Jesus de Ritinha de Miúdo

  • Campanhas ao Governo do RN terão teto de R$ 7,1 milhões no primeiro turno

    Cada candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte poderá gastar até R$ 7.115.522,46 no primeiro turno das Eleições 2026. Os valores foram fixados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e valem igualmente para todas as chapas que disputam o cargo.

    Se houver segundo turno, a candidatura que avançar poderá acrescentar R$ 3.557.761,23 ao teto inicial. O limite acumulado para os dois turnos chegará, assim, a R$ 10.673.283,69.

    Na disputa pelo Senado, o máximo é de R$ 3.811.887,03 por candidatura. O teto para deputado federal ficou em R$ 3.176.572,53, enquanto cada candidatura a deputado estadual poderá gastar até R$ 1.270.629,01. Vice-governadores e suplentes de senador não têm limites separados: as despesas integram a conta da candidatura titular.

    O teto inclui não apenas valores já pagos, mas todas as despesas contratadas pela campanha. Entram nessa conta publicidade, produção de conteúdo, impulsionamento permitido, comitês, materiais gráficos, eventos, transporte, pessoal, serviços, doações estimáveis em dinheiro e determinadas transferências para outras candidaturas ou partidos.

    A origem dos recursos também precisa obedecer às regras eleitorais. As campanhas podem receber verbas dos fundos eleitoral e partidário, recursos próprios, doações de pessoas físicas e arrecadação coletiva por plataformas cadastradas. Doações de empresas continuam proibidas.

    Candidatos e partidos devem informar à Justiça Eleitoral os recursos financeiros recebidos em até 72 horas. Receitas, fornecedores e despesas passam a ser acompanhados pelo DivulgaCandContas e posteriormente integram as prestações de contas parcial e final.

    Quem ultrapassar o limite está sujeito a multa equivalente a 100% do valor excedente. Dependendo das circunstâncias, o excesso também pode ser analisado como abuso do poder econômico.

    Os valores constam da Portaria TSE nº 449/2026. O Tribunal decidiu manter, para este ano, os mesmos tetos aplicados nas eleições gerais de 2022.


  • Pedidos de candidatura caem 41,8% no RN; disputa à Assembleia tem maior recuo

    O Rio Grande do Norte registrou 324 pedidos de candidatura para as Eleições 2026, uma redução de 41,8% em relação aos 557 apresentados em 2022. A maior queda ocorreu na disputa por vagas na Assembleia Legislativa.

    Os pedidos para deputado estadual passaram de 320, há quatro anos, para 153 neste pleito. São 167 registros a menos, recuo de 52,2%. Na corrida à Câmara dos Deputados, o número caiu de 187 para 111, diminuição de 40,6%.

    Somadas, as candidaturas proporcionais a deputado estadual e federal passaram de 507 para 264. A diferença é de 243 pedidos, quase metade do volume registrado na eleição anterior.

    A disputa pelo Governo do Estado ficou estável. Foram apresentados nove pedidos de candidatura a governador e nove a vice-governador, os mesmos totais de 2022.

    O Senado seguiu na direção contrária. O número de pedidos para senador aumentou de dez para 14, alta de 40%. Os registros de primeiro e segundo suplentes também chegaram a 14 em cada posição, ante 11 no pleito passado.

    O prazo para partidos, federações e coligações protocolarem os registros terminou no sábado (15). A apresentação do pedido não significa que a candidatura já esteja apta: a Justiça Eleitoral ainda precisa examinar documentos, condições de elegibilidade e eventuais contestações.

    Em 2022, dos 557 pedidos feitos no RN, 511 terminaram classificados como aptos e 46 como inaptos. Por isso, a comparação mostra o tamanho da oferta inicial de candidaturas, mas o quadro definitivo de 2026 dependerá do julgamento de cada registro.


  • Natal avança em planos climáticos, mas financiamento trava execução, aponta TCE-RN

    O financiamento é hoje o ponto mais frágil da política climática de Natal. A conclusão aparece em levantamento do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) sobre a capacidade da Prefeitura de planejar, financiar e executar ações de enfrentamento às mudanças do clima.

