• Câmara de Natal aciona Justiça para conduzir coercitivamente operadoras de saúde

    A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal de Natal aprovou pedido de condução coercitiva contra representantes das operadoras Hapvida e Humana Saúde. A decisão ocorreu após nova ausência das empresas em audiência para esclarecer denúncias de negativa de atendimento a pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

    Na sessão desta quarta-feira (6), a Hapvida não compareceu nem justificou a ausência, enquanto a Humana enviou representante sem capacitação técnica para responder aos questionamentos. “Foi uma afronta ao Legislativo e aos consumidores”, afirmou o vereador Daniel Santiago (PP), vice-presidente da CEI.

    A Unimed, única presente, informou que está reestruturando seu setor de terapias especiais após mudança na diretoria. A próxima etapa da investigação ouvirá pais de crianças com TEA e clínicas credenciadas.

    A Procuradoria Legislativa formalizará o pedido de condução coercitiva à Justiça. Esta é a segunda vez que as operadoras faltam às convocações. Em junho, ambas não compareceram sem justificativa.


  • Natal oferece curso gratuito preparatório para o Enem com aulas presenciais e online

    A Escola da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte está com inscrições abertas até segunda-feira (11) para o Integra Enem, curso preparatório gratuito para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. As aulas começam no dia 16 de agosto e serão realizadas aos sábados, das 7h30 às 12h30, na sede da Escola, em Natal, com 80 vagas presenciais disponíveis.

    Além das aulas presenciais, o curso será transmitido ao vivo para Câmaras Municipais de todo o estado, ampliando o acesso a estudantes de outras cidades. O material didático será fornecido pela Funcern, parceira do projeto.

    Como se inscrever?
    ✅ Pelo formulário online (link disponível na matéria)
    ✅ Pelo aplicativo “Escola da Assembleia – RN”
    ✅ Por telefone: (84) 3132-0035

    O Integra Enem é voltado principalmente para alunos do 3º ano do Ensino Médio da rede pública, mas pode beneficiar outros interessados. A iniciativa busca fortalecer a preparação dos estudantes potiguares para o exame, que em 2025 teve mais de 113 mil inscritos confirmados no RN.

    📌 Inscrições abertas até 11/08! Não perca essa oportunidade!


  • Médico é preso por suspeita de golpe financeiro em Natal

    A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu, nesta quinta-feira (7), o médico oftalmologista Diego Sampaio, suspeito de aplicar um esquema de fraudes que teria lesado dezenas de pessoas em Natal. A prisão ocorreu em Tangará da Serra (MT), onde o investigado atuava profissionalmente, como parte da “Operação Olho Grande”.

    De acordo com as investigações, o médico captava recursos de vítimas com promessas de investimentos no mercado financeiro e altos rendimentos, em um esquema que movimentou mais de R$ 30 milhões. A Delegacia Especializada em Defesa do Consumidor (Decon) e a Delegacia de Lavagem de Dinheiro (DRLD) identificaram movimentações atípicas em suas contas, sem comprovação de aplicações financeiras ou devolução dos valores aos investidores.

    Durante as buscas, foram apreendidos bens de alto valor, incompatíveis com a renda declarada por Sampaio. O médico, que nega as acusações, afirmou à imprensa que está à disposição da Justiça para comprovar sua inocência.

    O caso segue em investigação por crimes como lavagem de dinheiro e estelionato. A polícia orienta possíveis vítimas ou quem tiver informações a entrar em contato pelo Disque Denúncia 181.


  • “Massacre orquestrado”, denuncia Médicos sem Fronteira sobre Gaza

    Em mais um relatório compilado a partir de dados clínicos e depoimentos de pacientes e de profissionais de saúde de duas clínicas na Faixa de Gaza, da organização não governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) denuncia a violência direcionada e indiscriminada por parte das forças israelenses e grupos norte-americanos privados contra os palestinos em locais de distribuição de alimentos administrados pela chamada Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês).

