Jesus de Ritinha de Miúdo
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O SINAL ESTÁ FECHADO: cinco anos na faculdade para trabalhar até 12 horas por dia dirigindo pro Uber
Por muito tempo, ter uma formação acadêmica foi visto como sinônimo de ser alguém na vida e da expectativa de ter segurança financeira. No entanto, as novas gerações lidam com sentimentos bem diversos em relação a essa conquista tão importante.
Apesar de a graduação ainda ser o sonho de muitos, muitos de nossos universitários acabam encontrando nos aplicativos de transporte, como Uber e 99, a única alternativa para garantir seu sustento. A história de Luiz Henrique, mais conhecido como Luizinho, 26 anos, é um exemplo dessa realidade.
Movido pelo sonho inicial de cursar educação física, Luizinho atua como motorista de Uber há mais ou menos quatro anos. Ele começou na profissão para ter uma renda e conseguir pagar a faculdade.
Hoje, formado como educador físico, não pensa em atuar na área e intercala a profissão com a rotina de ser concurseiro, carregando agora o sonho de ser policial. Mesmo gostando da área na qual se formou, o jovem não se imagina atuando nela, “até mesmo pela questão financeira”. Ele relata que ser motorista de aplicativo, no momento, é mais vantajoso.
“Em média meu salário fica entre uns R$ 3 mil a R$ 4 mil por mês, dependendo do movimento. Minha rotina depende muito do dia, mas geralmente eu trabalho em média de 10 a 12 horas diárias, e, dependendo da semana, entre 5 a 6 dias trabalhados”, pontua.
Mesmo diante da flexibilidade de horários e da renda que consegue obter, Luizinho ressalta os problemas de atuar como motorista de aplicativo, começando pela desvalorização da própria plataforma em relação aos seus “funcionários”. Segundo Luiz, o aplicativo “a cada ano suga mais dos motoristas”. Outro ponto que o incomoda é que as estradas esburacadas acabam causando um desgaste a mais no veículo, além do combustível que sobe quase mensalmente, atrapalhando o ganho de quem trabalha na função.
Assim como Luiz, muitos motoristas de aplicativo são profissionais formados que por algum motivo não ingressaram no mercado de trabalho em suas áreas de formação, seja pela falta de oportunidade ou pela remuneração que não compensa.
É o caso de Jailson Araujo, 53, técnico em contabilidade, formado em administração de empresas e pós-graduado em MBA em logística, que não teve a oportunidade de atuar na área.
Sua história com a Uber começou há 6 anos, quando teve que fechar seu pequeno negócio, devido à baixa movimentação que passou a atingir a Cidade Alta. Como motorista de aplicativo, Jailson ressalta a vantagem de ter horários flexíveis, sem precisar ter, diariamente, um horário fixo para começar e terminar de trabalhar.
Mas, como nem tudo são flores, ele ressalta as condições de trabalho a que muitas vezes é submetido, como os baixos ganhos com viagens de valores irrisórios, e comenta que, quando o aplicativo Uber chegou ao Brasil, os uberes chegavam a concorrer com os taxistas, mas que hoje concorrem com os ônibus.
“Quando o App foi implantado no Brasil tínhamos uma tarifa melhor, concorriam com os táxis. Hoje concorremos com os ônibus. Em muitos casos a viagem fica mais barata que o ônibus. Por exemplo, uma viagem de R$ 6,05 leva até 4 passageiros, tendo um custo por usuário de R$ 1.51. Isso quando não é para pegar uma feira em supermercados, o usuário ainda pede para você entrar no condomínio e o ajudá-lo a descarregar”, lamenta Jailson.
Ele também ressalta que dependendo da distância, não aceita a viagem. “Não costumo fazer viagens muito longas, pois em sua maioria não compensa. Principalmente pela dificuldade de pegar uma outra viagem voltando.”, diz.
Outro caso, é o do psicólogo Lucio Neto, 26, que apesar de atuar na área continua trabalhando como Uber. Formado em 2021 pela Universidade Potiguar, ele trabalha como motorista de aplicativo há 7 anos. Sua relação com a Uber começou assim que ingressou na faculdade, com o intuito de ter uma renda, e viu no aplicativo uma boa oportunidade devido à flexibilidade de horários.
