Jesus de Ritinha de Miúdo
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Santana do Seridó é a cidade com maior índice de qualidade de vida no RN, seguida de Natal; estado não tem nenhuma cidade entre as 150 primeiras do ranking nacional
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TCU determina que Câmara Municipal de Afonso Bezerra promova concurso; órgão não tem nenhum servidor efetivo
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ABC em mais um degrau rumo ao título nordestino; Fátima leva ministro ao semiárido; em Brasília, Lula abre a torneira com olhos nas eleições de outubro
ABC entra em campo contra o Vitória pelas semifinais do Nordestão sonhando com seu primeiro título regional
O ABC enfrenta hoje o Vitória, no primeiro confronto da semifinal da Copa do Nordeste. É o grande teste de fogo para o clube potiguar, que busca provar que a reação na temporada não foi um acaso e consolidar sua força no cenário regional. Para o torcedor alvinegro, hoje o coração bate num ritmo que só o futebol explica; para o clube, é a chance de transformar o otimismo recente em uma glória palpável que entra para a galeria de troféus.
Fátima Bezerra e ministro do desenvolvimento regional Waldez Góes iniciam hoje a caravana Caminho das Águas
A governadora Fátima Bezerra e o ministro Waldez Góes dão início hoje à caravana “Caminho das Águas”. A agenda, que se estende até amanhã, visa vistoriar obras hídricas estratégicas no semiárido potiguar, buscando acelerar investimentos que garantam o abastecimento diante das recargas positivas dos últimos dias. A política de “caminhos das águas” é um clássico necessário: políticos andam sobre o barro para garantir que, quando a chuva parar, a torneira continue aberta. Resta torcer que as obras sejam tão sólidas quanto a vontade de inaugurá-las em ano eleitoral.
Governo Lula segue ritmo de “feirão eleitoral” para ganhar força, com medidas populares ausentes nos três anos anteriores
Após o anúncio do programa para motoristas de aplicativo, o governo acelera o passo no que críticos chamam de “feirão eleitoral”. A enxurrada de medidas populares às vésperas das eleições de 2026 movimenta a Esplanada hoje, com a oposição prometendo fiscalizar a origem e o impacto fiscal de tais gastos. O governo decidiu que a melhor forma de governar é transformando o orçamento da União em um imenso balcão de negócios. O problema é que, depois da festa, alguém sempre precisa pagar a conta, e o eleitor, embora grato pela migalha, começa a se perguntar quem vai arcar com o prejuízo.
Escala 6x1 ainda é o tema central em Brasília, e Hugo Motta quer colocar PEC em votação até a próxima semana
O presidente da Câmara, Hugo Motta, quer votar na próxima semana a PEC que acaba com a escala 6×1. Hoje, os bastidores legislativos fervilham: de um lado, pressão popular por redução de jornada; do outro, empresários alertam para riscos operacionais. O debate promete dominar as comissões parlamentares nesta quarta-feira. O fim da escala 6×1 é o novo campo de batalha entre o direito ao descanso e a realidade da planilha de custos. A política adora o tema porque soa bem nos ouvidos do trabalhador, mas a transição exige mais que boas intenções: exige uma economia que suporte a mudança sem quebrar.
O Vale do Açu e Gustavo Soares
O ex-prefeito de Assú, Gustavo Soares, intensifica sua presença nas regiões do RN hoje, consolidando-se como nome forte para a Assembleia Legislativa. Sua articulação política crescente demonstra que o Vale do Açu quer garantir um protagonismo maior no xadrez estadual, mudando o equilíbrio de forças na capital. Em política, quem não é visto não é lembrado, e Gustavo Soares tem sido visto em todos os lugares. Ele trabalha para que o Vale do Açu deixe de ser apenas um curral eleitoral e se torne uma força legislativa capaz de ditar os termos da próxima legislatura.
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Entenda a crise boliviana que pode levar à renúncia do presidente e é uma nova preocupação para os Estados Unidos
A Bolívia atravessa uma das mais graves crises políticas e sociais dos últimos anos. Em meio a protestos crescentes, bloqueios de estradas, paralisações urbanas e uma escalada do confronto entre governo e setores mobilizados, o presidente Rodrigo Paz enfrenta uma deterioração acelerada de sua capacidade de governar. O cenário já provoca impactos econômicos concretos, afeta o abastecimento de cidades estratégicas e expõe fissuras dentro do próprio núcleo institucional do Estado boliviano, que está sob condição quase insurrecional.
