• RN teve cinco casos de racismo no futebol e apenas uma punição em 10 anos

    Desde 2014, o futebol do Rio Grande do Norte registrou cinco casos de racismo, segundo o Observatório da Discriminação Racial no Futebol. Desses, em apenas um o agressor foi punido pela Justiça Desportiva. Os números são do Relatório Anual da Discriminação no Futebol.

    Todos as ocorrências registradas pela Organização, que busca monitorar e divulgar os casos de racismo no futebol nacional, foram praticados durante o Campeonato Potiguar. Dois ocorreram na cidade de Mossoró, e um em Natal, São Gonçalo do Amarante e Ceará-Mirim.

    O único punido no RN foi o time do Alecrim, em 2014, após o goleiro Dida, do América-RN, ter sido alvo de ofensas racistas no Estádio Ninho do Periquito. Durante a partida pela sexta rodada do primeiro turno do Campeonato Potiguar, o goleiro alvirubro, chamou o árbitro Suelson Diógenes de França Medeiros e relatou que havia sido chamado de “macaco” por um torcedor do Alecrim, que estaria por trás do gol no qual o jogador defendia. Na súmula da partida, o árbitro relatou que acionou o policiamento para identificação do autor, mas que não obteve êxito.

    Dida relata ao árbitro Suelson Diógenes ofensas. Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

    O Tribunal de Justiça Desportiva do RN puniu o clube com perdas de dois mandos de campo e multa de R$ 20 mil. Contudo as punições para atos racistas cessaram.

    O fundador e diretor executivo do Observatório, Marcelo Carvalho, concedeu entrevista exclusiva a O Potengi, e afirmou que há pouca diversidade nos tribunais desportivos em todo o País.

    “Eu não conheço o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, mas ele não deve fugir muito da característica dos tribunais de justiça pelo Brasil, que na sua maioria são compostos por pessoas, por homens brancos. Alguns tribunais hoje têm mulheres, mas pouquíssimos tribunais têm pessoas negras, e muitas vezes isso leva a interpretação errada sobre a gravidade dos casos de racismo.  A gente já viu casos julgados no STJD, por exemplo, que envolvem casos nacionais, que não teve punição, porque quem estava julgando disse que não foi um caso grave de racismo porque não teve o uso da palavra macaco, algo extremamente errado, porque se nós estamos falando de discriminação racial é preciso entender que nem sempre ela vai acontecer no xingamento de macaco. Existem outras formas de ofender pessoas negras que estão ligadas à cor da pele, aos traços. Da boca, nariz, olhos, cabelo, que são tão graves quanto. Então, eu acredito que a grande dificuldade em punir os caras se dá também por essa interpretação errada de quem está julgando e, na maioria das vezes, ser somente pessoas brancas”, analisou Marcelo Carvalho.

    Marcelo Carvalho em evento na CBF. Foto: Lucas Figueiredo/CBF 

    O último anuário lançado é relativo ao ano de 2023. A previsão é de que o mais novo relatório seja divulgado no segundo semestre deste ano. Segundo o documento mais recente, o último caso ocorrido no RN foi em 2022. Apesar disso, o diretor do Observatório alerta para possíveis subnotificações e também para o fato de que mesmo com cinco incidentes em uma década, o dado não é considerado baixo.

    “Eu acredito que esse número já coloca o Rio Grande do Norte em atenção. É preciso também entender que muitas vezes os casos que ganham repercussão infelizmente estão em grandes torneios, como o  Brasileirão, algo que eu acho extremamente triste, os casos que mais vão ter repercussão, eles vão envolver jogadores grandes”, afirma Marcelo Carvalho

    Que cobra ações firmes dos órgãos locais “Eu entendo que ter esses cinco casos já é algo para se pensar e construir uma campanha de conscientização, de educação e de combate ao racismo”, afirma.

    Em nota, a Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF) afirmou que trabalha para erradicar a discrminação no futebol potiguar e que os árbitros do RN estão preparados para interromper o jogo em caso de discriminação, seguindo protocolo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

    “A Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF) tem permanentemente colaborado com autoridades de segurança e acompanhado com rigor em todos os assuntos que envolvem o futebol potiguar, trabalhando para erradicar todas as formas de violência, e não se esquivando de se manifestar em casos de racismo e repudiando todas as formas de discriminação. A FNF apoia campanhas sobre o assunto, como na final do Campeonato Potiguar Sub-15 em 2023, em que a entidade se manifestou contra os episódios de racismo no futebol, e aderiu à campanha da Confederação Brasileira de Futebol “Com racismo não tem jogo “.