    Segundo a avaliação, o Município ainda não dispõe de mecanismos específicos para rastrear as despesas relacionadas à agenda climática. O trabalho também aponta dificuldades na captação de recursos externos, ausência de instrumentos estruturados para atrair investimento privado e falta de transparência que permita acompanhar, de forma clara, quanto é aplicado nas políticas da área.

    O diagnóstico ganha peso diante dos riscos já identificados na capital potiguar. Chuvas intensas, alagamentos, inundações, deslizamentos, erosão costeira e ondas de calor estão entre as ameaças consideradas. Os impactos tendem a ser mais severos em áreas vulneráveis, como Mãe Luíza, Passo da Pátria, Felipe Camarão, Cidade Nova, Igapó, Rio Doce e a faixa costeira de Ponta Negra.

    O levantamento também reconhece avanços. Natal possui instrumentos de planejamento, metas climáticas alinhadas ao Acordo de Paris e uma estrutura na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo dedicada ao tema. O Plano Municipal de Redução de Riscos, o Plano de Contingência e a existência de instâncias administrativas e legislativas voltadas ao clima foram avaliados positivamente.

    Na redução de emissões, porém, o ritmo é menor do que na adaptação e na gestão de riscos. O inventário municipal citado no estudo identifica o transporte como a principal fonte de gases de efeito estufa em Natal, seguido por energia estacionária e resíduos. A cidade assumiu as metas de reduzir pela metade as emissões até 2030 e alcançar neutralidade de carbono em 2050.

    Para o TCE-RN, a capital se encontra na passagem entre formular a política e colocá-la em prática. O desafio agora é integrar os órgãos municipais, executar os instrumentos já existentes, medir resultados e tornar os investimentos verificáveis pela sociedade.

    A análise foi realizada com a metodologia do Painel ClimaBrasil, iniciativa coordenada pelo Tribunal de Contas da União em parceria com tribunais de contas estaduais e municipais. Os resultados deverão orientar futuras ações de controle externo e o aperfeiçoamento das políticas públicas de resiliência urbana.


  • Voto em trânsito no RN: prazo termina na quinta-feira (20)

    Eleitores que estarão fora do município onde votam têm até quinta-feira (20) para pedir a habilitação ao voto em trânsito nas Eleições 2026. No Rio Grande do Norte, o serviço estará disponível em Natal, Mossoró e Parnamirim.

    A solicitação pode ser feita pelo Autoatendimento Eleitoral, nos portais da Justiça Eleitoral, ou presencialmente em qualquer cartório. Para o pedido pela internet, é necessário ter biometria cadastrada. No atendimento presencial, o eleitor deve apresentar documento oficial com foto.

    O voto em trânsito funciona como uma transferência temporária da seção eleitoral. É possível escolher o primeiro turno, o segundo ou ambos, inclusive com cidades diferentes em cada data. Até 20 de agosto, o eleitor também pode alterar o destino escolhido ou cancelar uma habilitação já feita.

    Somente pessoas com situação regular no Cadastro Eleitoral podem usar o serviço. Títulos cancelados ou suspensos impedem a solicitação.

    Os cargos disponíveis dependerão do destino. Quem tem domicílio eleitoral no RN e votar em trânsito dentro do próprio estado poderá escolher candidatos a presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Se estiver em outro estado, poderá votar apenas para presidente da República.

    Não existe voto em trânsito fora do Brasil. Eleitores inscritos no exterior e temporariamente no país podem pedir a habilitação, mas também votarão somente para presidente.

    Depois que o pedido for aceito, a seção de origem ficará indisponível no turno selecionado. Se o eleitor não comparecer ao local escolhido, precisará justificar a ausência. Encerrada a eleição, o título retorna automaticamente à seção original.

    O primeiro turno será realizado em 4 de outubro. Um eventual segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. A relação dos locais disponíveis nas três cidades potiguares pode ser consultada nos canais do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte.


  • Tudo que vai… e que veio.

    Olá, queridos! Como vão?

