Jesus de Ritinha de Miúdo

  • Rogério Marinho tem caminho aberto à presidência do Senado

    Temos dito, desde o ano passado, que a principal ambição de Rogério Marinho não era o governo do Rio Grande do Norte. Seu projeto era outro: a presidência do Senado. O resultado das urnas reforça essa leitura.

    Secretário-geral do PL desde 16 de julho de 2024, Rogério abriu mão da pré-candidatura ao governo potiguar em janeiro deste ano para assumir a coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Também participou da articulação das candidaturas do partido ao Senado pelo país. Na minha avaliação, foi um dos principais responsáveis pelo avanço da legenda na Casa nesta eleição.

    A ambição já foi admitida publicamente. Em entrevista à Veja, publicada em 27 de setembro, Rogério se apresentou como pré-candidato ao comando do Senado, embora tenha reconhecido que o nome a ser defendido pelo grupo poderia ser outro.

    Na próxima legislatura, o PL terá 28 dos 81 senadores, como mostramos na reportagem sobre a distribuição partidária das cadeiras. Quando incluímos os aliados de outras legendas, o campo bolsonarista chega a 53 nomes, segundo o mapeamento dos apoios a Bolsonaro e Lula feito por O Potengi.

    É uma maioria folgada no Senado que se forma a partir de 1º de fevereiro de 2027. Os 53 alinhamentos não significam 53 votos já assegurados a Rogério: a eleição da Mesa Diretora ainda depende de candidaturas, acordos e escolhas dos senadores. Mas a dimensão desse campo, somada ao papel que ele desempenhou na organização do PL, abre um caminho politicamente muito favorável.

    Rogério Marinho sovou e assou o pão que será servido na eleição da próxima Mesa Diretora da Casa. Minha aposta é esta: só não será presidente se não quiser.


  • Campo bolsonarista reúne 53 dos 81 nomes do próximo Senado; Lula tem 27

    O campo político ligado a Jair e Flávio Bolsonaro reúne 53 dos 81 nomes previstos para o Senado a partir de 2027, enquanto o grupo alinhado ao presidente Lula soma 27. Alessandro Vieira (MDB-SE) ocupa a cadeira restante, com posição independente em relação aos dois polos. O quadro considera os 54 eleitos no domingo (4) e as 27 cadeiras cujos mandatos continuam até 2031.

    A composição dá ao bolsonarismo uma presença que vai além das 28 cadeiras do PL. O partido concentra o maior contingente desse campo, que também inclui integrantes de PP, Republicanos, União Brasil, Novo, MDB, PSD, PSDB e Podemos, além de Romário, atualmente sem partido.

    Lula, por sua vez, conta com aliados fora do PT. Os nove senadores do PT se somam a representantes de PSB, PDT, Rede, MDB, PSD, PP e União Brasil. Os dois campos chegam à próxima legislatura com parlamentares de trajetórias distintas e diferentes graus de proximidade com as lideranças presidenciais.

    Como os apoios atravessam os partidos

    Entre os 54 eleitos neste ano, 35 estão no campo bolsonarista, 18 no de Lula e um mantém posição independente. Nas cadeiras que continuam, o quadro é de 18 nomes ligados a Bolsonaro e nove a Lula, já consideradas as substituições previstas após a eleição de senadores para governos estaduais.

    Partido Campo Bolsonaro Campo Lula Posição independente
    PL 28 0 0
    PT 0 9 0
    MDB 2 5 1
    PP 5 1 0
    União Brasil 4 2 0
    PSD 1 4 0
    Republicanos 5 0 0
    PSB 0 4 0
    Novo 3 0 0
    Podemos 2 0 0
    PSDB 2 0 0
    PDT 0 1 0
    Rede 0 1 0
    Sem partido 1 0 0
    Total 53 27 1

    No campo de Lula, os aliados de outras legendas incluem Eduardo Braga, Renan Filho, Helder Barbalho, Veneziano Vital do Rêgo e Marcelo Castro, do MDB; Omar Aziz, Otto Alencar, Júlio César e Jussara Lima, do PSD; André Fufuca, do PP; e Chicão e Davi Alcolumbre, do União Brasil.

    Do lado bolsonarista, a relação inclui os cinco representantes do Republicanos e os três do Novo. No PP, estão Arthur Lira, Tereza Cristina, Dr. Hiran, Laércio Oliveira e Guilherme Derrite. No União Brasil, Gracinha Caiado, Mauro Mendes, Luís Felipe Cunha e Dorinha integram esse campo. Marina JHC e Plínio Valério, do PSDB, e Rayssa Furlan e Styvenson Valentim, do Podemos, também entram na composição.

    No RN, dois com Bolsonaro e uma com Lula

    A representação potiguar estará dividida: Samanda de Lula (PT) integra o campo de Lula; Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (Podemos), o de Bolsonaro. Samanda e Styvenson foram eleitos no domingo. Marinho permanece no mandato que termina em 2031.