“A vantagem de ser Uber é que seu salário depende de você, vai depender de seu empenho e de como você consegue administrar seu tempo rodando de aplicativo, escolhendo as melhores corridas, além de que a plataforma paga diariamente”, comenta.
Como psicólogo ele atende às terças feiras. Já em sua rotina como uber, ele trabalha de quarta a segunda, das 6h às 20h, e aceita apenas viagens que vão até o Aeroporto Internacional de Natal ou voltando dele.
Mesmo a Uber sendo sua maior fonte de renda, ele pensa em atuar cada vez mais como psicólogo, com o objetivo de atuar na área hospitalar, já que a área clínica não lhe traria uma boa segurança financeira.
“É a Uber que paga minhas contas e não a psicologia, claro ainda tenho só três anos de formado e estou desenvolvendo a carteira de clientes, mas a maioria só querem pagar por plano de saúde e não particular. Mas me imagino cada vez mais na minha área de atuação, tenho o desejo de trabalhar como psicólogo hospitalar e diminuir meu trabalho como uber”, finaliza.
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Um pulinho na feira livre
Hoje vamos embarcar em uma viagem pelas feiras livres do Rio Grande do Norte, lugares que são verdadeiros celeiros de cultura, tradição e gastronomia. Se você nunca se aventurou em uma feira livre, prepare-se para descobrir um universo de cores, cheiros e sabores que vão encantar seus sentidos e alimentar sua criatividade.
As feiras livres são muito mais do que simples pontos de venda de alimentos. Elas são o coração pulsante das cidades, onde a cultura local se manifesta de forma vibrante e autêntica. É nas feiras que podemos encontrar ingredientes frescos e típicos da região, conhecer histórias dos produtores e mergulhar nas tradições que moldam a identidade culinária do Nordeste. Você sabia que muitos dos ingredientes que compramos no supermercado têm uma história rica e fascinante por trás?
Feira do Alecrim
A Feira do Alecrim, em Natal, é uma das mais tradicionais do Rio Grande do Norte. Realizada aos sábados, ela reúne comerciantes e agricultores de diversas partes do estado, oferecendo uma vasta gama de produtos frescos, artesanato e roupas. Caminhar pela Feira do Alecrim é uma experiência sensorial única: o cheiro de frutas frescas, o som das vozes dos vendedores anunciando seus produtos e as cores vibrantes das barracas criam uma atmosfera inigualável. Uma curiosidade interessante é que a feira é conhecida por suas ervas medicinais, vendidas por famílias que passam seus conhecimentos de geração em geração. Você já experimentou uma infusão de ervas diretamente comprada dos produtores?
Infusão de ervas do Alecrim
Ingredientes:
- 1 litro de água
- 1 punhado de folhas de erva-cidreira (aproximadamente 10 folhas)
- 1 punhado de folhas de hortelã (aproximadamente 10 folhas)
- Casca de 1 laranja
- Mel a gosto
Modo de preparo:
1. Ferva um litro de água.
2. Adicione as folhas de erva-cidreira, hortelã e a casca de laranja.
3. Deixe em infusão por cerca de 10 minutos.
4. Coe e adoce com mel a gosto.
5. Sirva quente ou gelado.
Feira da Redinha
Outra feira icônica é a Feira da Redinha, também em Natal. Localizada na zona norte da cidade, essa feira é famosa por seus frutos do mar frescos e pratos típicos, como a ginga com tapioca. A Feira da Redinha é um ponto de encontro para moradores e turistas que buscam produtos frescos e um ambiente acolhedor. Além dos frutos do mar, é possível encontrar frutas, verduras, legumes e uma infinidade de produtos regionais. Já pensou em saborear uma peixada com tapioca enquanto aprecia a vista da praia?
Peixada
Ingredientes:
– 1 kg de peixe (robalo, cioba ou outro peixe de carne firme)
– 2 tomates picados
– 2 cebolas picadas
– 1 pimentão picado
– 2 dentes de alho picados
– 1/2 xícara de coentro picado
– 200 ml de leite de coco
– Suco de 2 limões
– Azeite de dendê a gosto
– Sal e pimenta a gosto
Modo de preparo:
1. Tempere o peixe com sal, pimenta e suco de limão. Deixe marinar por 30 minutos.
2. Em uma panela grande, aqueça o azeite de dendê e refogue a cebola, o alho, os tomates e o pimentão até ficarem macios.
