• Senac RN oferece curso gratuito de técnicas de negociação para vendas

    O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Rio Grande do Norte (Senac RN), em parceria com a Inter TV Cabugi, está com inscrições abertas para o curso online e gratuito de Técnicas de Negociação para Vendas. As vagas estão disponíveis no site da instituição até o próximo dia 22 de agosto, com aulas programadas para ocorrer entre 25 de agosto e 1º de outubro.

    Com carga horária de 20 horas, o curso será ministrado às segundas-feiras, no horário das 18h30 às 21h30, através da plataforma digital do Senac. A iniciativa faz parte do Programa Educação para o Bem, que conta com o apoio de empresas investidoras e tem como objetivo qualificar profissionais em situação de vulnerabilidade social.

    A capacitação é especialmente relevante para quem busca oportunidades no comércio durante o período de final de ano, quando tradicionalmente ocorre aumento na demanda por mão de obra temporária. A função de vendedor continua sendo uma das mais requisitadas no mercado de trabalho, oferecendo diversas possibilidades de crescimento profissional.

    Interessados podem se inscrever gratuitamente através do site rn.senac.br, onde também encontram informações adicionais sobre o curso. Esta é mais uma ação do Senac RN voltada para o desenvolvimento de competências profissionais na população potiguar.


  • Laudos absolvem polpas de fruta da Ster Bom em caso de supostos cacos de vidro

    Investigação técnica concluiu que não há vestígios de corpos estranhos nas polpas de fruta da marca Ster Bom, fabricadas no Rio Grande do Norte. Os laudos do Laboratório Central do Estado (Lacen) e do Ministério da Agricultura, divulgados nesta quinta-feira (14), refutam as denúncias feitas pela advogada Bárbara Paloma, vice-presidente da OAB-RN, que alegou ter encontrado fragmentos de vidro em polpas de uva compradas em Mossoró.

    As análises foram realizadas tanto no lote específico vendido no supermercado Queiroz – onde a consumidora adquiriu o produto – quanto nas instalações da fábrica em Macaíba. O Lacen examinou 3 kg do material (12 vezes acima da amostra mínima exigida) através de avaliações macroscópicas e microscópicas, sem detectar qualquer irregularidade. Já os auditores federais agropecuários verificaram todo o processo produtivo, destacando a existência de múltiplos filtros capazes de reter até pequenas partículas naturais das frutas.

    Em comunicado, a Ster Bom afirmou que os resultados comprovam seus “rigorosos protocolos de qualidade” e reafirmou o compromisso com a segurança alimentar. A empresa, que havia divulgado vídeos mostrando sua linha de produção após a denúncia, agradeceu a confiança de consumidores e parceiros durante o processo.

    A advogada Bárbara Paloma, que viralizou nas redes sociais com um vídeo mostrando os supostos fragmentos, afirmou anteriormente que a denúncia foi feita como alerta após sua filha encontrar vidro no suco escolar. Ela disse ter identificado material similar em outras embalagens lacradas e encaminhou o caso aos órgãos competentes. Procurada pelo AGORA RN para se manifestar sobre os laudos, a profissional ainda não se pronunciou.

    O episódio reacendeu o debate sobre segurança alimentar e responsabilidade nas denúncias de consumo. Especialistas destacam a importância de notificar irregularidades às autoridades sanitárias antes de divulgações públicas, evitando alarmismo sem comprovação técnica. Com a absolvição formal dos produtos, a Ster Bom espera recuperar a confiança do mercado, enquanto os órgãos fiscalizadores reforçam a eficácia dos mecanismos de controle de qualidade na indústria alimentícia potiguar.


  • Câmara de Parnamirim homenageia vítima de violência doméstica com lei

    Em sessão realizada na quarta-feira (13), os vereadores de Parnamirim aprovaram por unanimidade o projeto de lei que institui a “Lei Juliana Soares”, medida que proíbe pessoas condenadas por feminicídio – consumado ou tentado – de assumirem cargos na administração municipal. A proposta, de autoria do vereador Michael Borges (PP), ganhou assinatura coletiva dos parlamentares como forma de demonstrar o engajamento da Casa no combate à violência contra a mulher.

    A legislação homenageia Juliana Soares, vítima de grave agressão cometida pelo então namorado Igor Cabral em Natal, caso que chocou o país ao revelar imagens do espancamento com mais de 60 socos dentro de um elevador residencial. Durante a discussão do projeto, Borges enfatizou que a medida representa um posicionamento ético do poder público: “Não podemos admitir que agressores de mulheres ocupem funções que deveriam representar os interesses da sociedade. Esta lei é um marco na proteção dos valores que defendemos como comunidade”.