Nas últimas semanas, manifestações lideradas por sindicatos, mineiros, trabalhadores do transporte e grupos rurais ampliaram a pressão sobre o governo. O estopim imediato é a crise econômica que atravessa o país (marcada pelo aumento do custo de vida, escassez de dólares e dificuldades energéticas), mas o conflito assumiu rapidamente contornos mais profundos. Em vários setores mobilizados, as reivindicações econômicas deram lugar a uma exigência política direta: a renúncia do presidente.
A tensão chegou a um novo patamar quando bancos fecharam temporariamente agências em La Paz diante do agravamento da situação nas ruas. Ao mesmo tempo, diplomatas internacionais passaram a emitir apelos públicos por diálogo e contenção.
Rodrigo Paz: da vitória eleitoral à crise que pode ser definitiva
A ascensão de Paz ocorreu em meio ao desgaste interno do Movimento ao Socialismo (MAS), marcado pela disputa entre Luis Arce e Evo Morales e por uma grave crise econômica, com recessão e desabastecimento de combustíveis. O voto popular contra o MAS acabou migrando para a chapa de direita de Rodrigo Paz e Edmand Lara, impulsionada pela promessa de renovação do Estado Plurinacional e pelo discurso anticorrupção do então candidato a vice-presidente.
No entanto, segundo críticos do governo, Paz rompeu rapidamente com as expectativas populares. Seu gabinete foi acusado de privilegiar elites tradicionais, enquanto medidas econômicas de austeridade agravaram a tensão social. O aumento de 86% na gasolina e de 163% no diesel, além da flexibilização sobre recursos naturais e mudanças na legislação agrária, intensificaram o descontentamento.
Esse cenário, aliado a perseguições perpetradas contra Evo Morales (que recebeu novas ordens de prisão, mas se recusa a se entregar), uma marcha se formou, circulando por milhares de quilômetros e chegando finalmente à capital do país, La Paz. O governo respondeu inicialmente acusando Evo de conspiração, depois tentou negociações e, por fim, passou à repressão, com relatos de mortos durante confrontos.
Bancos fechados e sensação de cerco em La Paz
Na capital boliviana, a deterioração do ambiente urbano tornou-se visível ontem (19). Bancos como Banco Nacional de Bolivia, Banco de Credito de Bolivia (BCP), Banco Economico e Banco Union fecharam parcialmente agências e redirecionaram clientes para serviços online e caixas eletrônicos.
Em declaração à Agência Reuters, funcionários de ao menos cinco instituições financeiras disseram que as operações presenciais não seriam retomadas até que os protestos diminuíssem. A associação bancária ASOBAN evitou comentar diretamente as razões dos fechamentos, limitando-se a afirmar que o sistema continuava parcialmente operacional.
Embora o centro de La Paz tenha permanecido relativamente calmo em determinados momentos, a presença policial foi reforçada, especialmente nos arredores da Plaza Murillo, onde se localiza o palácio presidencial. Paralelamente, protestos e greves de transporte foram registrados na vizinha El Alto.
Nas ruas, a sensação entre moradores é de isolamento progressivo da capital. “É difícil estar na cidade de La Paz. É como se estivéssemos cercados”, afirmou a trabalhadora Ana Uria, relatando falta de vegetais e diesel.
A situação já afeta também os serviços de saúde. Em uma clínica da capital, o médico Jorge Hinojosa relatou dificuldades para obter medicamentos e suprimentos devido aos bloqueios. Uma paciente ferida nos confrontos foi atendida com um improvisado suporte de papelão diante da ausência de equipamentos adequados.
O mapa dos bloqueios
Segundo a Administradora Boliviana de Carreteras (ABC), havia 45 pontos de bloqueio registrados até a tarde de terça-feira. Desse total, 39 concentravam-se nos departamentos de La Paz, Cochabamba e Oruro.
La Paz liderava o número de interrupções, com 17 pontos que mantinham o cerco às cidades de La Paz e El Alto até a conclusão dessa matéria, no início da noite desta terça-feira.
Cochabamba e Oruro registravam 11 bloqueios cada, afetando rotas estratégicas de conexão interdepartamental. Também foram registrados pontos de interrupção em Potosí, Santa Cruz e Chuquisaca.
