• Dois acidentes com postes causam apagões em Neópolis e Nova Parnamirim

    Durante a madrugada desta quarta-feira (8), dois acidentes envolvendo postes de energia provocaram transtornos no fornecimento elétrico em áreas da Grande Natal. As ocorrências aconteceram em sequência, atingindo regiões próximas e deixando milhares de consumidores temporariamente sem energia.

    O primeiro caso foi registrado pouco depois das 3h30, na Avenida das Alagoas, no bairro de Neópolis. Um poste da rede de média tensão foi derrubado após uma colisão, interrompendo o serviço para mais de três mil imóveis. A distribuidora conseguiu restabelecer grande parte do fornecimento em cerca de uma hora, por meio de ajustes operacionais, mas a troca da estrutura danificada segue prevista para ser finalizada até o início da tarde.

    Horas depois, por volta das 5h45, um novo acidente foi registrado em Nova Parnamirim, na Avenida Madre Teresa de Calcutá. Dessa vez, o impacto atingiu um poste de baixa tensão, afetando cerca de 100 unidades consumidoras. Equipes técnicas foram acionadas e trabalham no local, com previsão de normalização completa do serviço até as 15h.

    Os dois episódios ocorreram em locais relativamente próximos e mobilizaram equipes de manutenção ao longo da manhã.


  • Nova plataforma do MEC reúne 8 mil obras e oferece aprendizado de línguas online

    O Ministério da Educação (MEC) lançou recentemente o aplicativo MEC Livros, uma plataforma digital que oferece acesso gratuito a um amplo acervo literário, com cerca de 8 mil obras nacionais e internacionais. A proposta é funcionar como uma biblioteca virtual, permitindo que usuários façam empréstimos de livros e acessem conteúdos em domínio público, além de títulos disponibilizados por meio de parcerias.

    Entre os materiais disponíveis, destacam-se aproximadamente 1,2 mil lançamentos e best-sellers contemporâneos, com previsão de até 224 mil empréstimos por ano. O catálogo também inclui cerca de 3.600 títulos de longa circulação (longsellers), que podem alcançar até 1,4 milhão de leitores anualmente. Além disso, há mil obras com acesso ilimitado, ampliando significativamente a disponibilidade de leitura para o público.

    Outro segmento importante do acervo reúne cerca de 2 mil obras em domínio público e conteúdos oriundos de parcerias institucionais. Esses materiais podem ser convertidos do formato PDF para ePub, proporcionando uma experiência de leitura mais adequada a dispositivos digitais. Paralelamente, o portal Domínio Público — ativo desde 2004 — continua disponível, oferecendo acesso a diversos tipos de mídia, como textos, imagens, áudios e vídeos.

    O aplicativo reúne obras de autores consagrados da literatura mundial, como Clarice Lispector, Ariano Suassuna, José Saramago e Gabriel García Márquez. Também fazem parte do catálogo livros reconhecidos com o Prêmio Jabuti, como Torto Atarado de Itamar Vieira Junior. Além de obras populares como “Harry Potter”, “Jogos Vorazes”, “O Hobbit” e “Eu Sou Malala”.

    Em termos de funcionalidade, o MEC Livros incorpora recursos voltados à experiência do usuário, incluindo integração com a conta gov.br, opções de personalização da leitura, notificações automáticas e elementos de gamificação. A acessibilidade também é um ponto central, com ajustes de fonte e contraste, suporte para pessoas com dislexia e compatibilidade com leitores de tela.

    Outro diferencial é a presença de um assistente baseado em inteligência artificial, que auxilia os usuários com recomendações de leitura e esclarecimento de dúvidas, além de um painel que permite acompanhar o histórico de obras acessadas.

    Além do MEC Livros, o MEC também apresentou o aplicativo MEC Idiomas, voltado ao ensino de inglês e espanhol. A plataforma oferece cursos estruturados em seis níveis, com módulos compostos por aulas, atividades de reforço e avaliações. Entre os recursos disponíveis estão testes de proficiência, práticas de conversação com apoio de IA, trilhas de aprendizagem personalizadas e notificações automáticas.

    O MEC Idiomas integra o programa Idiomas sem Fronteiras (IsF), que já atua na promoção do ensino de línguas no país. A iniciativa prevê chamadas públicas para inclusão de novos conteúdos e expansão para outros idiomas. Os cursos do programa têm duração variável, entre 48 horas e três meses, com oferta semestral.

    Com investimento anual de R$ 1,68 milhão, a expectativa é beneficiar cerca de 16 mil estudantes por semestre, contribuindo para a melhoria da proficiência linguística e o fortalecimento da produção acadêmica no Brasil.


