• Ataque dos EUA à Venezuela provoca distintas reações internacionais; Brasil segue em silêncio

    O ataque realizado pelos Estados Unidos contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3) e o anúncio da captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama por forças militares americanas provocaram reações imediatas de governos da América Latina e da Europa. As manifestações ocorreram após relatos de explosões em Caracas e em outras cidades venezuelanas, indicando uma escalada rápida da tensão regional.

    Um dos primeiros a se pronunciar foi o presidente da Colômbia, Gustavo Petro. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que o governo colombiano observa “com profunda preocupação” os relatos de explosões e atividades aéreas incomuns no país vizinho. Petro destacou que a Colômbia defende a preservação da paz regional e fez um apelo urgente pela desescalada do conflito, pedindo que todas as partes priorizem o diálogo e os canais diplomáticos.

    Cuba, tradicional aliada política de Caracas, também reagiu duramente. O presidente Miguel Díaz-Canel classificou a ação dos Estados Unidos como um “ataque criminoso” e cobrou uma resposta imediata da comunidade internacional. Segundo ele, a região estaria sofrendo um “terrorismo de Estado” contra o povo venezuelano e contra a América Latina.

    Em posição oposta, o presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou publicamente a ofensiva. Em uma mensagem curta nas redes sociais, escreveu: “A liberdade avança. Viva a liberdade, cara**o”. Milei é aliado de Donald Trump e crítico declarado de Maduro, mantendo relação próxima com Washington desde que assumiu o governo argentino.

    Na Europa, a Espanha divulgou um comunicado pedindo desescalada, moderação e respeito ao direito internacional e à Carta da ONU. O país se ofereceu como mediador para uma solução pacífica e negociada. Até o momento, o governo brasileiro não se pronunciou oficialmente.


  • Venezuela investiga possíveis mortos e feridos após ataques e cobra aos EUA prova de vida de Maduro

    O governo da Venezuela informou que investiga a existência de mortos e feridos após os ataques registrados nas primeiras horas deste sábado, enquanto seguem as incertezas sobre os danos causados e o paradeiro do presidente Nicolás Maduro. As informações foram divulgadas pelo ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos.

    Segundo Padrino, as autoridades venezuelanas estão reunindo dados para apurar o número de vítimas e avaliar os impactos sobre a infraestrutura atingida. O ministro afirmou ainda que os ataques não se limitaram a alvos militares e atingiram áreas civis, o que, segundo ele, agrava a gravidade da situação. Em declaração oficial, Padrino ressaltou que a Venezuela “resistirá” à presença de tropas estrangeiras em seu território e que os planos de defesa nacional estão sendo executados conforme previsto.

    Até o momento, permanecem sem resposta questões centrais sobre a extensão dos danos provocados pelos ataques, incluindo quais instalações militares foram efetivamente atingidas e o alcance das interrupções em serviços básicos, como energia elétrica e comunicações, relatadas por moradores de Caracas.

    Paralelamente, o governo venezuelano intensificou a pressão sobre Washington após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que Nicolás Maduro teria sido capturado durante a operação. Trump não apresentou detalhes sobre as circunstâncias da suposta captura nem informou para onde o presidente venezuelano teria sido levado.

    A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou que o governo desconhece o paradeiro de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, e exigiu que os Estados Unidos apresentem provas de que ambos estão vivos. As declarações foram feitas em pronunciamento na televisão estatal.

    “Exigimos do governo dos Estados Unidos provas de vida do presidente Maduro e da primeira-dama”, afirmou Rodríguez, acrescentando que o presidente já havia alertado sobre a possibilidade de uma situação desse tipo. Segundo ela, Maduro deixou instruções claras para a ativação de todos os planos de defesa do país em “perfeita unidade”, conforme informou a Agência Venezuelana de Notícias.


  • Trump anuncia ataque de grande escala à Venezuela e captura Nicolás Maduro; país classifica ação como “guerra colonial”

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada deste sábado que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente do país, Nicolás Maduro. A declaração foi feita por meio da rede social Truth Social, onde Trump disse que Maduro e sua esposa teriam sido detidos e retirados do território venezuelano por via aérea em uma operação conduzida em conjunto com forças de segurança dos Estados Unidos.

    Segundo Trump, mais detalhes sobre a ação seriam divulgados posteriormente. O presidente norte-americano anunciou ainda uma coletiva de imprensa para as 11h no horário local (13h em Brasília), a ser realizada em Mar-a-Lago, sua propriedade no estado da Flórida. Até o momento, a Casa Branca não divulgou informações adicionais sobre a operação nem confirmou oficialmente os termos da suposta captura.

