas frentes. No entanto, não há consenso no governo, com ministérios como Saúde e Educação resistindo a mudanças que possam impactar negativamente seus orçamentos.
Pisos de saúde e educação vão consumir 112% das despesas não obrigatórias até 2028
Os pisos de saúde e educação vão somar R$ 336,3 bilhões em 2025, de acordo com as projeções do governo. O dinheiro é dividido entre despesas obrigatórias e discricionárias (não obrigatórias). Os recursos vão consumir 44% do orçamento disponível para todas as despesas não obrigatórias, espaço disputado com outras áreas. O porcentual subirá para 51% em 2026, 63% em 2027 e 112% em 2028.
Em 2027, sobrariam apenas R$ 45 bilhões para gastos não obrigatórios nas outras áreas, um cenário considerado impraticável por integrantes do governo e economistas. Em 2028, faltariam R$ 12 bilhões para custeio e investimento em outras áreas, paralisando o Orçamento. Isso significa que o governo terá de rever os gastos mínimos com saúde e educação ou mexer no arcabouço fiscal.
Dentro das despesas não obrigatórias, há dois tipos de programações: custeio (manutenção de órgãos e serviços públicos) e investimentos (obras e equipamentos). Como os investimentos ainda têm um mínimo exigido pelo arcabouço, que é de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB), as despesas que correm mais risco são as de custeio: manutenção de todos os ministérios, autarquias e órgãos federais, Auxílio Gás e ações de Defesa Civil, entre outras.
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Inscrições para eleição do Conselho Municipal de Saúde em São José de Mipibu vão até sexta-feira (17)
O município de São José de Mipibu está em processo de escolha dos representantes que integrarão o Conselho Municipal de Saúde (CMS) para o biênio 2024-2026. As inscrições para participação no processo eleitoral estão abertas desde o dia 6 de maio de 2024 e seguem até o dia 17 do mesmo mês, conforme previsto no cronograma estabelecido pelo Regimento Eleitoral.
A Eleição para o Biênio 2024-2026 está sob a responsabilidade da Comissão Eleitoral do CMS-São José de Mipibu, composta por cinco membros, que tem a missão de conduzir todo o processo eleitoral de forma transparente e democrática.
Para concorrer ao próximo colegiado do CMS-São José de Mipibu 2024-2026, é necessário seguir alguns requisitos e providenciar a documentação exigida. Entre os documentos necessários estão: cópias da última reunião plenária, ata de fundação da entidade, estatuto da entidade ou organização registrado em cartório, ata da eleição da diretoria atual, termo de indicação do delegado que representará a entidade ou organização na eleição, e requerimento dirigido à Comissão Eleitoral expressando a vontade da entidade ou organização de participar da eleição como eleitora e/ou como candidata.
As entidades interessadas devem protocolar os documentos na sede do CMS-São José de Mipibu, situada na Rua Barão de Mipibu, 97, Centro, São José de Mipibu/RN, de segunda à sexta-feira, no horário das 08:00 horas às 12:00 horas.
Para mais informações sobre o processo eleitoral e os documentos necessários, os interessados podem entrar em contato através do telefone (84) 99183.1203. A participação ativa da comunidade é fundamental para garantir a representatividade e a efetividade das ações desenvolvidas pelo Conselho Municipal de Saúde em São José de Mipibu.
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Servidores da Saúde de Parnamirim encerram greve após negociações parciais com Prefeitura
Após 36 dias de paralisação, os servidores da saúde em Parnamirim decidiram suspender a greve, segundo informou o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindisaúde/RN). A decisão foi tomada em uma assembleia realizada nesta segunda-feira (13), motivada por avanços significativos nas negociações com a administração municipal, embora algumas reivindicações importantes ainda permaneçam em aberto.
Durante o movimento grevista, os profissionais conquistaram alguns avanços, incluindo o pagamento separado do complemento da enfermagem, a convocação de cadastro reserva do último concurso público, a atualização da progressão de nível paralisada desde 2019, revisão dos plantões extras e a promessa de criação de uma mesa SUS com poder deliberativo, que deve ser implementada nos próximos 60 dias. Além disso, foi acordada a implementação do programa Previne Brasil com valores igualitários para todas as categorias da saúde.