A gravidade da situação levou a Polícia Boliviana a anunciar a criação de um “corredor humanitário” para permitir a entrada de alimentos, combustível, medicamentos e oxigênio na capital.
Os impactos logísticos já atingem diretamente o abastecimento nacional. Caminhões permanecem retidos em rodovias e a estatal petrolífera YPFB informou que bloqueios em sua planta de Senkata e em outras estradas forçaram a suspensão de envios para áreas afetadas.
A crise econômica no centro do conflito
O governo de Rodrigo Paz assumiu o poder em novembro após quase duas décadas de governos de esquerda. Desde então, tenta administrar uma economia em forte deterioração.
O presidente implementou medidas de austeridade, buscou reduzir gastos públicos e tentou diminuir subsídios aos combustíveis com o objetivo de estabilizar as contas nacionais. Paralelamente, promoveu um aumento de 20% no salário mínimo e ampliou alguns benefícios sociais.
As medidas, contudo, não conseguiram conter a insatisfação popular.
Segundo o economista Gonzalo Chavez, simpático ao governo, a Bolívia enfrenta “a pior crise econômica de uma geração”. Para ele, o país está preso entre “o esgotamento de um modelo econômico conduzido pelo Estado” e “a ausência de uma alternativa viável”.
Analistas também apontam que choques globais no setor energético, associados à guerra no Irã, vêm agravando os custos domésticos em um país cada vez mais dependente da importação de combustíveis.
O governo acusa aliados de Evo Morales
As autoridades bolivianas afirmam que aliados do ex-presidente Evo Morales estariam incentivando os bloqueios e alimentando a radicalização das mobilizações.
O porta-voz do governo, Jose Luis Galvez, acusou “grupos violentos” de estarem minando a democracia. O chanceler Fernando Aramayo afirmou que irá denunciar um “atentado contra a democracia” junto à Organização dos Estados Americanos (OEA), e solicitará o envio de uma missão internacional para acompanhar a situação.
Ao mesmo tempo, a Central Operária Boliviana (COB) e setores ligados ao “evismo” passaram a exigir explicitamente a renúncia de Rodrigo Paz. Segundo relatos publicados na imprensa boliviana, parte desses grupos abandonou antigas pautas econômicas para concentrar-se exclusivamente na saída do presidente.
Entre os principais nomes envolvidos está Mario Argollo, secretário executivo da COB, contra quem a Fiscalía emitiu ordem de prisão por acusações que incluem instigação pública ao crime, associação criminosa, terrorismo e atentados contra serviços públicos e meios de transporte. A Fiscalía é um orgão equivalente ao Ministério Público no Brasil.
Vice-presidente rompe parcialmente com o governo
O sindicalista Argollo se tornou um elemento central na crise após receber do vice-presidente Edmand Lara um pedido para que seja suspensa a ordem de prisão contra os manifestantes. Um dos elementos mais explosivos da crise é a crescente distância entre o presidente Rodrigo Paz e seu vice.
Segundo o vice-presidente, os dirigentes da COB estariam reivindicando respostas para a crise econômica e não privilégios políticos. Ele denunciou perseguição contra outros líderes sociais e acusou o Executivo de utilizar o aparato estatal para “disciplinar quem pensa diferente”.
Lara também pediu prioridade ao diálogo e alertou para os riscos de aprofundamento da tensão política.
A posição do vice-presidente abriu espaço para especulações ainda mais profundas sobre uma possível ruptura institucional.
Deputado aliado de Lara fala em substituição presidencial
O cenário tornou-se ainda mais delicado após declarações do deputado Brayan Casas, do Partido Democrata Cristão (PDC), aliado político de Edmand Lara.
Casas pediu publicamente a renúncia de Rodrigo Paz e afirmou que o vice-presidente estaria “preparado” para assumir o comando do país.
“O cargo de presidente ficou grande para ele e os resultados se veem agora”, declarou.
O deputado afirmou ainda que os cidadãos que votaram em Paz teriam “todo o direito” de promover sua destituição.
Além disso, acusou o governo de governar em favor de “milionários” e atribuiu parte da revolta social ao favorecimento de setores econômicos privilegiados.
As declarações ampliaram a percepção de que a crise boliviana já ultrapassa o terreno econômico e social, assumindo dimensões diretamente institucionais.
Estados Unidos e Europa entram em cena
O conflito boliviano também passou a mobilizar atores internacionais.
O subsecretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, afirmou ter conversado com Rodrigo Paz e declarou preocupação com a situação.
“Não haja dúvida: aqueles que perderam esmagadoramente nas urnas no ano passado estão tentando derrubar o presidente Paz”, escreveu Landau.
A União Europeia e cinco embaixadas europeias divulgaram nota conjunta defendendo diálogo e manifestações pacíficas.
As manifestações internacionais indicam que a crise boliviana já é observada externamente como um possível foco de instabilidade regional.
Um país em impasse
O que emerge na Bolívia é um quadro de múltiplas crises simultâneas: econômica, de abastecimento, de legitimidade política, além de pressão social crescente, radicalização dos conflitos de rua e tensões dentro do próprio governo.
Está difícil para o presidente Paz contornar a situação. Ele insiste na necessidade de estabilizar as contas públicas, ao passo que setores mobilizados acusam o Executivo de responder à crise com repressão e intimidação. Em meio a tudo isso, a combinação entre bloqueios prolongados, escassez de combustível, fechamento de serviços e disputa institucional levou o país a um impasse, que deverá durar pelo menos mais alguns dias.
Com bancos operando parcialmente, corredores humanitários sendo planejados e pedidos públicos de renúncia presidencial surgindo inclusive dentro da esfera política ligada ao governo, a Bolívia entra em uma fase de elevada incerteza, sem sinais claros de solução imediata. Os segmentos populares, por sua vez, aproveitam as fraquezas do governo para combater as medidas de austeridade e obter ganhos políticos em favor dos trabalhadores.
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Reajuste salarial do Judiciário potiguar já parece encaminhado; dólar volta a ultrapassar R$ 5,00; Lula favorece bancos com pretexto de ajudar o trabalhador
Na contramão do corte de gastos, CCJ da Assembleia Legilsativa aprova reajuste salarial para o Judiciário
A CCJ da Assembleia Legislativa aprovou, por unanimidade, a revisão salarial para servidores do Judiciário. O projeto avança rapidamente, em um momento em que as discussões sobre cortes de gastos dominam a pauta nacional, demonstrando a prioridade que o Legislativo reserva à casa vizinha. Nada une mais o legislativo e o judiciário do que o bom e velho reajuste salarial. É uma harmonia entre poderes que faria inveja a qualquer orquestra, especialmente quando o assunto é o conforto dos contracheques que, ironicamente, nunca sentem os efeitos da inflação.
Bom Jesus e Carnaúba dos Dantas se destacam nacionalmente com o Prêmio Sebrae
Carnaúba dos Dantas e Bom Jesus elevaram o patamar do RN ao conquistarem dois títulos nacionais no Prêmio Sebrae. O reconhecimento atesta que, longe da capital e dos holofotes, há gestões municipais que conseguem desenhar estratégias eficazes para fomentar a economia e a inclusão social. É revigorante ver o interior do Rio Grande do Norte figurando nos jornais por eficiência administrativa e não por mais um caso de polícia. O empreendedorismo municipal, quando bem gerido, é a prova de que o desenvolvimento pode, sim, brotar do sertão com dignidade.
Dólar volta a ultrapassar a marca de R$ 5,00 com as tensões políticas locais e globais
O mercado reagiu mal à tensão política e ao cenário internacional, fazendo o dólar superar a marca de R$ 5,00. A volatilidade econômica coloca em xeque a estabilidade do governo e sinaliza que o investidor internacional não está nada confortável com o clima de Brasília. O mercado é um animal assustadiço. Basta um parlamentar se reunir com um banqueiro preso para que a bolsa responda com desespero. É a prova de que a nossa economia depende muito menos de fundamentos sólidos e muito mais da paz de espírito dos investidores.
Lula aprova MP que facilita financiamento de veículos para motoristas de aplicativos
Em São Paulo, Lula assinou a MP do “Move Aplicativos”, focada em financiamento para veículos. A medida busca atender uma categoria que se tornou o rosto da precarização do trabalho moderno, mas o presidente também enfrentou protestos diretos durante agenda na Bahia. Oferecer crédito para que o motorista de aplicativo financie seu instrumento de trabalho é uma estratégia clássica de alívio imediato para um problema estrutural. O problema é travestir programa social com medida de endividamento popular; no final das contas, é mais uma medida voltada a facilitar empréstimos, favorecendo, em última instância, os bancos. Lula sabe que a popularidade passa pelo bolso, mas as vaias mostram que, dessa vez, o eleitor está bem mais crítico.