    Staff da FNF apoiando campanha contra racismo. Foto: Paulo José/FNF

    Na última terça-feira (11), o Ministério do Esporte André Fufuca pediu à Casa Civil o corte de recursos federais a clubes e entidades omissas no combate ao racismo. A solicitação surgiu após o episódio de discriminação sofrido pelo atacante Luighi, do Palmeiras, em duelo contra o Cerro Porteño, válido pela Libertadores Sub-20.

    “Temos visto o aumento de casos de racismo em eventos esportivos, principalmente nos estádios de futebol. Todas as vezes que um caso acontece repudiamos com veemência, exigindo a apuração dos fatos e punição rigorosa para os racistas. Mas é preciso fazer mais. Por isso, estamos sugerindo ao presidente Lula uma mudança na Lei Geral do Esporte, que obrigue os clubes, federações e confederações a adotarem medidas práticas contra o racismo. Desta forma, quem não cumprir este novo requisito não poderá receber recursos públicos federais”, disse o ministro André Fufuca em pronunciamento nas suas redes sociais.

    Para O Potengi, o presidente da FNF, José Vanildo, disse que “O racismo deve ser banido de todos os estádios, bem como da nossa sociedade. Apoiamos todas as ações dispostas a erradicar esse tipo de violência”.

    Nordeste detém 16% dos casos

    Sul e Sudeste lideram os dados de racismo no futebol brasileiro, desde que o anuário foi lançado em 2014. Juntas as duas regiões tiveram 68% dos incidentes. O Nordeste é a terceira região com mais casos. Foram 56 em 10 anos.

    O estado nordestino com mais registros é a Paraíba, com nove. Seguida de Pernambuco, Ceará e Bahia, com oito cada, e Piauí, com sete casos identificados.

    Alagoas tem o mesmo número do RN, com cinco incidentes. Maranhão e Sergipe têm três.

    Casos de racismo no futebol brasileiro aumentaram quase 40%

    No último anuário em 2023, foram detectados 136 atos racistas no futebol nacional, 39% a mais que os 98 registrados em 2022, segundo o relatório anual do Observatório da Discriminação Racial no Futebol. Esse foi o maior número desde que a organização começou a fazer a contagem, em 2014, ano em que o Brasil sediou a Copa do Mundo de futebol.

    Desde 2016, os casos vêm aumentando todos os anos. Comparando o último anuário ao de 2014, primeiro ano do monitoramento, os incidentes aumentaram em 444% (de 25 para 136). Contudo, o documento afirma que maior conscientização está deixando mais atenta a sociedade brasileira, que agora denuncia mais.

    De todos as ocorrências, 74% aconteceram nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Goiás e Santa Catarina. Sendo o Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, os únicos estados em que foram registrados incidentes desde o início do monitoramento e que alternam entre si a liderança de casos anuais: RS em sete anos; SP em dois anos e MG em um ano.

    Ocorrências de racismo no futebol potiguar

    2014

    Local: Estádio Ninho do Periquito (São Gonçalo do Amarante)

    Partida: Alecrim x América-RN

    Competição: Campeonato Potiguar

    O goleiro Dida, do América-RN, relatou ao árbitro ter ouvido ofensas racistas vindas da torcida do Alecrim.

    Como terminou: TJD-RN puniu o Alecrim com perda de dois mandos de campo e multa de R$ 20 mil.

    2019

    Local: Estádio Nogueirão (Mossoró)

    Partida: Potiguar de Mossoró x América-RN

    Competição: Campeonato Potiguar

    Diego, do América-RN, foi chamado de “macaco” por um torcedor que estava no estádio, na decisão da Copa Rio Grande do Norte. O lateral relatou ao repórter Orlando Neto o que aconteceu em Mossoró. O fato não contou em súmula. 

    Como terminou: Não foram encontradas informações de desdobramentos do caso, de acordo com o Observatório.