    O parlamentar destacou ainda o simbolismo da homenagem: “Ao dar o nome de Juliana a esta lei, eternizamos a memória de uma vítima e alertamos para as muitas mulheres que ainda sofrem violência silenciosamente”. O projeto, que tramitou em regime de urgência, segue agora para sanção da prefeita Nilda Cruz (Solidariedade), com expectativa de rápida implementação.

    A iniciativa surge em meio a amplo debate sobre mecanismos de proteção às mulheres, reunindo aspectos simbólicos e práticos – ao mesmo tempo que presta tributo a uma vítima específica, estabelece consequências concretas para condenados por crimes de gênero. Especialistas em políticas públicas avaliam que a medida pode inspirar outros municípios a adotarem regras semelhantes, criando uma rede de restrições que dificulte a reinserção de agressores em posições de representação social.


  • Moraes autoriza visita de Rogério Marinho a Bolsonaro em prisão domiciliar

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o senador potiguar Rogério Marinho (PL), líder da oposição no Senado, a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua prisão domiciliar no próximo dia 22 de agosto. A decisão, publicada nesta quarta-feira (14), permite que o encontro ocorra entre 10h e 18h na residência do ex-presidente no Jardim Botânico, em Brasília.

    Na mesma resolução, Moraes liberou visitas de outros três aliados políticos: o deputado federal Altineu Côrtes (PL-RJ), o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo (PL-SP), e o deputado estadual Tomé Abduch (Republicanos-SP). O ministro também manteve a autorização para que Bolsonaro realize exames médicos no sábado (16) no hospital DF Star, devido a complicações persistentes do atentado sofrido em 2018, incluindo crises de soluço.

    Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto por descumprimento de medidas cautelares que o proibiam de usar redes sociais. A decisão ocorre em meio ao processo que investiga suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A visita de Marinho, pré-candidato ao governo do RN em 2026, ganha relevância política no atual cenário de polarização, marcado por embates entre o STF e setores bolsonaristas no Congresso.

    Especialistas em direito constitucional destacam que as autorizações de visita seguem protocolos judiciais comuns, mas assumem contornos políticos significativos dada a relevância dos envolvidos. Enquanto a defesa de Bolsonaro busca ampliar o apoio parlamentar, o STF mantém controle sobre as interações do ex-presidente durante o cumprimento da medida cautelar. A reunião entre Marinho e Bolsonaro deverá abordar tanto a situação processual do ex-presidente quanto estratégias políticas da oposição para os próximos meses.


  • Prefeitura destina R$ 7,7 milhões para conclusão do Hospital Municipal de Natal

    A Prefeitura de Natal autorizou a liberação de R$ 7,7 milhões em crédito suplementar para as obras do Hospital Municipal, localizado no bairro Pitimbu. Os recursos, provenientes de financiamento com o Banco do Brasil, foram formalizados através do Decreto nº 13.446, assinado pelo prefeito Paulinho Freire e publicado no Diário Oficial do Município nesta quinta-feira (14).

    A verba será integralmente aplicada na conclusão da unidade hospitalar, que teve parte de seus recursos redirecionados em julho para custear serviços emergenciais como o SAMU. O projeto, orçado inicialmente em R$ 140 milhões, promete oferecer atendimento em diversas especialidades, incluindo ginecologia, obstetrícia, neonatologia e centro cirúrgico.

    A obra segue gerando controvérsias entre a atual gestão e o ex-prefeito Álvaro Dias, que afirma ter deixado o hospital “equipado e pronto” para funcionamento em dezembro de 2024. A Secretaria Municipal de Saúde contesta, alegando que setores administrativos e farmacêuticos ainda necessitam de conclusão. A previsão atual é que a primeira etapa seja finalizada até dezembro deste ano, com a administração estudando a possibilidade de uma Parceria Público-Privada (PPP) para gerir a unidade.

    O Hospital Municipal, situado no prolongamento da Avenida Prudente de Morais, representa um dos maiores investimentos em saúde da capital potiguar, com potencial para desafogar o sistema público e melhorar a qualidade do atendimento à população. A liberação dos novos recursos demonstra o esforço da atual gestão para concluir o projeto herdado da administração anterior, embora persista o debate sobre o estágio real de conclusão da obra.


  • Revista e ampliada, nova edição da Antologia da Literatura do RN será lançada nesta quinta-feira (14)

    Evento de lançamento da obra organizada por Constância Lima Duarte e Diva Cunha será no Palácio Potengi e tem início às 17h. 

