Jesus de Ritinha de Miúdo
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Macrorregião Mossoroense concentra 40% da geração de riqueza do RN e projeta crescimento acima da média estadual
A Macrorregião Mossoroense, formada por 25 municípios do Oeste potiguar, concentra quase 40% do Valor Adicionado Fiscal (VAF) do Rio Grande do Norte – indicador que mede a geração de riqueza e define a participação dos municípios na arrecadação do ICMS estadual. O dado reforça a importância econômica da região, que mantém ritmo de expansão e projeta crescimento superior à média estadual para 2025.
O panorama foi apresentado na quarta-feira (18), durante o almoço de negócios promovido pelo Sindilojas Mossoró, no Sesc da cidade. Empresários, lideranças políticas e representantes do setor produtivo acompanharam a análise técnica conduzida pelo economista da Fecomércio RN, William Figueiredo. Com o apoio de gráficos, tabelas e notas explicativas, o especialista detalhou o desempenho recente e as projeções para os setores de comércio, serviços, turismo e indústria tanto de Mossoró quanto da macrorregião.
Somente no município de Mossoró, a geração de empregos registrou 20% de participação no estado em 2024, superior à sua participação no PIB de 10%, o que consolida o município como um dos principais motores econômicos do Estado. Nos últimos quatro anos, a cidade acumulou um saldo positivo de 22 mil novos empregos, dos quais 16 mil estão concentrados nos segmentos de Comércio e Serviços, confirmando a força dessas atividades na geração de renda e ocupação.
O turismo também se mostrou relevante para a economia local, com impacto estimado em R$ 700 milhões apenas no último ano, além de ter sido responsável pela criação de 7,4 mil postos de trabalho, formais e informais.
Diversidade e dinamismo econômico marcam a economia da região
A macrorregião como um todo reforça esse cenário positivo, graças à diversidade e ao dinamismo econômico das três microrregiões que a compõem.
O setor de Comércio representa cerca de 75% das empresas ativas e emprega quase metade da força de trabalho formal da região. A indústria também vem ganhando espaço, com investimentos em empreendimentos de pequeno e médio porte que ampliam a base produtiva. Desde 2020, foram criadas aproximadamente 31 mil vagas de emprego na macrorregião, um desempenho superior à média potiguar no mesmo período.
Apesar dos números positivos, o estudo alerta para entraves estruturais que podem limitar a competitividade regional. Segundo William Figueiredo, apenas 26km do contorno viário de Mossoró apresentam condições consideradas ótimas, o que gera um custo adicional estimado em R$ 144 milhões anuais no transporte de mercadorias. Resolver esse gargalo logístico é fundamental para reduzir despesas e atrair novos investimentos.
O especialista também destacou oportunidades de diversificação econômica, especialmente no turismo, com a criação de roteiros culturais e rurais que dialoguem com as vocações locais. A chegada de projetos de energia eólica offshore foi citada como uma das apostas para ampliar a geração de emprego e renda nos próximos anos. A expectativa é que o PIB municipal de Mossoró mais uma vez acima da previsão estadual, de 2,1% para 2025.
Para o presidente do Sindilojas Mossoró e vice-presidente da Fecomércio RN, Michelson Frota, o evento cumpriu seu objetivo ao apresentar um retrato fiel da economia local e regional, além de apontar caminhos para o futuro. “Este almoço de negócios cumpriu seu papel ao oferecer um panorama claro sobre onde estamos e para onde podemos ir. A análise aprofundada dos dados reforça a necessidade de planejamento conjunto entre empresários e poder público. Seguiremos empenhados em criar condições que estimulem novos investimentos e fortaleçam a nossa economia local”, afirmou.
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Alunos do SESI-RN embarcam para torneio de Robótica na Holanda na próxima sexta (28)
Uma equipe formada por alunos da SESI Escola São Gonçalo do Amarante se prepara intensamente para a “European Premier Event”, principal competição europeia de robótica. O torneio será em Eindhoven, polo tecnológico holandês, de 1º a 5 de julho, e reunirá 96 jovens, além de cientistas, engenheiros e pesquisadores de diversos continentes. A Bat Tech, como os estudantes do SESI-RN denominam a sua equipe, embarca para a Holanda na sexta-feira (28).
