Jesus de Ritinha de Miúdo
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Nossa pesquisa não captou a força de Cadu de Lula nas urnas
A última pesquisa Media/O Potengi para o governo do Rio Grande do Norte subestimou a votação de Cadu de Lula e não antecipou sua presença no segundo turno. O candidato do PT recebeu 36,16% no resultado final divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contra os 26,0% dos votos válidos que publicamos no sábado (3). A diferença foi de 10,16 pontos percentuais.
O levantamento indicava Allyson na liderança, com 40,7%, seguido por Álvaro Dias, com 32,6%. Nas urnas, Allyson terminou com 36,94% e disputará o segundo turno com Cadu. Álvaro ficou em terceiro, com 26,71%. A pesquisa apontou corretamente a liderança de Allyson e um cenário de segundo turno, mas a composição da disputa final foi diferente daquela apresentada em nossa divulgação.
Reconhecer essa distância faz parte da responsabilidade de quem contrata, publica e interpreta pesquisas. O Potengi mantém parceria com o Instituto Media e deve aos leitores uma comparação clara entre os números divulgados e o resultado da eleição.
Cadu ficou 10,2 pontos acima da pesquisa
Na pesquisa estimulada que divulgamos em 3 de outubro, os nomes dos candidatos eram apresentados aos entrevistados. Sobre as 2.000 entrevistas, Allyson tinha 34,7%, Álvaro 27,7% e Cadu 22,1%. Esses percentuais incluíam na base as respostas de indecisos e de branco ou nulo.
Para comparar com a votação nominal, usamos os percentuais em votos válidos publicados na ocasião: 40,7%, 32,6% e 26,0%, respectivamente. Comparar diretamente os 22,1% de Cadu sobre todas as entrevistas com os 36,16% do TSE ampliaria artificialmente a distância.
Candidato Media — válidos Resultado do TSE Resultado menos pesquisa Allyson 40,7% 36,94% −3,76 p.p. Cadu de Lula 26,0% 36,16% +10,16 p.p. Álvaro Dias 32,6% 26,71% −5,89 p.p. As diferenças de Allyson e Álvaro foram menores que a de Cadu, mas seus resultados também ficaram fora das faixas estimadas de ±2,4 pontos que acompanhavam nossa divulgação em votos válidos. Cadu, cuja faixa ia de 23,6% a 28,4%, terminou 7,76 pontos acima daquele limite superior.
Com 100% das seções totalizadas, Allyson recebeu 733.809 votos e Cadu, 718.300 — uma diferença de 15.509 votos. Álvaro somou 530.580.
Vários levantamentos colocavam Allyson mais perto de 50%
O Media não foi o único a superestimar Allyson. Em votos válidos, Exatus indicava aproximadamente 47,6%; Perfil, 47,4%; e Seta, 46,3%. Os 40,7% do Media ficaram mais próximos dos 36,94% das urnas que as estimativas desses três levantamentos.
Isso não significa que nossa pesquisa tenha sido a mais próxima em todos os aspectos. Para Allyson, a Quaest divulgou 37%, e a conversão dos percentuais do IP Sensus resulta em cerca de 36,7%. Para Cadu, sete dos oito outros levantamentos ficaram mais próximos da votação final que o Media; os menores desvios foram os de Affare, AtlasIntel e Quaest.
O quadro reúne a última rodada localizada de cada instituto entre as divulgações da semana anterior ao primeiro turno, com dados suficientes para comparar a estimulada em votos válidos. Os períodos de campo variam e estão indicados. A ordem é alfabética, sem classificação geral de qualidade dos institutos.