    Alianças estaduais não unificam a escolha presidencial

    No Maranhão, André Fufuca e Lahesio Bonfim (Novo) foram eleitos na mesma chapa estadual, mas apoiam candidatos diferentes à Presidência. Fufuca, que foi ministro do Esporte, mantém o apoio a Lula. Lahesio declarou que fará campanha por Flávio no segundo turno, conforme relatou o Jornal Pequeno.

    A divisão também aparece dentro das legendas. Enquanto Fufuca apoia Lula, Arthur Lira participou do anúncio de adesão da federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, à candidatura de Flávio, na terça-feira (6). A participação de Lira foi registrada pelo Metrópoles.

    Davi Alcolumbre segue outra direção dentro do União Brasil. Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o presidente do Senado disse a interlocutores que manterá sua aliança com Lula. Já Gracinha Caiado declarou apoio a Flávio em ato realizado em Goiás na terça-feira, conforme o Mais Goiás.

    Alessandro Vieira, por sua vez, reafirmou sua independência após a reeleição em Sergipe. Em entrevista à Rádio Senado, avaliou que os dois candidatos à Presidência não são os que melhor representam o país.

    Maioria política terá de se traduzir em votos

    A dimensão dos campos ajuda a entender as negociações para a presidência do Senado e a relação da Casa com o próximo governo. O alinhamento na eleição presidencial, porém, não significa compromisso de votar da mesma forma em todos os projetos ou indicações. A formação de maiorias continuará dependendo das posições de cada parlamentar e dos acordos feitos em torno de cada decisão.

    A composição também poderá mudar antes da posse. Alan Rick, Omar Aziz e Dorinha disputam governos no segundo turno. Se vencerem, suas cadeiras passarão aos suplentes. Mudanças de partido e convocações para ministérios também podem alterar o quadro.


  • PL terá mais de um terço do novo Senado; confira a distribuição das 81 cadeiras

    O PL deverá ocupar 28 das 81 cadeiras do Senado a partir de fevereiro de 2027, o equivalente a 34,6% do total — mais de um terço da Casa. O partido elegeu 19 senadores em 4 de outubro. A conta para a próxima legislatura reúne esses eleitos e os mandatos que continuam até 2031, consideradas as substituições dos senadores eleitos governadores. Agência Senado

    O novo Senado terá representantes de 13 partidos, além de Romário, do Rio de Janeiro, atualmente sem filiação. Os números ainda podem mudar com o segundo turno dos governos estaduais, o retorno de titulares licenciados e eventuais mudanças partidárias antes da posse. Senado Notícias

    No Rio Grande do Norte, a representação será formada por Styvenson Valentim (Podemos), Samanda de Lula (PT) e Rogério Marinho (PL). Styvenson e Samanda foram eleitos no domingo; Marinho tem mandato até janeiro de 2031. Resultado do TSE, Senado Federal

    Como ficam as bancadas

    Senado previsto para 2027: PL 28; PT 9; MDB 8; PP e União Brasil 6 cada; PSD e Republicanos 5 cada; PSB 4; Novo 3; Podemos e PSDB 2 cada; PDT, Rede e sem partido 1 cada. Total: 81 cadeiras, sendo 54 eleitos em 2026 e 27 mandatos em curso. Dados de 06/10/2026.
    Composição partidária prevista para fevereiro de 2027; os dados consideram as substituições em Minas Gerais e Paraná. Foto: Gráfico: O Potengi. Fontes: TSE e Senado Federal.

    As urnas definiram 54 cadeiras, duas por estado e pelo Distrito Federal. Outras 27 não estavam em disputa. Entre os eleitos, 14 renovaram seus mandatos e 40 ocuparão vagas hoje pertencentes a outros senadores. Os novos mandatos começam em 1º de fevereiro de 2027 e terminam em janeiro de 2035. Agência Senado

    Os mandatos até 2031 são contabilizados com os ocupantes previstos após as substituições em Minas Gerais e no Paraná. PP e União Brasil aparecem separados, como bancadas partidárias, embora integrem a federação União Progressista. Fontes: TSE, Senado Federal e Agência Senado.

    Quem ocupa as 81 cadeiras

    O quadro reúne os dois eleitos de cada unidade da Federação e a cadeira cujo mandato termina em 2031. Para Minas Gerais e Paraná, já indica os primeiros suplentes que deverão assumir quando os titulares, eleitos governadores, deixarem o Senado.