3. Adicione o peixe e cubra com o leite de coco. Cozinhe em fogo baixo até o peixe ficar macio.
4. Finalize com o coentro picado.
5. Sirva com tapioca e pirão feito com o caldo do peixe.
Feira Livre de Mossoró
Mossoró, a segunda maior cidade do estado, também tem sua feira livre de destaque. Realizada no centro da cidade, a Feira Livre de Mossoró é um verdadeiro ponto de encontro para os moradores locais. Com uma oferta variada de produtos que vão desde frutas e verduras até carne de sol e artesanato, a feira é um reflexo da diversidade cultural e gastronômica da região. A feira é especialmente conhecida por sua oferta de carne de sol, um dos ingredientes mais tradicionais da culinária nordestina. Você sabia que a carne de sol de Mossoró é famosa pela sua maciez e sabor inigualáveis?
Carne de Sol com Pirão de Leite
Ingredientes:
– 1 kg de carne de sol
– 2 cebolas grandes fatiadas
– 2 colheres de sopa de manteiga de garrafa
– 4 xícaras de leite
– 1 xícara de farinha de mandioca
– Sal a gosto
Modo de preparo:
1. Corte a carne de sol em pedaços e cozinhe em água até ficar macia. Reserve.
2. Em uma frigideira grande, aqueça a manteiga de garrafa e doure as cebolas fatiadas.
3. Adicione a carne de sol e refogue por alguns minutos.
4. Para o pirão de leite, aqueça o leite em uma panela e adicione a farinha de mandioca aos poucos, mexendo sempre para não formar grumos.
5. Cozinhe até o pirão engrossar e tempere com sal a gosto.
6. Sirva a carne de sol acompanhada do pirão de leite.
Visitar as feiras livres é uma experiência que vai além da gastronomia. É uma imersão cultural, uma oportunidade de conhecer de perto as tradições e histórias que compõem a rica tapeçaria cultural da região. Convido você a explorar essas feiras, a conversar com os produtores, a descobrir novos sabores e a valorizar a cultura local. Que tal planejar sua próxima visita a uma feira livre e compartilhar suas descobertas comigo no Instagram? Vamos juntos redescobrir os sabores e histórias do nosso Brasil. Até a próxima semana, onde continuaremos nossa jornada gastronômica!
Bom apetite!
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Os 50 anos do sacerdócio de Pai Neto
Pai Neto é um dos pais de santo mais conhecidos de Mossoró e região. Seu Centro Espírita Xangô Agojô, na zona norte de Mossoró, tem quase 50 anos de existência, sendo uma das casas de umbanda mais veneradas da cidade.
Pai Neto fala de sua tradição no culto umbandista, “esse dom, que me foi dado por Deus, vem das raízes de minha família. Desde meus 17 anos fiz meu orixá com a famosa Mãe Edviges, em Areia branca. A partir disso passei a ser babalorixá com a inauguração do meu terreiro, em 1977.”
Seguindo a linha da umbanda de tradição nagô, o Centro Espírita realiza seus trabalhos toda quinta-feira, com atendimentos individuais também sendo realizados na casa.

Um dos fundadores da Louvação ao Baobá, cerimônia religiosa que reúne os terreiros de Mossoró todo ano no centro da cidade, no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, Pai Neto fala da luta contra a intolerância religiosa no contexto mossoroense, “ainda lutamos contra o preconceito, mas a intolerância reduziu um pouco após levarmos a Louvação ao Baobá para à praça pública. Já alcançamos muitos avanços. Sigo com fé e esperança para que as religiões afro-ameríndias sejam vistas como de Deus, porque aqui existe o melhor dos seres humanos, a caridade.”

Pai Neto, que junto da atriz Tony Silva e da professora Ivonete Soares, dos quadros da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), foram os fundadores da Louvação, que já é uma importante celebração no calendário afro-ameríndio mossoroense, “convocamos alguns terreiros, em 2003, para irmos mostrar nossos louvores e buscar a compreensão das pessoas. Plantamos o Baobá ao lado da Estação das Artes Elizeu Ventania e nossa cerimônia vem crescendo a cada ano. A Louvação foi criada com o intuito de combater o preconceito e o racismo.”