    2020

    Local: Estádio Frasqueirão (Natal)

    Partida: ABC x Força e Luz

    Competição: Campeonato Potiguar

    Através das redes sociais do fotógrafo Luciano Marcos, o atacante Wallyson, do ABC, acusou o goleiro Ferreira, do Força e Luz, de tê-lo chamado de macaco durante a partida. 

    Como terminou: Não foram encontradas informações se houve investigação sobre o caso. Não constam informações no site do TJD-RN, de acordo com o Observatório.

    2021

    Local: Estádio Nogueirão (Mossoró)

    Partida: Potiguar de Mossoró x ABC

    Competição: Campeonato Potiguar

    Após o jogo, membros da comissão técnica do ABC discutiram com dirigentes do Potiguar. Um dos membros da comissão do ABC, Francisco de Assis (Pombo), foi acusado de ofensas racistas contra Sandro Moreira, supervisor de futebol do Potiguar. De acordo com a denúncia, Pombo se dirigiu a Sandro usando as palavras “macaco” e “negro de bosta”. Sandro procurou a Polícia Militar do estádio, que o conduziu à delegacia, onde um boletim de ocorrência foi aberto.

    Como terminou: A Polícia Civil decidiu não punir o preparador de goleiros do ABC, Francisco de Assis (Pombo), por ofensas racistas. Não foram encontradas informações de julgamento por parte do TJD-RN, de acordo com o Observatório.

    2022

    Local: Estádio Barretão (Ceará-Mirim)

    Partida: Globo x Potiguar de Mossoró

    Competição: Campeonato Potiguar

    Nilson Corrêa, técnico do Potiguar de Mossoró, foi chamado de “macaco” por um torcedor do Globo que estava na arquibancada. Em nota, o Potiguar informou que integrantes da diretoria que estavam no local acionaram a Polícia Militar para denunciar o torcedor. O fato não consta na súmula da partida. 

    Como terminou: Não foram encontradas mais informações sobre o caso, tão pouco se o treinador registrou Boletim de Ocorrência (BO), de acordo com o Observatório.


  • Corpo de Bombeiros ganha reforço com 64 novos soldados

    O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) realizou, na tarde desta quinta-feira (13), a solenidade de formatura de 64 novos soldados, que agora passam a reforçar o efetivo da corporação em diversas unidades operacionais do estado. O evento ocorreu no Ginásio do Centro Universitário do RN (UNI-RN), em Tirol, e contou com a presença de autoridades militares, civis, familiares e amigos dos formandos.

    A governadora Fátima Bezerra destacou a importância da corporação e reafirmou o compromisso do governo com a valorização da tropa:

    “O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte é uma instituição que tem a confiança e o respeito da nossa população porque está sempre onde mais se precisa: salvando vidas, protegendo famílias e garantindo segurança em momentos críticos. Esses novos soldados chegam para fortalecer ainda mais essa missão tão nobre. Nosso governo tem compromisso com a valorização dos nossos bombeiros, com investimentos, promoções e melhores condições de trabalho, porque sabemos da importância desse serviço para a vida do nosso povo.”

    Os novos bombeiros concluíram o Curso de Formação de Praças (CFP), que teve duração de 10 meses, incluindo um estágio operacional no período carnavalesco, quando puderam atuar diretamente nas operações de prevenção e resgate em todo o estado. Durante a formação, os militares receberam treinamento em Combate a Incêndios, Atendimento Pré-Hospitalar, Salvamento Aquático, Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas, Defesa Civil e Atendimento a Ocorrências com Produtos Perigosos, entre outras disciplinas essenciais para o serviço bombeiro militar.

    O comandante-geral do CBMRN, coronel Monteiro, também ressaltou a relevância da incorporação dos novos soldados à corporação:

    “A formação desses 64 novos soldados representa um avanço significativo para o Corpo de Bombeiros e para a segurança da população potiguar. Esses militares chegam preparados para salvar vidas, proteger patrimônios e atuar nas mais diversas emergências. Nosso compromisso é continuar investindo na capacitação e na estruturação da corporação, garantindo um serviço cada vez mais eficiente para a sociedade.”

    Os novos bombeiros militares serão distribuídos para unidades operacionais do CBMRN em todo o estado, fortalecendo o atendimento emergencial à população.