    De acordo com a emissora americana CBS, parceira da BBC nos Estados Unidos, Trump teria ordenado ataques em várias regiões da Venezuela, incluindo instalações militares estratégicas. Ainda segundo a emissora, a ofensiva teria ocorrido de forma simultânea em diferentes pontos do país, indicando uma ação coordenada e de grande alcance.

    Na capital venezuelana, Caracas, moradores relataram explosões e intensa movimentação militar durante a madrugada. Colunas de fumaça puderam ser vistas em diferentes áreas da cidade, enquanto vídeos gravados por civis mostravam detonações e aeronaves voando a baixa altitude. As explosões começaram a ser ouvidas pouco depois das 2h, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota e em regiões adjacentes.

    Relatos de jornalistas e moradores indicam que diversas áreas de Caracas ficaram sem energia elétrica após os ataques. A jornalista venezuelana Vanessa Silva, que vive na capital, afirmou ter presenciado uma explosão de grandes proporções a partir da janela de sua residência. Segundo ela, o impacto foi intenso e chegou a fazer o prédio tremer. “Foi mais forte que um raio. O coração disparou e minhas pernas tremiam”, relatou.

    Antes mesmo da publicação de Trump sobre a suposta captura de Maduro, o governo venezuelano havia denunciado o ocorrido como uma “agressão militar” promovida pelos Estados Unidos. Em comunicado oficial, Caracas repudiou o ataque e afirmou que ações militares atingiram tanto áreas civis quanto instalações militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

    “O governo da República Bolivariana da Venezuela rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a gravíssima agressão militar perpetrada pelo atual Governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelanos”, diz o texto divulgado pelas autoridades. O comunicado acrescenta que a ofensiva ameaça a paz e a estabilidade internacional, especialmente na América Latina e no Caribe, e coloca em risco a vida de milhões de pessoas.

    O governo venezuelano classificou a ação como uma tentativa de impor uma “guerra colonial” com o objetivo de forçar uma mudança de regime. Segundo o texto, essa ofensiva estaria sendo realizada em aliança com setores da oposição, descritos pelo governo como parte de uma “oligarquia fascista”. Ainda de acordo com o comunicado, a tentativa estaria fadada ao fracasso, assim como iniciativas anteriores.

    As autoridades venezuelanas convocaram todas as forças sociais e políticas do país a ativarem planos de mobilização nacional em repúdio ao que chamaram de ataque imperialista. O governo informou ainda que Nicolás Maduro assinou um decreto estabelecendo “estado de comoção externa” em todo o território nacional.

    No mesmo comunicado, a Venezuela declarou que, com base no artigo 51 da Carta das Nações Unidas, reserva-se o direito de exercer a legítima defesa para proteger sua população, seu território e sua independência. Até o momento, não há confirmação independente sobre o paradeiro de Maduro nem sobre a extensão dos danos causados pelos ataques. A comunidade internacional acompanha a situação com atenção diante do risco de escalada do conflito na região.


  • Mega da Virada 2025: saiba quem ganhou e como sacar prêmio de até R$ 1,09 bilhão

    Após atraso devido a problemas técnicos, a Caixa Econômica Federal realizou, na manhã desta quinta-feira (1º), o sorteio da Mega da Virada 2025. O prêmio recorde de R$ 1,09 bilhão foi dividido entre seis apostas vencedoras, cada uma levando R$ 181.892.881,09.

    Os números sorteados foram: 09 – 13 – 21 – 32 – 33 – 59. Entre os vencedores, três apostas foram registradas em lotéricas de João Pessoa (PB), Ponta Porã (MS) e Franco da Rocha (SP), enquanto as outras três foram feitas pelo portal Loterias Caixa e pelo aplicativo, sem identificação da localização.

    Além do prêmio principal, 3.921 apostas acertaram a quina, recebendo R$ 11.931,42 cada, e 308.315 acertaram a quadra, levando R$ 216,76 cada. Esta 17ª edição da Mega da Virada registrou uma arrecadação superior a R$ 3 bilhões, 22,6% a mais que em 2024.

    O atraso no sorteio, originalmente marcado para a noite de 31 de dezembro, se deu por instabilidade nos sistemas digitais, que registraram até 120 mil transações por segundo. Outros sorteios, como Quina, Lotofácil, +Milionária, Lotomania e Super Sete, também tiveram resultados divulgados com atraso.

    Historicamente, a Mega da Virada já contemplou 130 apostas que acertaram as seis dezenas desde sua primeira edição em 2009. A probabilidade de ganhar o prêmio varia de acordo com a quantidade de números apostados: uma aposta simples de seis números oferece chance de 1 em mais de 50 milhões, enquanto uma aposta com 20 números aumenta a chance para 1 em 1.292.