    Todo ano, às vésperas do meu aniversário, me pego em meio a reflexões sobre tudo que já passou, sobre mais esse ciclo prestes a se encerrar. E esse ano não seria diferente. Como sempre, o sentimento de gratidão é o maior deles. Tudo que foi, ou deixou de ser, teve um propósito e eu sou muito grata por isso. Tanto às alegrias quanto às lições.

    Porém, não somente o que de vida ocorreu em mim, mas também o que de mim coloquei nessa vida. Falo sempre sobre a presença do autoconhecimento no meu dia a dia e sou muito sincera quando digo que me conhecer é algo que pratico a cada respirar.

    Esses dias estava pensando, mais uma vez, sobre quem sou e o que me trouxe até aqui. Lembrei de algo que sempre soube ser parte importantíssima da formação do meu eu, da minha pessoa (mais para frente eu explico esse destaque na palavra pessoa).

    Lembrei que, antes de mim, muitos vieram e construíram suas histórias para que eu pudesse ser. Estou me referindo a 2 pais, 4 avós, 8 bisavós, 16 trisavós, 32 tataravós, 64 pentavós… 126 pessoas para poder formar uma. Eu. Isso contando somente até a 6ª geração anterior, não ia caber tudo. Mas, vocês já entenderam a ideia.

    Toda essa gente contribuiu não apenas com material genético para geração de uma nova vida. Eles abriram caminhos, travaram batalhas, enfrentaram medos, perigos, dificuldades. Tudo para garantir a sobrevivência dos seus, daqueles que geraram. Tantas histórias de vida!

    Eu acho uma pena que, quanto mais distantes, menos sabemos sobre eles. É o curso natural da vida, claro! Mas, ainda assim, gostaria de saber muito mais do que o pouco que sei.

    Por exemplo, eu sei que um dos meus tetravôs paternos veio da Itália para o Brasil ainda muito moço, já casado, desbravou terras no sul do país e criou seus filhos em meio a plantações e muitas dificuldades.

    Já um trisavô materno morava no interior da Bahia, era um exímio comunicador e contador de histórias, do tipo que subia em caixotes e tudo. Deixava os netos encantados com sua fala. Era comerciante.

    Mesmo que proporcionalmente pouco, diante da quantidade de pessoas que nunca conheci, eu já ouvi várias histórias sobre meus antepassados, especialmente porque eu gosto e busco isso.

    Toda oportunidade que tenho, sento e ouço sobre os de antigamente de qualquer parente que queira me contar. Acho fascinante ouvir sobre pessoas que não conheci, sobre um tempo que não vivi, especialmente sabendo que tenho uma conexão com essas pessoas.

    E é para essa parte que volto quando digo que nos conhecer também é conhecer os que vieram antes de nós. Conexão. De alguma forma, carregamos em nós a soma de tudo que eles foram. Suas histórias, suas lutas, dificuldades, medos, desejos, prioridades, visões de vida. Há linhas de estudos que afirmam que nosso DNA traz muito mais do que genética, que o que vivemos fica marcado nesse código que passamos para os que vêm depois de nós.

    Fico imaginando quanto conhecimento não se acumulou ao longo de sabe-se lá quanto tempo e chegou até mim. E eu precisei somente existir para receber tudo isso de bandeja, de presente. E que presente!

    A gente percebe que sabe coisas e que nunca se deu conta como, onde, quando ou com quem aprendeu aquilo. A gente tem umas intuições que não sabe explicar, uns não-sei-só-sei-que-foi-assim que nos ajuda a resolver um monte de coisas na vida. Muito disso vem deles, dos nossos que vieram antes. Eu, particularmente, gosto de acreditar nisso.

    É claro que a gente também aprende no dia a dia, com a convivência. Mas, será que já paramos para pensar o suficiente para tentar entender de quantas gerações passadas vêm os hábitos e ensinamentos que aprendemos com nossos pais?

    Como aquela história da mulher que sempre cortava a cabeça do peixe para colocar na assadeira porque assim aprendeu com a mãe, que por sua vez aprendeu com a mãe dela, que fazia isso porque anos atrás, quando casou, não tinha condições de ter uma assadeira grande o suficiente para o peixe inteiro.