    Além da ampliação do efetivo, a valorização da tropa tem sido uma prioridade na atual gestão. Somente em dezembro de 2024, foram promovidos 14 oficiais e 94 praças. No período de janeiro de 2019 a dezembro de 2024, foram realizadas 1.318 promoções.


  • Currais Novos ganha escola moderna com investimento de R$ 16 milhões da FIERN

    A cidade de Currais Novos será contemplada com um novo projeto educacional que prevê a construção de uma escola moderna, fruto de um investimento de aproximadamente R$ 16 milhões do Sistema FIERN. A iniciativa visa ampliar as oportunidades educacionais para crianças e jovens do município, promovendo um ensino de qualidade e com infraestrutura de ponta. A obra tem início previsto para o primeiro semestre deste ano.

    O novo espaço educacional será instalado no antigo prédio do SESI, que atualmente abriga as secretarias de Obras e Saúde. Com capacidade para atender cerca de 500 alunos, a unidade contará com uma infraestrutura completa, incluindo áreas voltadas ao esporte e à tecnologia, proporcionando um ambiente adequado para o aprendizado e desenvolvimento dos estudantes.

    A confirmação do projeto foi feita durante uma reunião realizada nesta quinta-feira (13), onde o prefeito de Currais Novos, Lucas Galvão da Cruz, recebeu a notícia diretamente do presidente da FIERN, Roberto Serquiz. Segundo o prefeito, essa iniciativa representa um avanço significativo na educação do município e demonstra o compromisso da administração em garantir melhores condições de ensino.


  • Fátima Bezerra se pronuncia sobre decisão de Fachin e garante pagamento do piso

    A governadora do Rio Grande do Norte se pronunciou na tarde desta sexta-feira (14) sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que suspendeu a medida cautelar que impedia a implantação do Piso Salarial dos Professores no estado.

    Por meio de suas redes sociais, a chefe do Executivo potiguar destacou que a decisão está alinhada ao compromisso do governo estadual em garantir o reajuste do piso, mantendo a integralidade e paridade da carreira docente.

    “Pessoal, o ministro Fachin suspendeu a cautelar que impedia a implantação do Piso Salarial dos Professores no RN. Essa decisão se conecta com o compromisso do governo do estado do RN, que, ao longo de todos esses anos, aplicou o reajuste do piso, preservando a carreira com a integralidade e paridade, mantendo assim a conquista histórica da categoria”, afirmou a governadora.

    A governadora também informou que solicitou à Procuradoria-Geral do Estado (PGE) uma análise detalhada sobre o alcance e as consequências da decisão, especialmente no que diz respeito à procedência parcial dos pedidos formulados pela categoria.

    “Solicitei ainda à PGE que interprete o alcance e as consequências da decisão, sobretudo para esclarecer em que consistiu a procedência parcial dos pedidos formulados pela categoria”, acrescentou.

    Decisão de Fachin

    Em decisão publicada na noite desta quinta-feira (13), o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin determinou que o Estado do Rio Grande do Norte mantenha a metodologia de pagamento dos reajustes dos professores de 2023 e 2024.

    No total, 17 parcelas de valores retroativos de reajustes sancionados pela governadora Fátima Bezerra estavam suspensas por decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN).

    Além disso, o TJRN havia declarado ilegal, em decisão cautelar, todos os reajustes de professores desde 2012 até 2023 (apenas em 2021 não houve aumento para a categoria).

    A decisão do Tribunal veio após pedido de Ação de Inconstitucionalidade ajuizado pelo Ministério Público do RN tendo em vista a análises das leis complementares estaduais que estabelecem índices de reajuste estadual para professores e especialistas desde 2012, e o desrespeito da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

    Leia a matéria completa, clicando aqui.


  • Prefeitura de Passa e Fica é homenageada nos 115 anos do IFRN por sua contribuição à Educação

    Na noite desta quinta-feira (13), o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) realizou uma cerimônia especial para celebrar seus 115 anos de história. Durante o evento, a Prefeitura de Passa e Fica, representada pelo prefeito Flaviano Lisboa, foi homenageada por sua parceria e contribuições à instituição ao longo dos anos.