A Louvação ao Baobá é realizada entre o fim da tarde e início da noite, na praça do Teatro Municipal Dix-Huit Rosado. Este ano será a celebração comemorará 21 anos de existência. Suas 2 décadas foram de fundamental importância para fazer avançar políticas públicas focadas nos povos de terreiros e no combate a intolerância religiosa.

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Fim de semana em Natal promete ser bastante movimentado
SEXTA FEIRA (12)
SÃO JOÃO DO COMÉRCIO
O São João promovido pela Fecomércio, contará com a apresentação principal de Circuito Musical, na Praça Pedro Velho (Praça Cívica). O evento inicia às 17:30 com Jarbas do Acordeon.
O cantor Luan Estilizado iria se apresentar, mas devido a um problema de saúde não poderá estar presente.
SÁBADO (13)
DIA MUNDIAL DO ROCK:
ÀS 20:00
Em comemoração ao dia mundial do ROCK o Whiskritório Pub fará um grande tributo a essa data importante aos rockeiros, contando com 3 bandas, estúdio de tatuagem, karaokê, e muito mais. Para comprar seus ingressos clique aqui.
SHOW DE STAND UP: “Renato Albani – Zona de Conforto”
ÀS 20:00
“O aclamado humorista Renato Albani estreia com o tema “Zona de Conforto”, seu mais recente trabalho. Neste novo texto, o humorista constrói uma jornada cômica usando como pano de fundo aspectos da psicologia humana, traço perspicaz de seus textos. Compre seus ingressos aqui.
NATIRUTS “LEVE COM VOCÊ”
ÀS 21:00
Em sua turnê de despedida a banda irreverente Natiruts se despede com seu show em Natal, na Arena das Dunas. Confira aqui os preços dos ingressos.
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Câmara de Vereadores acata pedido de abertura de processo de impeachment do prefeito Augusto Alves, de Tangará
Na manhã desta quinta-feira (11), a Câmara Municipal de Tangará acatou o pedido protocolado semana passada, que pede a cassação do mandato do atual prefeito interino da cidade, Augusto Alves, por crime de responsabilidade.
O prefeito terá agora o prazo de 10 dias para apresentar sua defesa. A votação que poderá levar o impeachment de Augusto Alves deverá ocorrer ainda neste mês de julho.
As chances de que o prefeito sofra o impeachment são grandes, uma vez que a abertura do processo foi aprovada por seis votos a zero na Câmara de Vereadores.Motivo do impeachment
Após assumir interinamente a prefeitura, sendo vice do ex-prefeito Dr. Airton (afastado do cargo pela Justiça devido a um processo de interdição levado a cabo por seu filho), Augusto Alves não teria realizado um único pagamento referente aos valores devidos à previdência dos servidores do município.
Na última reunião dos conselhos Deliberativo e Fiscal do Tangará Prev, realizada em 24 de maio de 2024, foram discutidos os impactos da falta de repasse das contribuições previdenciárias.
A ausência de ações concretas para sanar o déficit levou os conselheiros Luiz Carlos de Oliveira e Roberto Luiz da Silva Filho a protocolar um pedido de impeachment contra o prefeito interino.
A acusação central é que a administração de Augusto Alves não tem realizado os repasses obrigatórios ao fundo de previdência (Tangará Prev).
Essa prática ilegal resultou em um déficit alarmante que coloca em risco o pagamento dos benefícios dos servidores aposentados e pensionistas, ameaçando centenas de famílias.
O rombo no Tangará Prev já ultrapassa os R$ 9 milhões. Esse déficit significativo é atribuído à falta de repasses tanto na administração atual quanto na anterior, sem qualquer ação concreta de Augusto Alves para resolver o problema.
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Ativista político de esquerda estava no ato do IDEMA e emite nota
Na última segunda-feira (8), uma caravana foi até o Idema protestar a favor da liberação da licença para a construção da engorda da Praia de Ponta Negra. Além do ato, o prefeito Álvaro Dias, o deputado Paulinho Freire e uma comissão de vereadores foram até o local para conversar com o órgão em busca de soluções.
Na ocasião, assim como toda manifestação, houve alterações de ânimos e algumas coisas saíram um pouco do controle. O membro do Elo Nacional do Partido REDE da Sustentabilidade Wesley de Lima Caetano, mais conhecido como Geleia, foi um dos nomes envolvidos casualmente separando um principio de desentendimento.