Instituto Campo Allyson Cadu Álvaro TSE — resultado 04/10 36,9% 36,2% 26,7% Affare * 26/09 a 28/09 31,7% 34,3% 30,1% AtlasIntel 23/09 a 28/09 28,8% 39,5% 29,0% Consult 24/09 a 26/09 43,5% 26,5% 29,4% Exatus * 28/09 a 30/09 47,6% 26,9% 24,5% IP Sensus * 23/09 a 27/09 36,7% 24,8% 32,8% Media/O Potengi 27/09 a 01/10 40,7% 26,0% 32,6% Perfil 26/09 a 29/09 47,4% 26,9% 24,1% Quaest 02/10 a 03/10 37,0% 32,0% 29,0% Seta 27/09 a 30/09 46,3% 27,6% 24,3% * Exatus, Affare e IP Sensus: votos válidos aproximados calculados por O Potengi a partir dos percentuais nominais publicados. Nos demais, foram usados os votos válidos divulgados. Valores do quadro arredondados a uma casa decimal; os três candidatos não foram recalculados para somar 100%.
A comparação mostra diferenças relevantes entre as pesquisas. Alguns levantamentos captaram um Cadu mais competitivo; outros concentraram em Allyson uma votação que não se confirmou. As datas de campo, as formas de coleta e os critérios de projeção também diferem. A distância até as urnas, isoladamente, não permite concluir qual instituto tem melhor desempenho em todas as eleições.
Como cada levantamento estimou os três candidatos

Estimativas para Allyson comparadas ao resultado final. A linha tracejada marca o percentual do TSE. Asterisco identifica conversão do jornal; datas de campo estão na tabela. Foto: Gráfico: O Potengi. Fontes: pesquisas citadas e TSE. 
Estimativas para Cadu de Lula comparadas ao resultado final. A linha tracejada marca o percentual do TSE. Asterisco identifica conversão do jornal; datas de campo estão na tabela. Foto: Gráfico: O Potengi. Fontes: pesquisas citadas e TSE. 
Estimativas para Álvaro Dias comparadas ao resultado final. A linha tracejada marca o percentual do TSE. Asterisco identifica conversão do jornal; datas de campo estão na tabela. Foto: Gráfico: O Potengi. Fontes: pesquisas citadas e TSE. Os gráficos usam a mesma escala percentual e uma linha para marcar o resultado oficial de cada candidato. O destaque do Media facilita localizar nossa pesquisa entre as nove rodadas comparadas.
A distância média entre os três principais candidatos

Média das distâncias absolutas entre pesquisa e resultado, em pontos percentuais, para Allyson, Cadu e Álvaro. O indicador descreve estas rodadas; não mede a qualidade geral de cada instituto. Foto: Gráfico: O Potengi. Fontes: pesquisas citadas e TSE. Para resumir o conjunto, calculamos a média das distâncias entre pesquisa e urna para Allyson, Cadu e Álvaro, sempre em pontos percentuais. Uma estimativa acima do resultado não compensa outra abaixo: usamos o tamanho de cada diferença, sem o sinal.
Neste recorte, a Quaest apresentou a menor distância média, de 2,17 pontos, seguida por Affare, com 3,46, e AtlasIntel, com 4,59. O Media registrou 6,60 pontos, a sexta menor distância entre os nove levantamentos. A maior proximidade de nossa estimativa para Allyson, em comparação com vários concorrentes, não compensou a distância para Cadu.
O indicador descreve estas rodadas e estes três candidatos. Não avalia sozinho a qualidade geral dos institutos nem demonstra diferenças estatisticamente significativas entre eles. Pequenas distâncias, como a que separa Exatus e Perfil neste cálculo, não justificam conclusões de superioridade.
A diferença não revela quando o eleitor decidiu
O campo do Media terminou em 1º de outubro, três dias antes da votação. Decisões posteriores podem alterar o quadro, assim como diferenças entre quem responde à pesquisa e quem efetivamente comparece às urnas. A comparação com o resultado, porém, não demonstra que toda a diferença tenha surgido nesses três dias.
