• Lula defende que fintechs “paguem o imposto devido a esse país”

    presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (9), que o sistema financeiro, sobretudo as fintechs, “paguem o imposto devido a esse país”. Lula comentou sobre a decisão da Câmara dos Deputados de retirar de pauta a votação da medida provisória (MP) que taxaria rendimentos de aplicações financeiras e apostas esportivas e compensaria a revogação de decreto que previa aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que sofreu críticas do mercado financeiro e de parlamentares.

    O governo, agora, deve procurar outras alternativas para aumentar a arrecadação e cumprir a meta fiscal, corte gastos também devem ser feitos. Lula está com agenda de viagens até o início da semana que vem e, segundo ele, no retorno, vai reunir sua equipe para avaliar os cenários possíveis.

    “Eu volto na quarta-feira [15] para Brasília, aí sim, eu vou reunir o governo para discutir como é que a gente vai propor que o sistema financeiro, sobretudo as fintechs, que tem fintech hoje maior do que banco, que elas paguem o imposto devido a esse país”, disse Lula em entrevista à Rádio Piatã, da Bahia. Hoje, o presidente cumpre agenda no estado.

    As fintechs são empresas de inovação que se diferenciam pelo uso da tecnologia para oferecer serviços financeiros digitais. Segundo Lula, hoje, há Fintechs maiores do que alguns bancos e que não pagam impostos proporcionais ao tamanho do negócio. 

    A MP precisava ser aprovada até esta quarta-feira (8) para não perder a eficácia. Com a retirada da pauta, apresentada pela oposição, o texto caducou.

    A versão original da MP propunha a taxação de bilionários, bancos e bets (empresas de apostas eletrônicas) como forma de aumentar a arrecadação. A ideia, por exemplo, era taxar a receita bruta das bets com alíquota entre 12% e 18%, além da taxação de aplicações financeiras, como as Letras de Crédito Agrário (LCA), de Crédito Imobiliário (LCI) e de Desenvolvimento (LCD), bem como juros sobre capital próprio.

    A previsão inicial era arrecadar cerca de R$ 10,5 bilhões em 2025 e R$ 21 bilhões, em 2026. Com as negociações, a projeção caiu para R$ 17 bilhões. O texto também previa corte de R$ 4,28 bilhões de gastos obrigatórios.

    “Nós estávamos propondo uma [taxação] de 18%, foi negociado para as [bets] pagar apenas 12%, ainda assim eles não quiseram e se recusaram pagar. É engraçado que o povo trabalhador paga 27,5% de imposto renda do seu salário e os ricos não querem pagar 12%, não querem pagar 18%”, disse Lula.

    presidente reafirmou que não foi uma derrota do governo, foi uma derrota imposta ao povo brasileiro.

    “Derrotaram a possibilidade de melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro, tirando mais dinheiro dos ricos e distribuindo para os pobres. Foi isso que aconteceu ontem no Congresso Nacional”, disse.

    Antes da votação, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrou que o Congresso Nacional cumprisse o acordo firmado com o governo federal para aprovação da MP. Haddad disse que o governo manteve diálogo com os parlamentares e que fez concessões. No entanto, os partidos do centrão vinham se posicionando contra a medida.


  • Custo do metro quadrado dispara no RN em setembro, com quarta maior alta do País

    O custo médio de construção por metro quadrado no Rio Grande do Norte registrou alta de 0,88% em setembro, a quarta maior variação nacional, segundo dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil divulgados pelo IBGE.

    O valor subiu de R$ 1.729,46 para R$ 1.744,62, impulsionado principalmente pelo aumento de R$ 11,34 no custo da mão de obra, que alcançou R$ 687,35/m².

    Apesar do significativo reajuste mensal, o estado mantém a sexta posição entre as unidades federativas com menor custo médio de construção do país.

    No acumulado anual, o RN apresenta a menor alta entre os estados nordestinos, com 3,55%, enquanto a variação nos últimos doze meses ficou em 4,11%, terceiro menor índice nacional. O desempenho contrasta com estados como Mato Grosso, que liderou o ranking de altas com 5,45% em setembro.