Geleia tem um vasto currículo de mobilizações sociais e grande experiência nas lutas populares, sendo uma das maiores referências de lutas como o #ForaMicarla, hoje o mesmo nos encaminhou uma nota onde relatou ainda que além de se preocupar com acusação de depredar patrimônio público – arrombar o portão do Idema – e sobre estar no meio de uma agressão em acusações futuras já que aqueles que além de o orientar muitas vezes e lutar ao seu lado em atos inclusive de maiores tensões e revolta hoje espalham sua imagem em grupos de WhatsApp colocando-o em evidencia de forma negativa, apresentam uma narrativa com uma posição de criminalização do modelo de luta dos movimentos sociais e populares diz Wesley, assim deixando um questionamento, que segundo ele “o que vem a ser verdadeiro? pois as bandeiras e narrativas são de conveniência por quem já lutou nas ruas com consciência”.
Em nota, Wesley Caetano comenta sobre um vídeo que está circulando nas redes sociais, onde segundo ele, estava separando um conflito e reitera “acredito firmemente que violência não deve ser respondida com violência, e minha natureza não permite omissão ou covardia.”
Em relação a comparações feita entre o ato no Idema e aos protestos ocorridos em Brasília, no dia 8 de janeiro, ele afirma:
“O pequeno dano a um portão, por mais inaceitável que seja, e um desentendimento, que são comuns em aglomerações de pessoas com opiniões divergentes, não justificam medidas extremas de cunho criminalizador. É absurdo e chega a ser cômico comparar os eventos de hoje com os ocorridos em Brasília em 8 de janeiro; isso é de uma pequenez que busca generalizar e acusar injustamente aqueles que estavam presentes hoje.”

Imagem que circula nas redes sociais – Foto: Reprodução Confira a nota completa
Me sinto na obrigação de esclarecer aqui os fatos, devido às proporções que as propagandas e narrativas midiáticas tomaram em relação aos acontecimentos durante o ato público em apoio à licença ambiental para a engorda da Praia de Ponta Negra, como forma de mitigar a erosão do Morro do Careca e diminuir a faixa de areia, trazendo diversos benefícios à população de Natal. Município ao qual pertenço de corpo, alma e coração, onde já protagonizei grandes lutas em favor da coletividade, da dignidade humana e da educação. A participação em atos públicos de grande escala, como durante o período de Micarla, tem sido constante.
Hoje, mais uma vez, me engajei na luta buscando apoiar as melhorias necessárias para Natal e para nossa população. Não participei de qualquer forma de depredação ao patrimônio público ou privado, pois não concordo com tal forma de intervenção ou ação direta. Acredito firmemente que o poder popular e a força da coletividade superam qualquer obstáculo.
Logo após a entrada dos manifestantes na sede do IDEMA, ocorreu um incidente próximo a mim, que exigiu intervenção para garantir a segurança física dos envolvidos e preservar a integridade do ato, que era nobre e raro.
Refiro-me a raro devido a uma inversão parcial do princípio usual de mobilização em atos públicos, que geralmente emergem da sociedade civil organizada e suas entidades. No entanto, o ato de hoje contou com uma forte mobilização do Executivo e Legislativo municipal, destacando a importância da seriedade da pauta apresentada.
Gostaria de esclarecer um incidente que foi capturado em vídeos circulando nas redes sociais, onde apareço separando uma situação de conflito, buscando garantir a segurança dos envolvidos, como citado anteriormente. Acredito firmemente que violência não deve ser respondida com violência, e minha natureza não permite omissão ou covardia. Construí a melhor solução possível naquele momento, onde ocorreram dois momentos distintos de ação e reação: a ação do jovem funcionário e a reação do manifestante, que desencadeou meu envolvimento e me levou a garantir a acessibilidade do vereador Tercio Tinoco e sua integridade, isolando com meu corpo o empurra-empurra que estava instaurado com o desentendimento que persistiu até a separação visual dos envolvidos.
Além disso, aproveito para expressar minha opinião, que considero relevante dada minha posição e história. O pequeno dano a um portão, por mais inaceitável que seja, e um desentendimento, que são comuns em aglomerações de pessoas com opiniões divergentes, não justificam medidas extremas de cunho criminalizador. É absurdo e chega a ser cômico comparar os eventos de hoje com os ocorridos em Brasília em 8 de janeiro; isso é de uma pequenez que busca generalizar e acusar injustamente aqueles que estavam presentes hoje.