PF entra em nova fase de apuração de crimes virtuais graves
Em uma nova fase, a Polícia Federal mirou crimes virtuais graves, incluindo apologia ao nazismo e abuso infantojuvenil. A ação destaca o esforço da PF em ocupar o submundo digital, onde o anonimato serve de escudo para as piores faces da criminalidade contemporânea. Enquanto discutimos o futuro do país, a PF nos lembra do presente sombrio que habita as sombras da internet. A capacidade desses criminosos de se esconderem atrás de telas é o maior desafio tecnológico de uma segurança pública que ainda vive na era do papel.
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Criminosos invadem hospital, rendem funcionários e roubam armas de vigilantes em Caicó; polícia já prendeu alguns suspeitos
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Sesc RN oferecerá mamografias e preventivos gratuitos na Zona Norte de Natal entre 21 e 28 de maio em sua Unidade Móvel
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Ministério Público e Defensoria acionam Justiça para exigir obras emergenciais no Palácio Potengi
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e a Defensoria Pública da União (DPU) ingressaram com uma ação civil pública para exigir a realização de obras emergenciais no Palácio Potengi, sede da Pinacoteca do Rio Grande do Norte, em Natal. A ação foi movida contra o Governo do Estado, a Fundação José Augusto e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Segundo os órgãos, relatórios técnicos apontam graves problemas estruturais no prédio histórico, incluindo infiltrações severas, deterioração das lajes e falhas elétricas que colocam em risco tanto o acervo artístico quanto visitantes e servidores. Uma vistoria realizada pelo MPRN em março identificou infiltrações intensas no telhado e falhas na impermeabilização, permitindo a entrada de água por luminárias e eletrodutos, o que aumenta o risco de curto-circuito e incêndio.
O imóvel abriga mais de mil obras de arte consideradas importantes para a memória cultural potiguar. Além das infiltrações, inspeções anteriores registraram danos em assoalhos históricos, queda de fragmentos do forro e deterioração de estruturas internas e externas.
Na ação, MPRN e DPU pedem que seja apresentado, em até cinco dias, um projeto emergencial de recuperação do telhado, das lajes e do sistema elétrico, incluindo cronograma, orçamento detalhado e transferência imediata das obras de arte para locais seguros. Os órgãos também solicitam o bloqueio de R$ 310 mil para garantir a execução das obras caso os prazos não sejam cumpridos.
A ação ainda cobra atuação do IPHAN na fiscalização das intervenções e lembra que relatórios produzidos entre 2022 e 2025 já alertavam para a falta de manutenção e o agravamento da deterioração do prédio tombado.
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Prefeitura abre inscrições para comerciantes informais atuarem no São João de Natal 2026
A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) abriu nesta terça-feira (19) as inscrições para o credenciamento de comerciantes informais interessados em trabalhar no São João de Natal 2026. As regras do processo foram publicadas no Diário Oficial do Município.
Ao todo, serão ofertadas 100 vagas para comércio eventual nos polos Arena das Dunas e Nélio Dias. As inscrições seguem até o dia 22 de maio e devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial da Prefeitura do Natal.
Do total de permissões, 60 vagas serão destinadas ao polo Arena das Dunas, que terá programação entre os dias 1º e 26 de junho. Outras 40 vagas atenderão o polo Nélio Dias, com eventos marcados entre 22 e 29 de junho.
O credenciamento contempla pessoas físicas e jurídicas interessadas na comercialização de alimentos, bebidas, artesanato e outros produtos durante os festejos juninos. Entre as estruturas permitidas estão food trucks, trailers, tendas, balcões e carrinhos de lanche.
A portaria também estabelece normas para ocupação dos espaços públicos, incluindo regras sanitárias, critérios de segurança e limite máximo de até 9 metros quadrados por permissionário. Entre as proibições estão a venda de bebidas em recipientes de vidro e o uso de ligações clandestinas de energia.
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Prazo do IPRF já bate na porta; em Parnamirim, governo parece que abandonou passarela após acidente; em Brasília, hoje é Dia do Agro (não que os outros não sejam)
Prazo final do Imposto de renda se aproxima e 171 mil contribuintes ainda não estão regulares
Restam apenas 11 dias para o fim do prazo da declaração do IRPF 2026. No Rio Grande do Norte, cerca de 171 mil contribuintes ainda não regularizaram sua situação com a Receita Federal. O movimento nos sistemas deve ser intenso hoje, conforme a pressão do cronograma aperta os retardatários. O leão da Receita não costuma ter senso de humor, especialmente com quem deixa o ajuste de contas para a última hora. Para os 171 mil potiguares na lista de espera, a procrastinação é um esporte de risco que costuma ser pago com multas nada amigáveis.