    Não tem mal algum em continuar cortando a cabeça do peixe, mas é muito importante que saibamos o motivo de cortar. E essa frase não é sobre peixe.

    Ensinamentos que há 100 anos faziam muto sentido e que hoje não fazem mais. Ensinamentos que há 500 anos eram a mais pura verdade e que hoje continuam sendo. Tudo isso vem daqueles que nos antecederam e são conhecimentos que, além de ser imperioso valorizá-los, nos ajudam a entender mais sobre nós mesmos.

    Sempre que paro para ouvir as histórias dos meus antepassados penso em quantas outras histórias e aprendizados riquíssimos eu não recebi porque alguma parte se perdeu, porque alguém esqueceu, e simplesmente nunca vou saber.

    Penso nas minhas avós, meus avôs, que são a conexão mais próxima que tenho com meus antepassados. O que sei, e não sei, de cada um? O que suas conquistas e medos me ensinaram?

    Outro detalhe que me pego pensando, minha família paterna tem um hábito maravilhoso de registrar e valorizar a história dos nossos ancestrais. Já tive acesso a muitos registros, fotos, documentos. E isso tudo é muito rico. Mas, algo que sinto falta, são as histórias das mulheres dessa família. Não quero aqui criar nenhum debate, apenas é fato que, quanto mais voltamos no tempo, mais vemos histórias centradas nos homens.

    E eu fico imaginando que mulheres incríveis que foram as minhas ancestrais, somente pelo pouquinho que ouvi sobre elas. Trazendo mais para perto, para minhas avós, eu tenho uma admiração enorme por elas e vejo nelas algo muito similar e que imprimiu em mim uma das minhas características que mais gosto: a resiliência.

    Não porque me falaram sobre isso. Não porque me disseram que eu deveria ser assim. Mas porque me mostraram com seus silêncios, com seus ‘nunca desistir’, com seus ‘um dia de cada vez’, o quanto a resiliência é importante. Eu peguei isso para mim como quem se agarra a uma tábua de salvação: sem largar jamais!

    Desde quando eu era bem nova eu já percebia que muitas novas gerações passaram a ignorar os conhecimentos e as falas dos mais antigos, achando que o moderno é que supera tudo. Acho uma lástima ver o quanto alguns teimam em não aproveitar isso.

    Esses dias tive uma longa conversa com um parente que não via há anos. Ele é um estudioso e pesquisador por natureza, e profissão. Falávamos sobre o ser humano e ele mencionou um conceito da filosofia que me remeteu a esse sentimento, à importância da ancestralidade.

    Ele falava sobre indivíduo versus pessoa (falei que explicaria). Que o indivíduo é o que nos torna únicos, mas que a pessoa é o que nos torna gente (definição minha). Que eu posso ser a Fernanda, esse indivíduo único (como todos somos), com qualidades e defeitos em uma mistura que compõe só a mim. Mas que parte disso é a Fernanda filha, a irmã, a neta, a sobrinha, a prima, a amiga, a colega de trabalho, a estranha que passa na rua.

    Que eu não consigo ser uma pessoa, sem ser parte da pessoa de alguém. E isso é algo que me traz um sentimento delicioso de pertencer a um todo com razão de ser. Eu amo pessoas, amo fazer parte de um universo gigantesco de pessoas. E conhecer quem veio antes de mim me faz sentir mais pessoa ainda.

    Eu sei que o passado não é norte, é referência. E levo minha vida assim, podem ter certeza. Mas a importância de conhecer e valorizar nossos antepassados é que não se caminha sem referência. Não se a gente quiser saber aonde vai chegar.

    Para ilustrar essa conversa de hoje, queria deixar com vocês essa imagem que coloquei no topo, feita por IA e inspirada em um trabalho de artes da escolinha, em que eu aos 3 anos começava a aprender sobre as “minhas ferramentas” e que tudo que eu preciso sempre esteve em mim.

