Jesus de Ritinha de Miúdo
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Aprender a competir, esquecer o pensar: a anomia neoliberal e a urgência de uma revolução democrática na escola
Christian Laval, sociólogo francês, autor de obras como A Nova Razão do Mundo (em parceria com Pierre Dardot) e A Escola Não é uma Empresa, concedeu uma entrevista a Vinícios de Oliveira, no Porvir, e levantou questões a respeito da perda de sentido da finalidade educativa quando os objetivos pedagógicos passam a mirar eficiência e performance. Muito se fala em resistência — mas é possível fazer dessa resistência uma ofensiva?
A pedagogia da concorrência
A questão que Laval recoloca com desconcertante simplicidade — “para que educar?” — é também o sintoma de uma crise civilizacional. O neoliberalismo não se contentou em reformar a economia: ele colonizou a alma. E é na escola que essa colonização se realiza com mais sutileza. Ali, a criança aprende, antes de tudo, a competir. O professor é reconfigurado como gestor; o estudante, como investidor de seu “capital humano”. A escola torna-se uma empresa e o saber, uma mercadoria fictícia.
Laval mostra que o neoliberalismo não é apenas uma doutrina econômica, mas uma forma total de governo da vida. A educação, submetida à lógica da eficiência, passa a operar como extensão do mercado. O que antes era o espaço da reflexão crítica e da formação de cidadãos é transformado em uma fábrica de competências, índices e métricas.
“O que entendemos por neoliberalismo não é simplesmente uma política econômica particular, uma política monetária ou uma política de oferta. O neoliberalismo é, na verdade, muito mais uma lógica geral de governo da sociedade e dos indivíduos; é a ideia de que toda a sociedade deve ser submetida a uma lógica de concorrência, a uma forma empresarial, e de que o mercado e a empresa são formas universais que devem ser aplicadas a todas as atividades e esferas institucionais.”
A consequência desse tipo de sociabilidade é um tipo de sujeito mutilado: um “homem econômico”, nas palavras dele, treinado para sobreviver, mas não para deliberar.
A perda do sentido e a produção da anomia
Quando a escola promete ascensão social e entrega apenas reprodução das desigualdades, instala-se uma frustração — e, com ela, a anomia, a perda de sentido coletivo. Laval identifica nessa frustração o terreno fértil para o autoritarismo: se a economia falha em integrar, o neofascismo oferece o castigo como falsa coesão.
O resultado pode ser devastador. A escola, reduzida a um campo de treinamento para o mercado, já não forma sujeitos, mas operadores de um sistema que não compreendem. Jovens aprendem a buscar diplomas como quem acumula pontos num jogo cujo prêmio é cada vez mais ilusório.
É o mesmo mecanismo que Mark Fisher diagnosticou ao falar do “realismo capitalista”: a sensação de que não há alternativa. A educação, em vez de romper essa sensação, passa a reproduzi-la. O estudante é interpelado não como cidadão, mas como competidor; o professor, não como agente público, mas como gerente da própria obsolescência. O aprendizado deixa de ser uma experiência de mundo e torna-se uma preparação infinita para um futuro que nunca chega.
“Ser qualificado não é suficiente”
Mas Christian Laval não é um pessimista. Sua proposta é, ao mesmo tempo, radical e serena: refundar a educação em bases democráticas, instaurando a experiência do autogoverno dentro da própria escola. Se a crise é da finalidade — se já não sabemos “para que educar” —, a resposta está em devolver à educação seu horizonte político: formar sujeitos livres, solidários, capazes de deliberar juntos sobre o que é comum.
“Embora seja evidente que o sistema educativo deva formar trabalhadores qualificados, isso não é suficiente para a formação de um adulto responsável. Nós pertencemos a uma coletividade com interesses comuns. Uma educação hiperespecializada cria o perigo de que as pessoas não tenham mais como se comunicar umas com as outras.”
A refundação de que fala Laval não pode vir de decretos nem de reformas tecnocráticas. Só tem como se concretizar, na visão dele, a partir de uma prática concreta da democracia nas escolas, nas salas de aula, entre educadores. Laval insiste: o educador só pode formar cidadãos autônomos se ele próprio vive uma experiência de autonomia coletiva. É preciso libertar a docência da lógica hierárquica e do “chefe-manager”, criando formas de autogestão, cooperação e deliberação real. Não se trata de anarquia pedagógica, mas de responsabilidade compartilhada.
A nova cultura comum
A educação democrática proposta por Laval exige uma nova cultura comum — uma que reintegre saberes hoje fragmentados entre as ciências “úteis” e as “humanas”. Tal cultura precisa incluir sociologia, política e ecologia, porque sem compreender o mundo não há como transformá-lo.
