• Último dia para inscrições no Enem; oposição apela na AL-RN; em Brasília, parlamentares fazem o contrário: liberam geral, como se o futuro não existisse. Clique aqui e confiram essas e outras dessa sexta (e feliz dia dos namorados, é claro)

    Termina hoje, às 23h59, o prazo para se inscrever no Enem 2026. Estudantes potiguares que ainda não garantiram o acesso devem acessar a Página do Participante agora, já que não há expectativas de nova prorrogação. É a oportunidade final para quem busca o ensino superior no próximo ciclo. O desespero de última hora é quase uma disciplina obrigatória no currículo do estudante brasileiro. A inscrição no Enem, na verdade, é o primeiro grande teste de resistência e organização que o sistema aplica, separando quem realmente quer o curso de quem apenas flerta com a ideia.

    Oposição na AL-RN reage contra atraso nas emendas e promete travar pautas; é a institucionalidade sacrificada pela corrida eleitoral

    A bancada de oposição na ALRN promete endurecer o jogo contra o Executivo estadual hoje. O motivo é o atraso no cronograma de liberação de emendas parlamentares. Com o calendário eleitoral se aproximando de prazos fatais em julho, o clima nos bastidores é de pressão máxima sobre o Palácio. A política potiguar entra na fase do “toma lá, dá cá” sob o relógio da legislação eleitoral. É fascinante ver como a ideologia se torna secundária quando o tema é o repasse de verba para garantir a base eleitoral antes que a torneira feche por força da lei.

    Câmara Municipal de Natal aprova o quase-bicentenário Colégio Atheneu como Patrimônio Cultural — quer dizer que ainda não era?

    A Câmara Municipal de Natal aprovou o reconhecimento do histórico Colégio Atheneu Norte-rio-grandense como Patrimônio Cultural da cidade. A decisão, tomada nesta semana, entra em vigor comemorando a relevância educacional e arquitetônica da instituição para a identidade potiguar, garantindo agora proteção legal específica ao local. Finalmente o Atheneu recebe o selo oficial de importância, algo que os milhares de ex-alunos já sabiam há décadas. É uma forma de dizer que, se a educação potiguar anda aos trancos, pelo menos as paredes onde ela aconteceu estão devidamente tombadas e preservadas.

    Senado avança em “pautas-bomba” da ordem de R$ 215 bilhões e complicar Lula; é a institucionalidade sacrificada pela corrida eleitoral (2)

    Ignorando alertas do governo, o Senado deu seguimento a pautas de impacto bilionário (cerca de R$ 215 bilhões), incluindo a renegociação de dívidas rurais. O governo Lula enfrenta hoje a dificuldade de conter o apetite legislativo em pleno ano eleitoral, com o Orçamento sob severa pressão. É o clássico “ano eleitoral” em que o Legislativo gasta como se o futuro não existisse. O governo tenta segurar as contas, mas o parlamento brasileiro tem o dom de transformar qualquer proposta em uma bomba relógio fiscal que, no final, a gente sabe quem vai pagar.

    STF definiu prazo de 60 dias para que as big techs se adequem ao Marco Civil da Internet e exige postura “mais ativa” das plataformas

    O STF definiu um prazo de 60 dias para que as big techs implementem as obrigações estruturais do Marco Civil da Internet. A medida foca na remoção de conteúdos ilícitos e exige uma postura mais ativa das plataformas, que até então operavam com prazos de cumprimento imediato ou incertos. O STF tentando ensinar tecnologia para big techs é um exercício de paciência jurídica. Dar 60 dias para gigantes globais se adaptarem é quase um convite para o “vamos ver o que dá para fazer”, enquanto a internet segue sendo o velho oeste de sempre.