    É certo que as ferramentas são minhas, representadas simbolicamente pela minha mãozinha gordinha-iti-malia-que-coisinha-mais-fofinha. Mas eu não coloquei a tinta, eu não escrevi no tecido, eu não marquei a mão tão perfeitinha sozinha. Precisei de quem, antes de mim, soubesse como fazer para me ensinar.

    Todos nós já nascemos para ser quem somos porque os que nos deram o dom da vida nos colocaram nesse mundo dando tudo de si para que nós pudéssemos nos descobrir, honrar quem eles foram e transmitir um pouco deles, e de nós, para aqueles que traremos a esse mundo quando for a nossa vez de transmitir nossa história a alguém.

    E vocês, o que receberam dos seus que hoje faz parte das suas pessoas? O que estão se preparando para transmitir, ou já transmitiram, para as pessoas depois de vocês? Que pessoas estamos escolhendo ser, e deixar, para esse mundo que acolhe tantas pessoas?

    Até a próxima!


  • Sinte-RN cobra explicações sobre remanejamento de R$ 25,7 milhões da Educação para o MP

    O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN) cobrou explicações do Governo do Estado sobre o remanejamento de R$ 25,712 milhões do orçamento da Educação para a Procuradoria-Geral de Justiça, unidade que administra os recursos do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN).

    A manifestação do sindicato foi divulgada pela [Tribuna do Norte](https://tribunadonorte.com.br/rio-grande-do-norte/sindicato-contesta-retirada-de-r-257-milhoes-da-educacao-e-cobra-explicacoes-do-governo). A entidade questiona a escolha de dotações da Educação como origem dos recursos e pede esclarecimentos sobre a operação e a recomposição anunciada pelo Executivo.

    O remanejamento consta em decreto publicado na edição de 15 de julho do Diário Oficial do Estado. O ato abriu crédito suplementar de R$ 25,712 milhões para a Procuradoria-Geral de Justiça mediante a anulação de dotações da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (Seec-RN).

    Do total, R$ 15,76 milhões foram destinados a despesas com pessoal ativo, R$ 5,8 milhões a inativos e R$ 4,152 milhões a pensionistas.

    ### Governo nega redução no orçamento da Educação

    Em posicionamento divulgado após a repercussão do decreto, o Governo do Estado afirmou que não houve retirada definitiva de recursos da Educação. Segundo o Executivo, o remanejamento foi uma operação orçamentária regular, baseada em estudos sobre a execução das despesas de 2026.

    A gestão estadual declarou que os R$ 25,712 milhões foram integralmente recompostos por outras fontes e que a mudança não comprometeu a folha de pagamento, os investimentos ou o funcionamento das escolas. O governo também sustentou que a operação não interfere no cumprimento do mínimo constitucional destinado à manutenção e ao desenvolvimento do ensino.

    ### Recursos atendem benefício autorizado pelo STF

    O crédito destinado ao MPRN está relacionado ao pagamento da Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira (PVTAC). O benefício corresponde a 5% do subsídio a cada cinco anos de atividade jurídica, limitado a 35%.

    Em decisão concluída no fim de junho, o [Supremo Tribunal Federal](https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/stf-mantem-obrigatoriedade-de-respeito-ao-teto-remuneratorio-e-limitacao-sobre-o-pagamentos-de-verbas-indenizatorias/) determinou a implantação imediata da parcela para magistrados e membros do Ministério Público, incluindo ativos, aposentados e pensionistas, sem necessidade de requerimento individual.

    A cobrança do Sinte-RN ocorre enquanto os trabalhadores da rede estadual mantêm negociações com o governo sobre outras demandas financeiras e funcionais. A pauta da categoria inclui o pagamento retroativo do Piso Salarial de 2026 referente a janeiro e fevereiro, progressões e promoções, enquadramento de aposentados no plano de carreira e informações sobre reformas nas escolas.


  • Fervor e fedentina em Caicó

    Das milhares de pessoas que abarrotaram as ruas do centro de Caicó na última quinta-feira (30/07), 54,3% eram candidatos ou assessores de candidatos que concorrem a algum dos 36 cargos em disputa neste ano no RN. É o que revela o DataGirotto, menos confiável instituto de pesquisa de 2026.