Também não permite afirmar que determinados eleitores migraram de Álvaro para Cadu ou que os indecisos se concentraram em um candidato. Para explicar as causas, é necessário examinar mais do que os percentuais finais. A margem de erro amostral não cobre automaticamente todas essas possibilidades nem funciona como garantia do resultado de uma eleição futura.
Nossa parceria com o Media e o compromisso com o leitor
O Potengi é parceiro e contratante de pesquisas do Instituto Media, que já apresentou números próximos das urnas, como na eleição suplementar de Ouro Branco, realizada em 17 de maio deste ano: o levantamento do instituto, conforme divulgação de Marcos Dantas, mostrava Amariudo com 50,8%. O resultado informado pelo TSE foi de 50,22%, uma distância de 0,58 ponto percentual.
Essa proximidade em outra disputa não apaga a diferença observada agora no governo do RN. A parceria exige que reconheçamos tanto os resultados próximos quanto os que se distanciam da votação. Cabe ao jornal responder pela maneira como apresenta e analisa os levantamentos que leva ao público.
Seguiremos buscando aperfeiçoar, com o Media, as informações oferecidas aos leitores e nosso trabalho de análise da política potiguar. Isso inclui apresentar os limites das pesquisas, confrontar suas estimativas com os resultados e evitar que cenários sejam tratados como desfechos garantidos.
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Robério Paulino deve voltar à Câmara de Natal após eleição de Thabatta Pimenta
<p>Robério Paulino (PSOL) deve voltar à Câmara Municipal de Natal com a saída de Thabatta Pimenta, eleita deputada federal domingo (4). Ele é o primeiro suplente da Federação PSOL-Rede, pela qual a vereadora disputou a eleição municipal de 2024, e está na primeira posição para ocupar a vaga quando ela for aberta.</p> <p>Na disputa municipal, Robério recebeu 3.481 votos e não conseguiu renovar o mandato. A eleição de Thabatta para a Câmara dos Deputados cria a possibilidade de retorno ao Legislativo da capital, onde ele atuou na legislatura de 2021 a 2024.</p> <p>A mudança depende da saída formal da vereadora, seguida da convocação e da posse do suplente. O resultado eleitoral não altera imediatamente a composição da Câmara de Natal. O mandato federal começa em 2027; a atual legislatura municipal prossegue até o fim de 2028.</p> <p>Professor do Instituto de Políticas Públicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Robério é graduado em Economia pela Universidade de São Paulo e tem pós-doutorado pela SOAS, da Universidade de Londres, de acordo com sua <a href=”https://www.cmnat.rn.gov.br/vereadores/52″>biografia mantida pela Câmara Municipal</a>.</p> <p>No mandato anterior, atuou em debates sobre educação, transporte e meio ambiente. Em 2024, ocupou a vice-presidência da Comissão de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Inovação. Também participou das discussões sobre a oferta de ônibus na cidade e da fiscalização das linhas retiradas de circulação.</p> <p>Em maio de 2022, integrou o grupo de trabalho criado pela Comissão de Transportes para acompanhar a chamada pública destinada a empresas interessadas em operar linhas devolvidas. A iniciativa reuniu vereadores, representantes comunitários e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana.</p> <p>Na área ambiental, seu nome está associado ao Arboriza Natal, projeto de produção e distribuição de mudas vinculado à UFRN. A Prefeitura registra a participação do programa em ações conjuntas de plantio na capital, com o objetivo de ampliar a cobertura vegetal.</p> <p>A volta ao plenário recolocaria na Câmara um parlamentar com atuação anterior nessas áreas, enquanto Thabatta passaria a representar o estado em Brasília. A sucessão observa a chapa que concorreu ao pleito municipal de 2024, e não a composição partidária da disputa federal de 2026.</p>
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Carlos Silvestre tem caminho aberto à Câmara de Natal com eleição de Samanda e Daniel Valença