    Estado/DF Eleitos em 2026 — mandato até 2035 Cadeira com mandato até 2031
    Acre Mara Rocha (Republicanos); Marcio Bittar (PL) Alan Rick (Republicanos)
    Alagoas Arthur Lira (PP); Marina JHC (PSDB) Renan Filho (MDB)
    Amapá Lucas Barreto (PSD); Rayssa Furlan (Podemos) Davi Alcolumbre (União Brasil)
    Amazonas Eduardo Braga (MDB); Plínio Valério (PSDB) Omar Aziz (PSD)
    Bahia Jaques Wagner (PT); Rui Costa (PT) Otto Alencar (PSD)
    Ceará Cid Gomes (PSB); Luizianne Lins (Rede) Camilo Santana (PT)
    Distrito Federal Bia Kicis (PL); Michelle Bolsonaro (PL) Damares Alves (Republicanos)
    Espírito Santo Evair de Melo (Republicanos); Renato Casagrande (PSB) Magno Malta (PL)
    Goiás Gracinha Caiado (União Brasil); Gustavo Gayer (PL) Wilder Morais (PL)
    Maranhão André Fufuca (PP); Lahesio Bonfim (Novo) Ana Paula Lobato (PSB)
    Mato Grosso Mauro Mendes (União Brasil); Zé Medeiros (PL) Wellington Fagundes (PL)
    Mato Grosso do Sul Capitão Contar (PL); Reinaldo Azambuja (PL) Tereza Cristina (PP)
    Minas Gerais Domingos Sávio (PL); Marília Campos (PT) Alex Diniz (PL)
    Pará Chicão (União Brasil); Helder Barbalho (MDB) Beto Faro (PT)
    Paraíba João Azevêdo (PSB); Veneziano Vital do Rêgo (MDB) Efraim Filho (PL)
    Paraná Deltan Dallagnol (Novo); Filipe Barros (PL) Luís Felipe Cunha (União Brasil)
    Pernambuco Humberto Costa (PT); Marília Arraes (PDT) Teresa Leitão (PT)
    Piauí Júlio César (PSD); Marcelo Castro (MDB) Jussara Lima (PSD)
    Rio de Janeiro Carlos Jordy (PL); Carlos Portinho (PL) Romário (Sem partido)
    Rio Grande do Norte Samanda de Lula (PT); Styvenson Valentim (Podemos) Rogério Marinho (PL)
    Rio Grande do Sul Marcel Van Hattem (Novo); Ubiratan Sanderson (PL) Hamilton Mourão (Republicanos)
    Rondônia Bruno Scheid (PL); Fernando Máximo (PL) Jaime Bagattoli (PL)
    Roraima Nicoletti (PL); Teresa Surita (MDB) Dr. Hiran (PP)
    Santa Catarina Carlos Bolsonaro (PL); Carol de Toni (PL) Jorge Seif (PL)
    São Paulo André do Prado (PL); Guilherme Derrite (PP) Astronauta Marcos Pontes (PL)
    Sergipe Alessandro Vieira (MDB); Rogério Carvalho (PT) Laércio Oliveira (PP)
    Tocantins Alexandre Guimarães (MDB); Eduardo Gomes (PL) Professora Dorinha Seabra (União Brasil)

    Fontes: resultados do TSE, lista dos eleitos da Agência Senado e cadastro de senadores em exercício. Em Minas Gerais e Paraná, a indicação dos suplentes é prospectiva. No Maranhão, Lourdinha Pereira substitui temporariamente Ana Paula Lobato, ambas do PSB; o quadro considera o retorno da titular.

    O segundo turno ainda pode mudar ocupantes

    Cleitinho e Sergio Moro foram eleitos governadores de Minas Gerais e Paraná. A projeção considera a entrada de Alex Diniz (PL) e Luís Felipe Cunha (União Brasil), respectivamente, nas cadeiras com mandato até 2031.

    Outros três senadores disputam governos no segundo turno: Alan Rick, no Acre; Omar Aziz, no Amazonas; e Professora Dorinha, no Tocantins. Se vencerem e deixarem o Senado, as cadeiras passarão aos suplentes. No Piauí, Jussara Lima, do PSD, exerce o mandato do ministro Wellington Dias, do PT; um retorno dele também mudaria a distribuição partidária. Agência Senado

    No Paraná, Deltan Dallagnol aparece entre os eleitos, mas a candidatura envolve recurso. A Agência Senado informou, em 4 de outubro, que o indeferimento monocrático do registro foi suspenso até análise pelo plenário do TSE. Sua inclusão no quadro acompanha o resultado eleitoral e não significa encerramento da discussão judicial. Agência Senado

    O próximo marco eleitoral é o segundo turno, em 25 de outubro. A composição que efetivamente tomará posse em fevereiro dependerá também das substituições e dos atos partidários e judiciais até lá.


  • Nossa pesquisa não captou a força de Cadu de Lula nas urnas

    A última pesquisa Media/O Potengi para o governo do Rio Grande do Norte subestimou a votação de Cadu de Lula e não antecipou sua presença no segundo turno. O candidato do PT recebeu 36,16% no resultado final divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contra os 26,0% dos votos válidos que publicamos no sábado (3). A diferença foi de 10,16 pontos percentuais.

