• Você, como outros milhões, usa Clonazepam? O caso de Jordan Peterson pode te interessar

    É cada vez mais frequente a medicalização como recurso para o sofrimento psíquico no Brasil. Dados da Anvisa destacam os benzodiazepínicos estão entre os medicamentos mais utilizados no país, alcançando quase 20 milhões de brasileiros, sendo o Clonazepam um dos principais dentro desse grupo. O crescimento contínuo do uso vem dos cada vez mais frequentes diagnósticos de ansiedade, entre outros fatores como o uso irregular dessas substâncias.

    Não há dados precisos sobre isso no Rio Grande do Norte, mas podemos inferir que ela acompanha o crescimento de uso que ocorre no restante do país. A ausência de estatísticas sobre o consumo por habitante ou séries históricas prejudicam a compreensão do problema, mas um estudo em Mossoró apontou para o uso relevante de Clonazepam em Unidades Básicas de Saúde (UBS), tendo forte associação com transtornos de ansiedade.

    Todas essas questões merecem especial atenção depois que conhecemos o desenrolar do caso do psicólogo canadense Jordan Peterson, que voltou ao centro do debate internacional sobre os riscos associados ao uso prolongado de medicamentos psicotrópicos e aos problemas nos desmames. Relatos recentes da família apontam que complicações neurológicas persistentes, possivelmente relacionadas ao uso de benzodiazepínicos, continuam afetando sua saúde anos após a interrupção do tratamento — um quadro que levanta questionamentos sobre protocolos médicos e segurança desses fármacos.

    Dez anos de luta

    A história remonta a 2016, quando Peterson passou a enfrentar crises de ansiedade e insônia em meio à crescente exposição pública. À época, recebeu prescrição de Clonazepam, em dose considerada baixa. Com o agravamento de fatores pessoais — incluindo doenças graves na família e intensa pressão midiática — a medicação foi ajustada para níveis mais altos. Segundo relatos de sua filha, Mikhaila Peterson, o aumento da dose não trouxe alívio, mas agravou os sintomas. O quadro evoluiu para manifestações neurológicas complexas, posteriormente associadas ao que alguns especialistas denominam Disfunção Neurológica Induzida por Benzodiazepínicos (BIND), condição ainda pouco reconhecida na prática clínica. Segundo ela, o uso prolongado da substância por anos foi um fator determinante para o agravamento do quadro, uma vez que não há muitas pesquisas abordando a condição do sujeito após anos de consumo de ansiolíticos.

    O processo de retirada da medicação, realizado em curto intervalo (apenas uma semana, após um uso contínuo de 5 anos), teria contribuído para o surgimento de acatisia — distúrbio caracterizado por inquietação intensa e sofrimento psíquico significativo. Em situações extremas, pacientes relatam incapacidade de permanecer imóveis e sensação constante de desconforto interno. Diante da gravidade do quadro, Peterson foi submetido a um tratamento controverso na Rússia, onde passou por indução ao coma para viabilizar a descontinuação do medicamento. Após um período de recuperação, a família informou melhora gradual, com suspensão total de psicotrópicos desde 2020.

    Em 2025, no entanto, novos episódios de deterioração neurológica foram registrados. De acordo com Mikhaila, fatores como estresse acumulado, mudanças ambientais e exposição a mofo podem ter atuado como gatilhos para a reativação dos sintomas, em um organismo previamente sensibilizado. Complicações clínicas adicionais, como pneumonia e sepse, agravaram o estado de saúde, exigindo internação em unidade de terapia intensiva.

    A família passou a considerar a hipótese de uma lesão neurológica persistente associada a disfunções celulares, incluindo possíveis alterações mitocondriais — estruturas responsáveis pela produção de energia nas células. Essa linha de interpretação dialoga com abordagens emergentes dentro da chamada “psiquiatria metabólica”, que investiga a relação entre metabolismo e saúde mental. Em declarações públicas, Mikhaila Peterson critica a forma como efeitos adversos de psicotrópicos são comunicados. Segundo ela, há subnotificação de reações graves e confusão entre sintomas de abstinência e recaída clínica. “Muitos pacientes são informados de que pioraram, quando, na verdade, estão enfrentando efeitos da retirada da medicação”, afirmou em vídeo recente.