Nesse ponto, a escola torna-se laboratório do futuro democrático: lugar onde se aprende a pensar juntos, onde o saber não é posse, mas experiência coletiva.A inteligência artificial e a automação apenas acentuam a urgência dessa virada. O risco, como Laval adverte, é repetir no plano cognitivo o que Marx descreveu na maquinaria industrial: a transferência do saber humano para sistemas que nos isolam. Para resistir à individualização tecnológica, a escola deve tornar-se o oposto do algoritmo — espaço da conversa, da cooperação, do encontro.
O horizonte democrático
“Autogoverno” — é essa a palavra que condensa a utopia concreta de Laval. Uma sociedade democrática, diz ele, é aquela em que todos participam das decisões que os afetam diretamente. Isso vale tanto para a política quanto para a sala de aula. Formar cidadãos, portanto, não é ensinar regras de convivência; é criar condições para que decidam sobre elas. A educação não deve preparar para o mercado, mas para o governo de si e do comum.
“Se o educador está preso a relações hierárquicas rígidas, subordinado a um diretor ou inserido em uma burocracia local, ele vive uma experiência de obediência e controle. E como esperar que alguém que apenas cumpre ordens forme sujeitos autônomos? Ele acaba reproduzindo o que vivencia. A única saída possível é que o próprio educador seja autônomo. Mas não estamos falando de uma autonomia individualista, e sim de uma autonomia coletiva”.
E é aqui que a filosofia se reencontra com a pedagogia: educar é um ato político. É o gesto de negar que a vida se resuma à performance, à eficiência, à rentabilidade. É recusar o cinismo da sobrevivência e apostar, novamente, na possibilidade de um mundo comum.
O neoliberalismo nos ensinou a competir; a educação democrática precisa nos reaprender a cooperar. E talvez seja essa a mais subversiva das lições: imaginar que ainda podemos aprender juntos, contra a máquina que nos quer sozinhos.
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Caern suspendeu abastecimento na Zona Norte de Natal; situação já está sendo normalizada
A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) suspendeu, nesta segunda-feira (24), o abastecimento de água em todos os bairros da Zona Norte de Natal e em quatro localidades de São Gonçalo do Amarante: Amarante, Jardim Lola, Olho D’Água dos Carrilhos e Conjunto Nova Zelândia. A interrupção começa às 7h da manhã e deve durar 24 horas, até as 7h da terça-feira (25).
A parada é necessária para a execução da segunda etapa das obras de modernização da Estação Elevatória de Água Bruta da Lagoa de Extremoz, responsável pela captação que abastece cerca de 350 mil pessoas. A primeira etapa dos trabalhos havia sido realizada no dia 11 de novembro.
Segundo a Caern, após o religamento do sistema, a normalização do abastecimento deve ocorrer de forma gradual, podendo levar até 72 horas para que todas as áreas afetadas tenham o fornecimento regularizado.
Modernização da ETA Extremoz
O projeto prevê a substituição de três bombas antigas por quatro modernas motobombas anfíbias, além da renovação completa dos painéis elétricos e do sistema de automação da estação. O investimento total é de R$ 4,9 milhões.
Com a modernização, a Caern espera reduzir em pelo menos 20% o consumo de energia da estação, além de aumentar a segurança operacional do sistema. A instalação de mais equipamentos reserva — de uma para duas bombas — deve reduzir significativamente as interrupções no abastecimento.
“O objetivo é garantir continuidade e estabilidade no fornecimento, trazendo mais tranquilidade para os moradores da Zona Norte”, informou a companhia.
A Caern recomenda que a população das áreas afetadas faça uso racional da água armazenada durante o período de suspensão.
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Saxofonista de rua alivia o estresse do trânsito nos sinais em Natal; veja vídeo
Por Ananda Miranda, para a Tribuna do Norte
Ele não tem nome no letreiro, nem foto estampada em cartaz ou música nas paradas de sucesso, mas o som suave do saxofone se destaca no barulho do trânsito de Natal. Quando o sinal fica vermelho entre buzinas e engarrafamento, o sax do artista de rua, Victor Vendruscollo Jr, tem oferecido alívio em meio ao estresse do movimento urbano.
Quando o relógio marca 9h, as esquinas próximas ao cruzamento da Nascimento de Castro e à Salgado Filho se transformam em palco. Conhecido por quem passa, anônimo para quem não para, o saxofonista encontrou nas ruas a sua fonte de renda e um motivo para seguir tocando.
A música tem o poder de trazer memórias e, frequentemente, o artista observa as pessoas se emocionarem enquanto aguardam o sinal ficar verde. “Já aconteceu que a mulher começou a chorar, porque é a música da morte do pai dela. Outro porque lembra de um tio. Tem muita história”, revela o artista Victor Vendruscollo Jr sobre situações do sinaleiro.
Alguns dizem que toda cidade tem uma trilha sonora única. Em Natal, o saxofonista de rua escolhe entre um repertório variado de músicas, tocando diferentes estilos para se conectar com quem passa durante 45 segundos.