    Governo oficializa bloqueio orçamentário e programas como Minha Casa, Minha Vida e Pé-de-Meia sofrem cortes

    O governo oficializou o bloqueio de recursos em áreas sensíveis, como o Minha Casa, Minha Vida e o programa Pé-de-Meia. O contingenciamento reflete a tentativa de equilibrar a balança fiscal diante das frustrações de receita, gerando apreensão sobre a continuidade de obras e projetos sociais estruturantes. O corte atinge sempre onde o impacto social é maior, provando que, na hora da crise, a aritmética fiscal é sempre mais fria que a necessidade da população. É a crônica de um orçamento enxuto onde, infelizmente, o cobertor é curto demais para cobrir todas as promessas de campanha.


  • Polícia Civil recupera R$ 250 mil em… cabelo roubado; México vence pela primeira vez em uma estreia de Copa; Trump sente pressão e declara fim da guerra; confira essas e outras desta quinta

    A Polícia Civil do RN, em ação integrada com a de Pernambuco, recuperou nesta quinta 55 extensões capilares roubadas de um salão em Lagoa Nova. O valor da mercadoria somava R$ 250 mil. O material foi localizado e restituído ao proprietário, frustrando o mercado negro de fios de luxo. É o auge da sofisticação criminosa: roubar cabelos. Em um mundo onde a imagem é moeda, o “cabelo alheio” tornou-se um ativo valioso. Pelo menos desta vez, a justiça caprichou no penteado e devolveu a mercadoria, provando que, no RN, nem os fios passam despercebidos pela autoridade.

    Jaime Calado anuncia renovação da frota de ambulâncias em São Gonçalo, amplicando capacidade de atendimento móvel em 60%

    O prefeito Jaime Calado anunciou a renovação da frota de ambulâncias do município. Foram entregues oito novos veículos, ampliando em 60% a capacidade de atendimento móvel. A substituição da frota antiga visa reduzir o tempo de resposta em emergências e oferecer maior segurança para a população local. Jaime Calado entendeu que, na política pública, o socorro tem hora e, principalmente, tem motor. Ampliar a frota é garantir que a saúde não fique enguiçada no caminho. Um movimento pragmático que, convenhamos, é a forma mais eficaz de transformar combustível em cidadania e votos.

    64 órgãos públicos estão na mira do Tribunal de Contas, que emitiu 89 alertas de controle, sob pretexto de combater privilégios

    O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) emitiu 89 Alertas Preliminares de Controle (APCs) para 64 órgãos estaduais e municipais. A medida visa investigar possíveis acúmulos irregulares de cargos públicos. O órgão intensificou o monitoramento concomitante para evitar que a folha de pagamento vire um palanque de privilégios. O TCE-RN decidiu que ninguém pode ter dois corações, muito menos dois salários públicos se a lei não permitir. A caça aos “trabalhadores onipresentes” é o esporte favorito dos auditores. No fim das contas, a máquina pública está descobrindo que, para ser eficiente, precisa saber quem é quem.

    Sob a presença empolgada de 80 mil torcedores, México abre a Copa com vitória e entra para a história por vencer pela primeira vez em estréia

    O estádio Azteca foi palco de uma estreia memorável na Copa do Mundo 2026. O México venceu a África do Sul por 2 a 0, sob os olhares de 80 mil torcedores. O atacante Raúl Jiménez foi o grande nome da partida, marcando o segundo gol do time da casa. O México abre a Copa com a eficiência que a gente só vê em filme de época ou em campo de futebol. Com 80 mil pessoas gritando, até o banco de reserva parece um trono. A África do Sul que se cuide, porque jogar no Azteca é um batismo de fogo.

    Após ameaças de retaliações do Irã, Trump voltou atrás em seu discurso ofensivo e emitiu um anúncio de fim da guerra; alguém acredita?

    O presidente Donald Trump declarou, durante um comício virtual, que os EUA “encerraram a guerra com o Irã” nesta quinta-feira. A afirmação ocorre em meio a movimentações no Estreito de Ormuz, onde forças iranianas impediram o trânsito de um petroleiro, mantendo o mundo em alerta geopolítico máximo. Trump decreta o fim da guerra com a mesma naturalidade com que postaria uma foto no jantar. O mundo, contudo, sabe que no Oriente Médio o cessar-fogo tem o prazo de validade de um tweet. É um teatro de marionetes nucleares onde o público não sabe se ri ou se foge.