<p>O professor Carlos Silvestre (PT) está na linha de sucessão para assumir uma cadeira na Câmara Municipal de Natal após a eleição de Samanda Alves para o Senado e de Daniel Valença para a Assembleia Legislativa. Segundo suplente da Federação Brasil da Esperança, ele passa a ter espaço para convocação com a abertura das duas vagas da chapa.</p> <p>Silvestre recebeu 2.793 votos na eleição municipal de 2024. À sua frente na suplência está Júlia Arruda, do PCdoB. A federação, que reúne PT, PCdoB e PV, elegeu quatro vereadores naquele pleito: Daniel Valença, Brisa Bracchi, Herberth Sena e Samanda Alves.</p> <p>As substituições dependem da saída dos titulares e dos atos de convocação e posse na Câmara. A vitória nas urnas domingo (4) não afasta imediatamente os vereadores de suas funções municipais. Os novos mandatos para o Senado e para a Assembleia começam em 2027.</p> <p>A trajetória de Carlos Silvestre está ligada à assessoria sindical e à organização dos trabalhadores. A CUT-RN o apresentou, após a eleição de 2024, como assessor do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Rio Grande do Norte, o Sintro-RN, e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística, a CNTTL.</p> <p>A confederação também registra sua participação em reuniões da direção nacional desde 2015, na condição de assessor. Essa atuação aproxima sua trajetória política de temas que fazem parte das atribuições municipais, como o transporte coletivo e as condições de prestação dos serviços públicos.</p> <p><a href=”https://saibamais.jor.br/2024/09/merepresenta-carlos-silvestre-defende-luta-sindical-e-direitos-dos-trabalhadores/”>Em entrevista ao portal Saiba Mais durante a campanha de 2024</a>, Silvestre defendeu a ampliação do acesso a creches, a adoção da tarifa zero nos ônibus e a participação popular nas decisões do mandato. São propostas apresentadas por ele naquela disputa, quando concorreu à Câmara pelo PT.</p> <p>O suplente já foi convocado para uma atuação específica no Legislativo. Em novembro de 2025, um ato da Presidência o chamou para participar de uma sessão sobre o mandato de Brisa Bracchi. A convocação era restrita àquela deliberação.</p> <p>Com duas saídas previstas na bancada, o cenário agora é de ocupação de uma cadeira para o restante da legislatura municipal, que termina em 2028, após os procedimentos formais de substituição.</p>
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Eleição de Samanda e Daniel Valença abre caminho para Júlia Arruda voltar à Câmara de Natal
<p>Júlia Arruda (PCdoB) está na primeira posição para ocupar uma das vagas que serão abertas na Câmara Municipal de Natal com as saídas de Samanda Alves, eleita senadora, e Daniel Valença, eleito deputado estadual. Os dois vereadores chegaram ao Legislativo municipal pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, a mesma chapa de Júlia na eleição de 2024.</p> <p>A ex-vereadora recebeu 5.180 votos naquele pleito e ficou na primeira suplência. Carlos Silvestre, do PT, é o segundo da lista. As duas posições ganham importância com a eleição de dois integrantes da bancada para outros cargos, cujos mandatos começam em 2027.</p> <p>A substituição não acontece com a divulgação do resultado eleitoral. Depende da abertura das vagas e da convocação pela Câmara. Para exercer o mandato, Júlia precisará deixar o cargo no Executivo: ela voltou ao comando da Secretaria Estadual das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, a Semjidh, em 2025.</p> <p>Publicitária, Júlia foi eleita vereadora pela primeira vez em 2008 e exerceu quatro mandatos consecutivos. Sua atuação no Legislativo incluiu a defesa dos direitos das mulheres, das crianças e adolescentes e das pessoas com deficiência. Em 2024, <a href=”https://www.cmnat.rn.gov.br/noticias/3352/vereadores-de-natal-definem-composio-das-comisses-permanentes-para-2024″>foi vice-presidente da comissão voltada às pessoas com deficiência</a> e integrou o colegiado de direitos humanos.