“Vejo quem tá nos dois primeiros carros, que são as pessoas que obrigatoriamente vão ter que me ver, porque estão olhando pra frente. E aí vejo se são mais velhos, novos, adolescentes, senhoras e a partir disso penso na música que a pessoa deve gostar”, disse.
Natural do Rio Grande do Sul, Victor Vendruscollo Jr, de 57 anos, chegou ao Rio Grande do Norte em janeiro de 2012 para trabalhar como palhaço no Circo Grock com a então esposa. Após o divórcio, ele optou por deixar a carreira de palhaço em segundo plano, dedicando mais tempo como músico.
O artista mora em Muriú e na maioria dos dias viaja por 40 minutos de moto para os sinaleiros natalenses.
O horário de trabalho varia, alguns dias trabalha 5h, outros, o horário de trabalho chega a 12h. “O melhor dia para trabalhar é no domingo, porque as pessoas estão passeando. Eles não estão trabalhando na rua com seus carros. Não estão apressados, tendo que pegar a criança na escola”, acrescenta o artista.
Apaixonado pela praia de Muriú, ele descreve seu lar como um lugar onde encontra descanso após o agito do dia a dia. De acordo com o artista, viver em um local como esse é um alívio após a correria e o barulho de Natal, especialmente após passar o dia trabalhando nas ruas.
Sua história com a música de rua na capital potiguar começou há seis anos, junto a amigos malabaristas que ele conheceu pela cidade. “Eles eram malabaristas, vinham do Rio de Janeiro, de bicicleta. E nós trabalhamos com a arte do circo também, da palhaçaria e a gente atuava como palhaço, contador de histórias”, lembra.
A primeira experiência de Victor nas ruas aconteceu quase por acaso: sem dinheiro para viajar para um encontro de malabaristas em Fortaleza, ele decidiu tocar no farol, enquanto os amigos faziam malabares. “Pior de tudo é não tentar, né? Aí começou”, conta.
Ele já trabalhou no ramo imobiliário, foi executivo de vendas e motorista por aplicativo.
Com a chegada da pandemia, Victor deixou as ruas por um período. “Eu consegui comprar um carro, comecei a trabalhar de Uber. Aí passei um ano e pouco de Uber, até que um dia o carro quebrou, eu tava sem grana”, lembra. Ele conta que precisava trocar uma peça que custava cerca de R$500,00 e não tinha como pagar. Foi então que decidiu voltar ao farol.
O retorno, segundo ele, foi surpreendente. “Quando eu voltei, cara, naquele dia eu ganhei mais do que um dia inteiro trabalhando sentado no carro, né? Sentado no carro, aturando passageiro chato, aturando o trânsito, estressando, acordando cedo, nos perigos”.
Atualmente, além de continuar no farol, ele trabalha como ator em simulações de atendimento médico para alunos de medicina.
Desde então, Victor transformou a música de rua em rotina e sustento. “Vamos botar que 70% do meu dinheiro ainda vem do farol. Tem meses que 100%. E é minha paixão”, explica.
A música ajudou a superar o vício
O uso de drogas, para muitos, começa como uma tentativa de encontrar prazer ou escapar temporariamente de dificuldades e medos. Victor Vendruscollo Jr. passou por essa experiência e não hesita em afirmar que aquele foi o pior período de sua vida.
Ele venceu o vício pelas drogas e alcoolismo há cinco anos: “Não adianta só tomar remédio, rezar ou esperar milagres. O primeiro passo é querer mudar. A droga é uma fuga, um prazer momentâneo, mas não resolve o que está por trás”, afirma.
Segundo ele, ter a música como profissão substitui os falsos prazeres oferecidos pelo álcool e droga: “me ajudou no sentido de ter que estar sóbrio para cumprir os compromissos. Também me realiza no sentido de me preencher, porque a droga nada mais é do que a procura de um prazer”.
Para ele, abrir mão de hábitos como sair para festas ou consumir álcool, algo que sempre fez parte de sua vida, foi uma decisão difícil. “Eu adoro cerveja, sempre fui cervejeiro, mas decidi que essas coisas não faziam mais sentido para mim”, explica.
A sobriedade, segundo Victor, não é apenas sobre evitar as tentações, mas também sobre ter clareza e se sentir realizado.
Ele aponta que o tempo de recuperação trouxe muitas conquistas: a compra de um terreno, a construção de uma casa e a reconquista da confiança dos filhos.
Vendruscollo aprendeu a tocar saxofone durante um episódio de vício mais antigo. Aos 23 anos, após uma temporada mochilando pela Europa, ele se viu em uma situação difícil ao retornar ao Brasil. “Eu usava pouca droga na época, mas foi o suficiente para que ela (namorada) denunciasse para os meus pais”, contou.
Com recursos financeiros e uma empresa de sucesso no Sul, a família de Victor decidiu interná-lo em uma clínica de reabilitação.