    Sem qualquer critério, Flávio Bolsonaro defendeu flexibilização das licenças ambientais para o agronegócio e para a mineração

    O senador Flávio Bolsonaro, em agenda em Belém, defendeu a flexibilização das licenças ambientais para o agronegócio e a mineração. A fala alinha-se ao discurso de sua pré-campanha presidencial, visando conquistar o eleitorado que prioriza o desenvolvimento econômico acima das amarras da fiscalização ambiental. Flávio quer simplificar a licença ambiental como quem pede um café. Para o agronegócio, é música para os ouvidos; para o meio ambiente, é um convite ao desassossego. É o clássico embate entre a serra elétrica e a floresta, onde o discurso político sempre tenta convencer que o desmatamento é, na verdade, progresso.


  • Mais uma resenha mediana de uma leitura mediana: a Esther em nós, observações sobre A Redoma de Vidro

    Para iniciar “A Redoma de Vidro”, descreve-se, não a obra, mas o significado em essência, uma distorção da realidade. Vista como uma prisão para Esther, personagem principal, que a evita do poder de se ter relações “normais” com pessoas “normais”, não quero aqui, e não pretendo utilizar enquadramentos sociais como “certo”, ou “errado”.

    A obra da Silvia traz emoções que são naturais aos seres humanos como a inveja, egoísmo, medo. Interessante observar algumas passagens como a hora em que a personagem Esther define sua amiga Joan como “um animal de zoológico” a vista dos rapazes que acabam de conhecer, e mesmo assim ela ainda sente certo tipo de inveja da amiga. Uma inveja descrita por ela como “admiração”, mesmo sendo afirmada que coisas como combinar vestidos com bolsas eram vulgar demais, conscientemente, ela opta faze-lo, assim como querer ser convidada para uma festa de formatura.

    Em toda trama a personagem principal tem ciência de todas as caixas quais mulheres são enquadradas, relacionamentos e imagens que acham que precisam ter, mas ainda assim, não está livre delas. Sua psique passeia pelas questões mais “banais” como escolher a cor de um sapato, hà questões existenciais de fato, e que a escolha de um sapato esconde muito mais que apenas a escolha de uma cor.

    Esther acredita que não viveu por não ter tido seu grande amor da adolescência, não me refiro exclusivamente ao amoroso, se trata também da paixão pela profissão, pela vida em si. Como já mencionei a personagem era totalmente racional à estas questões, e até percebo que se esforçou em certas passagens a ser fútil, como julgava suas colegas serem, mas não conseguiu. Quando tentou, percebeu que por traz destas “futilidades”, o eu, a psique, a alma, escondem muito mais.

    Há um vasto espaço que precisamos mapear dentro da nossa consciência, ao qual mapeamos de acordo com as nossas próprias experiências e interpretações do mundo, como leitora, acredito que a Esther o percorreu, mas mais do que isso, ela descobriu o porquê, achamos que “precisamos” percorre-lo.

    Sim, mesmo sendo trágico, é fascinante ler e descobrir alguns insights ao decorrer da obra. Não, não estou romantizando a morte, mesmo sendo ela, algo natural. Nem muito menos os internatos em sanatórios, minha menção aqui é totalmente ligada a obra e a personagem, somente. Apesar da piora em seu quadro, a personagem cresce, sim, ela cresce após dificuldades. No inicio da leitura pensei mesmo que o livro se trataria de mais um romance em que uma adolescente se lamenta por não ter um namorado, ou por não ter certeza sobre o caminho e profissão que escolheu, mesmo sendo jovem e tendo um futuro promissor pela frente, e sim, até certo ponto é do que se trata, mas ela continua, ora, ela questiona tudo o que nós já questionamos, independente de gênero ou classe são questões que nos atinge como seres humanos, é sobre como existimos, queremos ser reais.