</p> <p>Entre as atividades registradas pela Câmara estão debates sobre atendimento a pessoas autistas e acompanhamento de políticas de acessibilidade. Em 2019, quando presidia a comissão da área, conduziu uma reunião com familiares, profissionais de saúde e representantes de instituições sobre os desafios do atendimento e a efetivação de direitos.</p> <p>Júlia já alternou funções nos dois poderes. Em abril de 2022, reassumiu a cadeira de vereadora depois de nove meses licenciada para atuar na Semjidh. Ao final de 2024, deixou a Câmara sem obter a reeleição.</p> <p>Agora, a eleição de Samanda e Daniel Valença cria uma nova possibilidade de retorno. A ordem de suplência é a da federação que disputou a eleição municipal, e a composição definitiva da bancada dependerá das convocações e da posse dos substitutos.</p>
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Eleição de vereadores abre caminho para Felipe Alves voltar à Câmara de Natal
<p>Felipe Alves é o primeiro nome na fila de suplentes do União Brasil para ocupar uma das vagas que serão abertas na Câmara de Natal com a saída de Nina Souza, Robson Carvalho e Camila Araújo, eleitos domingo (4). À frente da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), ele precisará deixar o cargo no Executivo para voltar a exercer o mandato de vereador.</p> <p>Os três parlamentares foram eleitos vereadores pela chapa do União Brasil em 2024. Nina conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados; Robson e Camila foram eleitos para a Assembleia Legislativa. A substituição na Câmara Municipal ocorrerá com a saída dos titulares, sem mudança imediata na composição da Casa apenas pelo resultado das urnas.</p> <p>Felipe recebeu 4.502 votos na <a href=”https://resultados.tse.jus.br/oficial/ele2024/619/dados/rn/rn17612-c0013-e000619-u.json”>eleição municipal de 2024</a> e ficou na primeira suplência. Ele chegou a tomar posse nesta legislatura, em 3 de janeiro de 2025, durante a licença de Nina para comandar a Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social. Na ocasião, a própria Câmara informou que sua passagem seria curta, pois ele assumiria a Semsur.</p> <p>Quatro dias depois, Chagas Catarino foi empossado em razão dos afastamentos de Nina e Felipe. Em setembro deste ano, Alves continuava à frente dos Serviços Urbanos e participou de uma reunião da Prefeitura com representantes dos feirantes da capital.</p> <p>Advogado, Felipe foi eleito vereador pela primeira vez em 2012 e exerceu três mandatos consecutivos antes de ficar na suplência em 2024. Sua passagem pelo Legislativo inclui a segunda secretaria da Mesa Diretora empossada em 2023 e a representação da Câmara no Conselho Municipal de Turismo.</p> <p>A nova configuração abre a possibilidade de retorno ao plenário, mas o exercício da cadeira dependerá da convocação e de sua situação na Prefeitura. Se permanecer licenciado para atuar no Executivo, a substituição seguirá a ordem dos suplentes.</p>
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Chagas Catarino deve ocupar vaga definitiva na Câmara de Natal após eleição de três vereadores
<p>Chagas Catarino deve ocupar uma das vagas definitivas que serão abertas na Câmara de Natal com a saída de Nina Souza, Robson Carvalho e Camila Araújo, eleitos para o Congresso e a Assembleia Legislativa domingo (4). Segundo suplente da chapa do União Brasil na <a href=”https://resultados.tse.jus.br/oficial/ele2024/619/dados/rn/rn17612-c0013-e000619-u.json”>eleição municipal de 2024</a>, ele está entre os três primeiros nomes na ordem de substituição.</p> <p>Chagas obteve 4.346 votos em 2024, atrás do primeiro suplente, Felipe Alves, que recebeu 4.502. O terceiro é Albert Dickson, com 3.750 votos. Os três titulares que deixarão a Câmara concorreram pelo União Brasil na eleição que definiu a atual legislatura.