    Entre os projetos desenvolvidos em conjunto está o Programa Mulheres Mil, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Assistência Social em parceria com o IFRN. O programa oferece capacitação para mulheres em situação de vulnerabilidade social, com mais de 18 anos, por meio de um curso de reciclagem com duração de dois meses e meio. As aulas acontecem no modelo híbrido, alternando entre encontros presenciais no IFRN de Nova Cruz e atividades remotas, beneficiando 18 mulheres com formação profissional e ajuda de custo.

    Durante a cerimônia, o prefeito Flaviano Lisboa destacou a importância da parceria com o IFRN para o município: “Com essa colaboração, ampliamos o acesso ao conhecimento, incentivamos a inovação e promovemos o crescimento da nossa cidade. Educação e desenvolvimento caminham juntos, e essa união trará grandes benefícios para nossa população.”

    O evento reuniu autoridades, educadores, estudantes e membros da comunidade acadêmica, reforçando a relevância do IFRN na formação de profissionais e cidadãos ao longo de mais de um século.


  • Adolescente grávida é encontrada morta com cortes abdominais para a retirada do bebê

    Uma jovem de 16 anos, identificada como Emilly Azevedo Sena, foi encontrada sem vida nesta quinta-feira (13) no quintal de uma residência em Cuiabá. O imóvel pertence a um casal que foi detido ao tentar registrar a criança em um hospital da região. Além dos dois, outros dois homens também foram presos sob suspeita de envolvimento no crime.

    A Polícia Civil informou que o corpo da adolescente foi localizado em uma cova rasa nos fundos da casa, situada no bairro Jardim Florianópolis. Segundo o delegado Caio Albuquerque, a jovem apresentava sinais de estrangulamento com fios de internet e cortes abdominais que indicam a retirada do bebê. Marcas de defesa sugerem que Emilly tentou reagir antes de ser morta.

    A jovem havia desaparecido na quarta-feira (12), por volta das 11h, ao sair de casa no bairro São Matheus, em Várzea Grande. Ela pretendia buscar doações de roupas infantis oferecidas por uma mulher, que agora está presa.

    A mãe da vítima, Ana Paula Meridiane, contou que tentou entrar em contato com a filha diversas vezes, mas as chamadas foram recusadas. Emilly chegou a enviar mensagens afirmando que estava em uma corrida de aplicativo antes de desaparecer.

    “Ela recusava as ligações e dizia apenas que não podia falar porque estava em um carro de aplicativo. Eu não conhecia essa mulher, toda a conversa aconteceu pelo celular da minha filha, que agora está desligado. O esposo dela também não sabia quem era”, relatou Ana Paula.

    Menos de um dia após o desaparecimento, a mulher suspeita e seu companheiro foram presos ao tentarem registrar a criança no Hospital Santa Helena, em Cuiabá. O comportamento do casal gerou desconfiança na equipe médica, que acionou a polícia.

    Segundo Ana Paula, a mulher suspeita dizia nas redes sociais que tinha dois filhos e estava à espera de uma terceira criança, motivo pelo qual queria doar algumas roupas de bebê. Durante as conversas, enviou a localização e um pagamento via Pix para que Emilly fosse até lá buscar os itens. No entanto, depois que saiu de casa, a adolescente não foi mais vista.

    O Hospital Santa Helena confirmou o ocorrido e informou que a criança permanece internada. Exames serão realizados para verificar se a mulher realmente passou por uma gestação.

    *Com informações do G1


  • Defesa Civil garante eficiência de plano de contingência mesmo com sofrimento recorrente de moradores de Natal

    O período chuvoso em Natal, que se estende entre os meses de março e junho, mais uma vez evidencia os problemas estruturais da cidade diante das precipitações intensas. Alagamentos, congestionamentos e quedas de árvores tornam-se rotina para a população, que enfrenta dificuldades diante da falta de soluções definitivas. Desde gestões passadas, a cidade sofre com problemas estruturais durante o período chuvoso. 

    Em entrevista ao Potengi, Samuel Souto, Diretor do Departamento de Defesa Civil e Ações Preventivas, afirmou que Natal possui um Plano de Contingência para lidar com desastres naturais. Segundo ele, o documento prevê a “articulação de acionamento dos órgãos competentes diante das situações de desastres, incluindo recursos, locais de abrigo e equipes de campo”. No entanto, a prática tem demonstrado que o impacto das chuvas continua severo, especialmente em áreas de risco previamente mapeadas.