    Mas quando chegamos á vida adulta não podemos parar para fazermos as mesmas ou novas perguntas, por que estamos ocupados sobrevivendo, tendo emprego, faculdades, filhos, enfim, apenas não nos preocupamos mais com as mesmas coisas, e talvez, seja por medo de estagnar. O que achamos que acontece com a personagem, mas que pelo contrário, pois a todo momento ela avança em mais uma questão pessoal.


  • Varejo está aquecido vendendo patriotismo festivo em pequenas doses de consumismo; autoridades da segurança dão orientações de sempre para o fim de semana; e a Copa começa hoje, sob protestos de sindicatos. Confira essas e outras

    O comércio de Natal observa hoje um comportamento atípico na demanda por artigos festivos. Com a coincidência das celebrações juninas e a abertura da Copa do Mundo, lojistas buscam repor estoques de acessórios temáticos, tentando capturar o consumidor que, mesmo em tempos de cautela financeira, não abre mão de decorar o ambiente. É assim… Se o otimismo econômico não chega, pelo menos a decoração colorida mantém a ilusão de que o bolso do consumidor ainda está saudável o suficiente para celebrar.

    Coincidência de São João com estreia da Seleção Brasileira faz bombeiros e outras autoridades elevarem o monitoramento de riscos

    Com a proximidade do fim de semana de São João e da estreia da Seleção na Copa, as autoridades de segurança pública no estado intensificam hoje as orientações sobre manuseio de fogos de artifício e aglomerações. O foco é reduzir as ocorrências de queimaduras e acidentes que costumam lotar os prontos-socorros locais. É o eterno retorno do civismo preventivo: o Corpo de Bombeiros implora por responsabilidade enquanto a população, movida por uma mistura de álcool e entusiasmo festivo, ignora as leis da física. A esperança é que, desta vez, a tradição não se traduza em estatísticas hospitalares.

    Copa do Mundo começa hoje com show da Shakira e Burna Boy em um México sob tensão política e clima de protestos

    A Cidade do México sedia hoje a cerimônia de abertura da Copa do Mundo. Com Shakira e Burna Boy no Estádio Azteca, o torneio expandido para 48 seleções inicia sua jornada. O evento ocorre sob tensão política, com protestos sindicais prometidos ao redor dos estádios, testando a resiliência da organização mexicana. A Copa começa com o México tentando equilibrar a festa com a insatisfação social. É o espetáculo da FIFA, onde a música pop de abertura serve, quase sempre, para tentar abafar o som das ruas que, do lado de fora, lembram que o show nem sempre reflete a realidade.

    Protestos violentos em Belfast inserem a Irlanda do Norte no mapa dos conflitos globais e aponta fragilidade do tecido social europeu

    Belfast vive hoje o rescaldo de duas noites de distúrbios violentos anti-imigração. O secretário da Irlanda do Norte, Hilary Benn, condenou o que chamou de “racismo de rua”, após 12 policiais ficarem feridos. A cidade tenta se acalmar sob o peso de uma polarização política que transbordou para a violência física. O aumento da intolerância em Belfast é um lembrete de que o clima na Europa está mais tenso do que as manchetes econômicas sugerem. Quando o medo do “outro” ganha as ruas, o debate político cessa e a barbárie assume o controle, deixando a polícia para limpar os escombros.

    Prefeitura do Rio de Janeiro anuncia projeto Rio AI City prometendo uma mudança na matriz tecnológica da cidade

    A Prefeitura do Rio anuncia hoje um aporte de US$ 550 milhões para o projeto Rio AI City, apresentado durante o Web Summit. O plano é transformar a capital fluminense em um hub global de Inteligência Artificial, atraindo datacenters e prometendo uma mudança na matriz tecnológica da cidade. O Rio tenta trocar o título de “cidade maravilhosa” pelo de “cidade da inteligência artificial”. É um anúncio ambicioso que promete futuro, desde que a infraestrutura básica e a segurança não sejam ignoradas em nome de um projeto que parece ter saído de um manual de marketing urbano.