    O levantamento indicava Allyson na liderança, com 40,7%, seguido por Álvaro Dias, com 32,6%. Nas urnas, Allyson terminou com 36,94% e disputará o segundo turno com Cadu. Álvaro ficou em terceiro, com 26,71%. A pesquisa apontou corretamente a liderança de Allyson e um cenário de segundo turno, mas a composição da disputa final foi diferente daquela apresentada em nossa divulgação.

    Reconhecer essa distância faz parte da responsabilidade de quem contrata, publica e interpreta pesquisas. O Potengi mantém parceria com o Instituto Media e deve aos leitores uma comparação clara entre os números divulgados e o resultado da eleição.

    Cadu ficou 10,2 pontos acima da pesquisa

    Na pesquisa estimulada que divulgamos em 3 de outubro, os nomes dos candidatos eram apresentados aos entrevistados. Sobre as 2.000 entrevistas, Allyson tinha 34,7%, Álvaro 27,7% e Cadu 22,1%. Esses percentuais incluíam na base as respostas de indecisos e de branco ou nulo.

    Para comparar com a votação nominal, usamos os percentuais em votos válidos publicados na ocasião: 40,7%, 32,6% e 26,0%, respectivamente. Comparar diretamente os 22,1% de Cadu sobre todas as entrevistas com os 36,16% do TSE ampliaria artificialmente a distância.

    Candidato Media — válidos Resultado do TSE Resultado menos pesquisa
    Allyson 40,7% 36,94% −3,76 p.p.
    Cadu de Lula 26,0% 36,16% +10,16 p.p.
    Álvaro Dias 32,6% 26,71% −5,89 p.p.

    As diferenças de Allyson e Álvaro foram menores que a de Cadu, mas seus resultados também ficaram fora das faixas estimadas de ±2,4 pontos que acompanhavam nossa divulgação em votos válidos. Cadu, cuja faixa ia de 23,6% a 28,4%, terminou 7,76 pontos acima daquele limite superior.

    Com 100% das seções totalizadas, Allyson recebeu 733.809 votos e Cadu, 718.300 — uma diferença de 15.509 votos. Álvaro somou 530.580.

    Vários levantamentos colocavam Allyson mais perto de 50%

    O Media não foi o único a superestimar Allyson. Em votos válidos, Exatus indicava aproximadamente 47,6%; Perfil, 47,4%; e Seta, 46,3%. Os 40,7% do Media ficaram mais próximos dos 36,94% das urnas que as estimativas desses três levantamentos.

    Isso não significa que nossa pesquisa tenha sido a mais próxima em todos os aspectos. Para Allyson, a Quaest divulgou 37%, e a conversão dos percentuais do IP Sensus resulta em cerca de 36,7%. Para Cadu, sete dos oito outros levantamentos ficaram mais próximos da votação final que o Media; os menores desvios foram os de Affare, AtlasIntel e Quaest.

    O quadro reúne a última rodada localizada de cada instituto entre as divulgações da semana anterior ao primeiro turno, com dados suficientes para comparar a estimulada em votos válidos. Os períodos de campo variam e estão indicados. A ordem é alfabética, sem classificação geral de qualidade dos institutos.

    Instituto Campo Allyson Cadu Álvaro
    TSE — resultado 04/10 36,9% 36,2% 26,7%
    Affare * 26/09 a 28/09 31,7% 34,3% 30,1%
    AtlasIntel 23/09 a 28/09 28,8% 39,5% 29,0%
    Consult 24/09 a 26/09 43,5% 26,5% 29,4%
    Exatus * 28/09 a 30/09 47,6% 26,9% 24,5%
    IP Sensus * 23/09 a 27/09 36,7% 24,8% 32,8%
    Media/O Potengi 27/09 a 01/10 40,7% 26,0% 32,6%
    Perfil 26/09 a 29/09 47,4% 26,9% 24,1%
    Quaest 02/10 a 03/10 37,0% 32,0% 29,0%
    Seta 27/09 a 30/09 46,3% 27,6% 24,3%

    * Exatus, Affare e IP Sensus: votos válidos aproximados calculados por O Potengi a partir dos percentuais nominais publicados. Nos demais, foram usados os votos válidos divulgados. Valores do quadro arredondados a uma casa decimal; os três candidatos não foram recalculados para somar 100%.

    A comparação mostra diferenças relevantes entre as pesquisas. Alguns levantamentos captaram um Cadu mais competitivo; outros concentraram em Allyson uma votação que não se confirmou. As datas de campo, as formas de coleta e os critérios de projeção também diferem. A distância até as urnas, isoladamente, não permite concluir qual instituto tem melhor desempenho em todas as eleições.