A Bat Tech é formada por seis jovens do ensino médio, cada um com uma função específica e crucial no desenvolvimento dos robôs com os quais desempenham as tarefas nas competições. Da 2ª série, integram a equipe Guilherme Massami (Gestor de marketing), Gustavo Henrique (Engenheiro) e Leonardo Marques (Designer). Da 3ª série, compõem o grupo Arthur Breno (Programador), Alexandro Gabriel (Relações Corporativas) e Natália Ellen, que atua como capitã da equipe.
Rumo ao desafio europeu
Para aumentar as chances de sucesso em Eindhoven, os alunos da Bat Tech dedicam-se diariamente à construção de um robô ainda mais avançado. O trabalho ocorre nas instalações do CTGAS-ER, onde utilizam laboratórios e a Arena para treinos, planejamento e testes do novo equipamento. A rotina é intensiva, com atividades que se iniciam no começo da tarde e frequentemente se estendem após as 20h, incluindo os fins de semana.
“Não percebemos a dedicação como um abandono do lazer, mas sim como um investimento para o futuro. Estamos satisfeitos e motivados”, comenta Guilherme Massami, gestor de marketing da equipe.

Conexão com a Indústria
A vaga para a competição na Holanda foi conquistada em março, durante o Festival de Robótica de Brasília, etapa nacional do Torneio de Robótica. Na ocasião, a Bat Tech ficou em primeiro lugar na categoria Connect Award. Esse prêmio reconhece equipes com projetos que se conectam com a realidade da indústria, apresentando soluções e promovendo o envolvimento com profissionais de engenharia, ciência e tecnologia.
“Esse prêmio conexão é reflexo da nossa contribuição para a indústria. Costumamos até dizer que é resultado de uma parceria com a FIERN”, afirma Guilherme Massami. “Ficamos conhecidos por buscar soluções simples para problemas complexos em empresas industriais”, acrescentou.
Os estudantes estão otimistas e empolgados para a competição internacional. “Estamos contando os dias para viver essa experiência incrível e nos conectar com equipes que, como nós, são apaixonadas por transformar tecnologia em impacto real”, afirmam em mensagem para o evento. “Estamos super animados para apresentar nosso robô, compartilhar nossa história e construir conexões inesquecíveis”.
O presidente do Sistema FIERN, Roberto Serquiz, destaca a dedicação e o entusiasmo dos alunos com a experiência e o conhecimento dos torneios de robótica. “Isso nos deixa cada vez mais entusiasmados a continuar fomentando e fortalecendo a robótica, que já é uma tradição nas escolas do SESI-RN, onde temos as maiores arenas de robótica do estado. Então, é com alegria que constatamos que os alunos do SESI abraçam esse caminho fértil para desenvolver suas habilidades já com destaque nacional e, possivelmente, internacional”, destacou.
Para a superintendente regional do SESI-RN, Danielle Mafra, a classificação e preparação dos alunos para o torneio europeu demonstram a excelência das escolas do SESI no Rio Grande do Norte. “As equipes dos alunos de nossas escolas tiveram desempenho expressivo. Entre os destaques, estão os que integram a Bat Tech e conseguiram a classificação para a Holanda. Trata-se de um diferencial e confirma que o estímulo à robótica, à ciência e à tecnologia motiva os jovens que recebem dos professores e técnicos a formação e o apoio que os incentiva. E os resultados são perceptíveis na aprendizagem”, salientou.
O professor de Educação Tecnológica, Física e técnico da equipe, Josinaldo Araújo, confirma a intensa preparação. “Todos os dias, tardes e agora também no início da noite, temos intensificado os treinos e preparativos para entregar um robô ainda mais robusto, melhorado, com potencial de ser campeão mundial”, ressalta. Ele explica que o novo equipamento é projetado para executar as tarefas da categoria de forma mais rápida e eficiente.
Para Josinaldo Araújo, a participação na European Premier Event será uma oportunidade marcante na formação dos estudantes. “Eles terão uma vivência na qual vão se conectar com pessoas, com culturas que, sem dúvida, vão agregar muito a essa trajetória. Com certeza, o portfólio ficará com muito valor agregado”, concluiu.
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Concurso da Sesap divulga gabaritos definitivos e resultados preliminares das provas objetivas
O Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Administração, informam que o concurso para o provimento de cargos na Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) os gabaritos definitivos e os resultados preliminares das provas objetivas foram divulgados na tarde desta quarta-feira (18).