  • Carro é o principal meio de transporte para o trabalho, diz Censo

    O carro é o principal meio de transporte utilizado pelos brasileiros para ir ao trabalho, de acordo com dados do Censo divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados do Censo Demográfico 2022 mostram que 32% das pessoas que precisam se deslocar pelo menos três vezes por semana para o local de trabalho usam o automóvel, superando a proporção de 21,4% das que utilizam ônibus. Em terceiro lugar, vêm aquelas que se deslocam a pé, ao menos na maior parte do tempo, e que somavam 17,8%.

    “O censo traz justamente esse quadro amplo do Brasil, mostrando os gargalos e as dificuldades. Isso é reflexo do nosso histórico, que privilegiou o automóvel em detrimento de outros meios de transporte, mas também mostra certas carências do transporte público, que são especialmente mais impactantes em grandes concentrações urbanas, como Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Brasília”, avalia o analista do IBGE Mauro Sergio Pinheiro de Sousa.

    Tempo de deslocamento

    Essas carências aparecem principalmente no tempo de deslocamento. Na média brasileira, a maior parte dos trabalhadores, 57%, leva de seis minutos até meia hora para chegar ao local de trabalho, totalizando 40 milhões de pessoas. Mas essa proporção é menor no Sudeste, 53%, e cai para a casa de 36% nas duas maiores cidades do Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo. Na outra ponta, 12,6% das pessoas levam mais de uma hora nesse trajeto, número que sobe para 27,9% em São Paulo e 29,8% no Rio.

    A região metropolitana do Rio de Janeiro também se destaca no ponto mais extremo da escala, o dos trabalhadores que levam mais de duas horas para chegar ao trabalho. Onze cidades fluminenses figuram na lista dos 20 municípios, com mais de 100 mil habitantes, que tem o maior percentual de trabalhadores que declararam esse tempo de deslocamento, incluindo as três primeiras posições. Em Queimados, a grande campeã, 12,5% dos trabalhadores demoram pelo menos duas horas no trajeto de casa até o trabalho. A proporção na capital foi de 5,6%, enquanto a média brasileira ficou em 1,8%.

    O Censo também identificou algumas relações entre o tempo de deslocamentos e desigualdades sociais. Por exemplo, 16,4% das pessoas negras e 12,2% das indígenas leva pelo menos uma hora para chegar ao trabalho, enquanto a proporção entre as pessoas brancas foi de 10,4%. E maiores rendimentos domiciliares per capita também estavam associados a um menor tempo de deslocamento.

    Essas diferenças também aparecem na análise dos meios de transporte. A proporção de pessoas que vão de automóvel para o trabalho, alcança 42,9% entre as pessoas brancas, mais que o dobro da proporção declarada pelas pessoas pretas, que utilizam mais o ônibus, com 29%. Além disso, 57,8% dos trabalhadores com ensino superior completo vão de carro para o trabalho, enquanto a proporção entre as pessoas com ensino médio completo é menos que a metade, 28,6. Além disso, o meio preferencial das pessoas sem instrução ou com ensino fundamental completo é a pé, com 25,6%.

    Os analistas do IBGE também fizeram cruzamentos entre o tempo de trajeto e os meios de transporte e identificaram que 70% das pessoas que usam o ônibus como principal meio de transporte, levam pelo menos meia hora no trajeto. Já 52,2% dos usuários de trem ou metrô demoram pelo menos 1 hora.

    Ainda de acordo com o Censo, em 2022, 88,4% dos brasileiros trabalhavam no mesmo município de residência, sendo 71,4% em outro local e 16,9% na própria casa ou propriedade. residência. Por outro lado, 10,7% dos trabalhadores precisavam se deslocar para outro município para trabalhar e 7,9 milhões dessas pessoas faziam isso pelo menos 3 dias por semana.


  • Fraudes no INSS: PF deflagra nova fase de operação no RN, DF e mais seis estados

    A Polícia Federal iniciou nesta quinta-feira uma nova etapa da Operação Sem Desconto, investigando esquema de descontos associativos irregulares em benefícios previdenciários. Foram cumpridos 66 mandados de busca e apreensão em oito unidades federativas, incluindo um mandado em Mossoró, no Rio Grande do Norte.