    O documento pede o fim imediato da atuação da GHF na faixa de Gaza e a restauração do mecanismo de entrega de ajuda humanitária coordenado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

    “Também apelamos aos governos, especialmente aos Estados Unidos, bem como às instituições doadoras privadas, que suspendam todo o apoio financeiro e político à GHF, cujos locais de atuação são basicamente armadilhas mortais”, avalia o documento.

    Intitulado Não é ajuda, é um massacre orquestrado, o documento traz relatos dos horrores testemunhados pelas equipes dos Médicos sem Fronteiras em duas clínicas que receberam regularmente um grande número de vítimas da violência nos locais administrados pela GHF.

    De acordo com os dados compilados entre 7 de junho e 24 de julho, foram admitidas 1.380 vítimas incluindo 28 mortos, nas clínicas de Al-Mawasi e Al-Attar, no Sul de Gaza, localizadas perto dos locais de distribuição administrados pela GHF.

    Durante essas sete semanas, as equipes dos MSF trataram 71 crianças com ferimentos à bala, 25 delas com menos de 15 anos. Sem alternativas para encontrar comida, famílias famintas frequentemente enviam adolescentes para esse ambiente letal, pois eles são muitas vezes os únicos homens da família fisicamente capazes de fazer o trajeto.

    Entre os pacientes, está um menino de 12 anos atingido por um projétil que atravessou o abdômen, e cinco meninas, uma delas com apenas 8 anos, que sofreu um ferimento à bala no peito.

    “Crianças baleadas no peito enquanto tentavam coletar comida. Pessoas esmagadas ou sufocadas em tumultos. Multidões inteiras mortas a tiros em pontos de distribuição”, relata Raquel Ayora, diretora-geral de MSF.

    Em quase 54 anos de operações, a ONG descreve que raramente testemunhou tais níveis de violência sistemática contra civis desarmados.

    “Os locais de distribuição da GHF, que se apresentam como de ajuda humanitária, transformaram-se em um laboratório de crueldade”, afirma Raquel, que desabafa: “Isto precisa acabar agora.”

    Tiro

    Uma análise inicial dos ferimentos por arma de fogo nos pacientes que chegaram à clínica de Al-Mawasi revela que 11% das lesões eram na cabeça e no pescoço, e 19% eram áreas que abrangiam o tórax, o abdômen e as costas.

    Em contrapartida, as pessoas que chegavam do Centro de Distribuição de Khan Younis eram mais propensas a ferimentos à bala nos membros inferiores.

    Os padrões distintos e a precisão anatômica dessas lesões sugerem fortemente que se tratam de ataques intencionais contra pessoas dentro e ao redor dos locais de distribuição, e não de tiros acidentais ou indiscriminados.

    “Estamos sendo massacrados. Fui ferido talvez 10 vezes”, conta Mohammed Riad Tabasi, um paciente tratado na clínica em Al-Mawasi.

    “Eu vi com meus próprios olhos, cerca de 20 corpos ao meu redor. Todos eles baleados na cabeça, no estômago”, narrou.

    Em maio, as autoridades israelenses desmantelaram a resposta humanitária liderada pela ONU e a substituíram por um esquema militarizado de distribuição de alimentos operado pela GHF. Os quatro locais de distribuição administrados pela GHF estão em áreas sob controle militar total de Israel e “protegidos” por seguranças privados norte-americanos armados.

    O documento denuncia ainda que a GHF tem sido apresentada pelos governos israelense e norte-americano como uma “solução inovadora” – uma suposta resposta às alegações não comprovadas de desvio de ajuda em Gaza e às acusações infundadas de falha da ONU.

    Para a ONG, os locais não passam de um esquema mortal que institucionaliza a política de fome imposta pelas autoridades israelenses em Gaza, a partir de 2 de março, com o cerco total que impuseram ao enclave como parte da campanha genocida em curso.

    De acordo com a organização, a forma como este esquema funciona tenta destituir as pessoas totalmente de sua dignidade.