É importante destacar que o período para a interposição de recursos tem início nesta quinta-feira (19) e vai se estender até a sexta-feira (20).
Para acessar as informações e conferir tanto o resultado de cada participante, como também o gabarito definitivo é preciso acessar o site da banca através do link [www.idecan.org.br].
Já o resultado definitivo das provas objetivas vai ser divulgado apenas no dia 04 de julho após a análise dos recursos. Depois isso, o resultado preliminar das provas discursivas será apresentado à população no dia 21 de julho, tendo os dois dias seguintes (22 e 23) para a interposição de recursos.
Links para os Concursos Sesap
Edital 1 Nível Médio/Técnico https://idecan.selecao.net.br/informacoes/82/
Edital 2 Nível Superior https://idecan.selecao.net.br/informacoes/83/
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Parnamirim apresenta Projeto Aeroporto Digital à Base Aérea de Natal
A Prefeitura de Parnamirim realizou, na tarde desta quarta-feira (18), a apresentação oficial do projeto Parnamirim Aeroporto Digital ao comandante da Base Aérea de Natal (BANT), Ricardo Guerra Resende. A iniciativa busca transformar a área do antigo aeroporto da cidade em um moderno polo de inovação, com foco em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, especialmente no setor aeronáutico.
O encontro aconteceu no Comando da BANT e contou com a presença da prefeita Nilda Cruz, do presidente da Câmara Municipal, César Maia, de secretários municipais, representantes do Grupo de Ciência e Tecnologia da Informação (GCTI) da Prefeitura, além de oficiais da Aeronáutica.
A programação teve início com uma exposição sobre as atividades e potencialidades da Base Aérea, destacando as parcerias já existentes com o município. Em seguida, o secretário de Planejamento e Finanças, Kelps Lima, apresentou os detalhes do projeto.
O Parnamirim Aeroporto Digital está na etapa inicial, de planejamento e será executada através de uma parceria entre a Prefeitura, a Aeronáutica e instituições de ensino e pesquisa. O objetivo é criar um ambiente que estimule o surgimento e o crescimento de startups, centros de pesquisa, empresas de tecnologia e projetos ligados às áreas aeronáutica e espacial.
Entre os benefícios esperados com a implantação do projeto estão o impacto econômico direto e indireto, com geração de empregos e aumento da arrecadação municipal, além da valorização da área do antigo aeroporto. O projeto também pretende fortalecer o ecossistema de inovação local, criar oportunidades para jovens e profissionais da cidade e projetar Parnamirim no cenário nacional e internacional como uma referência em inovação no Nordeste.
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Desenvolvida na Ufersa, marca “Salinas Sustentáveis” é primeira certificação obtida por uma universidade do Brasil
A Universidade Federal Rural do Semi-Árido dá um passo histórico ao receber do Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI o deferimento da sua primeira marca de certificação: a “Salinas Sustentáveis”. A iniciativa, pioneira no país, representa um avanço significativo na interseção entre ciência, inovação e responsabilidade socioambiental, com potencial transformador para a cadeia produtiva do sal marinho no semiárido brasileiro.
A marca de certificação é um sinal distintivo registrado que atesta a conformidade de um produto, serviço ou processo com determinados requisitos previamente definidos, como qualidade, modo de produção ou, neste caso, sustentabilidade. Diferentemente das marcas tradicionais, ela não identifica um único fabricante, mas sim um conjunto de produtores ou empresas que cumprem os critérios estabelecidos por um regulamento técnico específico. Trata-se, portanto, de um instrumento de confiança para o consumidor e de diferenciação no mercado para as empresas.

A pesquisadora Giovanna Wanderley. Foto: cedida/arquivo pessoal. Fruto de pesquisa no âmbito do Mestrado Profissional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT), o projeto foi desenvolvido pela pesquisadora Giovanna Wanderley, a qual destaca a relevância da certificação para o setor salineiro:
“A certificação de sustentabilidade para empresas salineiras, além de estar alinhada com melhores práticas internacionais de sustentabilidade ambiental, atende às dimensões social e de governança corporativa. Do ponto de vista do mercado, aderir à certificação significa, ainda, uma inovação no modelo de negócio com potencial para possibilitar o alcance do mercado internacional, sobretudo o europeu, e reposicionar o produto e a empresa no mercado nacional. Um claro exemplo da viabilidade da integração entre as hélices da inovação”, afirma a pesquisadora.