    Como cada levantamento estimou os três candidatos

    Estimativas em votos válidos para Allyson. TSE: 36,94%. Affare: 31,7%; AtlasIntel: 28,8%; Consult: 43,5%; Exatus: 47,6%; IP Sensus: 36,7%; Media/O Potengi: 40,7%; Perfil: 47,4%; Quaest: 37,0%; Seta: 46,3%.
    Estimativas para Allyson comparadas ao resultado final. A linha tracejada marca o percentual do TSE. Asterisco identifica conversão do jornal; datas de campo estão na tabela. Foto: Gráfico: O Potengi. Fontes: pesquisas citadas e TSE.
    Estimativas em votos válidos para Cadu de Lula. TSE: 36,16%. Affare: 34,3%; AtlasIntel: 39,5%; Consult: 26,5%; Exatus: 26,9%; IP Sensus: 24,8%; Media/O Potengi: 26,0%; Perfil: 26,9%; Quaest: 32,0%; Seta: 27,6%.
    Estimativas para Cadu de Lula comparadas ao resultado final. A linha tracejada marca o percentual do TSE. Asterisco identifica conversão do jornal; datas de campo estão na tabela. Foto: Gráfico: O Potengi. Fontes: pesquisas citadas e TSE.
    Estimativas em votos válidos para Álvaro Dias. TSE: 26,71%. Affare: 30,1%; AtlasIntel: 29,0%; Consult: 29,4%; Exatus: 24,5%; IP Sensus: 32,8%; Media/O Potengi: 32,6%; Perfil: 24,1%; Quaest: 29,0%; Seta: 24,3%.
    Estimativas para Álvaro Dias comparadas ao resultado final. A linha tracejada marca o percentual do TSE. Asterisco identifica conversão do jornal; datas de campo estão na tabela. Foto: Gráfico: O Potengi. Fontes: pesquisas citadas e TSE.

    Os gráficos usam a mesma escala percentual e uma linha para marcar o resultado oficial de cada candidato. O destaque do Media facilita localizar nossa pesquisa entre as nove rodadas comparadas.

    A distância média entre os três principais candidatos

    Distância absoluta média em pontos percentuais, considerando Allyson, Cadu e Álvaro: Quaest: 2,17; Affare: 3,46; AtlasIntel: 4,59; IP Sensus: 5,90; Consult: 6,31; Media/O Potengi: 6,60; Seta: 6,74; Exatus: 7,40; Perfil: 7,43. Comparação descritiva de rodadas com datas e métodos distintos.
    Média das distâncias absolutas entre pesquisa e resultado, em pontos percentuais, para Allyson, Cadu e Álvaro. O indicador descreve estas rodadas; não mede a qualidade geral de cada instituto. Foto: Gráfico: O Potengi. Fontes: pesquisas citadas e TSE.

    Para resumir o conjunto, calculamos a média das distâncias entre pesquisa e urna para Allyson, Cadu e Álvaro, sempre em pontos percentuais. Uma estimativa acima do resultado não compensa outra abaixo: usamos o tamanho de cada diferença, sem o sinal.

    Neste recorte, a Quaest apresentou a menor distância média, de 2,17 pontos, seguida por Affare, com 3,46, e AtlasIntel, com 4,59. O Media registrou 6,60 pontos, a sexta menor distância entre os nove levantamentos. A maior proximidade de nossa estimativa para Allyson, em comparação com vários concorrentes, não compensou a distância para Cadu.

    O indicador descreve estas rodadas e estes três candidatos. Não avalia sozinho a qualidade geral dos institutos nem demonstra diferenças estatisticamente significativas entre eles. Pequenas distâncias, como a que separa Exatus e Perfil neste cálculo, não justificam conclusões de superioridade.

    A diferença não revela quando o eleitor decidiu

    O campo do Media terminou em 1º de outubro, três dias antes da votação. Decisões posteriores podem alterar o quadro, assim como diferenças entre quem responde à pesquisa e quem efetivamente comparece às urnas. A comparação com o resultado, porém, não demonstra que toda a diferença tenha surgido nesses três dias.

    Também não permite afirmar que determinados eleitores migraram de Álvaro para Cadu ou que os indecisos se concentraram em um candidato. Para explicar as causas, é necessário examinar mais do que os percentuais finais. A margem de erro amostral não cobre automaticamente todas essas possibilidades nem funciona como garantia do resultado de uma eleição futura.

    Nossa parceria com o Media e o compromisso com o leitor

    O Potengi é parceiro e contratante de pesquisas do Instituto Media, que já apresentou números próximos das urnas, como na eleição suplementar de Ouro Branco, realizada em 17 de maio deste ano: o levantamento do instituto, conforme divulgação de Marcos Dantas, mostrava Amariudo com 50,8%. O resultado informado pelo TSE foi de 50,22%, uma distância de 0,58 ponto percentual.

    Essa proximidade em outra disputa não apaga a diferença observada agora no governo do RN. A parceria exige que reconheçamos tanto os resultados próximos quanto os que se distanciam da votação. Cabe ao jornal responder pela maneira como apresenta e analisa os levantamentos que leva ao público.