    Sufocamento 

    Do total de vítimas atendidas ao longo das sete semanas, as equipes do MSF trataram 196 pacientes com ferimentos sofridos pelos tumultos nos locais de distribuição da GHF. Entre eles, um menino de 5 anos de idade com ferimentos graves na cabeça e uma mulher que morreu por asfixia, ambas as mortes causadas, provavelmente, pela pressão sufocante da multidão ou pisoteamento.

    Os que conseguem algum alimento nos locais, relata o documento, muitas vezes enfrentam o risco de saques violentos e roubo por outras pessoas que também estão famintas.

    A sigla se refere a pessoas feridas, pisoteadas ou sufocadas na aglomeração ou ainda agredidas e roubadas imediatamente após receberem os suprimentos: “É uma desumanização proposital”.

    “Em 1º de agosto, no mesmo dia em que o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio visitou os locais da GHF, Mahmoud Jamal Al-Attar, de 15 anos, foi morto perto de um local da GHF em Al-Shakoush enquanto tentava conseguir comida”, diz Aitor Zabalgogeazkoa, coordenador de emergências da MSF em Gaza.

    “Ele chegou à clínica de MSF em Al-Mawasi após ser baleado no peito.”

    “Tratamos apenas uma fração do número total de pessoas mortas e feridas nesses locais. Não há outra maneira de descrever o assassinato de crianças a não ser intencional”, declara Zabalgogeazkoa.

    “Apesar das condenações e dos apelos para que seja fechada, a hesitação global para impedir que a GHF continue funcionando é desconcertante.”

    Entre 27 de julho e 2 de agosto, após a consolidação do relatório,186 pessoas foram atendidas com ferimentos causados por tiros, estilhaços ou agressões e facadas nas clínicas do MSF em Al-Mawasi ou Al-Attar, nos pontos de distribuição da GHF.

    Duas delas morreram. Em 3 de agosto, as clínicas de MSF receberam mais três feridos, um que havia sido baleado no pescoço e dois com tiros na cabeça.


  • Moraes autoriza Bolsonaro a receber Tarcísio e outros aliados em casa

    ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro em casa, onde cumpre prisão domiciliar, nesta quinta-feira (7). 

    Outros políticos também foram autorizados a visitar Bolsonaro, sempre em dias úteis sucessivos e entre as 10h e as 18h. O ex-presidente cumpre a prisão domiciliar em sua residência em Brasília, em um condomínio do bairro Jardim Botânico.  

    vice-governadora do Distrito Federal (DF), Celina Leão, poderá fazer a visita nesta sexta (8); o empresário Renato de Araújo Corrêa, na segunda (11); e os deputados aliados Junio Amaral (PL-MG), Marcelo Moraes (PL-RS) e Luciano Zucco (PL-RS), respectivamente nos dias 12, 13 e 14 de agosto

    Todos haviam pedido autorização e receberam aval da defesa do Bolsonaro, concordando com as visitas. No caso de Celina Leão, a vice-governadora havia pedido para visitar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que mora com o ex-presidente e com quem mantém relação de amizade. 

    Nesta quarta (6), Moraes já havia autorizado Bolsonaro a receber a visita de filhos e netos, entre outros familiares, sem a necessidade de autorização prévia do Supremo

    Bolsonaro está em regime de prisão domiciliar desde segunda (4), quando Moraes impôs a medida após entender que o ex-presidente violou a proibição de utilizar as redes sociais por meio de posts publicados nos perfis de seus filhos – Carlos, Eduardo e Flávio. 

    Na noite de quarta, a defesa de Bolsonaro recorreu da prisão domiciliar, argumentando que ele não teve nenhuma intenção de descumprir a cautelar. Os advogados afirmaram não haver provas de que o ex-presidente tivesse conhecimento das postagens feitas pelos filhos.

    No recurso, os advogados também alegam que as publicações feitas pelos filhos veicularam apenas uma saudação a apoiadores, o que não poderia caracterizar crime, sob pena de se proibir qualquer manifestação do ex-presidente, o que caracterizaria censura. A defesa reclamou ainda do que disse ser uma “antecipação do cumprimento de pena”. 