    Chega às mãos do público, em edição revisada e atualizada, um dos mais importantes registros da produção literária potiguar: a Antologia da Literatura do Rio Grande do Norte, organizada pelas pesquisadoras Constância Lima Duarte e Diva Cunha Pereira de Macêdo. O lançamento será nesta quinta-feira (14), a partir das 17h, no Palácio Potengi, onde está instalada a Pinacoteca do Estado, na Cidade Alta, em NAtal (RN). 

    A obra reúne 77 autores e autoras que marcaram a história literária do RN, com dados bibliográficos, comentários críticos e trechos de suas obras. A nova edição, financiada pelo Programa Cultural Câmara Cascudo, uma iniciativa do Governo do RN, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e da Fundação José Augusto, com a parceria da empresa Santa Clara, leva a assinatura das Edições Sebo Vermelho. 

    Há anos esgotada, esta obra fundamental para a literatura potiguar volta às prateleiras com a missão de divulgar a trajetória dos principais escritores e escritoras do Estado, oferecendo referências e fontes de consulta que incentivam novas pesquisas. A Antologia da Literatura do Rio Grande do Norte reúne  autores, nascidos ou não no Estado, que contribuíram para a formação e o crescimento da literatura local, que publicaram obras desde meados do século 19 até o ano 2000. 

    Dispostos em ordem cronológica de nascimento, os verbetes apresentam informações biográficas e bibliográficas atualizadas, comentários críticos e excertos literários que ilustram a riqueza do corpus da literatura norte-rio-grandense.

    O lançamento chega em sintonia com a Lei Estadual aprovada em 2022, que tornou obrigatório o ensino da literatura do Rio Grande do Norte nas escolas. Por isso, a antologia se torna referência indispensável para estudantes, professores e pesquisadores.

    Sobre as autoras 

    • Constância Lima Duarte – Professora e pesquisadora aposentada da UFRN e UFMG, referência no estudo da literatura de autoria feminina e da literatura potiguar, com destaque para as pesquisas sobre Nísia Floresta.
    • Diva Cunha Pereira de Macêdo – Poeta, professora e pesquisadora aposentada da UFRN, autora de diversos livros de poesia, entre eles A palavra estampada, Canto de página e Armadilha de vidro.

    SERVIÇO – Lançamento da 3ª edição da Antologia da Literatura do Rio Grande do Norte | Constância Lima Duarte e Diva Cunha.
    Data: 14 de agosto (quinta-feira).
    Horário: a partir das 17h.
    Local: Palácio Potengi – Praça Sete de Setembro, s/n – Cidade Alta, Natal/RN
    Valor promocional de lançamento: R$ 100.


  • Preâmbulo – “Entre Jurisprudências e Dedadas”

    Por Ivan Lenzi Jr.
    Surfista e advogado nas horas vagas

    Costuma-se dizer que a vida forense não é para os fracos. Advogar é, muitas vezes, conviver com o imprevisível: não apenas nas decisões dos tribunais, mas também nas histórias que os clientes trazem para o escritório. Como advogado, já vi de tudo — de heranças disputadas por papagaios até brigas por vagas de garagem. Mas foi em uma tarde comum, em meio à cansativa (e solitária) missão de buscar jurisprudência para embasar a defesa de um cliente, que me deparei com um acórdão que me fez parar.

    A decisão era do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Um caso singular: o paciente alegava ter sido submetido a um exame de toque retal prolongado e, segundo ele, desnecessário. O médico, claro, alegava que agiu conforme os protocolos clínicos. O curioso — e pasmem! — é que, mesmo sem conseguir provar de forma objetiva que levou as famigeradas “dedadas indevidas”, o paciente venceu a ação. O tribunal reconheceu o desconforto psicológico e o constrangimento como legítimos, e fixou uma indenização razoável a título de danos morais.

    Confesso que, após ler o acórdão, fechei o site de pesquisas de jurisprudências, e fiquei alguns minutos olhando para o nada. Há causas que desafiam a lógica, o bom senso e até os limites da técnica jurídica. E há histórias que, de tão insólitas, merecem sair dos autos e entrar para a crônica.