    Falhas na prevenção e resposta tardia

    Samuel apontou que as regiões mais críticas da cidade incluem Mãe Luíza e Comunidade do Jacó, sujeitas a deslizamentos de terra, além das comunidades no entorno das lagoas de captação, como Nossa Senhora da Apresentação, Potengi e Lagoa Azul, que enfrentam riscos recorrentes de alagamentos. A limpeza periódica dessas lagoas é uma das ações preventivas adotadas pela prefeitura, mas os moradores continuam enfrentando enchentes e prejuízos.

    Na madrugada desta sexta-feira (14), Natal registrou 86,7 milímetros até as 8h, volume suficiente para causar transtornos. Na Zona Norte, a lagoa de captação do loteamento José Sarney transbordou,a água chegou a altura do joelho e chegou a entrar em algumas residências. Moradores passaram a noite tirando a água de suas casas e com medo de perder o pouco que tinha, outros moradores alegam não possuir mais nada em suas residências, devido a alagamentos anteriores.

    Apesar da existência do plano de contingência, a previsibilidade e resposta às chuvas parecem insuficientes. O diretor Samuel Souto explicou que Natal possui pluviômetros distribuídos pela cidade, além de monitoramento de previsões climáticas via INMET e CEMADEN. Enquanto outros municípios do país já adotaram sistemas de SMS para avisar sobre riscos climáticos, Natal limita-se a informações via Instagram (@defesacivilrn), um perfil que dentro das últimas 24h realizou apenas uma postagem, em parceria com o Governo do Estado, emitindo alerta para chuvas intensas e as orientações que devem seguir.

    Chuvas continuam

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, na manhã desta sexta-feira (14), um alerta de chuvas intensas para 51 municípios do Rio Grande do Norte, principalmente na faixa litorânea. A previsão indica precipitações que podem alcançar entre 60 mm por hora ou até 100 mm por dia. O aviso tem validade até as 10h deste sábado (15).

    O alerta é classificado como laranja, indicando perigo, o segundo nível na escala de severidade do órgão, que também conta com os níveis amarelo (perigo potencial) e vermelho (grande perigo).

    Além das chuvas volumosas, os municípios afetados poderão enfrentar ventos intensos, com velocidades variando entre 60 e 100 km/h. O Inmet alerta ainda para riscos de corte no fornecimento de energia elétrica, quedas de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

    Samuel orientou que a população evite se abrigar embaixo de árvores; em situação de alagamento, evitar contato com a água,  pois pode causar doenças; se perceber rachaduras, inclinação de postes ou qualquer outra característica que aparente que o morro está se movimentando e a casa vai desabar, deixe o imóvel imediatamente.

    Veja a previsão de chuva para os municípios, clique aqui.


  • Henrique Alves reclama de mirante inacabado inaugurado por Álvaro Dias: “Desde de dezembro está do mesmo jeito” 

    O ex-ministro e ex-deputado Henrique Alves utilizou sua conta no X (antigo Twitter) para protestar contra uma obra inaugurada às pressas e sem conclusão pelo ex-prefeito Álvaro dias. O mirante do Mar foi entregue oficialmente no penúltimo dia da antiga gestão, em meio a uma intensa agenda de inaugurações nas últimas semanas de Álvaro Dias à frente da prefeitura. 

    “Fico muito feliz em poder agora, penúltimo dia do meu mandato, inaugurar uma obra desse porte, dessa magnitude aqui na nossa cidade”, afirmou o ex-prefeito à época em suas redes sociais.

    “Esse é realmente um lugar convidativo, agradável, tranquilo. Deverá ser bastante visitado tanto pelos natalenses, quanto pelos turistas. Tem um quiosque aí para atender as pessoas que pra aqui vierem. Quiserem tomar uma cervejinha, bater um papo, descansar um pouco, se encontrar com amigos.”, comemorou o ex-prefeito Álvaro Dias, no dia 30 de dezembro. 

    Contudo, segundo Henrique Alves, quase três meses após sua inauguração o local não recebeu nem natalenses nem turistas, e continua cercado por tapumes de obras. 

    “Desde a inauguração…. Em dezembro que está do mesmo jeito! Sem orçamento para conclusão! Paciência!”, escreveu o ex-ministro nesta quinta-feira (13) ao postar uma foto do mirante inacessível. 