  • SABADISCO B2B ocupa o Centro Histórico de Natal com encontros intergeracionais da música potiguar

    A Natal recebe mais uma edição do SABADISCO, desta vez no formato B2B, que promove encontros entre gerações da música potiguar. O evento acontece no dia 11 de abril, das 14h às 21h, na Rua João Pessoa, em frente à Discol, com discotecagem, roda de conversa e ações de ocupação cultural.

    Com 12 edições independentes, o projeto se consolida como uma ação contínua de rua que articula música, memória e cidade, incentivando a ocupação criativa da Cidade Alta. Realizado pela Discol, loja em funcionamento desde 1975, o SABADISCO fortalece o Centro Histórico como espaço de cultura, encontro e permanência.

    O formato B2B propõe sets colaborativos entre artistas de diferentes trajetórias. Nesta edição, se apresentam Bruno Cocão e Íguia, Samir e Emma, além de Iltex e Brisa, em performances que misturam estilos e repertórios. O projeto terá duas edições, em abril e maio, e conta, pela primeira vez, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

    A programação inclui ainda a roda de conversa “Música, memória e cidade: histórias da cena potiguar”, com participação de Frank Aleixo, Ana Morena e Tadzio França. A atividade propõe refletir sobre a relação entre música e cidade a partir do Centro Histórico, especialmente nos bairros Cidade Alta e Ribeira, fundamentais para a cena musical local.

    Com curadoria voltada à diversidade, o SABADISCO B2B reafirma seu papel na valorização da música potiguar e na ativação cultural do Centro Histórico, conectando o público às suas referências e fortalecendo esse território como espaço de memória e criação.

    O projeto é realizado pela Fundação José Augusto, Secretaria da Cultura do RN, Sistema Nacional de Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal.


  • TRE/RN determina suspensão de trechos de pesquisa sobre Allyson Bezerra, e instituto afirma cumprir decisão

    O Instituto Media Inteligência em Pesquisa informou, por meio de nota, que está cumprindo decisão liminar do TRE/RN que determinou a suspensão de trechos de uma pesquisa eleitoral divulgada no fim de março. A instituição afirma que o levantamento seguiu as normas do TSE e abordou informações de conhecimento público, negando que tenha havido propaganda negativa antecipada. O instituto também declarou que já adotou as medidas exigidas pela Justiça e reforçou seu compromisso com a transparência e o rigor técnico.

    Leia nota na íntegra

    O Instituto Media Inteligência em Pesquisa vem a público reafirmar sua confiança na Justiça Eleitoral e esclarecer pontos referentes à decisão liminar proferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE/RN), no âmbito de ação movida pelo partido Republicanos.

    A referida decisão determinou a suspensão da divulgação dos resultados constantes nas perguntas dos itens 17 e 18 do relatório da pesquisa realizada pelo Instituto, os quais tratam de menções a denúncias envolvendo o pré-candidato Allyson Bezerra.

    O Instituto Media esclarece que a elaboração e divulgação do levantamento seguiram rigorosamente os parâmetros estabelecidos pela Resolução TSE nº 23.600/2019, conforme atualizada pela Resolução TSE nº 23.747/2026, especialmente no que se refere à abordagem de temas de conhecimento público. Ressalta-se que as informações mencionadas dizem respeito a fatos amplamente divulgados, relacionados a operação ocorrida em janeiro de 2026 e que em nenhum momento sob o argumento de que a pesquisa registrada sob o nº RN-07240/2026, divulgada no dia 29 de março de 2026, representou uma forma de propaganda negativa antecipada contra o pré-
    candidato ao Governo do Estado, Alysson Bezerra.

    Ainda assim, em respeito à decisão judicial e ao devido processo legal, o Instituto informa que está adotando integralmente as medidas determinadas, inclusive solicitando de maneira solidária aos veículos de comunicação a retirada dos conteúdos correspondentes aos itens mencionados na decisão.

    Por fim, o Instituto Media Inteligência em Pesquisa reafirma seu compromisso com a ética, a transparência e o rigor técnico na condução de pesquisas de opinião pública, mantendo-se à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.

    Instituto Media Inteligência em Pesquisa
    08 de Abril de 2026


  • Irã acusa Trump de ameaça grave e eleva tensão internacional

    A tensão internacional ganhou novo patamar após o Irã reagir à declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que “uma civilização inteira pode desaparecer”. O governo iraniano classificou a fala como potencial incitação ao genocídio e afirmou que “não ficará de braços cruzados”.