Professor Rogério Taygra. Foto cedida A ideia de criação da certificação “Salinas Sustentáveis” nasceu a partir do projeto de pesquisa homônimo, coordenado pelo Prof. Dr. Rogério Taygra, cujo foco foi o fortalecimento da sustentabilidade na cadeia produtiva do sal marinho no semiárido. O professor Taygra teve papel essencial no desenvolvimento técnico do projeto, especialmente na elaboração do caderno de especificações técnicas — documento que estabelece os critérios obrigatórios a serem cumpridos pelas empresas interessadas em utilizar o selo “Salinas Sustentáveis”. A construção criteriosa desses parâmetros foi determinante para a concessão do registro pelo INPI, assegurando a credibilidade e a robustez da certificação.
A marca “Salinas Sustentáveis” surge com o objetivo de valorizar as boas práticas nas salinas do Rio Grande do Norte, maior produtor de sal do Brasil, reconhecendo as empresas comprometidas com critérios ambientais, sociais e de governança (ESG). O selo, ao promover a rastreabilidade e a responsabilidade no processo produtivo, também reforça a conexão entre universidade, setor produtivo e sociedade.
A pesquisa contou com a coorientação do professor Rogério Taygra, que teve papel fundamental no desenvolvimento técnico do projeto, especialmente na elaboração do caderno de especificações técnicas — documento que define os critérios obrigatórios a serem atendidos pelas empresas que desejam utilizar o selo “Salinas Sustentáveis”. A construção rigorosa desses parâmetros foi essencial para a concessão do registro pelo INPI e garante a credibilidade e a robustez da certificação.Para o professor Fabrício Cavalcante , diretor do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/Ufersa), a conquista representa o fortalecimento da cultura de propriedade intelectual na universidade e evidencia o papel estratégico da ciência na promoção do desenvolvimento sustentável.
“Trata-se não apenas de um marco para a UFERSA, mas de um exemplo concreto de como a produção acadêmica pode gerar soluções tecnológicas com impacto direto no desenvolvimento regional e na competitividade das empresas brasileiras em mercados exigentes e sustentáveis”, avalia Fabrício Cavalcante.
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Feira do Livro de Mossoró será lançada dia 25 de junho, na Uern
Pelo quarto ano, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) sediará a Feira do Livro de Mossoró. Dessa vez, o evento será ainda mais especial já que, em 2025, a feira celebra 20 anos de história.
O lançamento oficial acontecerá no dia 25 de junho, às 9h, na Sala Multiuso da Biblioteca, no Campus Central da Uern, em Mossoró. “Chegar aos 20 anos da Feira do Livro de Mossoró é uma conquista coletiva. Mais do que um evento, a Feira se consolidou como um movimento de formação de leitores, valorização da cultura e fortalecimento da nossa identidade”, comentou Rilder Medeiros, organizador da Feira do Livro.
Ele também comentou sobre o apoio que tem recebido da Uern para a realização desse evento. “A parceria com a Uern tem sido fundamental para o fortalecimento da Feira do Livro de Mossoró. Professores e estudantes da Uern não só participaram, como se integraram plenamente à proposta da Feira, contribuindo com ideias, voluntariado e atividades acadêmicas. Mais do que isso, a presença da Feira no campus ajudou a aproximar a comunidade da universidade, rompendo barreiras e mostrando que o saber produzido aqui pode e deve estar conectado com as pessoas e com a cidade.”
Durante o lançamento, serão reveladas as primeiras novidades da feira que ocupará a cidade com ideias, histórias e transformações. A organização apresentará a identidade visual da campanha deste ano, os primeiros nomes confirmados na programação e outras pistas do que está por vir na nova invasão literária.
Com o chamado “Alerta: os livros estão voltando a invadir Mossoró”, a cerimônia reunirá diretores de escolas, escritores, expositores, autoridades, parceiros e profissionais da educação, consolidando o compromisso da Feira com a promoção da leitura, o fortalecimento da cultura local e o estímulo à formação de novos leitores.
Com quase um milhão de visitantes ao longo de sua trajetória, a Feira do Livro de Mossoró se tornou referência no calendário cultural do Rio Grande do Norte, sendo também impulsionadora de políticas públicas, como o uso do cheque-livro por escolas da rede pública. “Esta edição é especial porque celebra tudo o que construímos juntos e, ao mesmo tempo, lança um novo olhar para o futuro da leitura em nossa região. Convidamos todos a participarem dessa nova invasão literária, que promete ocupar Mossoró com poesia, pensamento e transformação”, comentou Rilder Medeiros.