É revoltante ver como alguns estão cegos para a realidade, sedentos pelos frutos eleitoreiros, que esquecem a defesa da não criminalização dos movimentos sociais, pauta tão aquecida anteriormente pela moçada. Gostaria de afirmar, por fim, que independentemente de serem comissionados ou não, todos são cidadãos.
Wesley de Lima Caetano (Geleia)
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Operação do MPRN investiga desvio de R$ 2 milhões em Severiano Melo
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta quarta-feira (10) uma operação que investiga o desvio de mais de R$ 2 milhões dos cofres públicos do município de Severiano Melo, na Região Alto Oeste potiguar, entre os anos de 2013 e 2020. Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão nas cidades de Mossoró, Pau dos Ferros, Martins, Francisco Dantas e Taboleiro Grande, além da própria Severiano Melo. Segundo o MP, os desvios teriam sido encabeçados por um ex-prefeito e um ex-secretário de finanças do município.
A Prefeitura de Severiano Melo informou, em nota, que desde que foi acionada tem colaborado com o MPRN, entregando todos os documentos solicitados para fins de investigação do processo da Operação Desvio. O município reforçou que, prezando pela responsabilidade e transparência, cumpre o seu dever de colocar à disposição das autoridades competentes todos os documentos e as informações necessárias para elucidação dos fatos. Um dos pontos de cumprimento dos mandados de busca e apreensão foi a Câmara Municipal de Severiano Melo. Segundo o MP, um dos principais investigados ocupa o cargo de vereador na cidade.
A Justiça do RN também autorizou o sequestro de bens dos investigados e o bloqueio de contas bancárias, de planos de previdência e ainda a indisponibilidade de veículos dos envolvidos nas fraudes. Já nas investigações inaugurais, o MPRN obteve provas robustas da existência do esquema fraudulento. Ao todo, oito promotores de Justiça, 27 servidores do MPRN e 52 policiais militares participaram da ação.
Segundo o Ministério Público, os suspeitos de executarem o esquema se aproveitavam das facilidades derivadas dos cargos de gestão e desviavam o dinheiro público para as contas-correntes deles próprios e também para as contas de terceiros, na maioria, parentes ou pessoas que detinham com eles alguma espécie de vínculo. O ex-prefeito e o ex-secretário investigados se beneficiavam do repasse indevido e direcionavam os valores também a terceiros, parentes ou pessoas conhecidas. Segundo o MP, também estão sendo investigados mulher, filhos, irmãos, sobrinhos e até a sogra de um dos suspeitos de encabeçar o esquema. Os documentos, computadores e celulares apreendidos na operação Desvio serão analisados pelo MPRN, que ainda apura o envolvimento de outras pessoas e o cometimento de outros crimes pelo grupo.
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Madame Satã: um retrato atemporal da exclusão e do preconceito
Oi! tudo bem com você? Daqui, espero que sim! Esse seu degustador de filmes, séries e tudo mais que o audiovisual produz, vem mais uma vez refletir um pouco com você sobre um filme. Dessa vez com um tema atual e urgente: o que podemos, devemos e temos o direito de fazer com nossas vidas, nossos corpos, nossa sexualidade.
Em uma sociedade moldada numa moral religiosa e carregada de hipocrisia, como a nossa, essas que deveriam ser simples sentenças de um anunciado, acaba ganhando o debate público de interdições, mortes e todos os tipos possíveis de violências, nesse Brasil do século XXI. Apesar de alguns avanços e conquistas para pessoas da comunidade LGBTQIAPN+, essas continuam sofrendo todo tipo de discriminação e preconceito. Somos um dos países do mundo onde mais se mata pessoas LGBTQIAPN+, bem como mulheres, negros e pobres, sem piedade. Essa situação é quase que uma política de estado, basta olharmos as manchetes dos grandes jornais que vemos como essas populações são tratadas pelo aparato de segurança do estado. Estar dentro de uma dessas categorias de seres humanos e viver em periferia torna a pessoa um alvo, e, na maioria das vezes, sentenciado a morte.
O filme que as próximas linhas vão tratar junta alguns desses mundos, o protagonista é pobre, negro e homossexual. Madame Satã é seu nome.