Passarela da BR-101 em Parnamirim segue interditada e sem perspectiva de liberação
O DNIT permanece sem definir um prazo para a liberação da passarela na BR-101, em Parnamirim, local de um grave acidente há um mês. A ausência de resposta oficial mantém a insegurança de pedestres que precisam atravessar a rodovia diariamente, sem alternativas seguras e funcionais de travessia. A burocracia do DNIT é notável: consegue ser mais lenta que o tráfego parado na própria rodovia. Enquanto não há prazo, os pedestres que se arriscam na BR-101 que exercitem o dom da sobrevivência, pois, para o poder público, um mês é apenas um piscar de olhos administrativo.
Na Câmara dos Deputados é “Dia do Agro”, com treze projetos em pauta para votação
A pauta da Câmara hoje é dominada pelo setor agropecuário. Treze dos 19 projetos em votação tratam de temas urgentes para o agronegócio, incluindo seguros rurais e programas de fertilizantes. O dia reflete o peso do setor na economia e sua influência direta na agenda legislativa nacional. Quando o agro fala, a Câmara ouve — e, ao que parece, vota. É o setor que carrega o PIB nas costas, mas que também sabe cobrar caro por essa responsabilidade. Hoje, o plenário é praticamente uma extensão da porteira, onde o que é bom para a colheita é lei.
MEC oficializa hoje novas regras para graduação em enfermagem, reforçando o presencial
O MEC oficializa hoje as novas regras para a graduação em Enfermagem, exigindo um mínimo de 4 mil horas presenciais. A medida visa garantir maior qualidade na formação técnica e humana dos profissionais, integrando de forma mais rigorosa a teoria acadêmica com a prática indispensável no ambiente de saúde. Finalmente, o MEC decide que medicina e enfermagem não se aprendem via telepatia ou videoaula gravada. A exigência de carga presencial é um retorno necessário ao bom senso: cuidar de vidas humanas exige contato, prática e muita responsabilidade, algo que o ensino remoto ainda não conseguiu — nem deveria — substituir.
Ainda dá para obter ingressos para concerto da OSRN no Teatro Alberto Maranhão
A Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte (OSRN) prepara-se para o concerto “Brahms e Beethoven: Legado Germânico”, que ocorre nesta quarta-feira (20). Hoje é o dia decisivo para garantir ingressos e ajustar a agenda cultural para uma noite de música erudita no restaurado Teatro Alberto Maranhão. Em tempos de ruído constante e música feita por algoritmos, ouvir Brahms e Beethoven soa como um ato de resistência intelectual. Um bálsamo necessário para quem prefere a complexidade de uma sinfonia ao ritmo frenético e vazio das notificações de celular.
Rússia inicia exercícios nucleares de larga escala, mobilizando mais de 60 mil militares
A Rússia dá início hoje a três dias de exercícios nucleares, mobilizando 64 mil militares. A manobra, que inclui lançamentos de mísseis balísticos, visa simular a resposta do país a uma agressão externa, elevando a temperatura da tensão militar com o Ocidente neste cenário de instabilidade global. Em um mundo que parece brincar de roleta russa com o apocalipse, a Rússia resolveu mostrar suas cartas. É o teatro do medo em escala nuclear; esperamos apenas que esses exercícios não passem de uma coreografia diplomática para lembrar quem ainda segura o botão de autodestruição.
Marcha dos prefeitos tem sua abertura hoje em Brasília e contará com presença de Alckmin
A Marcha dos Prefeitos tem sua abertura oficial hoje em Brasília. O evento, que contará com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, pauta as demandas municipais e terá como um dos pontos altos a sabatina do pré-candidato Flávio Bolsonaro, movimentando os bastidores políticos da capital federal. Brasília se transforma no epicentro do pires na mão. Prefeitos de todo o país convergem para a Esplanada esperando por verbas e atenção federal, enquanto os presidenciáveis usam a tribuna para ensaiar seus discursos de campanha. É a política brasileira em sua forma mais pura e desesperada.