“Fiquei internado por quinze dias. Lá, meu psiquiatra tocava flauta transversal e me perguntou o que eu achava da música”, lembra. Esse foi o momento em que a ideia de aprender a tocar um instrumento despertou em Victor. “Sempre quis tocar saxofone”, afirmou.
Apesar da vontade de aprender, foi necessário mais tempo até que ele realmente começasse a tocar. “Eu ganhei um saxofone da minha família, mas demorou quase 15 anos para eu realmente começar a tocar. Eu estava focado no meu trabalho e na empresa do meu pai”, revela. Foi nesse intervalo que Victor passou a se dedicar à música, um interesse que acabaria se tornando sua principal fonte de renda.
Recepção do público nas ruas é positiva
Com o tempo, o saxofonista passou a ver sua profissão nas ruas como uma forma de conforto para as pessoas. Segundo Victor, cerca de 90% dos motoristas que passam pelo farol ficam felizes, surpresos e até relaxados com a música, que oferece uma breve pausa no caos do trânsito.
Além de tocar no farol, Victor também se apresenta em eventos privados, como casamentos e aniversários.
Embora a música seja sua grande paixão, ele não nega que o aspecto financeiro também seja um motivador importante. No entanto, sua recompensa é o prazer de tocar e interagir com o público. “Eu gosto muito de trocar ideia. Então, todas as pessoas que passam aqui, eu sempre largo uma piadinha, pergunto qual é a música que gosta”, expressa, enquanto sorri.
Victor Vendruscollo Jr. é uma figura querida na vizinhança, conhecido tanto pelos motoristas de ônibus quanto pelos moradores da região. Ele recebe com frequência água, lanches e até conversas amigáveis enquanto espera o sinal fechar.
Como artista de rua, ele também enfrenta desrespeitos e desafios em sua rotina. Para ele, a experiência de tocar no farol não é apenas sobre o prazer de se apresentar, mas também sobre lidar com a indiferença de algumas pessoas: “Muitas pessoas abrem o vidro e me filmam, mas não têm a educação de dar um sorriso ou um simples ‘obrigado’. Isso é falta de respeito”, desabafa.
No trabalho diário, Victor tenta criar pequenas conexões com quem passa pelo cruzamento. “Se é uma mulher toda de rosa, já toca uma Pantera Cor-de-Rosa; se ela tá com uma blusa de tigresa, já toca uma Tigresa de Unhas Negras. Entendeu? Eu procuro sempre fazer a pessoa rir”, exemplifica.
Nem sempre funciona. Ele explica que o humor do trânsito interfere diretamente na reação das pessoas. “Às vezes a pessoa está muito irritada, está muito braba, nem olha pra mim, às vezes fica olhando para o celular.”
Victor defende que os trabalhadores de rua estão ali, não como pedintes, mas como profissionais que estão lutando para ganhar o seu sustento: “Quando você vê um artista, quando você vê alguém vendendo alguma coisa, não tenha pena dessa pessoa. Tenha consideração, orgulho, respeito por essa pessoa, porque ela está ali trabalhando.”
Nem sempre a contribuição financeira é a única forma de reconhecimento. “Não tenha vergonha de colaborar com 10 centavos, 15 centavos. Se não tiver, pelo menos colabore com um sorriso. Se quiser bater palma, bate. Mas não desdenha”, defende.
Clique aqui para ver um vídeo de Victor Vendruscollo Jr.em exibição.
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Prefeitura de São Gonçalo entrega quadra de esportes de Guanduba revitalizada e com iluminação em LED
Os moradores da comunidade de Guanduba compareceram, na noite desta quarta-feira (19), à cerimônia de entrega da Quadra de Esportes José Cabral Bezerra, que passou por reforma. O espaço, que até pouco tempo era sinônimo de abandono, agora foi revitalizado e devolvido à população.
Presentes na solenidade a deputada estadual Terezinha Maia, a secretária Mada Calado, representando a primeira-dama e senadora Zenaide Maia, além dos vereadores, moradores, atletas, outras autoridades e lideranças locais.
Durante o discurso, o prefeito Jaime Calado enfatizou: “Quando se trabalha com amor e boa vontade, o resultado é esse: um espaço pronto para atender de forma digna o nosso povo”.
A secretária de Esportes, Rayane Rocha, destacou o esforço conjunto para a execução da obra. “O prefeito Jaime teve um cuidado especial com essa quadra. Era um pedido da comunidade e um requerimento da vereadora Aninha Siqueira. Esse é um trabalho construído por muitas mãos”, afirmou.
Milena Silveira, moradora da região há 18 anos, também celebrou a entrega do equipamento. “Como moradora, me sinto orgulhosa do trabalho da gestão do prefeito Jaime Calado. Saber que nossos atletas vão ter esse espaço como ele deve ser me deixa muito feliz”, disse.