    A Caixa esclarece que todas as bolinhas utilizadas nos sorteios têm peso e diâmetro padronizados (66 gramas e 50 mm), garantindo aleatoriedade e imparcialidade no sorteio. O valor do prêmio é formado principalmente pela arrecadação das apostas e é destinado em parte a programas sociais, como educação, esporte, cultura, segurança e seguridade social.

    Como retirar o prêmio

    Para valores acima de R$ 2.428,80, como no caso do prêmio principal, o ganhador deve comparecer a uma agência da Caixa, apresentando bilhete premiado ou comprovante da aposta e documento de identificação com CPF. Para valores acima de R$ 10 mil, o pagamento ocorre em no mínimo dois dias úteis.

    Prêmios de até R$ 2.428,80 podem ser sacados em qualquer lotérica. Apostas realizadas pelo portal ou aplicativo da Caixa também podem ser resgatadas em lotéricas usando QR Code ou código de resgate gerado pelo sistema. O prazo para retirada do prêmio é de 90 dias após o sorteio; após esse período, o valor é destinado ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES).


  • Fim de ano em Natal: 260 toneladas de lixo recolhido em Ponta Negra

    A Prefeitura do Natal, por meio da Urbana, realizou uma operação especial de limpeza urbana durante o período de Natal e Réveillon. Na Praia de Ponta Negra, cerca de 260 toneladas de resíduos foram recolhidas, resultado de trabalho contínuo em três turnos — manhã, tarde e noite — com equipes atuando antes, durante e após os eventos.

    Na orla, aproximadamente 160 trabalhadores atuaram diariamente na faixa de areia, no calçadão e nas áreas próximas, garantindo manutenção constante da limpeza no principal cartão-postal da cidade. As equipes também reforçaram a limpeza em vias de grande circulação, como a Avenida Praia de Ponta Negra e a Avenida Engenheiro Roberto Freire, melhorando a organização e as condições de trânsito durante os dias de festa.

    No Réveillon, o efetivo foi ampliado para cerca de 260 trabalhadores, com atuação simultânea em Ponta Negra, Redinha, Praia de Miami, Praia do Meio e Planalto, para atender ao aumento do público nos diversos polos de celebração.

    Segundo o presidente da Urbana, Alvamar Vale, o sucesso da operação é resultado de planejamento e integração: “Trabalhamos com antecedência, sistema de revezamento de equipes e ampliação de turnos, garantindo limpeza antes, durante e depois dos eventos”, afirmou.

    Além das ações especiais, a Urbana mantém atenção permanente à limpeza urbana em todas as zonas da cidade, desenvolvendo frentes de trabalho diariamente para manter Natal organizada, limpa e bem cuidada ao longo de todo o ano.


  • Música e solidariedade se encontram em show beneficente no Tirol

    A Cidade da Criança, no bairro Tirol, em Natal, recebe neste domingo (4), a partir das 16h, mais uma edição do projeto Música por uma Boa Causa, evento beneficente que une música e solidariedade em apoio a crianças em tratamento contra o câncer. A entrada é uma lata de leite em pó, que será destinada ao Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC). O evento acontece na Cidade da Criança, Av. Rodrigues Alves, Tirol, Natal/RN.

    O show contará com apresentações de artistas da cena musical local, como Claudiana Antunes, Riva Andrade, Marcondes Brasil, Giancarlo Vieira e Moisés de Lima. O repertório abrange diferentes estilos e gerações, reforçando o caráter plural e coletivo da iniciativa.

    Criado em 1999, o projeto nasceu para mobilizar artistas e a sociedade em torno do Hospital Infantil Varela Santiago, referência em atendimento pediátrico no Rio Grande do Norte. Desde a primeira edição, realizada no antigo Bar Blecaute, na Ribeira, os ingressos sempre foram revertidos em doações, consolidando a união entre cultura e solidariedade.

    Idealizadora do projeto, Claudiana Antunes soma décadas de carreira e participação em importantes iniciativas culturais, como o Seis e Meia e a Assembleia Cultural. Marcondes Brasil, Riva Andrade, Giancarlo Vieira e Moisés de Lima também possuem trajetórias destacadas na música local e experiências em projetos sociais.


  • Eleições na América Latina em 2026: polarização, candidatos e a sombra de Trump

    Em 2026, além do Brasil, quatro países da América Latina – Colômbia, Costa Rica, Peru e Haiti – vão eleger novos presidentes em um cenário marcado por forte polarização política.