    Os nativos com quem conversei – todos eles – em algum momento comentaram o fato de haver poucos conhecidos seus no evento ou de eles estarem muito escondidos na multidão. “Muito mais gente de fora que o comum”, me disse George. “Eles sempre vêm em quantidade, mas este ano tá muito mesmo.”

    Já eu – que vim de Natal para o evento – não conseguia andar 20 metros sem ter que parar para cumprimentar algum conhecido (de Natal).

    Ainda assim, a festa teve o habitual fervor caicoense, deste povo orgulhoso de quem é – Caicó é realmente fora da curva.

    O que manchou a feirinha de Santana, contudo, nem foi a invasão dos gabinetes políticos, mas o fedor que se espalhou pela avenida Seridó. Um defeito na rede de esgoto de uma das principais vias da cidade espalhou pela entrada do evento uma podridão nauseante, debaixo de um sol de quase 40º.

    Quem vinha ofegante pela temperatura elevada, ao se aproximar do portal que anunciava a festividade recebia um espesso soco de fedentina na boca do estômago. Apoiadores do prefeito diziam que a culpa era da Caern. Adversários do prefeito diziam que a culpa era dele. Todos os demais diziam que o fedor era insuportável.


  • Prefeitura de São Gonçalo abre período de renovação e novas inscrições do transporte universitário gratuito

    A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer, abriu o período de inscrições e renovação do transporte universitário para o semestre 2026.2. Desde o início de 2025 que o programa foi retomado pela atual gestão com ampliação das linhas para atender um número maior de estudantes do município.

    O benefício é destinado a moradores de São Gonçalo do Amarante regularmente matriculados no ensino superior e busca contribuir para o acesso e a permanência dos alunos na graduação.

    “O transporte universitário representa um compromisso da gestão do prefeito Jaime Calado com a educação, ao ampliar as oportunidades de acesso e permanência dos estudantes no ensino superior”, destacou a secretária municipal de Juventude, Esporte e Lazer, Rayane Rocha.

    As inscrições seguem abertas até 6 de agosto e devem ser realizadas exclusivamente pela internet. Os interessados podem acessar o formulário disponível no portal da Prefeitura, saogoncalo.rn.gov.br, ou diretamente pelo link:

    https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe4bgSNIk3wCpB8PdCmklaDufzfgaSO-tp58LxojeH1QG-37g/viewform

    Em caso de dúvidas, os estudantes também podem procurar a sede da secretaria responsável, localizada na Rua Vereador Eri Teixeira da Dantas, nº 111, Centro.

    Para efetivar a inscrição, o estudante deve apresentar os seguintes documentos:

    *Foto 3×4;
    *Cópia do comprovante de residência;
    *Cópia do RG e CPF ou da Carteira de Identidade Nacional (CIN);
    *Número do NIS ou PIS.


  • Prefeitura de São Gonçalo do Amarante premia 130 alunos da rede municipal no projeto Cultura 10

    A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante realizou na tarde desta terça-feira (28), no Teatro Poti Cavalcanti, a cerimônia de premiação dos estudantes dos 8° e 9° anos que obtiveram melhor desempenho no projeto Cultura 10 referente aocmês de junho de 2026. Compareceram à premiação os três primeiros colocados de cada uma das 13 escolas participantes do projeto, mas ao todo são 130 premiados, sendo 10 de cada unidade de ensino.

    A iniciativa, coordenada pela Secretaria Municipal de Educação, promove aprendizagem por meio de ferramentas digitais. O projeto combina educação tecnológica, desafios semanais e temas contemporâneos transversais. Por meio de quizzes sobre conhecimentos gerais e notícias locais, a plataforma estimula a participação de alunos e professores, que acumulam pontos e concorrem a recompensas mensais.

    Os estudantes foram premiados de acordo com o desempenho apresentado nas avaliações. Entre os prêmios estavam celulares, tablets e cartões-presente. Gestores escolares que incentivam a participação dos alunos na plataforma também foram contemplados. A cada mês uma escola é premiada pelo maior número de acessos à plataforma e os alunos escolhem o melhor professor.