Os serviços envolveram as Secretarias de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel) e Infraestrutura (Seminfra) na execução da pintura da quadra, manutenções de alvenaria, da rede hidráulica, da rede elétrica, das grades e redes de proteção. A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) realizou a substituição dos postes e das luminárias convencionais por luminárias em LED.
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Estou indo embora. A mala, e as caixas, já estão lá fora.

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Olá, queridos! Como vão?
Eu tenho passado por vários processos ultimamente. Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, cabeça bem cheia e caótica. (Quero é novidade!) Pois é, não é novidade alguma, todos nós estamos sempre passando por várias coisas ao mesmo tempo. A vida é essa dinamicidade imparável, ou em bom português, esse furdunço!
Mas quero falar com vocês hoje sobre alguns desses processos. Processos de mudança. Mais precisamente, mudança de endereço. Estou em meio a caixas, limpezas, organizações. Quase pronta para partir para meu novo lar. (Mas, ainda em Natal, graças a Deus!)
Esse processo, em si, não é novo para mim. Ao longo dos meus 40 anos, esse será meu endereço de número 23. Isso porque não conto os que repeti e, por algum motivo, voltei. Fui fazer as contas e me deparei com um total de 26 mudanças, contando com essa de agora. E tenho certeza que não vou parar por aí.
Alguém que já tenha se mudado tantas vezes, muitas delas sozinha, algumas delas sem poder ter ajuda, é de se esperar que esse alguém já esteja bastante acostumada com esse processo e que não encontre novidade alguma nisso, certo? Errado!
Toda mudança é única. Depende de onde estamos saindo, o que estamos levando e para onde estamos indo. Qual sentimento carregamos em cada processo desse. Já fiz mudanças muito feliz, muito triste, animada, decepcionada e frustrada. Já fiz mudança levando quase nada. já fiz mudança levando tudo de mim.
Quanto a essa mudança que estou fazendo agora, ela veio em um momento um tanto complicado, estou tendo que conviver com várias outras coisas difíceis que estão se passando dentro de mim e não tenho tido tempo para lidar com nada além da minha rotina normal e, claro, a mudança. Mas talvez por isso esteja refletindo tanto acerca do significado que ela tem para mim.
Apesar de toda mudança ser única, mudança é mudança. Seja de endereço, seja de comportamento, seja mudança física, psicológica, emocional, elas se assemelham. Em meio a todas essas caixas comecei a listar mentalmente essas semelhanças que essa etapa tem com nossas mudanças internas.
Quando começamos a nos conhecer melhor e perceber o que queremos/podemos mudar em nós mesmos, fazemos exatamente como em uma mudança de endereço. Passamos um pente fino em todas as coisas que organizamos, algumas coisas jogamos fora, outras coisas damos outro destino.
Percebemos que há coisas que perdem o sentido e nos livramos delas, abrindo assim espaço para que coisas novas possam caber naquele lugar. Ou então, coisas que nos incomodam e não podem ser simplesmente descartadas, ou que até mesmo pareciam perdidas, nós conseguimos ressignificá-las de tal forma que ganham um espaço totalmente novo nessa próxima etapa de nossas vidas.
Quando chegamos na nova morada, temos de arrumar tudo de novo lá. Encontrar lugares novos para encaixar tudo que trazemos conosco, novas formas de organizar, novas distribuições dos ambientes. Temos a sensação de habitar uma pele nova, a deliciosa sensação de ser alguém novo, sem deixar de ser nós mesmos.
Até porque o endereço novo para o qual a gente vai, a forma nova como a gente se organiza, isso é o que torna tudo novo, mesmo se estamos trazendo as mesmas coisas de sempre. Mas, claro, depois de passar por aquele filtro, por aquela criteriosa análise do que é bom manter e do que é preciso se desfazer.
Eu não preciso nem dizer como amo uma boa mudança, não é?! Também, depois de tantas! Gosto muito de me reinventar, de perceber que sou capaz de alcançar qualquer mudança a que me propor. Umas vão levar mais tempo e dar mais trabalho que outras, óbvio! Mas acredito que todas, as que realmente queremos, são possíveis.
Isso tudo me faz lembrar do cantor Gabriel, o Pensador. Ele tem um álbum em que na capa tem uma foto sua, criança, encostado em um muro onde se lê: “Seja você mesmo”. E no verso, ele adulto, encostado no mesmo muro, com a frase: “Mas não seja sempre o mesmo”. Mudança é para isso, para carregarmos conosco nossa essência e lapidar nossos defeitos e falhas para nos tornarmos sempre melhores.
Acredito, com todas as minhas forças, que todos nós podemos melhorar sempre. Tendo paciência com nosso processo, claro, mas sempre em constante evolução. Qualquer um pode! Basta querer e achar sua forma de fazer isso, dentro de suas condições e possibilidades.