Em Madame Satã vemos o preconceito tomando suas formas contra uma personagem real do Rio de Janeiro que não aceitou ser tratado de forma menor do que merecia, que não aceitava os olhares atravessados dos hipócritas, rebelando-se com sua arte, com seu corpo, com sua forma de amar, para colocar seu nome na história das lutas por viver e ser quem é, do jeito que se quer ser.
Esse texto não aprofundará essas questões, pois não dará conta, nem por baixo, do grande debate que devemos fazer para superar, de uma vez por todas, os preconceitos. Minha intenção é fazer você assistir os filmes e as sérias que venho trabalhando aqui, e, inteligente com és, tire suas próprias conclusões.
O filme “Madame Satã”, dirigido por Karim Aïnouz, em 2002, narra um breve período da vida de João Francisco dos Santos, o travesti e capoeirista que se tornou um ícone da cultura popular carioca na década de 1930. Através de uma narrativa fragmentada e sensorial, o longa-metragem mergulha na atmosfera da Lapa boêmia, retratando com maestria a exclusão e o preconceito que permeavam a sociedade da época.
Embora ambientado em um passado distante, “Madame Satã” levanta questões que ainda hoje ressoam na sociedade brasileira. A marginalização das minorias sociais, a violência contra pessoas LGBTQIAPN+ e a invisibilidade da cultura afro-brasileira são temas que continuam a exigir reflexão e ação.
A exclusão e o preconceito na época do filme, o que denominamos de homofobia, era extremamente visível. A homossexualidade era considerada um crime no Brasil até 1986. As pessoas homossexuais sofriam constantes perseguições e viviam à margem da sociedade.
Da mesma forma, a segregação racial era uma realidade no Brasil da época que o filme relata. Negros e negras relegados a papeis subalternos e sofrem com a discriminação em todos os aspectos da vida, isso ocorre no período histórico que o filme relata e segue com algumas proporções nos dias atuais. Em pleno século XXI, o preconceito de cor, de sexualidade e a marginalização social devido a pobreza, continuam existindo.
O filme “Madame Satã” contribui para a reflexão sobre a história da exclusão e do preconceito no Brasil, celebrando a resistência e a força da comunidade LGBTQIAPN+. É um filme necessário e urgente, que nos convida a repensar nossas relações sociais e lutar por uma sociedade mais justa e inclusiva. Além da exclusão e do preconceito, o filme também aborda temas como: a busca por identidade, a força da comunidade, a beleza da arte e da cultura popular.
“Madame Satã” é um filme complexo e multifacetado que merece ser assistido, refletido e replicado.
Ah! É muito fácil de encontrar esse filme na net, é só pesquisar em seu buscador de preferência.
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Louis Vuitton produz bandejas de medalhas para Olimpíadas de Paris
Nas Olimpíadas de Paris deste verão, os atletas vencedores serão agraciados com medalhas apresentadas em bandejas exclusivas da Louis Vuitton, uma das marcas mais luxuosas do mundo. As bandejas foram meticulosamente confeccionadas por artesãos na oficina de Beaulieu-sur-Layon, na região de Maine-et-Loire, e são adornadas com a icônica tela Damier, criada pela grife francesa em 1888.
O interior das bandejas é revestido com couro preto fosco, inspirado nos baús “Torches and Medals” da Louis Vuitton, oferecendo um toque de sofisticação e elegância. Cada bandeja pode acomodar de duas a seis medalhas, que foram desenhadas pelo renomado joalheiro Chaumet.
Antoine Arnault, chefe de comunicação, imagem e meio ambiente da LVMH, destacou a importância da marca não apenas como parceira criativa da Cerimônia de Abertura, mas também como presente durante todo o evento olímpico. Ele descreveu as bandejas como “lindas e muito Vuitton”, expressando a combinação de discrição e visibilidade paradoxal que elas representam.
Além das bandejas, a Louis Vuitton projetou uniformes unissex para os portadores de medalhas. Inspirados nos estilos das Olimpíadas de Paris de 1924, os conjuntos incluem uma camisa polo, calças largas e um boné gavroche. Arnault enfatizou que o design busca ser elegante, sóbrio e confortável, proporcionando às pessoas que carregam as medalhas condições ideais para desempenhar seu papel diante de uma audiência global.