    Foi assim que nasceram os dois textos a seguir: “A Segunda Dedada” e “O Caso Muito Profundo”. Não são apenas um exercício de humor, mas também um lembrete de que a realidade — sobretudo no Direito — muitas vezes ultrapassa qualquer ficção. E que, às vezes, até a justiça… entra por onde menos se espera

    Crônica 1 – “A Segunda Dedada”

    (versão em que o advogado aceita o caso)

    Personagens:

    • Joselito da Silva, o sujeito desconfiado.
    • Dr. Leandro Peçanha, advogado criminalista de meia idade e olhar desconfiado.
    • Dr. Murilo Fontes, o primeiro médico.
    • Dr. Altamirando Rocha, o segundo médico.

    Era uma tarde abafada quando Joselito da Silva adentrou o escritório de Dr. Leandro Peçanha. De camisa florida, calça de tactel e semblante apertado, sentou-se com um suspiro mais profundo que suas reflexões.

    — Boa tarde, doutor. Vim falar de um assunto… delicado.

    Dr. Leandro ajeitou os óculos, já acostumado com problemas cabeludos, mas não sabia que dessa vez o problema viria… de outra região.

    Joselito contou sua história: o tombo de moto, a dor no saco, o exame de toque retal feito por Dr. Murilo Fontes. Até aí, tudo bem. Médico tem dessas coisas. Mas foi na segunda consulta que a coisa descambou: novo exame de toque. Quinze minutos. Quinze! Joselito cronometrara mentalmente cada segundo de sua agonia anal.

    — Doutor, eu fui buscar um alívio e saí… invadido— Invadido? — indagou Dr. Leandro, com as sobrancelhas arqueadas.— Senti como se estivessem tocando na minha alma pelo caminho errado.

    Dr. Leandro, tentando manter a compostura, perguntou:

    — Você tem certeza de que foram quinze minutos ou estava apenas… emocionalmente dilatado?— Doutor, se eu tivesse pedido uma massagem, teria pago um spa— O senhor emitiu algum gemido durante o exame?— De dor. Gemido de dor!— Havia música ambiente?

    Joselito o olhou, ofendido.

    — Doutor, isso é sério. Aquilo não foi medicina. Aquilo foi sacanagem com CRM.

    Dr. Leandro respirou fundo. Passou a mão na testa e disse:

    — Olha, Joselito… esse é um caso… profundamente intrigante. Tem nuances… camadas… e dobras jurídicas. Mas sim — eu topo. Vamos fazer esse médico explicar cada segundo dessa dedada alongada.

    Joselito suspirou aliviado.

    — Obrigado, doutor. Eu só queria justiça no meu rabo.

    Crônica 2 – “O Caso Muito Profundo”

    (versão em que o advogado recusa o caso)

    Joselito da Silva chegou com cara de quem tinha sido traído pelo próprio corpo — ou por alguém que dele se aproveitou em nome da medicina Dr. Leandro Peçanha, advogado calejado, já lidara com casos de estelionato, adultério, briga de vizinho por cachorro latidor. Mas nada o prepararia para aquela tarde.

    — Doutor, é sobre um exame. Ou melhor, DOIS exames. No reto.

    — Continue… — disse o advogado, meio arrependido de ter oferecido café.

    Joselito explicou com riqueza de detalhes: o acidente de moto, a dor nos bagos, a consulta com Dr. Murilo, o toque retal. Tudo bem. Mas o que o incomodava era o segundo exame. Quinze minutos de invasão.

    — Doutor, no segundo toque… ele demorou. Girava o dedo. Respirava.— Respirava?— Sim. Como quem estava em transe.

    — O senhor respondeu algum “ah”?— Eu disse “ai”. Alto. Mas ele disse que era normal— Havia luvas? Lubrificante?— Havia. Mas mesmo assim, senti… senti que não era necessário. E sabe como eu sei?

    — Como?

    — Porque procurei outro médico, Dr. Altamirando. Ele viu os exames e disse: “pra quê toque? Isso aí é só dor referida.”

    Dr. Leandro cruzou os braços. Coçou o queixo.

    — Joselito, vou ser sincero: isso é um caso muito profundo. Em todos os sentidos.— Mas o senhor acha que posso ganhar?— Olha… a medicina é cheia de subjetividades. E culhões sensíveis nem sempre convencem juízes.

    — Mas doutor, foi constrangedor!— Sim, mas… não houve testemunha, não há gravação, e… digamos que… o exame, embora demorado, pode ser defendido como técnica médica.

    — Então o senhor não vai me defender?

    — Joselito… nesse caso, eu prefiro… não me envolver. É muito difícil provar má-fé num toque bem executado.— Bem executado?— Quero dizer… juridicamente completo.

    Joselito se levantou, resignado.

    — Então vou ter que viver com essa dedada… impune?— Às vezes, Joselito, a justiça… é analógica. Não digital.