Ainda sobre esse álbum dele que mencionei, tem uma faixa chamada “Até quando” que tem o seguinte trecho “Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente / A gente muda o mundo na mudança da mente / E quando a mente muda a gente anda pra frente” e eu acho isso fantástico!
Quando a gente se dispõe a se conhecer de verdade a gente não só entender o que precisa ser mudado, como também aprende como mudar. E, mudando nosso mundo interno, nós mudamos nosso mundo externo. É tudo sobre cuidar de nós mesmos, sem cair na audácia de querer mudar o outro.
Pois, quando entendemos a importância de cuidar do nosso interior, começamos a entender que o exterior deixa de ter importância, deixa de nos incomodar, começamos a deixar a mudança do outro para o outro e passamos a nutrir mais ainda nosso infinito particular que já nos oferece tudo aquilo que precisamos para seguir sempre em frente.
Até a próxima!
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Natal inicia novo serviço para zerar fila de quase 6 mil crianças com suspeita de autismo
A Prefeitura do Natal deu início a um esforço inédito para zerar, em até nove meses, a fila de 5.794 crianças com suspeita de Transtorno do Espectro Autista (TEA). O novo serviço de Avaliação Global começou a funcionar no Espaço Crescer, no bairro do Alecrim, e tem capacidade para atender até 600 crianças por mês — um salto que pretende acelerar diagnósticos e garantir o início mais rápido das terapias.
O atendimento é voltado a crianças e adolescentes de 0 a 14 anos e 11 meses. O serviço funciona em dois turnos, com equipes multidisciplinares compostas por psicólogos, fonoaudiólogos, aplicadores de ABA, psicopedagogos, nutricionistas, neuropsicólogos e com o suporte de um neuropediatra.
Fluxo de atendimento e encaminhamentos
A diretora do CEI Leste II, Érica Melo, explica que o acesso ocorre via regulação das Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde a triagem inicial é realizada. Ao chegar ao Centro, a criança passa por uma triagem com psicólogo e, conforme o grau de suporte necessário, permanece no local ou é encaminhada ao Centro Especializado de Reabilitação Adulto Infantil (CERAI).
Segundo Érica, muitas crianças já chegam com algum laudo devido ao longo tempo de espera e são encaminhadas diretamente para as terapias. Cada criança pode ser atendida por até dez sessões dentro do protocolo multidisciplinar.
Relatos das famílias
Entre as crianças atendidas está José Davi, de 7 anos, acompanhado da mãe, Katiucia de Oliveira, moradora da Zona Norte. Na fila há dois anos, o menino já possuía laudo particular obtido com apoio da Defensoria Pública. No CEI, ele passou por psicólogo, neuropsicólogo e psicopedagogo, aguardando atendimento de ABA, fonoaudiólogo e nutricionista. “O que queremos é dar continuidade aos tratamentos dele”, afirma a mãe.
Desafios e apelo às famílias
Embora o serviço esteja ampliado, Érica Melo alerta para um problema: a ausência das crianças convocadas. Das 245 chamadas mais recentes, grande parte não compareceu. “Pedimos às famílias que atualizem telefone e endereço na UBS. Estamos chamando todos por ordem”, reforça.
Estruturação do fluxo e expansão dos serviços
Para o secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, o maior obstáculo era a falta de um fluxo organizado de triagem e encaminhamento. “Com o Espaço Crescer, ampliamos a oferta de avaliações, impactando diretamente na redução da fila”, afirma.
Os próximos passos incluem a criação de uma sala multissensorial e a expansão do serviço para a Policlínica Norte, o que deve descentralizar o atendimento e alcançar ainda mais crianças.
Com as novas medidas, a expectativa da gestão é transformar um cenário marcado por longas esperas em um sistema capaz de oferecer diagnóstico e intervenção com mais rapidez e eficiência.
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Câmara aprova projeto antifacção com penas mais duras e novas regras para combater o crime organizado
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18) o projeto de lei antifacção, na forma do substitutivo apresentado pelo relator Guilherme Derrite (PP-SP), endurecendo penas e criando novos instrumentos de combate ao crime organizado no país. O texto recebeu 370 votos favoráveis, 110 contrários e 3 abstenções, e agora segue para análise do Senado.
A proposta aprovada amplia o conjunto de medidas destinadas a enfrentar facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), incluindo penas mais longas, novos tipos penais, confisco extraordinário de bens e mudanças no processo penal. Um dos destaques aprovados pela maioria dos parlamentares extingue a possibilidade de presos votarem nas eleições — medida que gerou forte polarização durante o debate.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), conduziu a votação e rejeitou dois destaques da direita que tentavam equiparar facções criminosas ao terrorismo, tese que ganhou força após a megaoperação policial contra o CV no Rio de Janeiro. O governo comemorou a rejeição: o líder José Guimarães (PT-CE) elogiou a condução “responsável” de Motta.