    Brasil e Colômbia, duas das maiores democracias da região, devem definir o futuro da esquerda no continente, hoje à frente de ambos os governos. Uma questão que ronda as eleições é até que ponto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderá influenciar os resultados. Em 2025, Trump demonstrou disposição de usar o peso do seu cargo e do Tesouro americano para apoiar candidatos de direita na Argentina e em Honduras, alertando que os Estados Unidos cortariam ajuda financeira caso suas preferências fossem derrotadas. Nos dois países, assim como no Equador, candidatos apoiados por Trump saíram vitoriosos. Segundo Cynthia Arnson, especialista em América Latina da Universidade Johns Hopkins, “em nível sem precedentes desde o final da Guerra Fria, o governo Trump e o próprio presidente colocaram seu dedo na balança para influenciar resultados eleitorais e processos políticos da região”.

    As eleições na Costa Rica abrem a temporada em 1° de fevereiro, com votação para presidente, dois vice-presidentes e 57 parlamentares. Caso nenhum candidato presidencial atinja 40% dos votos, haverá segundo turno em 5 de abril. No Peru, eleições presidenciais e legislativas estão previstas para 2 de abril, com possível segundo turno em 7 de junho, diante de uma fragmentação política histórica. Ao menos 34 candidatos disputam a presidência, incluindo a direitista Keiko Fujimori, pela quarta vez, e o prefeito de Lima Rafael López Aliaga, declarado simpatizante de Trump. Outros candidatos incluem um comediante e um ex-goleiro de futebol, reforçando a imprevisibilidade do pleito.

    Na Colômbia, o processo eleitoral será extenso. Eleições legislativas e consultas partidárias ocorrem em 8 de março, o primeiro turno presidencial em 31 de maio e o segundo turno, se necessário, em 21 de junho. Dois blocos principais disputam o poder: um vinculado ao governo de esquerda de Gustavo Petro, com Iván Cepeda, Roy Barreras e Camilo Romero como pré-candidatos, e outro de oposição de direita, incluindo Mauricio Cárdenas, Vicky Dávila e Paloma Valencia. Outros candidatos podem surgir, como o centrista Sergio Fajardo e a ex-prefeita progressista Claudia López. Petro, impedido de concorrer à reeleição, mantém cerca de um terço do apoio popular e poderá influenciar a escolha do sucessor, sobretudo por iniciativas como a coleta de assinaturas para uma assembleia nacional constituinte.

    O Haiti realiza sua primeira eleição em quase uma década, marcada por crise humanitária e violência de gangues. O primeiro turno está previsto para 30 de agosto, com segundo turno em 6 de dezembro, dependendo da segurança e recursos financeiros disponíveis. No Brasil, a eleição geral ocorrerá em 4 de outubro, com possível segundo turno em 25 de outubro. O cenário está profundamente polarizado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscará a reeleição em posição de vantagem frente a uma direita dividida, enfraquecida pela condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro indicou o filho Flávio como pré-candidato, mas a direita também inclui governadores como Tarcísio de Freitas, de São Paulo, Ratinho Júnior, do Paraná, e Romeu Zema, de Minas Gerais. Pesquisas indicam que essa divisão poderia favorecer Lula, que jamais havia vencido no primeiro turno em eleições anteriores.

    A esquerda latino-americana enfrenta dois desafios centrais: manter o apoio nos países em que governa e resistir à influência externa. No Chile, por exemplo, a vitória do ultradireitista José Antonio Kast sobre Gabriel Boric, de esquerda, demonstra o fortalecimento conservador na região. Em 2025, um dos fatores que beneficiou Lula foi o embate com Donald Trump. O presidente americano impôs sanções e alíquotas ao Brasil, buscando pressionar o país durante o julgamento de Bolsonaro. Lula respondeu destacando a soberania do país, reforçando sua imagem de defensor dos interesses nacionais. O confronto acabou aproximando os dois líderes, com os EUA reduzindo as tarifas sobre produtos brasileiros. Maurício Santoro, cientista político, aponta que o Brasil se tornou um “paradoxo”, em que a interferência de Trump acabou favorecendo um governo de esquerda.

    Na Colômbia, Trump também pode tentar influenciar as eleições. Os EUA impuseram sanções a Gustavo Petro, alegando falta de colaboração na luta contra o narcotráfico, acusação negada pelo presidente colombiano. A relação com Washington é importante para o eleitorado: quatro em cada cinco colombianos consideram essencial que seu candidato mantenha boas relações com os EUA. Entretanto, Arnson alerta que a interferência de Trump poderia gerar reação adversa, como ocorreu no Brasil.