No entanto, questões cruciais ainda carecem de resolução, como a reposição de perdas salariais, estimadas em 27%, e a extensão da gratificação de produtividade, atualmente restrita aos médicos. Para discutir esses temas pendentes, audiências públicas estão agendadas para o dia (20) de maio, sobre o Plano de Cargos dos trabalhadores, e uma outra no dia (21) de maio com o Ministério Público.
“A greve revelou a grave situação na UPA de Nova Esperança, com escassez de insumos e equipamentos danificados, além de problemas estruturais significativos. Apresentamos a necessidade urgente de construir uma nova UPA e um hospital para atender melhor a população de Parnamirim”, detalha Breno Abbott, representante do Sindisaúde/RN.
Durante o período de greve, os trabalhadores intensificaram suas ações com atos públicos, incluindo campanhas de conscientização e manifestações, buscando ampliar o suporte da comunidade local às suas reivindicações. Embora a greve tenha sido suspensa temporariamente, a luta por melhores condições de trabalho e justa compensação continua a ser um ponto central para os servidores da saúde de Parnamirim.
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Em reunião com comissão de saúde do ALRN diretor da Unicat presta esclarecimentos
A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) teve uma reunião produtiva nesta terça-feira, com destaque para a presença do diretor-geral da Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), Ralfo Cavalcanti Medeiros. O encontro foi marcado pela discussão de três propostas legislativas significativas e pelo esclarecimento de questões relacionadas à distribuição de medicamentos no estado.
Entre as propostas debatidas, destaca-se a iniciativa do deputado Dr. Kerginaldo (PSDB), que visa implementar o teste da urina para recém-nascidos dentro da rede de saúde pública do RN, com o objetivo de melhorar os cuidados de saúde desde os primeiros dias de vida. Além disso, a comissão discutiu a proposta de Ubaldo Fernandes (PSDB) sobre a criação de diretrizes para a política de atenção à saúde mental materna e a proposta de George Soares (PV), que busca classificar a doença renal crônica como deficiência, assegurando direitos e benefícios para os afetados.
O presidente da comissão, deputado Galeno Torquato (PSDB), aproveitou a ocasião para apresentar um relatório sobre a visita recente à Unicat, destacando a melhora na disponibilidade de medicamentos. Desde a visita em 27 de março, a Unicat conseguiu disponibilizar 70% dos medicamentos que estavam em falta.
Ralfo Cavalcanti respondeu aos questionamentos da Comissão sobre as ações da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) para melhorar os processos licitatórios e a gestão de medicamentos, enfatizando os esforços contínuos para reduzir a falta de medicamentos. Com investimentos e reformas em curso, a expectativa é que até junho, 80% dos itens necessários estejam disponíveis para a população.
Durante o debate, várias medidas foram discutidas, incluindo a otimização na distribuição de vacinas, a abertura de um serviço de consultório farmacêutico e a expansão da capacidade de atendimento da Unicat. Também foi mencionada a possibilidade de estabelecer um novo ponto de distribuição de medicamentos na zona norte de Natal, atualmente em fase de estudo e planejamento para adequação do espaço proposto.
O encontro foi concluído com uma chamada por mais transparência nos processos internos da Unicat, especialmente sobre a disponibilidade de medicamentos, um ponto crítico para a Comissão monitorar de perto.
Participaram da reunião os deputados Galeno Torquato (PSDB), Dr. Bernardo (PSDB), Cristiane Dantas (SDD), Terezinha Maia (PL), Francisco do PT, Divaneide Basílio (PT) e Isolda Dantas (PT), além da secretária adjunta de Saúde, Leidiane Fernandes de Queiroz, evidenciando um esforço conjunto para enfrentar os desafios da saúde pública no estado.
A Comissão de Saúde da ALRN continua comprometida com a melhoria contínua dos serviços de saúde oferecidos aos cidadãos do Rio Grande do Norte, buscando soluções inovadoras e eficazes para problemas antigos e emergentes.
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Representantes do Governo do RN aprovam minuta de Decreto que cria o Comitê de Desenvolvimento para Comunidades Tradicionais
Na manhã desta segunda feira (13), representantes de diversas secretarias do estado, SEMARH, IDEMA, SEMJIDH, SESAP e os mandatos de Natalia Bonavides, Divaneide Basílio, Isolda Dantas e Francisco do PT e o Conselheiro Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais Doté Olissassì estiveram reunidos no auditório da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMARH, para leitura e aprovação da minuto do decreto estadual que criará o Comitê Intersetorial de Desenvolvimento Sustentável para Povos e Comunidades Tradicionais do estado do Rio Grande do Norte.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima através da Secretaria Nacional de Política para Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável vem promovendo oficinas e reuniões afim da elaboração do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável para Povos e Comunidades Tradicionais.
