• Líder religioso é preso no RN suspeito de estupro de vulnerável, fraude sexual e tortura

    A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu, na última sexta-feira (14), um homem de 37 anos suspeito de diversos crimes sexuais e de tortura contra múltiplas vítimas, incluindo crianças e adolescentes. O mandado de prisão preventiva foi cumprido no município de São Bento do Norte.

    Segundo as investigações, o suspeito se valia de sua posição de líder religioso para manipular, coagir e cometer abusos físicos, psicológicos e sexuais. A Polícia Civil aponta que o homem utilizava a relação de confiança e autoridade espiritual para atrair e submeter as vítimas, caracterizando um ambiente de total vulnerabilidade.

    A Delegacia Especializada na Proteção da Criança e do Adolescente de Natal (DPCA/Natal), responsável pela operação, informou que a continuidade das atividades religiosas exercidas pelo suspeito reforçou a necessidade da prisão. As autoridades entenderam que ele permanecia em contato com pessoas suscetíveis aos abusos, o que representava risco à integridade de outras possíveis vítimas.

    Após ser localizado, o homem foi conduzido à delegacia, passou pelos procedimentos legais e foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue aprofundando as investigações, que podem revelar outras vítimas e circunstâncias do caso.

    A corporação reforçou ainda a importância da participação da população no enfrentamento aos crimes sexuais e à violência contra crianças e adolescentes. Informações que possam auxiliar nas investigações podem ser repassadas anonimamente pelo Disque Denúncia 181.


  • Falha global na Cloudflare causa instabilidade em bancos brasileiros; não há previsão de normalização

    Diversos serviços bancários no Brasil registraram instabilidade na manhã desta terça-feira (18), após uma falha global na rede da Cloudflare. Por volta das 10h, usuários relatavam dificuldades para acessar contas, realizar transações e utilizar aplicativos de instituições como Bradesco, Banco do Brasil, Sicoob, C6 Bank, Nubank, Caixa Econômica Federal e Santander.

    O site Downdetector, que monitora queixas de usuários sobre problemas em plataformas digitais, apontou um pico de notificações envolvendo bancos e também o Pix, cujo funcionamento apresentou oscilações. Em redes sociais, clientes relataram lentidão, páginas fora do ar e falhas completas de acesso.

    A Cloudflare, uma das principais fornecedoras globais de serviços de segurança, rede e desempenho na internet, confirmou a instabilidade. Em comunicado publicado em seu painel de status, a empresa afirmou estar “ciente e investigando um problema que potencialmente impacta vários clientes”. O incidente foi registrado inicialmente às 8h48 (horário de Brasília), e a atualização mais recente, às 9h53, indicava que a equipe técnica ainda apurava as causas da falha.

    Até o momento, a companhia não divulgou detalhes sobre a origem do problema nem previsão para a normalização dos serviços. Incidentes envolvendo provedores de infraestrutura como a Cloudflare costumam gerar efeito cascata, já que inúmeras empresas dependem da rede para oferecer serviços estáveis e seguros.

    Durante as manobras de correção, a empresa também desativou temporariamente o serviço WARP na região de Londres. O WARP funciona como um túnel criptografado — semelhante a uma versão simplificada de VPN — utilizado para melhorar privacidade e estabilidade na navegação. Ainda não está claro se a desativação está diretamente relacionada à falha, mas a medida indica que ajustes emergenciais foram adotados para tentar estabilizar o sistema.

    A instabilidade reforça a dependência crescente de serviços de nuvem e infraestrutura global para o funcionamento de sistemas bancários e meios de pagamento digitais, como o Pix. Enquanto a Cloudflare trabalha na solução, instituições financeiras orientam seus clientes a tentar novas operações mais tarde e a utilizar canais alternativos quando possível.