    O ano eleitoral latino-americano de 2026 será decisivo para o futuro político da região. Brasil e Colômbia concentram as atenções, com eleições que podem consolidar ou enfraquecer a esquerda, enquanto Costa Rica, Peru e Haiti enfrentam processos complexos e imprevisíveis. A influência externa, especialmente de Trump, e os desafios internos, como fragmentação partidária e polarização, prometem tornar este ciclo eleitoral um dos mais intensos das últimas décadas.


  • Passageira morre após mal súbito em ônibus na Avenida Felizardo Moura

    Uma passageira morreu na manhã desta sexta-feira (2) após passar mal enquanto estava em um ônibus do transporte público em Natal. O caso aconteceu na Avenida Felizardo Moura, no sentido Centro, nas imediações da comunidade do Mosquito.

    O veículo, pertencente à Autoviação Transnacional, operava a linha 07 quando a mulher começou a apresentar sinais de mal-estar durante o percurso. Pessoas que estavam no coletivo perceberam que ela passou a tossir de forma intensa e tentaram ajudá-la oferecendo água. Pouco depois, a passageira perdeu as forças e caiu no interior do ônibus.

    Relatos indicam que a mulher teve uma convulsão seguida de uma parada cardiorrespiratória. Passageiros tentaram prestar auxílio imediato enquanto aguardavam a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A equipe médica realizou procedimentos de reanimação por aproximadamente 45 minutos, mas a vítima não resistiu.

    Segundo informações colhidas no local, a passageira tinha como destino a Liga Norte-rio-grandense Contra o Câncer. Um homem que acompanhou toda a situação afirmou ter tentado ajudar nos primeiros socorros antes da chegada dos profissionais de saúde.

    Durante o atendimento, o ônibus permaneceu parado na via, provocando impacto no fluxo de veículos. O Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep/IML) foi acionado para fazer a remoção do corpo. Familiares da vítima estiveram no local durante a ocorrência. As circunstâncias da morte deverão ser esclarecidas após a perícia.

    Com imagens e informações do Via Certa


  • Desaparecimento de jovens preocupa município de Bom Jesus; boatos nas redes aumentam apreensão

    A família de Lidemila Alinny Fernandes de Souza e Ana Beatriz Fernandes de Freitas pede ajuda urgente para encontrá-las. As jovens estão desaparecidas desde o fim de 2025, quando saíram de casa, em Bom Jesus, a cerca de 60 km de Natal, sem informar o destino, e desde então não deram mais notícias.

    Parentes relatam que as informações sobre o paradeiro das irmãs são desencontradas e preocupam cada vez mais. A tensão aumentou após a circulação de um vídeo nas redes sociais que levantou boatos sobre uma possível morte das jovens, embora nenhuma autoridade tenha confirmado a informação.

    Apesar do medo e da angústia, a família mantém a esperança de encontrá-las vivas. Um boletim de ocorrência já foi registrado, e o caso segue sob investigação. A polícia reforça que qualquer informação pode ajudar, e pede que denúncias anônimas sejam feitas pelos números 190 ou 181.


  • Feira Internacional de Artesanato retorna a Natal em janeiro com programação ampliada

    A 31ª edição da Feira Internacional de Artesanato (FIART) será realizada entre os dias 23 de janeiro e 1º de fevereiro de 2026, no Centro de Convenções de Natal. O evento retorna ao espaço reunindo artesanato, atividades culturais e ações voltadas ao empreendedorismo, com a participação de expositores de diversas regiões do Brasil.

    Consolidada ao longo dos anos como uma das principais vitrines do artesanato no Nordeste, a FIART tem como proposta valorizar o trabalho manual, promover a economia criativa e incentivar a troca de experiências entre artesãos, produtores culturais e o público visitante. A feira reúne peças artesanais, produtos regionais e iniciativas que dialogam com identidade cultural e geração de renda.

    De acordo com o idealizador e coordenador do evento, Neivaldo Guedes, a edição de 2026 contará com novidades, incluindo a presença de artesãos que participam pela primeira vez da FIART, vindos de diferentes estados brasileiros. A expectativa da organização é ampliar o público em relação às edições anteriores.

    A estrutura do evento prevê a participação de mais de 240 artesãos, distribuídos em cerca de 280 estandes, em uma área de aproximadamente 2.500 metros quadrados, destinada à exposição e comercialização dos produtos.

    Além da feira, a programação inclui o Festival Cultural FIART e o Festival Parafolclore, com apresentações de grupos de dança e cultura popular. As inscrições para expositores e para o festival seguem abertas, com informações disponíveis no perfil oficial do evento no Instagram.





Jesus de Ritinha de Miúdo