    25 pessoas vão ao tribunal em Sydney, na Austrália, pro protestos contra autoridade israelense

    A justiça australiana marca hoje uma etapa procedimental importante para o julgamento de 25 manifestantes que protestaram contra o presidente israelense em Sydney. O caso, que promete se arrastar por semanas em julho do próximo ano, levanta debates sobre os limites do direito de manifestação em tempos de conflito global. O direito ao protesto sendo testado no tribunal é a eterna tensão entre a liberdade individual e a ordem pública. A Austrália tenta estabelecer um precedente que, no fundo, apenas demonstra como o conflito no Oriente Médio consegue polarizar cidades do outro lado do planeta.


  • Em menos de 24 horas, o discurso do ex-prefeito mudou e o que ontem parecia inexistente, hoje aparece com uma nova versão. Se a mesma agilidade tivesse sido aplicada à gestão das contas públicas, talvez o assunto nem estivesse em debate.

    Leia sobre esta matéria em AGORA RN


  • EUA lançam novos ataques contra o Irã e alimentam um conflito que parece não ter fim

    Leia mais em CNN


  • Assú se despede de Paulo Varela, um dos maiores nomes da poesia popular nordestina

    O poeta, escritor e memorialista Paulo Varela faleceu nesta terça-feira (9), aos 62 anos. Natural de Assú, no interior do Rio Grande do Norte, ele era considerado uma das principais referências da poesia popular nordestina e da literatura de cordel no estado.

    Em sinal de homenagem, a Prefeitura de Assú decretou luto oficial de três dias e divulgou nota destacando a importância do artista para a história e a identidade cultural do município, conhecido como a “Terra da Poesia”.

    Ao longo de sua trajetória, Paulo Varela dedicou-se à valorização das tradições populares, tornando-se uma figura marcante na preservação da memória regional. Sua obra conquistou reconhecimento dentro e fora do Rio Grande do Norte, especialmente pela forma simples e autêntica com que retratava o cotidiano e a cultura do sertão.

    Um dos momentos mais emblemáticos de sua carreira ocorreu em 2005, quando participou do Programa do Jô, da TV Globo. Na ocasião, apresentou sua poesia para um público nacional, levando o nome de Assú para todo o país e conquistando admiradores com seu talento e carisma.

    Recentemente, o escritor recebeu novas homenagens durante as apresentações do espetáculo Auto de São João Batista 2026, realizadas nos dias 6 e 7 de junho. Sua contribuição para a construção da memória histórica e cultural da cidade foi lembrada durante as celebrações pelos 300 anos do padroeiro assuense.

    Em nota, a administração municipal ressaltou que Paulo Varela deixa uma herança cultural de grande valor para as futuras gerações. O poeta é lembrado não apenas por sua produção literária, mas também pelo compromisso em manter vivas as tradições, os saberes populares e a identidade do povo de Assú.

    Com sua partida, a cultura potiguar perde uma de suas vozes mais representativas, mas sua obra permanece como testemunho de uma vida dedicada à poesia e à valorização das raízes nordestinas.


  • Segurança ou retrocesso? Proposta que reduz maioridade penal divide o país

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O texto recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários, avançando para a próxima etapa de tramitação no Congresso Nacional.

    Com a decisão, a proposta seguirá para análise de uma comissão especial, responsável por discutir o mérito da medida. Somente após essa fase a PEC poderá ser votada em dois turnos pelo plenário da Câmara e, posteriormente, pelo Senado.

    A proposta foi apresentada em 2015 pelo então deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e altera o texto constitucional para estabelecer que a maioridade seja alcançada aos 16 anos. Caso seja aprovada em todas as etapas, adolescentes de 16 e 17 anos passarão a responder criminalmente como adultos.

    Lideranças partidárias articulam para que a comissão especial seja presidida pelo deputado Aluisio Mendes (Republicanos-MA), enquanto a relatoria deverá ficar com Mendonça Filho (PL-PE). O colegiado também deverá analisar outras propostas relacionadas ao tema, incluindo uma que prevê a redução da maioridade apenas para crimes hediondos e outra que amplia a responsabilização penal para adolescentes a partir dos 12 anos em determinados crimes contra a vida.