  • Justiça suspende sessão que votaria cassação da vereadora Brisa Bracchi; sessão já foi remarcada

    A Justiça do Rio Grande do Norte suspendeu, na madrugada desta terça-feira (18), a sessão da Câmara Municipal de Natal que votaria a cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT). A decisão liminar, assinada pelo desembargador Cornélio Alves em regime de plantão judicial, atendeu a pedido da defesa da parlamentar e interrompeu o processo poucas horas antes de seu início, marcado para as 9h.

    A Câmara confirmou que já foi notificada e, diante da decisão, remarcou a sessão para esta quarta-feira (19), também às 9h.

    A suspensão ocorre após a comissão especial da Casa ter aprovado, na segunda-feira (17), o parecer que recomendava a cassação do mandato da vereadora. No entanto, segundo a defesa, Brisa foi notificada às 13h27 de segunda — menos de 24 horas antes da sessão — em desacordo com o prazo mínimo de 72 horas previsto no Regimento Interno da Câmara e no Decreto-Lei 201/67, que estabelece normas para processos de cassação em todo o país.

    Para o desembargador Cornélio Alves, a violação do prazo configura um vício grave. “O descumprimento do prazo regimental para a sessão de julgamento, em um processo que pode resultar na perda do mandato, prejudica a preparação da defesa e macula o procedimento administrativo”, afirmou. Ele destacou ainda o “perigo de dano” caso a votação ocorresse sem observância das formalidades essenciais, já que uma cassação baseada em ato potencialmente nulo poderia gerar prejuízo irreparável.

    Antes da liminar concedida pelo desembargador, o pedido da vereadora havia sido negado por um juiz plantonista, que entendeu que a análise deveria caber ao juízo natural, pois a sessão estava marcada apenas para a manhã seguinte. A defesa recorreu, argumentando que o expediente do Judiciário começaria às 8h, deixando apenas uma hora para eventual revisão da decisão, o que implicaria risco ao direito da parlamentar. O argumento foi acatado pelo magistrado responsável pelo plantão.

    Durante a madrugada, equipes de segurança chegaram a bloquear o entorno da Câmara, em preparação para a sessão que acabou suspensa.


  • IFRN abre mais de 300 vagas para cursos de especialização; inscrições vão até 30 de novembro

    O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) abriu 305 vagas para cursos de especialização com início previsto para o primeiro semestre de 2026. As inscrições, que custam R$ 80, estão abertas até 30 de novembro e devem ser realizadas exclusivamente pelo Portal do Candidato.

    As oportunidades estão distribuídas entre sete campi: João Câmara, Lajes, Natal-Central, Parelhas, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e São Paulo do Potengi. O processo seletivo será realizado por meio da análise do histórico e do currículo acadêmico, conforme critérios estabelecidos em edital.

    Candidatos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e pessoas de famílias de baixa renda podem solicitar isenção da taxa de inscrição até 9 de novembro. Além disso, o edital prevê reserva de vagas de acordo com as políticas de ações afirmativas do IFRN: 20% para candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas; 2% para quilombolas; e 5% para pessoas com deficiência. Há também vagas específicas para professores e servidores da rede pública.

    O resultado final do processo seletivo será divulgado no dia 4 de fevereiro de 2026. As pré-matrículas on-line ocorrerão entre 6 e 9 de fevereiro.

    Entre as opções oferecidas estão especializações em Educação Ambiental, Ciências Humanas, Engenharia de Segurança do Trabalho, Ensino de Ciências Naturais, Teatro, Gerenciamento de Obras e Estudos Linguísticos e Literários.


  • RN antecipa para as matrículas para estudantes com deficiência e TEA; solicitações vão até 5 de dezembro

    A Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC/RN) inicia nesta segunda-feira (17) o período de matrícula antecipada para estudantes com deficiência e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na rede estadual de ensino. O processo, voltado ao ano letivo de 2026, segue aberto até 5 de dezembro e deve ser realizado pelo Sistema Integrado de Gestão da Educação (SIGEduc).

    A iniciativa busca garantir o planejamento prévio dos serviços de acessibilidade física, pedagógica, linguística e metodológica, assegurando que cada estudante tenha suas necessidades atendidas desde o início do ano escolar. Segundo a SEEC, atualmente 7.693 alunos com deficiência ou TEA estão matriculados na rede estadual.