    Seguiremos buscando aperfeiçoar, com o Media, as informações oferecidas aos leitores e nosso trabalho de análise da política potiguar. Isso inclui apresentar os limites das pesquisas, confrontar suas estimativas com os resultados e evitar que cenários sejam tratados como desfechos garantidos.


  • Robério Paulino deve voltar à Câmara de Natal após eleição de Thabatta Pimenta

    <p>Robério Paulino (PSOL) deve voltar à Câmara Municipal de Natal com a saída de Thabatta Pimenta, eleita deputada federal domingo (4). Ele é o primeiro suplente da Federação PSOL-Rede, pela qual a vereadora disputou a eleição municipal de 2024, e está na primeira posição para ocupar a vaga quando ela for aberta.</p> <p>Na disputa municipal, Robério recebeu 3.481 votos e não conseguiu renovar o mandato. A eleição de Thabatta para a Câmara dos Deputados cria a possibilidade de retorno ao Legislativo da capital, onde ele atuou na legislatura de 2021 a 2024.</p> <p>A mudança depende da saída formal da vereadora, seguida da convocação e da posse do suplente. O resultado eleitoral não altera imediatamente a composição da Câmara de Natal. O mandato federal começa em 2027; a atual legislatura municipal prossegue até o fim de 2028.</p> <p>Professor do Instituto de Políticas Públicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Robério é graduado em Economia pela Universidade de São Paulo e tem pós-doutorado pela SOAS, da Universidade de Londres, de acordo com sua <a href=”https://www.cmnat.rn.gov.br/vereadores/52″>biografia mantida pela Câmara Municipal</a>.</p> <p>No mandato anterior, atuou em debates sobre educação, transporte e meio ambiente. Em 2024, ocupou a vice-presidência da Comissão de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Inovação. Também participou das discussões sobre a oferta de ônibus na cidade e da fiscalização das linhas retiradas de circulação.</p> <p>Em maio de 2022, integrou o grupo de trabalho criado pela Comissão de Transportes para acompanhar a chamada pública destinada a empresas interessadas em operar linhas devolvidas. A iniciativa reuniu vereadores, representantes comunitários e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana.</p> <p>Na área ambiental, seu nome está associado ao Arboriza Natal, projeto de produção e distribuição de mudas vinculado à UFRN. A Prefeitura registra a participação do programa em ações conjuntas de plantio na capital, com o objetivo de ampliar a cobertura vegetal.</p> <p>A volta ao plenário recolocaria na Câmara um parlamentar com atuação anterior nessas áreas, enquanto Thabatta passaria a representar o estado em Brasília. A sucessão observa a chapa que concorreu ao pleito municipal de 2024, e não a composição partidária da disputa federal de 2026.</p>


  • Carlos Silvestre tem caminho aberto à Câmara de Natal com eleição de Samanda e Daniel Valença

    <p>O professor Carlos Silvestre (PT) está na linha de sucessão para assumir uma cadeira na Câmara Municipal de Natal após a eleição de Samanda Alves para o Senado e de Daniel Valença para a Assembleia Legislativa. Segundo suplente da Federação Brasil da Esperança, ele passa a ter espaço para convocação com a abertura das duas vagas da chapa.</p> <p>Silvestre recebeu 2.793 votos na eleição municipal de 2024. À sua frente na suplência está Júlia Arruda, do PCdoB. A federação, que reúne PT, PCdoB e PV, elegeu quatro vereadores naquele pleito: Daniel Valença, Brisa Bracchi, Herberth Sena e Samanda Alves.</p> <p>As substituições dependem da saída dos titulares e dos atos de convocação e posse na Câmara. A vitória nas urnas domingo (4) não afasta imediatamente os vereadores de suas funções municipais. Os novos mandatos para o Senado e para a Assembleia começam em 2027.</p> <p>A trajetória de Carlos Silvestre está ligada à assessoria sindical e à organização dos trabalhadores. A CUT-RN o apresentou, após a eleição de 2024, como assessor do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Rio Grande do Norte, o Sintro-RN, e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística, a CNTTL.</p> <p>A confederação também registra sua participação em reuniões da direção nacional desde 2015, na condição de assessor. Essa atuação aproxima sua trajetória política de temas que fazem parte das atribuições municipais, como o transporte coletivo e as condições de prestação dos serviços públicos.</p> <p><a href=”https://saibamais.jor.br/2024/09/merepresenta-carlos-silvestre-defende-luta-sindical-e-direitos-dos-trabalhadores/”>Em entrevista ao portal Saiba Mais durante a campanha de 2024</a>, Silvestre defendeu a ampliação do acesso a creches, a adoção da tarifa zero nos ônibus e a participação popular nas decisões do mandato. São propostas apresentadas por ele naquela disputa, quando concorreu à Câmara pelo PT.</p> <p>O suplente já foi convocado para uma atuação específica no Legislativo. Em novembro de 2025, um ato da Presidência o chamou para participar de uma sessão sobre o mandato de Brisa Bracchi. A convocação era restrita àquela deliberação.</p> <p>Com duas saídas previstas na bancada, o cenário agora é de ocupação de uma cadeira para o restante da legislatura municipal, que termina em 2028, após os procedimentos formais de substituição.</p>