    O avanço da PEC representa uma vitória para partidos da oposição, especialmente o PL e integrantes da federação União Progressista, que garantiram a maioria dos votos favoráveis na CCJ. O governo federal, por sua vez, atuou para tentar impedir a aprovação, mas não conseguiu reunir apoio suficiente.

    Durante a sessão, parlamentares favoráveis à mudança argumentaram que adolescentes já possuem maturidade para responder por crimes graves. O deputado Domingos Sávio (PL-MG) afirmou que parte da população não aceita que jovens envolvidos em crimes violentos permaneçam sujeitos apenas às medidas socioeducativas previstas atualmente.

    Já os deputados contrários à proposta defenderam que a redução da maioridade penal não contribuirá para a diminuição da violência. A deputada Erika Kokay (PT-DF) destacou que o sistema prisional brasileiro apresenta altos índices de reincidência e argumentou que a ampliação do encarceramento de adolescentes pode fortalecer organizações criminosas.

    O debate também teve forte tom político. Parlamentares governistas associaram a retomada da discussão à estratégia eleitoral de setores da direita para as eleições presidenciais de 2026. A proposta tem sido defendida publicamente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República.

    Flávio tem utilizado o tema da segurança pública como uma das principais bandeiras de sua pré-campanha, defendendo medidas mais rígidas contra a criminalidade. Segundo ele, adolescentes envolvidos em crimes graves não deveriam se beneficiar da proteção garantida pela legislação atual.

    A sessão também foi marcada por trocas de acusações entre parlamentares da base governista e da oposição. Deputados do PT e do PSOL citaram o caso envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro para criticar aliados de Flávio Bolsonaro. As declarações foram rebatidas pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que acusou os adversários de tentarem desviar o foco da discussão principal.

    Atualmente, a Constituição determina que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis. Isso significa que eles não podem ser julgados pela Justiça criminal comum, ficando sujeitos às medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

    No parecer aprovado pela CCJ, o relator Coronel Assis (PL-MT) argumentou que a alteração da idade para responsabilização penal não viola cláusulas pétreas da Constituição nem compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. Segundo ele, cabe ao Congresso Nacional discutir e decidir sobre a idade mínima para a imputabilidade penal.

    Os partidos de esquerda, por outro lado, sustentam que a proteção constitucional aos menores de 18 anos constitui uma garantia individual e, portanto, não poderia ser modificada por emenda constitucional.

    A discussão sobre a redução da maioridade penal não é inédita. Em 2015, uma proposta semelhante chegou a avançar na Câmara durante a presidência de Eduardo Cunha, mas acabou não prosperando no Senado.

    Nos bastidores do Congresso, porém, parlamentares avaliam que o atual cenário político é mais favorável à aprovação de medidas voltadas ao endurecimento das políticas de segurança pública, o que pode aumentar as chances de a PEC avançar nas próximas etapas de tramitação.


  • Mossoró hoje é o epicentro do debate educacional brasileiro; em Natal, sobriedade é rebeldia; no Rio, a quarta mal começa e já tem mais de 50 presos; e o São João desponta como festival da ostentação. Clique e confira essas e outras

    A UERN em Mossoró sedia a 9ª edição do Seminário Nacional do Ensino Médio e o 6º Encontro Nacional de Ensino e Interdisciplinaridade. Pesquisadores de todo o país debatem hoje e nos próximos dois dias os rumos do ensino no Brasil. Enquanto o país patina em sucessivas reformas, Mossoró tenta organizar o pensamento pedagógico. É um alívio ver o debate acadêmico tentando substituir o grito ideológico, embora a distância entre o que se discute no campus e o que sobrevive na sala de aula continue sendo um abismo geográfico.