    Em primeiro momento, o recurso deve ser analisado pelo próprio Moraes. Em caso de recusa, o pedido poderá ser levado à votação pela Primeira Turma do Supremo, colegiado composto por mais quatro ministros – Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino. 

    Bolsonaro é alvo de diversas investigações no Supremo. No processo mais avançado, ele é réu por uma tentativa de golpe de Estado que teria liderado com objetivo de se manter no poder após derrota eleitoral, conforme denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A defesa nega a participação dele em qualquer trama golpista.  


  • Motta: retomada do plenário da Câmara não foi condicionada à anistia

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou, nesta quinta-feira (7), que a retomada dos trabalhos no plenário, após o motim da oposição, tenha sido negociada em troca do compromisso dele de pautar o projeto de lei que prevê anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. 

    “A presidência da Câmara é inegociável. Quero que isso fique bem claro. As matérias [jornalísticas] que estão saindo sobre a negociação feita por esta presidência para que os trabalhos fossem retomados não está vinculada a nenhuma pauta. O presidente da Câmara não negocia suas prerrogativas, nem com a oposição, nem com o governo, nem com absolutamente ninguém”, disse Motta.

    O presidente da Câmara conseguiu sentar na cadeira da mesa diretora do plenário ontem, após resistência da oposição que ocupava o local há quase 30 horas, impedindo os trabalhados legislativos.

    O motim da oposição começou após a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os parlamentares exigiam a anistia e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). No Senado, a desocupação do plenário ocorreu nesta quinta, sem acordo para votação do impeachment do ministro. 

    Moraes decretou a prisão de Bolsonaro na última segunda-feira (4), por desrespeito às medidas cautelares que o impediam de usar as redes sociais de terceiros. As restrições foram determinadas no processo em que o ex-presidente é investigado por mandar recursos, via pix, para manter seu filho, Eduardo Bolsonaro, no exterior. O parlamentar licenciado atua junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo, para tentar impedir o julgamento da trama golpista, na qual Jair Bolsonaro é réu como líder da tentativa de golpe de Estado. 

    Brasília (DF), 25/06/2025 - Presidente da Câmara dos deputados, Deputado Hugo Motta, participa do anúncio da federação partidária,  Solidariedade e PRD. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
    Presidente da Câmara dos deputados, Deputado Hugo Motta (Republicanos) Lula Marques/Agência Brasil

    Reabertura dos trabalhos

    Somente depois das 22 horas, na noite de quarta-feira (6), Motta conseguiu abrir a sessão da Câmara, após a oposição tentar impedir que ele sentasse na cadeira. Em seguida, o presidente da Casa fez um discurso breve, pedindo diálogo e respeito e encerrou a reunião sem votar nenhuma matéria.

    A oposição comemorou o final da ocupação do plenário afirmando que teria conseguido costurar um acordo entre líderes do Novo, PP, União Brasil e PSD para pautar a anistia na próxima semana. Somando ao PL, essas legendas representam 247 deputados, quase metade da Câmara, que é de 256 parlamentares do total de 513.

    Por outro lado, procuradas pela Agência Brasil, as assessorias de imprensa das lideranças do PSD, PP e União Brasil na Câmara não confirmaram o compromisso anunciado pelo PL de defender a votação da anistia na próxima semana.

    Apesar de a prerrogativa da pauta ser do presidente da Câmara, Motta pode ser influenciado pela maioria dos parlamentares a pautar o projeto.

    Antes da sessão desta quinta, Motta comentou com jornalistas que, mesmo com toda tensão criada, foi possível pautar “a solução menos traumática para que a Casa pudesse retomar a sua normalidade”.

    “Penso que, mais uma vez, o diálogo prevaleceu. Nós tivemos a capacidade de conversar o dia todo com todas as lideranças, de poder demonstrar que nós não abriríamos mão de reabrir os trabalhos ontem, conforme o nosso regimento prevê, respeitando a nossa Constituição, respeitando o direito ao contraditório”, comentou.