“Hoje a Câmara faz história. Entregamos uma resposta dura contra os criminosos”, declarou o presidente da Casa, afirmando que o debate não deveria ser visto sob a ótica de “heróis e vilões”, mas como um esforço conjunto para proteger a população.
Penas mais duras e definição inédita de facção criminosa
O texto cria o “Marco Legal do Combate ao Crime Organizado” e define facção criminosa como “organização criminosa ultraviolenta”, caracterizada por controle territorial, intimidação de autoridades ou ataque a estruturas essenciais. Os crimes previstos não poderão receber anistia, indulto, graça, fiança ou livramento condicional.
As penas podem chegar a 40 anos para crimes de “domínio social estruturado” — conceito inserido nas versões anteriores do relatório — e ultrapassar 65 anos quando se tratar de líderes de facções. O PL também eleva para até 85% o tempo mínimo de cumprimento da pena para progressão de regime.
Mudança no julgamento de homicídios e expansão do confisco de bens
Uma das medidas mais polêmicas é transferir para Varas Criminais Colegiadas o julgamento de homicídios dolosos cometidos por integrantes de facções ou milícias, afastando a competência do Tribunal do Júri. A justificativa é o risco de coação e violência contra jurados leigos.
O texto também prevê o confisco extraordinário de bens sem necessidade de condenação penal, desde que haja demonstração clara de origem ilícita. Na última versão, Derrite removeu a exigência de “risco de dissipação do patrimônio”, ampliando a possibilidade de apreensão.
Outra mudança estabelece que recursos recuperados em ações da Polícia Federal vão para o Fundo Nacional de Segurança Pública, e não mais exclusivamente para o Funapol. Em operações conjuntas, os valores serão repartidos com os estados.
Críticas dentro do governo e acusações de “lambança legislativa”
A tramitação acelerada do PL gerou embates entre o governo e o relator. A ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) chamou de “lambança legislativa” o fato de Derrite ter apresentado seis versões em pouco mais de uma semana, alegando que o texto contém inconstitucionalidades e erros técnicos.
O líder do PT, Lindbergh Farias, acusou o relator de ignorar negociações e prejudicar a Polícia Federal ao modificar regras de destinação de recursos. A oposição, por sua vez, criticou o governo por rejeitar a equiparação de facções ao terrorismo.
Tecnologia, audiências e participação do Ministério Público
O substitutivo cria agravantes específicos para facções que utilizem drones, sistemas de vigilância avançados, criptografia ou ferramentas de contrainteligência.
O texto determina ainda que audiências de custódia ocorram preferencialmente por videoconferência, e formaliza a participação do Ministério Público nas forças-tarefa de combate às facções.
Com a aprovação na Câmara, a expectativa é que o Senado revise pontos técnicos e constitucionais antes da possível sanção presidencial. O tema deve continuar no centro do debate político e jurídico nas próximas semanas.
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Lula sanciona lei que proíbe uso de linguagem neutra na administração pública em todo o país
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou um projeto de lei que proíbe o uso de linguagem neutra em órgãos da administração pública em todas as esferas federativas. A nova norma abrange não apenas a União, mas também os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, além de suas autarquias, fundações e demais entidades da administração direta e indireta.
A lei veda oficialmente o emprego de expressões como “todes”, “amigues”, “elu” e outras formas que compõem a chamada linguagem neutra ou linguagem inclusiva de gênero. Esse modo de comunicação é utilizado especialmente por pessoas da comunidade LGBTQIA+ que não se identificam com os gêneros masculino ou feminino e buscam alternativas linguísticas não marcadas.
Com a sanção, documentos, comunicações oficiais, materiais pedagógicos, editais, regulamentos, correspondências públicas e demais textos institucionais deverão seguir as normas tradicionais da língua portuguesa, conforme estabelecidas por órgãos como a Academia Brasileira de Letras e normatizações vigentes.
O projeto aprovado pelo Congresso já vinha gerando debates em diferentes setores. Entre os defensores da medida, a principal justificativa é a necessidade de uniformidade linguística em atos oficiais e a preservação das normas cultas da língua portuguesa. Já grupos contrários à proibição argumentam que a iniciativa restringe formas de expressão e desconsidera demandas de populações que buscam visibilidade através de formas alternativas de linguagem.
Apesar das discussões, o texto não interfere no uso da linguagem neutra por cidadãos na vida privada, em ambientes informais ou em contextos não vinculados à administração pública. A lei também não estabelece punições diretas aos indivíduos, mas determina que órgãos governamentais adotem orientação formal para evitar o uso dessas expressões.
Com a sanção, a nova regra passa a valer imediatamente, e os entes federativos deverão adequar seus procedimentos internos às exigências previstas no texto.