    Medicamentos seguem sendo utilizados, mas falta transparência

    Especialistas, no entanto, ressaltam que o uso de benzodiazepínicos segue sendo considerado seguro quando bem indicado e acompanhado, especialmente em tratamentos de curto prazo. O consenso médico aponta que riscos aumentam com uso prolongado, altas doses e interrupção inadequada — fatores que exigem monitoramento rigoroso.

    O caso ganha relevância no contexto brasileiro. O país figura entre os maiores consumidores de psicotrópicos do mundo, e estados como o Rio Grande do Norte acompanham essa tendência. Dados de saúde pública indicam crescimento no uso de ansiolíticos e antidepressivos, muitas vezes sem acompanhamento especializado contínuo.

    A história de Peterson ilustra um fenômeno mais amplo: a necessidade de maior transparência, pesquisa de longo prazo e individualização do tratamento em psiquiatria. Enquanto novas abordagens terapêuticas ganham espaço, o debate sobre segurança medicamentosa tende a se intensificar — especialmente em cenários de crescente medicalização da vida cotidiana.


  • Lucros, reajustes e alterações na dosimetria do poder; confira o que rolou na véspera do feriadão

    As luzes da Redação de O Potengi começam a piscar, o café já está no fim da garrafa térmica e o barulho do trânsito na Hermes da Fonseca vai dando lugar ao silêncio da véspera de feriado. Fechamos o expediente desta quinta-feira, 30 de abril, com a sensação de que o tabuleiro potiguar se moveu em direções opostas: do avanço estrutural ao retrocesso da transparência.

    Para a nossa seção Vazante, filtramos os quatro fatos que realmente definiram o dia no Rio Grande do Norte.


    O apagão da transparência: emendas que não têm dono

    O TCE-RN soltou um relatório indigesto: nenhum ente federado no estado cumpre as normas do STF para a transparência das emendas parlamentares. O monitoramento mostra que, por aqui, o dinheiro público ainda viaja por caminhos pouco iluminados, ignorando as exigências de rastreabilidade que a Suprema Corte impôs. No Rio Grande do Norte, a “caixa-preta” das emendas parlamentares resiste ao tempo e ao Direito. Na prática, o TCE revelou que prefeituras e órgãos estaduais ainda não se adequaram às regras de transparência do STF. O resultado é um labirinto onde o contribuinte sabe que pagou, mas não vê quem mandou.

    A decolagem da Zurich no Aeroporto Internacional Aluizio Alves: R$ 50 Milhões na pista

    André Lima, gerente do Aeroporto Internacional de Natal, celebrou os dois anos da gestão Zurich com números robustos: R$ 50 milhões investidos e um crescimento de 12% na movimentação. O terminal, que já foi motivo de incertezas jurídicas e relicitações dramáticas, parece finalmente ter encontrado o seu plano de voo, com aumento na malha aérea e melhoria nos indicadores de qualidade, o terminal de São Gonçalo do Amarante tenta apagar as memórias turbulentas da gestão anterior. Vamos torcer para que a qualidade se eleve, e que a Zurich demonstre que nosso aeroporto pode ser mais do que um belo galpão distante: pode ser, de fato, a nossa porta de entrada… e não apenas de saída.

    Refinaria Clara Camarão anuncia reajuste da gasolina e o bolso do trabalhador fica mais pesado no seu feriado

    A refinaria Clara Camarão, operada pela Brava Energia, anunciou um aumento salgado: a gasolina subiu R$ 0,25 e o diesel também acompanhou o ritmo. Com o litro da gasolina A passando de R$ 3,77 para R$ 4,02 na refinaria, o efeito cascata nos postos de Natal é inevitável e imediato. Essa alta deve chegar rapidamente às bombas. O reajuste ocorre justamente no momento em que o preço internacional do petróleo pressiona as refinarias privadas no Brasil. Presente de grego para o feriadão do trabalhador. É a privatização mostrando seu rosto pragmático, em que o lucro flutua com o dólar, mas o motorista potiguar afunda o pé no freio da economia doméstica.