    Autoridades iranianas disseram que a declaração representa ameaça direta à população civil e pode configurar crime internacional. Em fóruns diplomáticos, o país indicou que responderá de forma proporcional a qualquer ação militar.

    A repercussão foi imediata no Ocidente. Nos Estados Unidos, especialistas em direito internacional classificaram a fala como grave, destacando que ameaças dessa natureza podem violar normas que proíbem ataques contra civis e infraestrutura essencial.

    Na Europa, analistas apontaram risco de escalada global. Avalia-se que o discurso ultrapassa o padrão diplomático e pode ser interpretado como ameaça de destruição sistemática de um país. Há também discussões jurídicas sobre possível enquadramento como incitação a crimes de guerra, a depender de ações concretas.

    Além da gravidade jurídica, a declaração abriu espaço para interpretações sobre seu alcance. Embora não haja menção explícita a armas nucleares, parte da imprensa internacional passou a discutir o nível de força implícito. Análises indicam que a ideia de “destruir uma civilização” sugere cenário de devastação extrema, associado a guerra de grande escala.

    Outros veículos destacam que a fala ocorreu em meio a um ultimato envolvendo interesses estratégicos no Oriente Médio, elevando o risco de confronto direto e ampliando a instabilidade global.

    Na leitura internacional, não há confirmação de ameaça nuclear. Ainda assim, o tom adotado e o contexto elevam o episódio a um dos momentos mais delicados recentes da geopolítica.


  • Trump fala em “destruição de civilização” e eleva tensão global

    Uma declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, elevou a tensão internacional ao afirmar que “uma civilização inteira pode desaparecer” caso o Irã não cumpra exigências impostas por Washington. A fala ocorreu em meio à escalada no Oriente Médio e foi interpretada globalmente como uma ameaça de destruição em larga escala.

    Segundo agências internacionais, o posicionamento foi feito dentro de um ultimato relacionado a interesses estratégicos na região. Trump indicou que, sem acordo, ações militares poderiam atingir infraestruturas críticas do país, como energia, transporte e bases operacionais, ampliando o risco de colapso estrutural.

    A repercussão foi imediata. Nos EUA, analistas e lideranças políticas classificaram a fala como extrema. Especialistas em direito internacional alertaram que ameaças dessa magnitude podem configurar violação de normas humanitárias, especialmente por envolver impactos diretos sobre a população civil.

    Na Europa, o discurso foi tratado como altamente inflamável, com preocupação sobre o risco de uma guerra regional ampliada e seus efeitos globais. Já o Irã interpretou a declaração como uma ameaça existencial, endurecendo sua posição diplomática.

    Embora não haja menção explícita ao uso de armas nucleares, a linguagem utilizada gerou forte debate. Ao falar em “destruição de uma civilização”, a declaração abre margem para interpretações sobre o nível de força que poderia ser empregado. Analistas apontam que esse tipo de retórica sugere cenários de escalada militar extrema, com potencial de devastação em larga escala.

    Além disso, declarações de autoridades americanas indicando a existência de “capacidades ainda não utilizadas” ampliaram as especulações sobre o alcance de uma eventual resposta militar. Ainda assim, oficialmente, não há confirmação de uso de armamentos nucleares.

    Na leitura internacional, portanto, a fala de Trump não configura uma ameaça nuclear direta, mas é vista como um sinal de endurecimento máximo da política externa norte-americana. O episódio coloca o cenário geopolítico em um dos momentos mais delicados dos últimos anos.


  • Chuvas intensas colocam todo o RN sob alerta; Natal está em nível máximo de risco

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu uma série de alertas de chuvas intensas que abrangem todo o estado do Rio Grande do Norte. Os avisos são classificados em três níveis de severidade — vermelho, laranja e amarelo — indicando diferentes graus de risco para a população.

    O nível mais crítico é o alerta vermelho, considerado de “grande perigo”. Ele atinge a capital, Natal, além de outros 35 municípios, com validade entre esta segunda-feira (6) e a noite da terça-feira (7). Nesse cenário, a previsão indica chuvas superiores a 60 milímetros por hora ou acumulados acima de 100 milímetros ao longo do dia. De acordo com o Inmet, há alta probabilidade de alagamentos expressivos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas, especialmente em áreas vulneráveis.

    Diante dessa situação, o órgão recomenda medidas preventivas importantes. Entre elas, desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, observar sinais de instabilidade em encostas e permanecer em locais seguros. Em caso de inundação, a orientação é proteger objetos e documentos, preferencialmente utilizando sacos plásticos para evitar danos causados pela água.