    Para as famílias que enfrentarem dificuldades no procedimento on-line, a secretaria disponibilizará apoio presencial em diferentes pontos. Pais e responsáveis podem procurar as escolas estaduais, as Diretorias Regionais de Educação (Direcs) ou o Grupo de Processamento de Dados (GPD), localizado na sede da SEEC, no Centro Administrativo de Natal.

    A matrícula antecipada é uma política anual do estado, fundamentada na busca por inclusão e atendimento especializado. Com o levantamento realizado a partir das solicitações, a secretaria consegue organizar com mais precisão a distribuição de profissionais de apoio, salas de recursos multifuncionais, transporte escolar acessível e adaptações estruturais.

    A SEEC reforça que o período exclusivo para estudantes com deficiência e TEA não substitui o calendário regular de matrículas, que será divulgado posteriormente para toda a comunidade escolar. Contudo, destaca que a etapa antecipada é essencial para assegurar que esse público tenha prioridade no planejamento e não enfrente barreiras no início do ano letivo.

    O órgão orienta que a inscrição seja feita o quanto antes, para facilitar a organização da rede e evitar sobrecarga no sistema nos últimos dias. Para mais informações, pais e responsáveis podem acessar o portal da SEEC ou entrar em contato com a escola mais próxima.


  • Contas de energia solar ficam mais caras e surpreendem consumidores no RN

    Moradores do Rio Grande do Norte que investiram em energia solar para economizar na conta de luz foram surpreendidos neste mês com faturas bem mais altas do que o habitual. A cobrança adicional afetou especialmente quem instalou sistemas fotovoltaicos a partir de 2023, conforme prevê a legislação que passou a vigorar nos últimos anos.

    A servidora pública Ana Paula Pachelli, que mantinha uma rotina de gastos mensais em torno de R$ 50 graças à geração própria, é um dos exemplos mais emblemáticos. Em novembro, sua conta de luz saltou para R$ 175. “Quando abri a fatura, vi R$ 175. Eu ia pagar, mas disse: não vou pagar não. Vou primeiro descobrir o que está acontecendo”, relatou.

    A Neoenergia Cosern, concessionária responsável pela distribuição elétrica no estado, afirmou que apenas está cumprindo normas federal e estadual. Segundo a empresa, consumidores que instalaram painéis solares a partir de janeiro de 2023 passaram a incorporar duas cobranças na conta:

    1. Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) – determinada por uma lei federal de 2022, com implementação progressiva;
    2. ICMS sobre a energia consumida – baseado em uma lei estadual de 1996, que, segundo a concessionária, não prevê isenção para produtores de energia solar.

    A TUSD corresponde ao pagamento pelo uso da infraestrutura de distribuição, mesmo quando o consumidor produz parte ou quase toda a energia que utiliza. Já o ICMS incide sobre a energia efetivamente consumida da rede, valor que costuma subir em meses de menor produção solar ou de maior demanda doméstica.

    Apesar das explicações da concessionária, a surpresa entre os consumidores permanece. Muitos afirmam que não foram devidamente informados sobre as mudanças ou acreditavam que a economia prometida com a instalação dos painéis seria maior.

    O governo do Rio Grande do Norte, por sua vez, negou qualquer alteração recente na legislação estadual e não comentou a interpretação da concessionária sobre a aplicação do ICMS. A divergência de entendimentos abre espaço para novos questionamentos e pode levar a ações judiciais de consumidores e associações do setor.

    Enquanto isso, quem investiu na energia solar com a expectativa de reduzir drasticamente a conta de luz tenta entender por que a fatura voltou a subir — e se o retorno desse investimento continuará valendo a pena.