    Renascimento no Idema: primeiro concurso em 40 anos finalmente convoca aprovados

    O Governo do RN iniciou hoje a convocação dos 180 aprovados no primeiro concurso público da história do Idema. O órgão, vital para o licenciamento ambiental e o desenvolvimento econômico, operava há décadas com um quadro defasado, contando agora com sangue novo para tentar destravar a burocracia ambiental. A medida promete dar celeridade a projetos represados e oxigenar uma estrutura técnica que sobrevivia à base de cargos temporários.

    Governo perde na pauta da dosimetria, mas a derrota é principalmente de narrativa

    O Congresso Nacional não apenas derrubou o veto de Lula ao projeto da dosimetria, como o fez com placares elásticos: 49 a 24 no Senado. A medida, que beneficia condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, é uma demonstração de força da oposição e do Centrão. Ao derrubar o veto à lei que recalcula penas para crimes contra o Estado, o Congresso sinalizou que a pauta de “pacificação” ou “revisão” do 8 de janeiro tem vida própria. Parece que Lula perdeu o controle da narrativa penal no parlamento. O que significa que a “dosimetria” do poder mudou. Enquanto o governo tenta manter o isolamento político da direita, o Congresso responde abrindo as celas legislativas. Foi menos uma discussão jurídica e mais um ensaio geral para 2026, onde os vetos presidenciais viraram papel de rascunho.


    A seção Vazante se despede por aqui. O feriado chega com alertas de chuva e tanques mais caros, mas com a esperança de que, entre tretas legislativas e brigas de torcidas políticas, a gente aprenda a cuidar melhor do que é nosso.

    Boa noite, bom feriado e até a próxima edição de O Potengi! O Expresso e o Vazante darão uma pausa no feriadão, mas as matérias seguem sendo atualizadas de acordo com os impactos do que rola por aí. O último a sair apaga a luz.


  • Prefeitura de São Gonçalo articula ações para garantir o Selo UNICEF 2025-2028

    Representantes de secretarias municipais de São Gonçalo do Amarante participam de reuniões para discutir as metas necessárias à habilitação do município ao Selo UNICEF.

    O reconhecimento busca fortalecer e ampliar políticas públicas voltadas a crianças, adolescentes e povos indígenas, com foco em áreas como educação, saúde, proteção e participação social.

    São representantes das pastas da Saúde, Educação, Esporte, Assistência Social e Cultura, além do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica) e do Núcleo de Cidadania de Adolescentes (Nuca).

    A convocação para os encontros são feitos pela comissão intersetorial, responsável por coordenar as iniciativas e alinhar as diretrizes para o cumprimento das metas estabelecidas.

    Segundo a mobilizadora Ariane de Moura, o objetivo não é apenas criar novas iniciativas, mas mapear e monitorar, de forma rigorosa, o trabalho já desenvolvido pelas secretarias. “Queremos garantir que as crianças participem e tenham voz nesse processo”, afirmou.

    “Com o Selo UNICEF, São Gonçalo recupera seu prestígio e fortalece as políticas públicas voltadas à infância e à juventude, além de povos originários e comunidades quilombolas”, destacou a articuladora municipal, Admskelly Rolim.

    A partir de agora, com as metas definidas, a comissão iniciará a inserção das informações em plataforma do UNICEF, além da realização de reuniões periódicas para acompanhamento e avaliação dos resultados.


  • Professores de Natal fazem paralisação de 24 horas por reajuste. Pausa na educação, e a política entra em cena. Estão no direito; quem ensina também negocia.

    Leia o restante em Agora RN.


  • Dívida pública brasileira atinge 80,1% do PIB, sendo o maior nível desde 2021. O Estado gasta, o mercado reage, e o cidadão… paga a conta silenciosamente.