A edição comemorativa de 2025 conta com o patrocínio do Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Lei Câmara Cascudo, da Fundação José Augusto, do Progresso Atacado, da Livraria Independência e da TCM. O evento também recebe o apoio institucional da Uern, da Secretaria Estadual de Educação, da Prefeitura de Mossoró, da Secretaria Municipal de Educação e do Banco do Nordeste.
Uern lança o XIX Festuern
Na mesma ocasião, também será lançada a 19ª edição do Festival de Teatro da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, realizado pela Pró-reitora de Extensão (Proex/Uern) e pela Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio Grande do Norte (Funcitern).
“A gente decidiu aproveitar o lançamento da Feira do Livro, que reúne um público da área da educação, das escolas, para fazer o lançamento do Festuern, que também trabalha com esse público. Então faremos o anúncio das informações e das datas desses dois eventos que são muito importantes para a gente”, disse o pró-reitor de extensão da Uern, Esdras Marchezan.
O edital que será publicado vai trazer todas as informações sobre a seleção de escolas públicas para participação Festival.
O Festuern é um Programa Interdisciplinar de Teatro Escolar realizado anualmente desde 2003 e objetiva promover, difundir e divulgar manifestações artístico-culturais, valorizando a escola e a universidade como espaços de produção de cultura e conhecimento.
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Festival Goiamum Audiovisual 2025 anuncia filmes de destaque em sua programação
O Festival Goiamum Audiovisual chega à sua 11ª edição e já tem data marcada para encantar o público potiguar: de 07 a 12 de julho, na UFRN, com entrada gratuita. Com uma programação diversificada que celebra o cinema nacional, o festival promete uma semana de imersão no universo audiovisual, desde o filme de abertura, com exibição pela primeira vez em Natal, até o dia de encerramento repleto de atrações especiais no sábado, 12 de julho.
A grande atração do dia de abertura da sua 11ª edição será o documentário “Criaturas da Mente”, do diretor pernambucano Marcelo Gomes. O filme, que será exibido pela primeira vez na capital potiguar, tem como personagem principal o neurocientista brasileiro Sidarta Ribeiro. O documentário será exibido dia 07 de julho, às 19h, no auditório da Reitoria da UFRN, com entrada gratuita. O longa-metragem acompanha a jornada do neurocientista brasileiro Sidarta Ribeiro para melhor entender o universo dos sonhos e do inconsciente a partir da relação do conhecimento científico e dos saberes ancestrais de povos originários e de culturas afrodescendentes, transcendendo o tradicional eurocentrismo da academia.
Os destaques do último dia incluem três Sessões Especiais emocionantes, que prometem movimentar a cena cultural de Natal.
Às 14h, o público terá a oportunidade de assistir a “Filhos do Mangue”, um filme de ficção de 110 minutos, produzido no Rio Grande do Norte, com classificação indicativa de 16 anos e participação de atores de oito estados brasileiros, sendo maioria do RN. O longa também conta com a participação de não-atores: pescadores da vila de Barra de Cunhaú, que passaram por uma preparação de elenco. Dirigido pela paulista Eliane Caffé e produzido pela Pé na Estrada Filmes, com distribuição da Bretz Filmes, o longa-metragem narra a intrigante história de um homem violento que aparece ferido e sem memória em uma comunidade ribeirinha. Acusado de roubo, ele se vê em meio a um julgamento popular que revela uma trama complexa de violência doméstica e de gênero, tráfico de pessoas e desvio de verba pública, levando-o a buscar um novo sentido para sua vida.
Na sequência, às 16h45, será a vez de “Filhas da Noite”, um documentário pernambucano de 110 minutos, com classificação de 14 anos. Dirigido pelos potiguares, radicados em Pernambuco, Henrique Arruda e Sylara Silvério, e produzido pela Filmes de Marte e Olinda Produções, o filme é um convite para revisitar o passado de seis performers veteranas de Recife. Chamadas por um “Globo espelhado tão extinto das pistas quanto suas próprias noites de glória”, elas revivem suas memórias mais íntimas diante das câmeras, mostrando-se pioneiras de uma revolução ainda em curso e eternas “Filhas da Noite”.