  • Bolsonaro em espelho de Lula: recurso a cortes internacionais vira arma política e narrativa em meio a derrotas no STF

    A decisão da defesa de Jair Bolsonaro e de seus aliados condenados por tentativa de golpe de recorrer a cortes internacionais não inaugura nenhuma novidade no cenário político-judicial brasileiro. Antes, repete — quase passo a passo — a estratégia adotada por Luiz Inácio Lula da Silva em 2016, quando o petista buscou organismos internacionais para denunciar supostas violações de direitos em meio às investigações da Operação Lava-Jato. Em ambos os casos, trata-se menos de uma aposta com reais chances de reverter condenações e mais de uma operação política: a construção de uma narrativa de perseguição e injustiça, destinada a ressoar para dentro e para fora do país.

    A estratégia, como mostram juristas e especialistas, raramente produz efeito jurídico concreto. No entanto, tem alto valor simbólico e comunicacional — razão pela qual Lula, no passado, e Bolsonaro, agora, convergem no mesmo caminho.

    Lula 2016: o modelo que agora se repete

    Investigado por corrupção e sob forte desgaste público, Lula contratou o renomado jurista Geoffrey Robertson para apresentar ao Comitê de Direitos Humanos da ONU uma denúncia contra o Judiciário brasileiro. O ex-presidente alegava violações sistemáticas cometidas por Sergio Moro, então juiz da Lava-Jato: vazamento de informações sigilosas, condução coercitiva considerada arbitrária e prisões que, segundo a defesa, tinham como objetivo forçar delações premiadas.

    A reclamação foi aceita para análise pelo Tribunal Penal Internacional — mas isso não impediu a sequência dos processos. Em 2017, Lula foi condenado a nove anos de prisão. Em 2018, foi preso. E suas penas acabaram confirmadas por diferentes instâncias da Justiça. Ou seja: o apelo internacional não funcionou como freio jurídico. Funcionou, isso sim, como elemento de narrativa. “A Justiça do Brasil é totalmente parcial”, dizia Robertson à época, ecoando exatamente o que, anos depois, Bolsonaro afirmaria sobre o Supremo Tribunal Federal.

    O desfecho político reforça essa leitura. Em 2022, o Comitê da ONU concluiu que a Lava-Jato violara direitos do petista — mas naquele momento Lula já estava solto, elegível e em plena campanha presidencial. O veredicto tardio serviu como peça retórica poderosa para situar a Lava-Jato como uma “conspiração judicial”, reinterpretando o maior escândalo de corrupção da história do país como um processo enviesado. A estratégia, portanto, mostrou sua força narrativa.

    Bolsonaro 2025: a mesma lógica, novos protagonistas

    Agora são Bolsonaro e seus ex-auxiliares que se encontram na posição de acusados denunciando parcialidade judicial. Condenados a penas que chegam a 27 anos de prisão pelo STF, eles afirmam que houve prisões abusivas, ameaças para induzir delações e condução parcial dos processos. Argumentam, como Lula argumentou, que foram vítimas de “justiça de exceção”.

    Paulo Cunha Bueno, advogado de Bolsonaro, afirma que é direito dos condenados buscar o “duplo grau de jurisdição” em sistemas internacionais. Rodrigo Faucz, também citado, lembra que esse debate existe desde o mensalão. Mas ambos reconhecem: é uma estratégia cara, lenta e, na maioria das vezes, estéril.

    Os números impressionam. A defesa estima que serão necessários ao menos R$ 5 milhões apenas para custear pareceres ao longo dos próximos cinco anos — período médio para que a Comissão da ONU ou a Corte Interamericana de Direitos Humanos analisem um caso. Pareceres simples custam cerca de R$ 300 mil; os mais complexos chegam a R$ 2 milhões.

    Enquanto levantam recursos e discutem caminhos, os réus veem o cerco apertar. No dia 7, a Primeira Turma do STF negou um dos últimos recursos e manteve a condenação. Um segundo recurso seria possível, mas corre o risco de ser classificado como protelatório. A última esperança antes do cenário internacional é levar o caso ao plenário do Supremo — onde, segundo avaliação das próprias defesas, as chances de reversão são quase nulas.