  • Oposição desocupa Senado sem acordo para impeachment de Moraes

    A oposição no Senado desocupou a mesa diretora da Casa na manhã desta quinta-feira (7), após quase 48 horas, sem que o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) tenha se comprometido a pautar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    motim da oposição no Senado começou após Moraes decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O ex-presidente é réu por tentativa de golpe de Estado e também está sendo investigado por obstrução do processo penal, após ações dos EUA contra o comércio brasileiro e a sanção da Casa Branca contra Moraes.

    O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), disse que a mobilização pelo afastamento de Moraes continua e que a “vitória” da oposição foi, segundo ele, ter conquistado mais apoios a favor do impeachment do ministro do STF.

    “É evidente que o senador Davi vai se pautar pelo ambiente político. Na hora em que a maioria do Senado se posiciona, não tenha dúvida que isso vai pesar na posição do senador Davi.”

    O presidente do Senado, segundo a Constituição, tem a prerrogativa exclusiva de pautar processos de impeachment de ministros do STF.

    Por enquanto, Alcolumbre resiste em se comprometer com a pauta. Ao entrar no plenário hoje, o presidente se limitou a dizer “vamos trabalhar” ao ser questionado pela imprensa. 

    Senador do Val

    Outra pauta da oposição no Senado era a suspensão das medidas cautelares contra o senador Marcos do Val (Podemos-ES), obrigado a usar tornozeleiras após descumprir medidas cautelares do STF. Segundo Rogério Marinho, Alcolumbre se comprometeu a recorrer da decisão no Supremo. 

    O senador do Val é investigado por supostamente intimidar delegados da Polícia Federal responsáveis pela investigação contra Bolsonaro. Ele estava proibido de sair do país, mas descumpriu decisão judicial ao viajar aos EUA.  

    Democracia

    O líder do governo no Senado, senador Jacques Wagner (PT-BA), disse que, na reunião com Alcolumbre ontem (6), o presidente da Casa informou que não abriria mão das prerrogativas de presidente do Senado e do Congresso.

    “Ele disse que não faria acordo intimidado e sob chantagem. Acho que ele tomou a decisão correta. As pessoas parecem que se esquecem do 8 de janeiro com muita rapidez.” 

    “Essa excepcionalidade que estamos vivendo na relação institucional tem a ver com a excepcionalidade, totalmente fora do normal, que foi a não aceitação do resultado eleitoral e a depredação dos Três Poderes da República”, comentou.

    Para Jaques Wagner, essas ações contra o resultado da eleição de 2022 não devem ser tratadas de forma suave: “Esse é o ato mais grave que eu vi de atentado a democracia brasileira”.

    Com o fim da ocupação do Senado, o presidente Davi realizou a sessão dessa quinta-feira de forma presencial. Ele havia planejado realizar a reunião de forma remota por causa do motim da oposição.

    Casa aprovou o projeto de lei que concede isenção do Imposto de Renda (IR) para os trabalhadores que recebem até dois salários mínimos. O texto aprovado substituiu medida provisória enviada pelo governo e o projeto agora segue para sanção presidencial.

    Câmara

    Na noite de ontem, a Mesa da Câmara também foi desocupada após mais de 30 horas de ocupação por deputados da oposição que exigiam que o presidente da Casa, Hugo Motta, pautasse o projeto de anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado após o resultado eleitoral de 2022.


  • Senado aprova isenção de IR para quem ganha até dois salários-mínimos

    Após cerca de 48 horas de obstrução do funcionamento dos plenários pela oposição, o Senado aprovou, nesta quinta-feira (7), o projeto de lei (PL) que isenta do pagamento do Imposto de Renda (IR) os trabalhadores que ganham até dois salários-mínimos, o que equivale a R$ 3.036. O texto agora segue para sanção presidencial. A isenção vai valer a partir de maio do mês-calendário 2025.

    PL 2.692/2025 foi apresentado pelo deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, e substituiu a medida provisória 1.294/2025, editada pelo governo federal, e cuja validade venceria na próxima segunda-feira (11).

    O relator da matéria no Senado, o líder do governo Jacques Wagner (PT-BA), comemorou o resultado da votação, que foi aprovada em votação simbólica sem manifestações contrárias.