    Leia o restante em CNN Brasil


  • Drones russos atingem Odessa e deixam feridos. Ataques contínuos expõem o impasse da guerra: ninguém vence, mas todos continuam jogando.

    Leia o restante em CNN Brasil.


  • Ataques de Israel deixam mortos no Líbano. É a nova escalada no conflito, com 9 mortos (incluindo crianças). Já não há limites, só mesmo a repetição trágica

    Leia o restante em CNN Mundo (em inglês)


  • Congresso analisa veto de Lula sobre redução de penas e a disputa política esquenta: veto pode beneficiar condenados por atos golpistas — e até Bolsonaro. É um jogo de forças pesadas.

    Leia sobre isso em G1.


  • “Apocalipse” de Medvedev e a queda de Messias no expediente; no RN, a conversa é sobre habitação e a terceira via

    No estado, o dia é marcado pela tentativa da capital de equilibrar o bem-estar social com a saúde fiscal, enquanto as peças para a sucessão estadual começam a se mover no tabuleiro eleitoral. Já para além das fronteiras de Ponta Negra, o mundo lida com o fantasma da guerra e o Brasil encara uma derrota histórica no Legislativo que redesenha a relação entre os Poderes.

    Dignidade sob o teto natalense

    A Prefeitura do Natal anuncia a entrega de mais de mil moradias, focando na população em vulnerabilidade. É uma política habitacional que, além de reduzir o déficit, atua como um bálsamo social. Resta saber se o cimento das casas será forte o suficiente para sustentar também o capital político da gestão em ano decisivo.

    O reajuste do funcionalismo: Trata-se de uma questão de contas ou contos?

    O envio do projeto de reajuste de 4,44% para os servidores municipais à Câmara de Natal é o clássico exercício de equilibrismo fiscal. Retroativo a março, o índice tenta aplacar a fúria inflacionária sem implodir o orçamento. Para o servidor, é o “quase lá”; para a prefeitura, é a conta possível.

    O “fator Allyson” e a tal da terceira via potiguar, liderada pelo interior

    O apoio declarado do vereador Cláudio Custódio ao ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, sinaliza que a “fadiga da polarização” não é apenas um discurso, mas uma estratégia de migração. O interior avança sobre a capital, e o cenário para o Governo do Estado em 2026 ganha contornos de uma insurgência contra o tradicionalismo.

    E não deu para o Messias: parece que outubro já é agora, e o Senado mostra os dentes

    A rejeição de Jorge Messias para o STF — a primeira em 132 anos — é mais que um revés pessoal para o AGU; é um xeque-mate institucional no Planalto. O Senado deixou de ser um carimbador para se tornar um filtro ideológico. Lula sentiu o peso de um Congresso que não aceita mais apenas “indicações de confiança”. Veremos os próximos capítulos; trata-se de nova fase na República.

    Alquimia chinesa: eletricidade sim, mas com fumaça zero

    Enquanto o mundo queima, pesquisadores de Shenzhen criaram uma célula de combustível que converte carvão em energia sem combustão ou emissão de CO2. Se a tecnologia escalar, a China pode transformar o vilão do clima em herói da transição. É a ciência provando que, às vezes, o problema é o método, não o material.

    O apocalipse como retórica: A ameaça de Medvedev

    Dmitry Medvedev elevou o tom para o “apocalipse nuclear”, tratando o fim dos tempos como uma variável estatística real. Em Moscou, a paz é lida como um intervalo entre guerras mundiais. Se do lado do Trump reina a diplomacia do call center, ali nas hostes russas se sustenta a diplomacia do medo, onde a destruição mútua assegurada deixou de ser um conceito de Guerra Fria para virar um post diário.


    Nota do editor: O expediente está aberto. Entre reajustes locais e ameaças globais, o segredo é manter o café quente e a análise fria. No Rio Grande do Norte, o cimento e o voto caminham juntos; no mundo, o petróleo e o átomo disputam quem dita o próximo século.


  • O Acordo Mercosul-União Europeia (finalmente) entra em cena. E o Rio Grande do Norte com isso?