Essa iniciativa do governo do RN, visa a atender o que determina a Conversão Internacional 169 da OIT e o Decreto Federal n° 6040/07.
Próximo passo será a organização de um seminário no auditório do IDEMA. Onde às lideranças de Povos e Comunidades Tradicionais serão reunidas e consultadas.
Por fim, serão abertos os processos de eleição dos representantes dos segmentos Tradicionais do RN.
Uma inovação é que, no comitê potiguar terão vagas para Parteiras e Grudeiras.
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Banco Central adota postura diante de expectativas de inflação e mercado global
Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), realizada na semana passada, foi discutido o cenário macroeconômico do país e as perspectivas para a política monetária. O Copom mostrou preocupação com as expectativas de inflação acima da meta e decidiu não indicar novos cortes na taxa Selic, os juros básicos da economia.
A decisão do Copom foi motivada pela conjuntura atual, que apresenta desafios mais significativos do que o previsto anteriormente. Segundo a ata da reunião divulgada nesta terça-feira (14), o comitê destacou a importância do firme compromisso de convergência da inflação à meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
A redução da Selic em 0,25 ponto percentual na última reunião foi a sétima consecutiva, porém, a velocidade do corte diminuiu. De acordo com o BC, a cautela se deve à desancoragem das expectativas de inflação, que, embora em queda, ainda se encontram acima da meta. Além disso, o cenário global incerto e a resiliência na atividade econômica também foram considerados pelo Copom.
Entre os motivos apontados para a desancoragem das expectativas de inflação, o BC destacou a piora do cenário externo, os anúncios de política fiscal e a percepção dos agentes econômicos sobre o compromisso da autoridade monetária com o atingimento da meta ao longo dos anos.
A desaceleração da economia americana e a persistência da inflação em diversos países também contribuíram para a decisão do Copom de reduzir o ritmo do corte de juros. Apesar dos desafios, o comitê reconheceu o desempenho mais dinâmico do mercado de trabalho e da atividade econômica brasileira no primeiro trimestre de 2024.
A próxima divulgação do Relatório de Inflação do BC, prevista para o fim de junho, poderá trazer revisões nas projeções para a inflação em 2024. Enquanto isso, o Copom reforçou a importância da disciplina fiscal e do compromisso com a sustentabilidade da dívida para a estabilidade econômica do país.
A decisão do Copom foi tomada após uma reunião marcada por divergências entre os membros do comitê em relação ao nível de corte de juros. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, desempatou a decisão ao votar por um corte de 0,25 ponto percentual. Os membros que defenderam uma redução maior destacaram o custo reputacional de não seguir o guidance anterior, enquanto os que optaram pelo corte menor ressaltaram o risco de perda de credibilidade no combate à inflação.
A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação oficial medida pelo IPCA. A decisão do Copom reflete a preocupação com a convergência da inflação à meta, ao mesmo tempo em que considera os desafios econômicos e o cenário global adverso.
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A fome de 428 mil pessoas no RN e as políticas públicas do Estado: nota zero em cálculo
Chegamos ao Restaurante Popular da avenida Rio Branco, centro de Natal, pouco antes do meio-dia. Luana tinha acabado de almoçar. Visivelmente abaixo do peso, ela relata que não tem se alimentado regularmente há dias, mas comemora: “Hoje consegui dinheiro para o almoço.” O dinheiro ao qual Luana se refere é R$ 1,00, valor do almoço no Restaurante Popular.
Aos incrédulos de que alguém não possa dispor de R$ 1,00, saibam que não é todos os dias que Luana consegue almoçar. “Agora minha luta é pela janta.” A janta em questão é servida no mesmo local, antes das 17 horas.
Acompanhado de Luana, estava Gustavo, que lamentava pelo final de semana, quando o Restaurante é fechado. “Amanhã e domingo é os pior dia, a gente não come nada.”
No bairro Petrópolis, a redação encontra diversas pessoas na praça Pedro Velho, chamada por todos de Praça Cívica. Entre elas estava Keliomar, que vive nas ruas de Natal há 14 anos. Ele também faz suas refeições no Restaurante Popular e conta que nos finais de semana e feriados, a solução é pedir comida de casa em casa ou dinheiro no sinal.