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Comércio aquece no fim do ano e vagas temporárias viram porta de entrada para emprego efetivo
Com a chegada do fim do ano, o comércio potiguar se prepara para o período de maior movimento e, consequentemente, para a ampliação das contratações temporárias. Segundo estimativa da Fecomércio-RN, mais de 31,2 mil vagas devem ser abertas entre novembro e dezembro, sobretudo no varejo, supermercados, logística e serviços. Embora sazonais, essas vagas vêm se consolidando como oportunidade real de efetivação para quem busca reingresso ou estabilidade no mercado de trabalho.
De acordo com José Lucena, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Natal, o impacto dessas contratações é duplo: fortalece a economia e cria novas chances de inserção profissional. “Quanto mais pessoas estão empregadas, cresce também o consumo. As contratações temporárias são fundamentais tanto para a economia quanto para gerar oportunidades para a população”, afirma.
Para transformar o contrato temporário em emprego fixo, o trabalhador precisa ir além das habilidades técnicas. Segundo Rose Câmara, gerente de carreiras e educação corporativa do Senac-RN, o desempenho e o comportamento são continuamente avaliados pelas empresas. “É um processo seletivo permanente. O comportamento, a proatividade e a inteligência emocional fazem toda a diferença”, explica.
A especialista destaca que a temporada também funciona como um laboratório profissional. Muitos trabalhadores acabam sendo absorvidos pela empresa ao demonstrar comprometimento e capacidade de adaptação. “Existem boas chances de permanecer ou, no mínimo, sair com uma excelente referência”, completa Rose.
Outro ponto decisivo é a preparação para entrevistas. Rose orienta que o candidato reflita sobre seus objetivos antes de disputar uma vaga. “É preciso entender se aquela função está alinhada ao que se quer fazer. Aceitar qualquer vaga por necessidade pode ser arriscado”, alerta. Ela recomenda ainda que o candidato pesquise sobre a empresa, invista na apresentação pessoal e mantenha seu currículo atualizado.
A Fecomércio destaca que, embora robusta, a previsão de contratações para 2025 é 6,9% menor que a registrada em 2024, resultado de um crescimento econômico mais moderado. O Banco do Brasil projeta expansão de 1,4% para a economia potiguar neste ano, enquanto dados do IBGE indicam avanços setoriais no comércio (+2,3%), serviços (+4,3%) e turismo (+5,5%) até agosto. Mesmo com ritmo mais lento, o fim de ano segue sendo o momento mais estratégico para quem busca uma porta de entrada no mercado de trabalho.
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Governo Federal conclui estudo e prepara leilão para sistema de transmissão de energia que ligará o RN ao Paraná
O Ministério de Minas e Energia (MME) finalizou o estudo de planejamento que viabiliza o leilão do novo corredor expresso Bipolo Nordeste 2, um sistema de transmissão de 2.500 km que ligará Angicos (RN) a Itaporanga 2 (PR). O empreendimento será o primeiro do país — e um dos poucos no mundo — a operar tecnologia VSC (Voltage Source Converter) em longa distância, permitindo controle altamente preciso da potência e maior estabilidade na integração de fontes renováveis, como energia eólica e solar.
Segundo o MME, o corredor Nordeste–Sul atende a necessidades estruturais do Sistema Interligado Nacional (SIN). A expectativa é ampliar a capacidade de exportação de energia do Nordeste dos atuais 13 GW, em 2025, para 24 GW, em 2035. Com isso, será possível viabilizar até 60 GW de potência instalada em geração renovável no Norte e Nordeste ao longo da próxima década — um salto decisivo para a matriz energética brasileira.
O projeto se apoia em estudos recentes da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), como explica o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Ele destaca que a tecnologia VSC aumenta a flexibilidade operativa do sistema elétrico, reduz vulnerabilidades e fortalece a transição energética brasileira.
“Essa expansão acelera a transição para fontes renováveis de forma segura e eficiente. Também amplia a competitividade industrial, apoiando a nova economia verde, a produção de hidrogênio de baixa emissão e a instalação de data centers”, afirmou.O secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento, Gustavo Ataíde, ressaltou que a nova linha ainda ampliará significativamente a capacidade de importação de energia pelo Sul, chegando a 17 GW em 2033 e 18 GW em 2035. Para ele, o reforço representa mais segurança em cenários de escassez hídrica e apoio ao crescimento de novas cargas industriais.
No Rio Grande do Norte, o anúncio foi recebido como um avanço estratégico. A governadora Fátima Bezerra afirmou que a expansão das linhas de transmissão atende às novas demandas do estado, principal produtor de energia eólica do país.
“Produzimos um volume expressivo de energia que precisa ser escoado com segurança. Esse investimento é uma conquista essencial para consolidar novos projetos”, disse.O secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, Hugo Fonseca, acrescentou que o conjunto de obras — incluindo compensadores síncronos e outras intervenções — garantirá ao RN segurança operativa para continuar atraindo investimentos.
“Isso permitirá escoar nossa produção pelas próximas décadas e impulsionará bilhões de reais em novos projetos”, declarou.