    “Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém. Quem acredita sempre alcança.” A frase, de autoria do cantor e compositor Renato Russo, foi citada pela coordenadora municipal do projeto, Elaine Cristina, para marcar a cerimônia. “E cada um de vocês alcançou, e tenho certeza de que vocês vão mais longe”, completou.

    A empresa responsável pelo desenvolvimento da plataforma também participou da solenidade. Representada por Lidiane Siqueira, destacou o papel dos próprios alunos no sucesso do projeto. “Estamos aqui para premiar quem faz esse projeto ser tão importante: cada um de vocês, que com desempenho e dedicação estão fazendo a diferença”, disse.

    Durante sua fala, o prefeito Jaime Calado enfatizou o papel da tecnologia no futuro profissional dos estudantes. “Seja qual for a profissão que você escolher, a tecnologia estará presente. O Cultura 10 vem para reforçar esse contato com as ferramentas digitais desde cedo. Esse é o nosso maior cuidado com essa geração de vencedores”, afirmou.

    Entre os premiados estava Vinícius Rafael, aluno do 9º ano da Escola Municipal Roberto Bezerra Freire, em Santo Antônio do Potengi. “A plataforma tem sido de grande importância para os alunos e representa um avanço na educação”, afirmou.


  • Carreta do Ministério da Saúde inicia atendimento especializado para mulheres em São Gonçalo do Amarante

    A carreta do Ministério da Saúde destinada à realização de exames para mulheres iniciou nesta sexta-feira (24) os atendimentos em São Gonçalo do Amarante. A unidade móvel tem capacidade para realizar até 240 atendimentos por dia, sendo 120 no turno da manhã e 120 no período da tarde.

    A estrutura oferece mamografias, colposcopias, ultrassonografias pélvica, transvaginal e de mama, além de biópsias. O acesso aos serviços ocorre por meio da regulação. As pacientes passam inicialmente pelas unidades básicas, onde são avaliadas, e a Secretaria Municipal de Saúde realiza os encaminhamentos conforme a necessidade apresentada.

    Responsável pela regulação municipal, Paula Maciel explicou que, neste primeiro momento, a programação está concentrada em exames de imagem, com a oferta diária de 65 mamografias e 36 ultrassonografias. Segundo ela, o diferencial da ação é permitir a continuidade da investigação após os primeiros resultados, com encaminhamento para procedimentos complementares quando houver indicação. “Além da oferta do serviço inicialmente solicitado, a paciente também terá uma investigação mais aprofundada, conforme o resultado apresentado pelo primeiro exame”, afirmou.

    A coordenadora destacou ainda que a regulação da unidade móvel segue critérios específicos e possui foco na identificação precoce de possíveis alterações relacionadas ao câncer, diferentemente de ações voltadas exclusivamente à redução de filas.

    O secretário municipal de Saúde, Júnior Rego, ressaltou que a chegada da unidade móvel representa um avanço na assistência especializada e funciona como retaguarda para a Atenção Básica do município. “É um grande avanço do ponto de vista assistencial da especialidada, até porque a atenção básica funciona perfeitamente e precisava da porta de resposta da atenção especializada, que essas carretas têm esse papel fundamental”, afirmou.

    A Carreta da Saúde da Mulher é resultado de uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), a Secretaria Estadual de Saúde e as prefeituras dos municípios participantes. A iniciativa atende mulheres de São Gonçalo do Amarante e de outras cidades da 3ª e da 7ª Regiões de Saúde.

    Moradora de Santo Antônio do Potengi, bairro de São Gonçalo do Amarante, a dona de casa Kátia Rosana foi uma das pacientes atendidas pela unidade móvel. Ela realizou uma mamografia e destacou a estrutura e a organização do serviço. “Faz pouco tempo que meu requerimento de mamografia foi solicitado e já estou aqui para ser atendida. Fiquei surpresa com a estrutura, mas principalmente com a organização e a excelência do atendimento”, afirmou.





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