“A gente vai ali no Nordestão mesmo, consegue o dinheiro no sinal ou pede a alguém que tá entrando lá. ‘E aí, irmão, tem como conseguir um macarrão pra nós, uma salsicha pra gente fazer ali?’ Tem aqueles irmãos que já conhecem a gente aqui das áreas e compram. A gente vai ali pra pracinha, arruma uma panela, uma lata, faz um fogo, compra um refrigerante se puder e faz, senão tem que ficar esperando entregarem sopa de noite”, comenta.
Apesar de haver informações constando que os restaurantes fecham às 13 horas, a venda de refeições encerra bem antes deste horário.
Os números da vergonha
O Instituto Brasileiro de Geografia Estatística – IBGE publicou dados alarmantes sobre a fome no país, com recortes específicos para os estados. Aqui no RN, Luana, Gustavo, Keliomar e outros 482 mil potiguares dividem uma triste realidade: a fome. Esta fome, tem ganhado nomenclaturas e subtipos eruditos, como insegurança alimentar grave e moderada.
Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Pnad mostram a fome de quase meio milhão de pessoas no estado do Rio Grande do Norte no último semestre de 2023. A Pesquisa aponta que 261 mil pessoas no estado sofrem de insegurança alimentar moderada, ou seja, quando é necessário diminuir a qualidade e a quantidade da alimentação e pular refeições devido à falta de alimentos, ou seja, passam fome.
Já outros 167 mil potiguares de todas as idades, estão em insegurança alimentar grave, ou seja, passam um dia ou mais sem nenhuma comida, ou seja, passam fome.
Como o questionário é aplicado em domicílios, são famílias inteiras passando fome de maneira sistêmica. O questionário também aponta que o RN é o estado com a melhor taxa de segurança alimentar, 66,6%, não dando a nenhum cidadão ou governo motivo de comemoração.

O Potengi já publicou o assombro diante da comemoração do governo do estado pela divulgação dos números, mas acredita que é necessário divulgar melhor esta conta.
Para conferir a matéria clique aqui
Nota zero em matemática
As redes sociais do governo estadual citam o Restaurante Popular como parte dos programas de combate à fome e sim, tornar a alimentação possível por um valor acessível é um grande feito. No entanto, O Potengi insiste: é necessário compreender melhor esta matemática.
Se 428 mil potiguares passam fome ou, como preferem divulgar, têm situação de insegurança alimentar, as 42 mil refeições diárias vendidas a preços populares são obscenamente insuficientes. Outros 386 mil seguem passando fome e não “só” de segunda a sexta-feira, mas de domingo a domingo. Ou será que os norteriograndenses que almoçam nos Restaurantes Populares não fazem parte dos 428 que passam fome? Fica a dúvida.
Outra medida de combate à fome citada é o Programa do Leite, que beneficia 76 mil famílias. A conta segue não fechando e famílias inteiras seguem passando fome.
Enquanto medidas eficientes e humanamente dignas não são implementadas, Luana, Gustavo e Keliomar mostram como a vulnerabilidade alimentar ainda é um dos desafios mais urgentes e gritantes no RN.
Seus relatos são um escracho: por trás da paisagem cotidiana das cidades, existe uma teia invisível de dificuldades que muitos enfrentam para garantir algo tão fundamental quanto uma refeição.
Uma das frases que Keliomar disse à redação do Potengi encerra esta matéria.
“O sistema pode melhorar e muito, o governo tem muito dinheiro no bolso, dinheiro nosso, mas não enxerga isso que nós passa. Não vamos ser hipócritas, a gente tem assistência, mas uma pequena assistência de tudo que ele poderia fazer por nós.”
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Bombeiros do RN controlam fogo em supermercado de Natal
O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte foi acionado na madrugada desta terça-feira (14) para conter um incêndio em um supermercado na zona leste de Natal.
Os militares foram acionados por volta das 2h e ao chegarem ao local, na Avenida Xavier da Silveira, precisaram entrar pelos fundos, pois a porta de rolo estava travada sem energia. Rapidamente eles controlaram as chamas e fizerem o rescaldo até que o local ficasse em segurança. O fogo consumiu frízeres e parte do teto.
A companhia de energia foi acionada e o proprietário esteve no local. Uma perícia será realizada para identificar o que teria motivado o incêndio.
Jesus de Ritinha de Miúdo
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