  • Eleição de Samanda e Daniel Valença abre caminho para Júlia Arruda voltar à Câmara de Natal

    <p>Júlia Arruda (PCdoB) está na primeira posição para ocupar uma das vagas que serão abertas na Câmara Municipal de Natal com as saídas de Samanda Alves, eleita senadora, e Daniel Valença, eleito deputado estadual. Os dois vereadores chegaram ao Legislativo municipal pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, a mesma chapa de Júlia na eleição de 2024.</p> <p>A ex-vereadora recebeu 5.180 votos naquele pleito e ficou na primeira suplência. Carlos Silvestre, do PT, é o segundo da lista. As duas posições ganham importância com a eleição de dois integrantes da bancada para outros cargos, cujos mandatos começam em 2027.</p> <p>A substituição não acontece com a divulgação do resultado eleitoral. Depende da abertura das vagas e da convocação pela Câmara. Para exercer o mandato, Júlia precisará deixar o cargo no Executivo: ela voltou ao comando da Secretaria Estadual das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, a Semjidh, em 2025.</p> <p>Publicitária, Júlia foi eleita vereadora pela primeira vez em 2008 e exerceu quatro mandatos consecutivos. Sua atuação no Legislativo incluiu a defesa dos direitos das mulheres, das crianças e adolescentes e das pessoas com deficiência. Em 2024, <a href=”https://www.cmnat.rn.gov.br/noticias/3352/vereadores-de-natal-definem-composio-das-comisses-permanentes-para-2024″>foi vice-presidente da comissão voltada às pessoas com deficiência</a> e integrou o colegiado de direitos humanos.</p> <p>Entre as atividades registradas pela Câmara estão debates sobre atendimento a pessoas autistas e acompanhamento de políticas de acessibilidade. Em 2019, quando presidia a comissão da área, conduziu uma reunião com familiares, profissionais de saúde e representantes de instituições sobre os desafios do atendimento e a efetivação de direitos.</p> <p>Júlia já alternou funções nos dois poderes. Em abril de 2022, reassumiu a cadeira de vereadora depois de nove meses licenciada para atuar na Semjidh. Ao final de 2024, deixou a Câmara sem obter a reeleição.</p> <p>Agora, a eleição de Samanda e Daniel Valença cria uma nova possibilidade de retorno. A ordem de suplência é a da federação que disputou a eleição municipal, e a composição definitiva da bancada dependerá das convocações e da posse dos substitutos.</p>


  • Eleição de vereadores abre caminho para Felipe Alves voltar à Câmara de Natal

    <p>Felipe Alves é o primeiro nome na fila de suplentes do União Brasil para ocupar uma das vagas que serão abertas na Câmara de Natal com a saída de Nina Souza, Robson Carvalho e Camila Araújo, eleitos domingo (4). À frente da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), ele precisará deixar o cargo no Executivo para voltar a exercer o mandato de vereador.</p> <p>Os três parlamentares foram eleitos vereadores pela chapa do União Brasil em 2024. Nina conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados; Robson e Camila foram eleitos para a Assembleia Legislativa. A substituição na Câmara Municipal ocorrerá com a saída dos titulares, sem mudança imediata na composição da Casa apenas pelo resultado das urnas.</p> <p>Felipe recebeu 4.502 votos na <a href=”https://resultados.tse.jus.br/oficial/ele2024/619/dados/rn/rn17612-c0013-e000619-u.json”>eleição municipal de 2024</a> e ficou na primeira suplência. Ele chegou a tomar posse nesta legislatura, em 3 de janeiro de 2025, durante a licença de Nina para comandar a Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social. Na ocasião, a própria Câmara informou que sua passagem seria curta, pois ele assumiria a Semsur.</p> <p>Quatro dias depois, Chagas Catarino foi empossado em razão dos afastamentos de Nina e Felipe. Em setembro deste ano, Alves continuava à frente dos Serviços Urbanos e participou de uma reunião da Prefeitura com representantes dos feirantes da capital.</p> <p>Advogado, Felipe foi eleito vereador pela primeira vez em 2012 e exerceu três mandatos consecutivos antes de ficar na suplência em 2024. Sua passagem pelo Legislativo inclui a segunda secretaria da Mesa Diretora empossada em 2023 e a representação da Câmara no Conselho Municipal de Turismo.</p> <p>A nova configuração abre a possibilidade de retorno ao plenário, mas o exercício da cadeira dependerá da convocação e de sua situação na Prefeitura. Se permanecer licenciado para atuar no Executivo, a substituição seguirá a ordem dos suplentes.</p>