    A coincidência que não é coincidência

    Há ainda uma coincidência política reveladora: em 2016, a ida de Lula à ONU foi coordenada por Cristiano Zanin, hoje ministro do STF e integrante do colegiado que condenou Bolsonaro por tentativa de golpe. A circularidade histórica é evidente: a estratégia que Lula inaugurou como acusado ele agora observa aplicada por seu maior rival político — e julgada pelo advogado que o defendeu no passado.

    No fim, o objetivo é o mesmo

    Em 2016 ou em 2025, com Lula ou com Bolsonaro, a busca por cortes internacionais cumpre a mesma função: não necessariamente reverter condenações, mas disputar a narrativa histórica. Serve para sustentar, no longo prazo, a tese de que ambos foram vítimas de arbitrariedades jurídicas — ainda que o resultado prático, no curto prazo, seja praticamente nulo.

    Bolsonaro e seus aliados sabem disso. Por isso repetem a estratégia. E por isso a história, mais uma vez, rima.


  • Festival Ribeira Boêmia celebra a força do samba com 11 horas de música e gerações reunidas na Arena das Dunas

    A Arena das Dunas será palco, no próximo sábado (15), de uma verdadeira travessia musical. A 5ª edição do Festival de Samba Ribeira Boêmia promete 11 horas ininterruptas de apresentações que costuram a tradição e a renovação do gênero, reunindo mestres consagrados e novos nomes que vêm ampliando o alcance do samba Brasil afora. Entre dois palcos e uma programação cuidadosamente desenhada, o público terá a chance de acompanhar shows de Paulinho da Viola, Xande de Pilares, Grupo Fundo de Quintal, Tiee, Quarteto Linha com Dani Cruz e Daniela Fernandes, além da Roda de Samba Ribeira Boêmia, anfitriã do evento.

    A escolha dessa mistura geracional não aconteceu por acaso. Leonardo Galvão, músico e um dos criadores do projeto Ribeira Boêmia, explica que a curadoria de 2025 buscou justamente celebrar o samba em suas diversas fases. “Somos pesquisadores do samba e estamos sempre atentos às novidades, mas também ouvimos a voz do público. O festival é resultado dessa escuta constante”, afirma. Ele destaca que trazer Xande de Pilares era um sonho antigo, assim como receber Paulinho da Viola, verdadeira lenda viva do gênero. Ao mesmo tempo, nomes populares e recentes, como Tiee — dono de hits como “Modo avião” e “Ladrão de coração” — ajudam a oxigenar o festival e atrair novos públicos. “Faz parte da nossa renovação”, resume.

    Com 13 anos de existência, o projeto Ribeira Boêmia teve papel decisivo na revitalização do samba na cena musical de Natal. Segundo Leonardo, o grupo ajudou a formar novas plateias no início dos anos 2000, reunindo diferentes “tribos” do samba local. Desde então, o projeto trouxe à capital potiguar nomes ilustres como Maria Rita, Jorge Aragão, Alcione, Diogo Nogueira, Moacyr Luz, Teresa Cristina, Arlindinho Cruz e muitos artistas potiguares que encontraram ali um espaço de projeção e reconhecimento.

    Apesar do crescimento e da transformação de pequenas rodas em festivais grandiosos, Leonardo ressalta que o espírito coletivo permanece. “Nosso trabalho é feito por muitas mãos”, afirma, citando os sócios Laumar Barreto e Flaubert Benício, além da produtora Gabriela Damásio. Para 2026, o grupo planeja circular por diversas cidades do Rio Grande do Norte em um projeto de interiorização financiado por leis de incentivo.

    Nesta edição, o festival apresenta duas opções de experiência para o público. A área “pista” é voltada para quem deseja estar no centro do movimento, sentindo de perto a energia contagiante do samba. Já o espaço “lounge” oferece maior conforto, visão privilegiada dos palcos, áreas amplas para circulação e acesso livre ao gramado, ideal para quem prefere apreciar os shows com tranquilidade.