Para fechar com chave de ouro, às 21h30, o Filme de Encerramento será “Macaléia”, um documentário carioca de 25 minutos, com classificação livre. Dirigido por Rejane Zilles e produzido pela Reprodutora e Zilles Produções, o filme explora a rica convivência entre dois artistas inventivos, Hélio Oiticica e Jards Macalé, no Rio de Janeiro dos anos 1970. A obra destaca o momento em que Hélio criou a “Macaléia”, uma obra penetrável em homenagem ao amigo, e promete conduzir o público através de música, imagens raras, originalidade e muita irreverência.
O 11º Festival Goiamum Audiovisual é uma produção da Casa de Produção, Bobox Produções e Nuvem Produções. Realização: Prefeitura do Natal, Fundação José Augusto, Secretaria do Estado da Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Prepare-se para uma semana intensa de cinema no Festival Goiamum Audiovisual 2025 e não perca esses momentos marcantes que encerram a 11ª edição.
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Paulinho Freire lidera ranking de salários entre prefeitos de capitais após retorno de jetons
O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União), recebeu em maio o maior salário entre os chefes do Executivo das capitais brasileiras, totalizando R$ 41,6 mil brutos. O valor elevado se deve à reintrodução do jeton indenizatório, uma gratificação por participação em reuniões que havia sido suspensa no início de sua gestão.
Os dados, divulgados inicialmente pelo O Potiguar e confirmados pelo O Potengi com base no Portal da Transparência, mostram que Freire recebeu R$ 26 mil referentes ao salário-base e mais R$ 15,6 mil em jetons. A bonificação também foi estendida a secretários e adjuntos, que tiveram um acréscimo de 60% em seus vencimentos.
A medida contrasta com o discurso de austeridade adotado por Paulinho Freire ao assumir o cargo, em janeiro, quando anunciou cortes temporários em diárias e jetons para secretários. A suspensão chegou a ser publicada no Diário Oficial do Município (DOM), mas, desde então, cinco novas portarias mencionaram a gratificação sem revogá-la definitivamente.
Entre os beneficiados estão a secretária de Trabalho e Assistência Social, Nina Souza — esposa do prefeito —, o irmão dele, Sérgio Freire, titular da Secretaria de Governo, e a secretária de Mobilidade Urbana, Jodia Melo, que receberam R$ 9.360 em jetons, elevando seus salários brutos para R$ 24.960.
Salário supera até governadora e se aproxima do presidente
Com a retomada dos jetons, Paulinho Freire ultrapassou o rendimento da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, que recebe R$ 21.914,76, e se aproximou do vencimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fixado em R$ 46.366,19 desde fevereiro. O valor, no entanto, é inferior ao que o prefeito ganhava como deputado federal: R$ 44.008,52 em 2024.
Em comparação com outras capitais, o salário de Freire supera o do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (R$ 38 mil), o de João Pessoa, Cícero Lucena (R$ 34 mil), e o do Recife, João Campos (R$ 25 mil).
Procurada pela Agência SAIBA MAIS, a Prefeitura de Natal não se pronunciou sobre o motivo da reintrodução dos jetons, contrariando a promessa inicial de cortes.
Histórico polêmico dos jetons em Natal
Os jetons são remunerações pagas a servidores por participação em reuniões externas às suas atribuições regulares. Em 2021, durante a gestão de Álvaro Dias (Republicanos), a gratificação foi alvo de críticas após um aumento de 60% no salário do então prefeito, elevando seu rendimento para R$ 32 mil. Secretários chegaram a dobrar seus vencimentos com a bonificação.
Em 2023, a Câmara Municipal aprovou projeto que instituiu o pagamento de jetons para membros de comissões culturais, fixando o valor em R$ 40 por sessão. A mudança ocorreu após a redução de incentivos fiscais para o setor, gerando protestos de artistas locais.
A volta dos benefícios na gestão Freire reacende o debate sobre gastos públicos em meio a medidas anunciadas como de contenção de despesas. A ausência de explicações oficiais deixa em aberto se a suspensão inicial foi apenas temporária ou uma estratégia revogada sem alarde.
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Zezé Di Camargo e Luciano é a grande atração desta sexta (20) no Mossoró Cidade Junina
No Polo Estação das Artes Elizeu Ventania, a dupla Zezé Di Camargo e Luciano é a grande atração da noite desta sexta-feira (20) no Mossoró Cidade Junina. Também se apresentam no polo John Modão, Dr Ever, Nuzio Medeiros e Vicente Nery.