    Segundo informações da PF, a ação visa aprofundar as investigações sobre crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, formação de organização criminosa e ocultação patrimonial. A operação conta com apoio da Controladoria-Geral da União e tem como base mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.

    A operação original, deflagrada em abril, identificou que entidades associativas descontaram ilegalmente aproximadamente R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. O caso motivou a criação de Comissão Parlamentar Mista de Investigação no Congresso Nacional e resultou no afastamento de pelo menos seis servidores públicos suspeitos de envolvimento no esquema.


  • Bebê potiguar morre durante transporte para tratamento no RS

    Uma bebê de dez meses, natural de Pau dos Ferros, faleceu durante operação de transporte aéreo que a levava de Natal para Porto Alegre, onde receberia tratamento especializado para problemas hepáticos.

    A criança, identificada como Ravínia, estava internada em Unidade de Terapia Intensiva no Hospital Infantil Varela Santiago e dependia de vaquinhas solidárias para custear seu tratamento.

    A complexa operação de traslado envolveu múltiplas etapas: transporte terrestre em ambulância até o Quartel da Polícia Militar, seguido por deslocamento no helicóptero Potiguar 02 do CIOPAER até a Base Aérea de Natal, e finalmente transferência para aeronave do Corpo de Bombeiros da Paraíba com destino ao Rio Grande do Sul.

    A equipe médica acompanhou todo o percurso, que havia sido coordenado pela Secretaria Estadual de Saúde através do sistema de regulação. A mãe da criança confirmou o óbito através de redes sociais.


  • Homem que desapareceu na Praia do Forte é militar da Marinha; buscas seguem na área

    O Corpo de Bombeiros mantém as operações de busca por um militar da Marinha do Brasil que desapareceu durante banho de mar na Praia do Forte, zona Norte de Natal.

    O incidente ocorreu na tarde de quarta-feira quando dois militares foram surpreendidos por correnteza forte, sendo que um conseguiu retornar à areia e acionar o socorro.

    As buscas foram interrompidas durante a noite por condições de visibilidade desfavoráveis e retomadas ao amanhecer desta quinta-feira. A Marinha confirmou o acompanhamento do caso e prestação de apoio à família do desaparecido. As equipes de resgate continuam varrendo a área costeira na tentativa de localizar o militar.


  • Brisa afirma que oitivas mostram não ter havido ilegalidades em emenda

    A Comissão Especial de Investigação da Câmara Municipal de Natal concluiu nesta quinta-feira as oitivas de testemunhas no processo que investiga a vereadora Brisa Bracchi, com os depoimentos indicando ausência de irregularidades na aplicação de emenda parlamentar. Segundo a parlamentar, as testemunhas – incluindo a cantora Khrystal e funcionários da Fundação Cultural Capitania das Artes – confirmaram a legalidade dos atos do mandato.

    O vereador Daniel Valença, membro da comissão, destacou que os depoimentos demonstraram que a execução financeira foi realizada pela Funcarte seguindo todos os trâmites legais, com setores responsáveis atestando a regularidade do evento “Rolê Vermelho”. As testemunhas também afirmaram que Brisa não foi notificada sobre supostas irregularidades e que não houve caráter partidário na atividade cultural.

    O relator Fúlvio Saulo terá cinco dias para apresentar seu parecer final após a fase de alegações da defesa. O caso gerou ampla mobilização de apoio à vereadora, com manifestações de lideranças nacionais como Erika Hilton e Anielle Franco, além de abaixo-assinado com mais de 400 nomes da classe artística potiguar. Paralelamente, outros casos de uso de verba pública para eventos passaram a ser questionados, incluindo contratações envolvendo o vereador Luciano Nascimento e a secretária Nina Souza.


  • Sesc divulga calendário de matrículas de suas escolas com novidades para 2026

    O Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Norte inicia nesta quinta-feira o período de matrículas para as unidades de ensino infantil e fundamental em Potilândia, Caicó e Mossoró. Serão disponibilizadas 703 novas vagas, submetidas a processo seletivo, com inscrições online disponíveis até 17 de outubro através do site sescrn.com.br.