  • Chagas Catarino deve ocupar vaga definitiva na Câmara de Natal após eleição de três vereadores

    <p>Chagas Catarino deve ocupar uma das vagas definitivas que serão abertas na Câmara de Natal com a saída de Nina Souza, Robson Carvalho e Camila Araújo, eleitos para o Congresso e a Assembleia Legislativa domingo (4). Segundo suplente da chapa do União Brasil na <a href=”https://resultados.tse.jus.br/oficial/ele2024/619/dados/rn/rn17612-c0013-e000619-u.json”>eleição municipal de 2024</a>, ele está entre os três primeiros nomes na ordem de substituição.</p> <p>Chagas obteve 4.346 votos em 2024, atrás do primeiro suplente, Felipe Alves, que recebeu 4.502. O terceiro é Albert Dickson, com 3.750 votos. Os três titulares que deixarão a Câmara concorreram pelo União Brasil na eleição que definiu a atual legislatura.</p> <p>Os novos mandatos começam em 2027. A sucessão não ocorre imediatamente após a votação. As cadeiras serão preenchidas quando houver a saída dos vereadores para assumir os novos mandatos e a convocação dos suplentes pela Câmara.</p> <p>Para Chagas, a movimentação dá continuidade a uma trajetória no Legislativo iniciada com a eleição de 2008. Natural de Pedro Avelino, ele voltou a ser empossado em 7 de janeiro de 2025, após os afastamentos de Nina Souza e Felipe Alves para secretarias da Prefeitura. A Câmara registrou aquela posse como o início de sua participação na quinta legislatura consecutiva.</p> <p>Sua atuação recente inclui propostas nas áreas de saúde e inovação. Em março de 2026, os vereadores aprovaram em segunda discussão um projeto de sua autoria para criar um laboratório de inovação urbana voltado a soluções tecnológicas para Natal. Naquele momento, o texto seguiu para análise do Executivo.</p> <p>Chagas também apresentou o projeto de lei 96/2026, que propõe um programa municipal de telemedicina para ampliar o acesso a consultas e atendimentos remotos. A matéria recebeu parecer na Comissão de Finanças em setembro.</p> <p>Com a abertura das vagas definitivas, sua presença na Casa deixará de depender exclusivamente de licenças temporárias dos vereadores eleitos em 2024, observados os atos de convocação e posse.</p>


  • Albert Dickson deve voltar à Câmara de Natal após passagem de oito anos pela Assembleia

    <p>Albert Dickson deve voltar à Câmara de Natal com a saída de três vereadores eleitos domingo (4) para novos mandatos. Terceiro suplente da chapa do União Brasil na <a href=”https://resultados.tse.jus.br/oficial/ele2024/619/dados/rn/rn17612-c0013-e000619-u.json”>eleição municipal de 2024</a>, o ex-deputado estadual está na ordem de convocação das vagas que serão abertas por Nina Souza, Robson Carvalho e Camila Araújo.</p> <p>Nina foi eleita deputada federal, enquanto Robson e Camila conquistaram cadeiras na Assembleia Legislativa. Os três haviam sido eleitos vereadores pelo União Brasil em 2024. Albert recebeu 3.750 votos naquele pleito e ficou atrás de Felipe Alves, com 4.502, e Chagas Catarino, com 4.346, entre os suplentes da chapa.</p> <p>Os novos mandatos começam em 2027. O retorno depende da saída dos titulares dos mandatos municipais e da convocação pela Câmara. O resultado da eleição, por si só, não altera imediatamente a composição do plenário.</p> <p>Médico oftalmologista, Albert já exerceu dois mandatos de vereador em Natal e presidiu a Casa no biênio 2013-2014. Depois, passou à Assembleia Legislativa, onde integrou as legislaturas de 2015 a 2018 e de 2019 a 2022, segundo os registros do Memorial do Legislativo estadual.</p> <p>Na Assembleia, também presidiu a Comissão de Constituição e Justiça. Sua trajetória parlamentar tem ligação com pautas de saúde: a biografia institucional registra iniciativas sobre prevenção de doenças, cuidados com a visão e atendimento à população.</p> <p>A condição de suplente já levou a Câmara a convocá-lo neste ano para uma participação específica. Em janeiro, um ato da Presidência publicado no Diário Oficial chamou Albert para substituir Matheus Faustino exclusivamente em uma votação na qual o titular estava impedido. Aquela convocação não correspondia à abertura de uma vaga permanente.</p> <p>Agora, a eleição de três integrantes da chapa municipal de 2024 cria uma perspectiva de retorno regular ao Legislativo natalense. A nova etapa será formalizada pelos atos de saída dos titulares e de preenchimento das cadeiras.</p>





Jesus de Ritinha de Miúdo





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