    “Depois, trabalharemos para aprovar a proposta de estender a isenção para quem ganha até R$ 5 mil. Seguimos trabalhando por mais justiça social e fiscal”, explicou o relator.

    A proposta de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil reais está em tramitação na Câmara, aguardando votação no plenário. Já aprovada em Comissão Especial, o texto prevê ainda uma redução do IR para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

    A medida é uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A votação da matéria foi atrasada pelo motim da oposição, que ocupou as mesas diretoras dos plenários da Câmara e Senado após decretada a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado e investigado por obstrução do processo penal, devido às ações dos Estados Unidos contra o comércio brasileiro e a sanção da Casa Branca contra Moraes. Ele nega as acusações.


  • Prefeitura de São Gonçalo doa silagem excedente da Agrofest 2025 para criadores da zona rural

    A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio da Secretaria Municipal de Agropecuária, Desenvolvimento Agrário, Pesca e Aquicultura (SEMADA), realizou na manhã desta quarta-feira (06) a entrega de silagem excedente da 5ª Agrofest aos pequenos criadores da zona rural do município.

    A ação aconteceu na sede do Conselho Comunitário de Poço de Pedra e beneficiou aproximadamente 60 criadores das comunidades de Barro Duro, Alagadiço Grande, Olho D’Água do Chapéu, Bela Vista e Poço de Pedra. Ao todo, foram distribuídos cerca de 200 sacos de silagem, com peso entre 20 e 25 quilos cada, e essa alimentação serve para os animais bovinos, caprinos e ovinos. Essa silagem é composta de palha de milho e grãos.

    “Essa é uma iniciativa muito significativa para os pequenos produtores do nosso município, especialmente após o sucesso que foi a 5ª Agrofest. É a primeira vez que aproveitamos os excedentes do evento para beneficiar diretamente os criadores, o que demonstra o compromisso da gestão do prefeito Jaime Calado com o fortalecimento do setor agropecuário local”, destacou o secretário da SEMADA, Jarbas Cavalcanti.

    Representando o prefeito Jaime Calado, a secretária municipal de Assuntos Extraordinários, Mada Calado, participou da entrega e reforçou o apoio da gestão aos agricultores e criadores rurais.


  • Projeto de parque linear em Natal gera polêmica ambiental e é alvo de denúncias

    O projeto do Parque Linear na avenida Roberto Freire, em Natal, está no centro de uma polêmica ambiental após denúncias de irregularidades no processo de implantação. O Observatório do Direito à Cidade da UFRN acionou o Ministério Público Estadual e Federal alegando falta de licenciamento ambiental e riscos ao Parque Estadual das Dunas, uma área protegida de Mata Atlântica reconhecida pela Unesco.

    Autoridades ambientais criticam a ausência de diálogo prévio – o Idema e o Conselho Gestor do Parque das Dunas afirmam não ter sido consultados antes da cessão da área pelo Exército à Prefeitura. A procuradora Marjorie Madruga questiona a lógica de “desmatar Mata Atlântica para criar parques”, destacando contradições no planejamento urbano da cidade.

    Do lado da Prefeitura, o secretário de Meio Ambiente, Thiago Mesquita, defende que o projeto ainda está em fase de elaboração e que todos os trâmites legais serão respeitados. Ele garante que a intervenção se limitará a uma área já antropizada, representando menos de 1% do total do Parque das Dunas, e promete dobrar a arborização local. A Prefeitura alega que o licenciamento ambiental só poderá ser iniciado após a formalização da cessão do terreno.

    Enquanto ambientalistas alertam para riscos de degradação irreversível, o poder municipal argumenta que o parque trará benefícios sociais à população. A Procuradoria Geral do Estado já iniciou apurações sobre o caso, que pode evoluir para uma ação judicial caso as partes não alcancem um entendimento. A polêmica coloca em debate os limites entre desenvolvimento urbano e preservação ambiental na capital potiguar.





Jesus de Ritinha de Miúdo