    O ano letivo de 2026 traz como principal novidade a reinauguração do Sesc Potilândia, que ampliará sua capacidade em aproximadamente 400 vagas. As escolas oferecem valores diferenciados conforme a categoria de associado, priorizando dependentes de trabalhadores do comércio credenciados. O processo requer documentação como RG, CPF, comprovante de residência e cartão de vacinação, com resultados da seleção previstos para 7 de novembro.

    Para as unidades gratuitas da Zona Norte, Macaíba, Nova Cruz e São Paulo do Potengi, o edital do Programa de Comprometimento e Gratuidade será publicado em 20 de outubro, com inscrições entre 27 de outubro e 3 de novembro. A rede Sesc RN, maior instituição privada de educação básica do estado, mantém cerca de um terço de seus mais de 3.200 estudantes através de programas de gratuidade, possuindo certificações internacionais como o selo Rede PEA-Unesco e Escola Azul da Marinha.


  • Lei altera nome do Itep para Polícia Científica

    O Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte passa a se chamar oficialmente Polícia Científica do Rio Grande do Norte, conforme lei complementar sancionada pelo Executivo estadual e publicada no Diário Oficial desta quinta-feira.

    A mudança de nomenclatura visa reconhecer formalmente o caráter policial e científico da instituição.

    A alteração preserva a estrutura organizacional, atribuições técnicas e quadro funcional do órgão, que mantém vinculação com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social.

    A Polícia Científica permanece responsável pelas atividades de perícia criminal, identificação civil e criminal, medicina legal e análises laboratoriais que fundamentam investigações policiais e processos judiciais.


  • Censo revela que 35% dos trabalhadores recebem até um salário mínimo

    Dados preliminares do Censo Demográfico de 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostram que mais de um terço da população ocupada no país, equivalente a 35,3%, sobrevive com rendimentos de até um salário mínimo. Em contrapartida, uma parcela significativamente menor, de apenas 7,6%, consegue auferir ganhos superiores a cinco salários mínimos, valor que correspondia a R$ 6.060 no ano de referência da pesquisa.

    Embora tenha havido uma ligeira redução em ambos os percentuais na comparação com o Censo de 2010, as disparidades históricas relacionadas a gênero, raça e região permanecem profundas. A análise dos números confirma que os maiores rendimentos continuam concentrados entre homens, pessoas de cor branca ou amarela e residentes na região Centro-Sul do país.

    A faixa de rendimento mais comum entre os trabalhadores brasileiros situa-se entre um e dois salários mínimos, abrangendo 32,7% das pessoas ocupadas. No extremo oposto da pirâmide social, uma elite econômica composta por apenas 0,7% dos trabalhadores recebe valores superiores a vinte salários mínimos.

    As diferenças regionais são marcantes. Enquanto o rendimento médio nacional é de R$ 2.851, as regiões Norte e Nordeste apresentam valores que correspondem a apenas 78,5% e 70,7% dessa média, respectivamente. A região Centro-Oeste se destaca com o maior rendimento do país, R$ 3.292, seguida de perto pelas regiões Sul e Sudeste. Essa desigualdade é ainda mais evidente quando se observa que dezoito estados possuem rendimentos médios inferiores à média nacional, com Maranhão, Piauí e Bahia registrando os menores valores.

    As divisões por gênero e raça reforçam a existência de desigualdades estruturais. Os homens têm um rendimento médio 24,3% superior ao das mulheres. Na análise por cor ou raça, pessoas amarelas e brancas possuem rendimentos acima da média nacional, enquanto pretos, pardos e indígenas, este último com o menor rendimento médio, permanecem em situação de desvantagem.

    O Índice de Gini do Brasil, que mede a concentração de renda, foi registrado em 0,542, indicando um alto nível de desigualdade. As regiões Norte e Nordeste apresentam os piores índices, enquanto o Sul mostra a distribuição de renda mais equilibrada. A taxa de ocupação geral no país é de 53,5%, com as regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste apresentando os melhores índices, e o Nordeste e Norte, os mais baixos.





Jesus de Ritinha de Miúdo