    5º Festival de Samba Ribeira Boêmia
    Dia 15 (sábado), na Arena das Dunas
    Abertura dos portões: 15h
    Senhas: WhatsApp (99677-3543), Shotgun.live e Portugal Center
    Instagram: @ribeiraboemia


  • RN passa a garantir emissão gratuita de carteira de identidade em braille para pessoas com deficiência visual

    Uma nova lei estadual do Rio Grande do Norte assegura às pessoas com deficiência visual o direito de obter a carteira de identidade em braille, sem qualquer custo adicional. O documento adaptado será confeccionado com sistema de leitura tátil, permitindo que cidadãos com diferentes níveis de perda visual tenham acesso a um meio de identificação adequado às suas necessidades.

    De acordo com a legislação, três categorias de deficiência visual dão direito ao documento especial. A primeira é a cegueira, definida quando a acuidade visual é igual ou inferior a 0,05 no melhor olho, mesmo com correção óptica. A segunda é a baixa visão, que abrange acuidade entre 0,3 e 0,05. A lei também contempla pessoas cuja soma do campo visual dos dois olhos seja igual ou menor que 60 graus, condição que limita significativamente a percepção do ambiente.

    A emissão do documento será gratuita em todos os casos. Atualmente, os prazos para confecção da carteira de identidade convencional nos postos de identificação do estado variam de 10 a 20 dias úteis. No entanto, a publicação que institui o novo modelo não especifica quando a versão em braille começará a ser disponibilizada nem detalha os procedimentos técnicos ou operacionais que serão adotados para sua implementação.

    Apesar das lacunas, a medida representa um avanço nas políticas de acessibilidade do Rio Grande do Norte, ao reconhecer a necessidade de ampliar formas inclusivas de identificação civil. A expectativa é que, com a regulamentação, o estado garanta maior autonomia às pessoas com deficiência visual no acesso a serviços públicos e privados.


  • Festival DoSol leva programação gratuita a Caicó e Currais Novos nesse final de semana

    O Festival DoSol inicia oficialmente sua 22ª edição neste fim de semana com uma programação intensa e totalmente gratuita nas cidades de Caicó e Currais Novos, no Seridó potiguar. As apresentações marcam o começo do circuito 2025 do evento, reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial do Rio Grande do Norte pela Lei nº 12.075/2025.

    A abertura acontece neste sábado (15), a partir das 18h, na Ilha de Santana, em Caicó. No domingo (16), o festival segue para Currais Novos, onde os shows serão realizados na Praça Tetê Salustino a partir das 17h. Entre as atrações principais estão as bandas The Mönic (SP), Camarones Orquestra Guitarrística (RN) e o grupo mineiro Black Pantera (MG), que se apresentam nas duas cidades.

    Segundo Ana Morena, coordenadora geral do DoSol, levar música e cultura ao interior é parte essencial do propósito do festival. “É sempre um desafio, mas não abrimos mão. Sabemos da importância de ir além dos grandes centros e nos enche de alegria espalhar ações culturais pelo RN”, destacou.

    A programação reúne nomes potiguares e nacionais, atravessando gêneros como rock, metal, indie e música instrumental, em uma maratona de shows que deve movimentar o Seridó.

    Programação

    Caicó – Sábado (15), Ilha de Santana
    18h – Cacto Neon (RN)
    19h – O Pantim (RN)
    20h – Unokkai (RN)
    21h – Sertão Sangrento (RN)
    22h – The Mönic (SP)
    23h – Camarones Orquestra Guitarrística (RN)
    0h – Black Pantera (MG)

    Currais Novos – Domingo (16), Praça Tetê Salustino
    17h – Julhin de Tia Lica (RN)
    18h – Wescley Gama (RN)
    19h – Noscopia (RN)
    20h – The Mönic (SP)
    21h – Camarones Orquestra Guitarrística (RN)
    22h – Black Pantera (MG)

    Com essa programação robusta, o Festival DoSol promete um fim de semana de celebração musical e integração cultural no Seridó.





Jesus de Ritinha de Miúdo