A 1ª atração da noite será John Modão, como show programado para às 19h, logo em seguida vem Dr. Ever, às 20h.
Ás 21h30 se apresenta Nuzio Medeiros, o show de Zezé e Luciano está programado para às 23h30. Já na madrugada do sábado, Vicente Nery encerra os shows, às 01h30.
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Existe luz no fundo do poço.

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Olá, queridos! Como vão?
Como andam se sentindo? Estão se permitindo viver? Estão se observando a cada experiência que vivem? Trabalhando para conhecer e entender como funciona esse ser único que é cada um de vocês? Estão saboreando as alegrias da vida com toda intensidade que elas merecem? Estão aproveitando as dores para aprender e crescer ainda mais?
(Aproveitar dores?)
Sim. Aproveitar as dores, sim! Todos os sentimentos, ou estímulos, que temos são capazes de nos ensinar mais ainda sobre nós mesmos. Como reagimos ao que sentimos, como lidamos com isso, como externamos, as atitudes e decisões que partem de cada sentimento/estímulo desse. E a dor não deixa de ser uma excelente ferramenta de aprendizagem somente por ser algo que não gostamos de sentir.
(Estou me referindo a dor emocional. Já que tem, sim, muita gente que gosta de dor física. E como gosto não se discute, não entremos nesse debate agora.)
Por muitas vezes evitamos nos colocar disponíveis para viver certas experiências ao longo da vida, justamente com medo de sentir alguma dor que possa vir de um conflito, de uma decepção. Evitamos nos envolver com pessoas e em situações que, desconfiamos, podem nos machucar. E esse medo independe do tipo de relação que possa ser estabelecida. A decepção pode vir de variadas fontes.
Eu também já fiz isso muitas vezes. Aquele medo disfarçado de auto preservação. Tudo isso querendo evitar um lugar já conhecido. Quando a gente passa por uma decepção a gente vive, por um tempo, em um lugar de dor. Aqueles momentos iniciais em que o baque foi recente e que a dor grita tão alto que parece que você não consegue ouvir mais nada.
A gente vê as pessoas em volta, felizes, leves e parece que o peso da dor é tão grande que a gente não consegue mais imaginar sentir de novo essa leveza que se vê ao redor. Parece que o fundo do poço é tão longe, tão lá em baixo, e o caminho da subida tão trabalhoso que não conseguimos ver como subir tudo isso, de volta à superfície.
Por isso que quando amargamos uma decepção, amorosa ou não, dizemos que estamos na fossa, é porque é tão funda quanto o poço, só que a gente tá na merda.
Mas aí o tempo vai passando e a dor vai diminuindo. A ressaca moral vai nos deixando menos tontos, não temos mais tanta vontade de vomitar. A gente começa a pensar em voltar a sair de novo, ver o mundo lá fora, fazer as coisas que sempre fez, simplesmente viver. Às vezes ainda dói, às vezes ainda lembramos da decepção que vivemos. Mas já conseguindo sorrir e seguir.
A questão é que quando a gente lembra como é estar naquele lugar, os primeiros momentos após a decepção, só o que a gente consegue pensar, ao menos o só o que eu consigo pensar é “não quero, nunca mais, voltar para lá!”. E fazemos de tudo para nos proteger e evitar nos machucar desse jeito de novo.
Recentemente eu passei por uma situação assim. Na verdade foram algumas situações assim, uma seguida da outra. Não foi nada tão complicado quanto o fim de um namoro ou a perda de um emprego. Mas, ainda assim, fiquei numa “fossa” pesada, por conta da sequência de coisas que aconteceram. Lembro que fiquei muito apegada ao seguinte pensamento “Pronto, voltei para aquele lugar que eu tanto evito. Voltei para aquele sentimento de dor e de não saber quando essa dor vai passar”.
Até que eu comecei a lembrar de outros lugares, esses, que só existem graças ao lugar primeiros-instantes-de-dor-pós-decepção. Eu comecei a lembrar que cada nova decepção vivida, o tempo de recuperação passou a ser, no geral, mais curto. Lembrei que, dependendo do sentimento cultivado, durante esse período logo após a decepção, influencia, e muito, em quão rápido se consegue sair dele.