    Saíram os dois com passos lentos. Um com dor no traseiro. O outro com dor de cabeça.


  • Campanha Arrecada Mais de R$ 100 Mil para Tratamento de Vítima de Violência Doméstica no RN

    Uma vaquinha online criada para ajudar nos custos médicos de Juliana Garcia, vítima de agressão pelo namorado, superou a marca de R$ 100 mil em doações. A mulher, de 35 anos, sofreu mais de 60 socos desferidos por Igor Eduardo Pereira Cabral, ex-jogador de basquete, e precisou passar por uma cirurgia de reconstrução facial.

    O caso ocorreu no dia 27 de julho, em Natal, quando Juliana foi atacada dentro de um elevador de condomínio. As imagens do espancamento, registradas por câmeras de segurança, chocaram as redes sociais. O agressor foi detido por moradores e posteriormente preso em flagrante. Atualmente, ele responde a processo por tentativa de feminicídio e cumpre prisão preventiva.

    Juliana já passou por uma primeira cirurgia reparadora e segue em tratamento, incluindo sessões de fisioterapia e laserterapia para reduzir inchaços e recuperar os movimentos faciais. Em suas redes sociais, ela tem compartilhado o processo de recuperação, mostrando os avanços e os desafios após a violência sofrida.

    A campanha de arrecadação, que recebeu contribuições de mais de 2,1 mil pessoas, visa cobrir despesas médicas e terapêuticas. A solidariedade de doadores tem sido fundamental para ajudar Juliana a reconstruir não apenas o rosto, mas também sua vida após o trauma.



  • Deputada Carla Zambelli passa mal durante audiência na Itália

    A deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) teve um mal-estar durante uma audiência judicial na Itália nesta quarta-feira (13) e foi encaminhada para atendimento médico. Segundo sua defesa, ela sofreu tonturas no início da sessão, que precisou ser adiada.

    Zambelli está presa na Itália desde 29 de julho, aguardando decisão sobre seu processo de extradição para o Brasil. Na última audiência, a Justiça italiana autorizou que ela tivesse acesso a medicamentos na prisão feminina de Rebibbia, em Roma. A parlamentar alega sofrer da Síndrome de Ehlers-Danlos, uma condição rara que afeta articulações e tecidos conjuntivos.

    Seus advogados planejavam pedir que ela cumprisse medidas cautelares em um apartamento em Roma até a conclusão do processo extradicional. Diferentemente da sessão anterior, desta vez estava presente um representante da Advocacia-Geral da União (AGU).

    O pedido de extradição foi encaminhado pelo Ministério do Interior italiano em 12 de junho. O tribunal local analisa a documentação e a condenação de Zambelli no Brasil por invasão de dispositivo eletrônico – crime pelo qual foi sentenciada a dez anos de prisão em maio deste ano, junto ao hacker Walter Delgatti, por invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    Caso a extradição seja aprovada, o processo seguirá para a fase logística de repatriamento. Enquanto isso, Zambelli permanece detida na Itália. Em documentos recentes, a deputada afirmou: “Nenhum ditador nos colocará de joelhos”.



  • Senadores Protocolam Pedido de CPI para Investigar Adultização de Crianças na Internet

    Um grupo de senadores, liderados por Jaime Bagattoli (PL-RO) e Damares Alves (Republicanos-DF), protocolou nesta terça-feira (12) um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a apurar casos de adultização e sexualização de crianças e adolescentes na internet. A proposta já conta com o apoio de 70 parlamentares, incluindo todos os senadores potiguares: Styvenson Valentim (PSDB), Rogério Marinho (PL) e Zenaide Maia (PSD).

    A CPI, se aprovada, terá 120 dias para investigar a atuação de influenciadores digitais e plataformas de redes sociais na disseminação de conteúdos considerados inadequados para menores. O requerimento ainda precisa ser validado e lido em plenário pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que a comissão seja oficialmente instalada.

    O movimento ganhou força após denúncias feitas pelo youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, que viralizaram nas redes sociais. Ele tem alertado sobre a exploração de crianças e adolescentes na produção de conteúdo digital.

    A comissão será composta por oito membros titulares e cinco suplentes, responsáveis por conduzir as investigações. O debate sobre a adultização infantil tem mobilizado parlamentares de diferentes partidos, refletindo uma preocupação crescente com a exposição precoce de menores a temas inadequados.

    Agora, aguarda-se a análise do requerimento e a decisão da presidência do Senado para dar início aos trabalhos da CPI.






Jesus de Ritinha de Miúdo