    Agora está fechado: nesta sexta-feira, 1º de maio, entra em vigor o acordo que zera as tarifas de 80% das exportações brasileiras para a Europa. Para o Rio Grande do Norte, o maior exportador de frutas do país, o impacto é direto na balança comercial e no agronegócio de Mossoró ao Vale do Assu.. O Brasil ganha fôlego ao ver suas exportações desembarcarem no Velho Continente sem o peso dos impostos. É a promessa de um novo ciclo para o agro, se a logística brasileira não boicotar o próprio lucro. O que resta saber é se seremos parceiros de fato ou apenas o pomar predileto de um bloco que, entre um discurso ambiental e outro, não abre mão de proteger seus próprios agricultores. O livre mercado é lindo, até alguém mencionar subsídios.


    O equilíbrio fino de Jorge Messias, entre a toga e o Senado

    O advogado-geral da União enfrentou hoje a sabatina na CCJ para uma vaga no STF. Em um movimento milimetricamente calculado para seduzir a bancada conservadora, Messias declarou-se “totalmente contra o aborto” e pregou o “aperfeiçoamento” institucional da Corte, tentando suavizar a imagem de um Supremo que muitas vezes parece legislar. Ele soube vestir o figurino de magistrado técnico para acalmar os ânimos do Senado. Entre juras de amor à Constituição e acenos à pauta de costumes, o indicado de Lula buscou convencer de que a toga não tem cor partidária. O discurso foca no fortalecimento da segurança jurídica e na autocrítica institucional. Isso nos permite escrever como em Brasília a verdade é uma construção semântica. Messias operou a “metamorfose ambulante” necessária para atravessar o corredor polonês do Senado. O caminho para o Olimpo Judiciário exige mais diplomacia do que doutrina.


    O ultimato à UNICAT: a saúde potiguar sob intervenção judicial

    No cenário local, a Justiça potiguar deu 90 dias para o Governo do RN regularizar a Unicat. A decisão é um soco no estômago da gestão estadual, expondo falhas estruturais graves e a falta crônica de medicamentos que atinge diretamente a população que mais depende do Estado para sobreviver. Será que eh três meses dá para consertar o que o tempo e a gestão degradaram, como teto caindo, prrateleiras vazias? A decisão exige a reposição imediata de medicamentos e reformas urgentes, sob pena de multas que o erário potiguar não pode pagar. No RN, funciona assim: gasta-se mais tempo em tribunais explicando a falta de remédios do que organizando a logística para comprá-los…


    O guardião da moeda sob cerco: Jerome Powell e a independência do Fed

    Jerome Powell não escondeu o desconforto com os ataques diretos do Executivo americano à autonomia do Federal Reserve (o equivalente ao Banco Central dos EUA). Enquanto Washington tenta pautar os juros pelo Twitter ou por ligações intempestivas, o xerife do dólar reafirmou que a independência da instituição é o que separa a economia real da alucinação populista.

    O Estreito de Ormuz no viva-voz: Donald Trump e o persistente bloqueio Iraniano

    Donald Trump elevou a voltagem geopolítica ao rejeitar a proposta de paz iraniana, mantendo o bloqueio naval até obter garantias nucleares absolutas. Com o pragmatismo de um CEO, ele agora conduz a crise “por telefone” para evitar voos longos, enquanto o mercado de petróleo observa o gargalo de Ormuz com apreensão. Ok, essa linha ele até reduz o custo das milhas, mas eleva o preço da paz, transformando a segurança global em uma negociação de call center de luxo.


    O expediente formal se encerra aqui no Potengi, mas a análise continua nas entrelinhas. Amanhã, o Senado decide se o Messias da AGU se torna o Ministro do Supremo e o mercado mundial digerirá se o “viva-voz” de Trump é blefe ou estratégia. Novidades de última hora, confira no radar!

    Bom descanso, Natal. Amanhã cedo o café estará fresco e as notícias, provavelmente, ainda mais quentes. Até o nosso Expresso matinal, às 6h!





Jesus de Ritinha de Miúdo