Das vezes em que senti uma tristeza profunda e me apeguei a ela, demorei muito para me recuperar. Das vezes em que fingi que estava tudo bem ou que alimentei a raiva, tive de esperar passar esse sentimento superficial e inicial, para então encarar o sentimento com o qual, de fato, deveria estar lidando.
Mas, das vezes em que me permiti sentir a decepção. Que me permiti esgotar aquele sentimento, sentindo-o até sua última gota sair de mim, dessas vezes eu percebi que a superação é muito mais concreta, mais solidificada, mais real.
E tudo isso eu só aprendi porque, após a decepção, eu vivi o momento de dor que a seguia. Outra coisa muito importante que aprendi, e que só aprendi por conta da decepção, foi que independentemente de como eu tenha vivido aquele momento de fundo do poço, eu sempre saí de lá mais forte.
E é uma força que me leva para frente e ao mesmo tempo mais para dentro de mim mesma. É como se a cada decepção eu descobrisse uma força nova, que se soma às outras forças que eu já tinha antes. Eu consigo observar o quanto vou crescendo e me fortalecendo.
Não quero aqui romantizar dor alguma. Se eu mesma pudesse escolher, escolheria viver sem dores, apenas com os aprendizados. Mas isso não é possível. Eu não posso escolher o que acontece comigo, apenas o que faço daquilo que me acontece.
As decepções vão acontecer e se eu não aproveitar para me observar e aprender com cada uma delas, tudo terá sido em vão. E eu vou ter que sofrer toda aquela dor de novo, e de novo, e de novo, até que aprenda a lição que deveria aprender através daquela situação.
Eu sei que, a depender do tamanho da dor, pode parecer impossível conseguir isso. Ainda mais quando estamos no olho do furacão. Mas criar força, criar resistência, é como testar nossos limites. Testar e superar. Quando a gente tenta fazer algo que não conseguia e na próxima vez já está fazendo um pouquinho a mais, e na próxima também. A gente sabe bem, no fundo a gente sabe, que por pior que seja aquela dor, em algum momento ela vai passar.
Nessas horas, é sempre muito importante ter ao nosso lado pessoas em quem confiamos, pois elas é que vão nos lembrar que essa dor vai embora, quando estivermos tão afundados nela a ponto de não conseguir mais enxergar a saída.
Eu já aprendi muito com minhas dores e sei que ainda há muito mais a aprender. Dessa última situação recente que vivi, dessa sequência de situações, percebi o quão fácil é se entregar a um estado macambúzio, percebi que quanto mais me entrego a esse estado, mais difícil fica de sair dele, e percebi também que por mais “confortável” que pareça, já que a força que temos de fazer para sair disso é bastante desconfortável, por mais fácil que pareça permanecer, esse é, definitivamente, um lugar onde eu não quero estar.
Sei que será impossível nunca mais voltar, sei que decepções e tristezas ocorrerão pelo resto da vida. Não existe essa opção de nunca mais voltar. Mas, com toda certeza, é um lugar onde eu não quero permanecer. É um lugar de onde vou sempre fazer o máximo para sair.
Agora, uma observação extremamente importante: se alguém está passando por um estado desse que não melhora, que não vai embora nunca, que nada dá jeito, por favor procure algum profissional e peça ajuda. Dificuldades psicológicas são sérias e devem ser tratadas assim.
Enfim, a mensagem que eu quis mesmo deixar com esse texto de hoje é a de que dor dá e passa. Que além de ser algo que vai nos fortalecer e nos ensinar mais ainda sobre nós mesmos, não pode ser algo que nos faça evitar viver. Aprendemos isso muito cedo, quando não deixávamos de correr e nos jogar no parquinho somente por medo de um joelho ralado.
Tem uma música linda, da Kell Smith, que diz que “o joelho ralado dói bem menos que o coração partido”. Será? Ou será que a gente só cresceu, e as dores que a gente suporta hoje é que são tão grandes quanto era para uma criança o joelho ralado? Eu acredito que é porque a gente cresce, não só por conta da dor, mas em torno dela. Somos muito maiores que qualquer dor que venha querer nos derrubar.
Que sejamos maiores e mais fortes que nossas dores e que nunca deixemos, por medo da dor, de viver e, quem sabe, experienciar alegrias que, essas sim, poderão ser muito maiores que nós.
Até a próxima!