    Já o alerta laranja, classificado como “perigo”, possui abrangência ainda maior, alcançando 118 cidades potiguares — incluindo algumas já contempladas pelo alerta vermelho. Esse aviso tem duração mais extensa, permanecendo em vigor até o sábado (11). As previsões indicam chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulados diários que podem chegar a 100 milímetros.

    Embora o risco seja menor em comparação ao alerta vermelho, ainda há possibilidade significativa de transtornos, como alagamentos, cheias de rios e deslizamentos em áreas de risco. Nesse contexto, a população deve evitar deslocamentos durante períodos de chuva intensa, acompanhar possíveis alterações no ambiente — como rachaduras em encostas — e, se possível, desligar equipamentos elétricos como medida de segurança.

    O nível mais brando é o alerta amarelo, definido como “perigo potencial”. Esse aviso também cobre todos os municípios do estado e segue válido até o sábado (11). A previsão aponta para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora, ou acumulados de até 50 milímetros por dia. Apesar de o risco ser considerado baixo, não se descarta a ocorrência de pequenos alagamentos ou deslizamentos pontuais.

    Mesmo nesse cenário menos severo, o Inmet orienta a população a adotar cuidados básicos, como evitar exposição ao mau tempo, ficar atento a sinais de risco em encostas e reduzir o uso de aparelhos elétricos conectados à rede durante tempestades.

    Em qualquer situação de emergência ou necessidade de apoio, a recomendação é acionar a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros, pelo número 193. A atuação preventiva e a atenção às orientações dos órgãos oficiais são fundamentais para reduzir riscos e garantir a segurança da população durante períodos de chuvas intensas.


  • Polícia encontra crianças em situação de abandono e em condições precárias na Zona Norte de Nata

    Quatro crianças, com idades entre 2 e 12 anos, foram encontradas em situação de abandono na madrugada do último domingo (5), no bairro Lagoa Azul, na Zona Norte de Natal. A ocorrência foi registrada por policiais militares durante um patrulhamento de rotina na região.

    Segundo informações da Polícia Militar, os agentes perceberam a presença das crianças em um contexto que indicava vulnerabilidade. Ao averiguarem a situação, constataram que elas estavam sozinhas em uma residência localizada no Loteamento José Sarney há cerca de quatro dias, vivendo em condições inadequadas de higiene e sem os cuidados básicos necessários.

    Diante da gravidade do cenário, os policiais iniciaram buscas por responsáveis ou familiares, mas ninguém foi localizado. O caso foi então encaminhado aos órgãos competentes para as providências cabíveis.

    O Ministério Público foi acionado e solicitou medidas protetivas. A Justiça determinou o acolhimento institucional das quatro crianças, que foram encaminhadas para uma unidade de acolhimento na capital potiguar, onde passam a receber assistência adequada.

    Durante toda a ocorrência, os policiais do 4º Batalhão da PM acompanharam as crianças, garantindo suporte imediato. Inclusive, os próprios agentes custearam a alimentação delas até que a situação fosse regularizada.

    De acordo com a Polícia Militar, o caso segue sob acompanhamento das autoridades responsáveis, que devem investigar as circunstâncias do abandono e adotar as medidas necessárias para assegurar a proteção das crianças.


  • Fenômeno raro? Nuvem incomum chama atenção e viraliza no interior do RN

    Uma formação incomum no céu chamou a atenção de quem esteve na Serra do Lima, em Patu, no Oeste do Rio Grande do Norte, na tarde do último domingo (5). Com aparência semelhante a um grande cilindro ou túnel suspenso, a nuvem foi registrada por moradores e turistas e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais.

    De acordo com o meteorologista Gilmar Bristot, da Empresa de Pesquisas Agropecuárias do Rio Grande do Norte (Emparn), o fenômeno observado é conhecido como “nuvem rolo”. Esse tipo de formação atmosférica surge em condições específicas, principalmente quando há alta concentração de umidade no ar, cenário comum em dias chuvosos como o registrado na região.

    O especialista explica que o relevo da Serra do Lima exerce papel fundamental no processo. A umidade presente na superfície evapora e é transportada pela encosta da serra. Ao subir, esse ar úmido encontra camadas mais frias da atmosfera, o que provoca a condensação do vapor d’água e resulta na formação da nuvem.

    Confira o vídeo que divulgado nas redes

    Além disso, a ação de ventos horizontais sobre a área contribui diretamente para o formato peculiar. Esses ventos funcionam como uma força que molda a nuvem, conferindo-lhe o aspecto arredondado e alongado que lembra um rolo.