    Ação dos Alcoólicos Anônimos em Natal celebra os 91 anos da instituição; o dia será recheado de ações informativas

    O Escritório de Serviços Locais do A.A. no RN celebra hoje os 91 anos da instituição no mundo com uma grande ação informativa em diversos pontos da capital e Grande Natal. Das 8h às 17h, o grupo mobiliza esforços para conscientização sobre a dependência química e suporte comunitário. Celebrar nove décadas de uma irmandade que sobrevive sem holofotes ou algoritmos é um lembrete raro de que algumas soluções para problemas ancestrais não cabem numa tela de smartphone.

    O “Custo São João” expõe desproporção financeira e supera o teto de R$ 700 mil estabelecido pelo TCE

    O debate sobre os cachês milionários do São João de Natal continua aquecido hoje. Com atrações superando o teto de R$ 700 mil recomendado pelo TCE, a gestão municipal enfrenta pressão para justificar a desproporção financeira, especialmente em ano de fim de mandato e gestão de recursos públicos. É curioso observar como a prefeitura trata o teto do TCE como uma sugestão literária, transformando o forró em um setor de luxo onde o dinheiro do contribuinte flui mais rápido que o ritmo da zabumba.

    Operação de larga escala na Maré (RJ) aplica 56 mandados de prisão; o alvo policial é o Terceiro Comando Puro

    As polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro deflagram hoje uma operação massiva no Complexo da Maré. Com 56 mandados de prisão, a ação visa o Terceiro Comando Puro. Tiroteios e barricadas em chamas marcam o início desta quarta-feira, travando a rotina da Zona Norte carioca. A política de segurança pública no Rio continua sendo um ciclo de “operação, barricada, silêncio”. É a rotina de um estado que, incapaz de exercer soberania, oferece aos moradores da Maré apenas a escolha entre o fogo cruzado e a interrupção permanente de qualquer horizonte de vida.

    Governo tenta frear “pauta-bomba” de R$ 270 bi no Senado que pode degringolar de vez as contas públicas neste ano

    A equipe econômica do governo federal intensifica hoje as negociações no Congresso para barrar projetos no Senado que, somados, impactam as contas públicas em R$ 270 bilhões. A ordem é evitar que o Legislativo dite o ritmo do orçamento em um momento de fragilidade fiscal. O Senado brasileiro opera em uma lógica própria: quando a conta não fecha, o parlamentar cria um projeto para aumentá-la. É um jogo fiscal de alto risco onde a responsabilidade é sempre uma sugestão técnica que o Senado, em nome da “articulação”, prefere ignorar.

    Cidade do México vive o pré-Copa no esforço de esconder o caos das obras de infraestrutura sob o tapete do futebol

    A Cidade do México acorda hoje com a contagem regressiva para a abertura da Copa 2026 amanhã. O caos das obras de infraestrutura e a festa nas ruas criam um contraste clássico de cidades que se preparam para grandes eventos, testando a resiliência do morador local diante do turista. A Cidade do México se prepara para o torneio com a esperança de que a bola rolando em campo seja capaz de desviar a atenção do trânsito parado e do desconforto de quem, afinal, terá que viver na cidade depois que a FIFA for embora.


  • TJRN utiliza IA para organizar o caos processual — vai conseguir? E mais: tomada para carros nos condomínios e sigilo para visitas ao Vorcaro. Clique e confira estas e outras desta terça

    O Tribunal de Justiça do RN (TJRN) implementou uma ferramenta de Inteligência Artificial para monitorar demandas coletivas. A solução visa agilizar a gestão de processos que afetam grupos de cidadãos, modernizando a resposta do Judiciário aos direitos coletivos através da automação inteligente. O TJRN finalmente coloca a IA para trabalhar além do óbvio. É um avanço interessante: usar o silício para organizar o caos processual brasileiro. Se a inteligência artificial conseguir resolver os gargalos da justiça tão rápido quanto identifica padrões, talvez a burocracia tenha, enfim, encontrado seu algoz.