    Além do mirante inacabado, a cerimônia do dia 30 de dezembro marcou a entrega das obras de requalificação viária e urbanística das avenidas Getúlio Vargas e Nilo Peçanha, que também seguiram em obras após a data de inauguração. 

    Evento de inauguração Foto: Magnus Nascimento/Secom

    Todas essas intervenções entregues sem conclusão integram o projeto de revitalização das praias centrais orçada em R$ 39 milhões, com recursos federais e municipais. Com anúncio para ter conclusão ainda em 2024, a nova orla urbana segue em obras. 

    Apenas o mirante incompleto contou com investimento de R$ 1 milhão. No local há um deck de concreto, quiosque, banheiros, guarda-corpos, caramanchão e rampa de acessibilidade. 

    Essa não foi a primeira vez que Henrique Alves reclamou da obra inacabada. No dia 10 de fevereiro utilizou a mesma conta no X para registrar sua insatisfação: “Inaugurado o mirante em dezembro, ótima ideia, mas ainda assim! Tomara que retomem logo!”. 

    O Potengi entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Natal, mas até o momento não obteve retorno. O espaço fica aberto para atualizações.


  • Prefeitura Afirma que drenagem de Ponta Negra está funcionando; Chuva intensa aponta limitações do sistema

    Em nota publicada em seu site oficial, a Prefeitura de Natal esclareceu que, apesar dos esforços para melhorar a drenagem de Ponta Negra, chuvas superiores a 40mm ainda podem causar alagamentos na área. Segundo a Prefeitura, os 16 dissipadores instalados ao longo da orla estão funcionando conforme o esperado, mas o sistema não é capaz de evitar totalmente os acúmulos de água em eventos de precipitação intensa.

    A cidade registrou nesta sexta-feira (14) mais de 100mm de chuva em apenas 6 horas, o que resultou na formação de poças d’água em diversos pontos da praia, como já era esperado pela administração municipal. A nota destaca que o projeto de drenagem foi desenvolvido para minimizar os impactos das chuvas fortes, mas não é capaz de eliminar completamente os alagamentos quando o volume de chuva ultrapassa os 40mm.

    Apesar da drenagem estar funcionando dentro dos parâmetros estabelecidos, o alto volume de precipitação durante as chuvas extremas gerou acúmulos d’água, evidenciando que, mesmo com os dissipadores, o sistema enfrenta limitações diante de chuvas muito intensas. Além disso, a erosão superficial na área, embora não tenha gerado voçorocas, ainda é um problema a ser monitorado.


  • Natal e Mossoró preparam projetos de lei para transformar guardas municipais em polícias

    Do G1 RN

    As duas maiores cidades do Rio Grande do Norte, Natal e Mossoró, preparam projetos de lei para transformar suas Guardas Municipais em Polícias Municipais.

    As medidas estão sendo tomadas por várias cidades no país depois que o Supremo Tribunal Federal permitiu que prefeituras criem leis que ampliem a atuação dessas forças, que devem agir em cooperação com as Polícias Militar e Civil.

    Na prática, os guardas municipais estão oficialmente autorizados a atuar como polícia, fazendo prisões em flagrante e patrulhamento ostensivo.

    Em São Paulo, maior cidade do país, a Câmara aprovou a mudança na lei municipal nesta quinta (13).

    A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social de Natal confirmou que existe um estudo para preparar o projeto de implantação da polícia. Depois que ele for concluído, seguirá para aprovação, ou não, na Câmara de Vereadores da capital.

    A Prefeitura de Mossoró também já anunciou que vai encaminhar o projeto da polícia municipal à Câmara da cidade.

    No Rio Grande do Norte, 39 municípios possuem guardas municipais. Em Natal, são cerca de 400 agentes, todos armados e com treinamentos específicos. A guarda da capital tem 33 anos.

    “Nós obedecemos à matriz curricular nacional da Secretaria Nacional de Segurança Pública. Então, todo guarda, ao entrar na instituição, ele faz um curso de formação, que tem 576 horas, damos muita importância ao armamento, tiro de arma longa, tiro de arma curta, e é feito todo o trabalho na parte humanística e da parte de razoabilidade”, afirma o inspetor Bruno Tavares.





Jesus de Ritinha de Miúdo