    Apesar de não ser uma ocorrência cotidiana na região, Bristot ressalta que o fenômeno não é considerado raro. Nuvens desse tipo podem se formar em diferentes contextos, inclusive em áreas litorâneas, desde que as condições atmosféricas sejam favoráveis.

    O registro impressionante reforça como fatores como relevo, umidade e dinâmica dos ventos podem interagir de forma complexa, criando paisagens naturais que surpreendem e despertam a curiosidade da população.


  • ECA Digital reforça proteção de crianças na internet e divide responsabilidades entre famílias, plataformas e Estado

    O chamado Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, em vigor há cerca de um mês, inaugura um novo marco na proteção de menores no ambiente virtual. A legislação estabelece diretrizes para reduzir riscos online e reforça que a responsabilidade não recai apenas sobre plataformas digitais, mas também sobre famílias, escolas e o poder público.

    A advogada Beatriz Torquato, presidente da Comissão de Direito Digital e Estudos Aplicados da OAB/RN, explica que a proposta do estatuto segue a mesma lógica do ECA tradicional, porém adaptada ao contexto atual de intensa exposição digital. Segundo ela, a principal mudança está no foco em ambientes virtuais, onde crianças e adolescentes estão cada vez mais presentes e vulneráveis.

    Entre as medidas previstas, está a obrigação de empresas de tecnologia impedirem o acesso de menores a conteúdos inadequados, além de oferecerem informações claras sobre riscos e mecanismos de segurança. No caso das redes sociais, uma das exigências é a vinculação de perfis de menores aos de seus responsáveis, o que facilita o acompanhamento parental.

    Beatriz destaca que a nova legislação também busca tornar mais rigorosa a verificação de idade em conteúdos sensíveis. Antes, bastava ao usuário declarar ser maior de 18 anos; agora, as plataformas devem adotar métodos mais seguros para comprovação. Ainda assim, ela ressalta que a atuação conjunta é essencial, já que crianças podem tentar burlar sistemas de controle.

    Nesse cenário, o papel do poder público inclui promover campanhas educativas e ampliar a conscientização sobre o uso seguro da internet. Já a fiscalização das regras fica sob responsabilidade da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), conforme previsto no Decreto nº 12.880/2026. No entanto, a advogada aponta que a estrutura atual do órgão ainda é limitada para dar conta da demanda, o que representa um desafio para a efetividade da norma.

    Outro ponto de atenção envolve o comportamento dos próprios responsáveis. O compartilhamento excessivo de imagens de crianças nas redes sociais — prática conhecida como “sharenting” — pode expor menores a riscos e deixar registros permanentes de situações íntimas ou constrangedoras.

    O professor Ramon Fontes, do Instituto Metrópole Digital da UFRN, alerta que esse tipo de exposição pode alimentar bancos de dados utilizados por criminosos. Ele defende que o acompanhamento dos pais deve ir além de ferramentas tecnológicas, envolvendo presença ativa no dia a dia digital dos filhos.

    Entre as orientações, estão a adoção da chamada “curadoria digital”, com participação na escolha de conteúdos, e a criação de momentos livres de tecnologia dentro de casa, como durante refeições. Para ele, o diálogo constante é a principal barreira contra problemas como isolamento e aliciamento online.

    Fontes também recomenda o uso de ferramentas de controle parental, como aplicativos integrados aos sistemas operacionais e softwares específicos, que permitem limitar tempo de uso, filtrar conteúdos e monitorar novos downloads. No entanto, ressalta que essas soluções devem ser acompanhadas de explicações claras às crianças, para que não sejam percebidas como invasão de privacidade, mas como proteção.

    A fiscalização do ambiente digital, contudo, enfrenta obstáculos complexos. Muitas empresas de tecnologia têm sede no exterior, o que dificulta a aplicação direta das leis brasileiras. Além disso, a velocidade de surgimento de novas plataformas e o uso de tecnologias como criptografia tornam mais difícil identificar práticas ilegais sem comprometer a privacidade dos usuários.

    Diante disso, especialistas defendem que o foco principal do Estatuto Digital deve ser garantir a proteção integral de crianças e adolescentes. Isso inclui perfis mais restritos por padrão, limitação na coleta de dados e combate à publicidade direcionada ao público infantil. Outro aspecto relevante é assegurar o direito ao esquecimento, permitindo que conteúdos publicados na infância possam ser removidos no futuro.

    Assim, o ECA Digital surge como um instrumento importante, mas que depende da atuação coordenada de diferentes setores para alcançar resultados efetivos.





Jesus de Ritinha de Miúdo