    Assembleia Legislativa aprova projeto de lei que garante instalação de carregadores elétricos nos condomínios

    A Assembleia Legislativa do RN (ALRN) aprovou um projeto de lei do deputado Neilton Diógenes que garante o direito de instalação de carregadores para veículos elétricos em garagens de condomínios. A medida busca facilitar a transição energética e modernizar as residências potiguares para a nova frota automobilística. Eis um passo rumo ao século XXI em terras potiguares. Garantir o ponto de carga no condomínio é sinalizar que, entre o passado colonial e o futuro elétrico, o legislador ao menos entendeu que a tomada é o novo posto de gasolina. Só resta saber se a rede elétrica aguentará.

    Câmara dos Deputados reage aos cortes no seguro rural; ministros devem ser convocados para explicar o desmonte

    A Câmara dos Deputados reagiu com irritação aos cortes do governo no seguro rural. Deputados buscaram convocar os ministros da Fazenda, Planejamento e Agricultura para explicar o desmonte. O clima na Comissão de Agricultura é de confronto, exigindo transparência sobre o orçamento destinado ao campo. O campo é o motor da economia, mas o governo parece estar forçando a marcha com óleo insuficiente. Convocação de ministro é a forma elegante de dizer “venha aqui explicar por que está matando a galinha dos ovos de ouro”. A disputa por verba é a única verdade absoluta em Brasília.

    Daniel Vorcaro, em cela especial, agora terá sigilo de 100 anos a visitas que receber; imposição é da Polícia Federal

    A Polícia Federal impôs sigilo de 100 anos sobre as visitas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro na cela especial. Enquanto isso, documentos revelam que o Banco de Brasília (BRB) processará administradores envolvidos no escândalo de fraudes que envolve milhões de reais em recursos desviados. Sigilo de 100 anos para visitas em cela especial? Parece que o Banco Master tem segredos que nem o tempo deve revelar. É a prova de que, no Brasil, o crime do colarinho branco não apenas compensa, ele ganha uma camada extra de proteção estatal. A transparência, aqui, é uma ficção.

    Maioria dos jovens sentem algum receio da inteligência artificial, segundo pesquisa global; no Brasil, são 44%

    Uma pesquisa global da Ipsos revelou que 52% dos jovens abaixo de 35 anos sentem receio sobre a inteligência artificial. No Brasil, o índice chega a 44%. O otimismo tecnológico das grandes corporações parece encontrar uma barreira sólida na cautela de uma geração que teme pela segurança do futuro. A Geração Z, que nasceu com um smartphone na mão, agora olha para a IA com a suspeita de quem sabe que o algoritmo não é bonzinho. A desconfiança jovem é o melhor termômetro que temos: quanto mais “inteligente” a máquina fica, mais o humano se sente, justificadamente, substituível.

    Estrutura metálica preparada para festividades juninas colapsa na Zona Norte

    A forte ventania e as chuvas da tarde de terça derrubaram parte da estrutura metálica do palco do polo Nélio Dias, na zona norte de Natal. O espaço era preparado para as festividades juninas. Felizmente, não houve feridos, mas a montagem foi imediatamente suspensa pelas autoridades locais. A natureza deu um aviso sutil: o São João nem começou e o vento já tratou de ajustar a cenografia. O desabamento sem vítimas é, no fundo, uma metáfora para a nossa cultura do “jeitinho” estrutural, onde o palco é montado para o brilho, mas cede ao primeiro sopro de realidade.

    Tensão crescente no Oriente Médio, com Irã ameaçando resposta à ação de Trump no Estreito de Ormuz

    O chanceler iraniano alertou que nenhum ataque dos EUA ficará sem resposta. A ameaça veio após retaliações americanas por conta da derrubada de um helicóptero no Estreito de Ormuz. O cenário geopolítico torna-se cada vez mais volátil com Donald Trump prometendo respostas “fortes e poderosas”. O xadrez no Estreito de Ormuz está ficando perigosamente quente. De um lado, a retórica inflamada; de outro, o poder de fogo absoluto. É o tipo de diplomacia onde o próximo lance pode ser o último, e o mundo assiste, apreensivo, enquanto os líderes brincam de medir forças no mapa.





Jesus de Ritinha de Miúdo