</p> <p>Os novos mandatos começam em 2027. A sucessão não ocorre imediatamente após a votação. As cadeiras serão preenchidas quando houver a saída dos vereadores para assumir os novos mandatos e a convocação dos suplentes pela Câmara.</p> <p>Para Chagas, a movimentação dá continuidade a uma trajetória no Legislativo iniciada com a eleição de 2008. Natural de Pedro Avelino, ele voltou a ser empossado em 7 de janeiro de 2025, após os afastamentos de Nina Souza e Felipe Alves para secretarias da Prefeitura. A Câmara registrou aquela posse como o início de sua participação na quinta legislatura consecutiva.</p> <p>Sua atuação recente inclui propostas nas áreas de saúde e inovação. Em março de 2026, os vereadores aprovaram em segunda discussão um projeto de sua autoria para criar um laboratório de inovação urbana voltado a soluções tecnológicas para Natal. Naquele momento, o texto seguiu para análise do Executivo.</p> <p>Chagas também apresentou o projeto de lei 96/2026, que propõe um programa municipal de telemedicina para ampliar o acesso a consultas e atendimentos remotos. A matéria recebeu parecer na Comissão de Finanças em setembro.</p> <p>Com a abertura das vagas definitivas, sua presença na Casa deixará de depender exclusivamente de licenças temporárias dos vereadores eleitos em 2024, observados os atos de convocação e posse.</p>
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Albert Dickson deve voltar à Câmara de Natal após passagem de oito anos pela Assembleia
<p>Albert Dickson deve voltar à Câmara de Natal com a saída de três vereadores eleitos domingo (4) para novos mandatos. Terceiro suplente da chapa do União Brasil na <a href=”https://resultados.tse.jus.br/oficial/ele2024/619/dados/rn/rn17612-c0013-e000619-u.json”>eleição municipal de 2024</a>, o ex-deputado estadual está na ordem de convocação das vagas que serão abertas por Nina Souza, Robson Carvalho e Camila Araújo.</p> <p>Nina foi eleita deputada federal, enquanto Robson e Camila conquistaram cadeiras na Assembleia Legislativa. Os três haviam sido eleitos vereadores pelo União Brasil em 2024. Albert recebeu 3.750 votos naquele pleito e ficou atrás de Felipe Alves, com 4.502, e Chagas Catarino, com 4.346, entre os suplentes da chapa.</p> <p>Os novos mandatos começam em 2027. O retorno depende da saída dos titulares dos mandatos municipais e da convocação pela Câmara. O resultado da eleição, por si só, não altera imediatamente a composição do plenário.</p> <p>Médico oftalmologista, Albert já exerceu dois mandatos de vereador em Natal e presidiu a Casa no biênio 2013-2014. Depois, passou à Assembleia Legislativa, onde integrou as legislaturas de 2015 a 2018 e de 2019 a 2022, segundo os registros do Memorial do Legislativo estadual.</p> <p>Na Assembleia, também presidiu a Comissão de Constituição e Justiça. Sua trajetória parlamentar tem ligação com pautas de saúde: a biografia institucional registra iniciativas sobre prevenção de doenças, cuidados com a visão e atendimento à população.</p> <p>A condição de suplente já levou a Câmara a convocá-lo neste ano para uma participação específica. Em janeiro, um ato da Presidência publicado no Diário Oficial chamou Albert para substituir Matheus Faustino exclusivamente em uma votação na qual o titular estava impedido. Aquela convocação não correspondia à abertura de uma vaga permanente.</p> <p>Agora, a eleição de três integrantes da chapa municipal de 2024 cria uma perspectiva de retorno regular ao Legislativo natalense. A nova etapa será formalizada pelos atos de saída dos titulares e de preenchimento das cadeiras.</p>
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Styvenson e Samanda são eleitos para o Senado pelo RN
Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda Alves (PT) foram eleitos para as duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado. O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo (4). Os mandatos terão duração de oito anos.
Segundo o TSE, na atualização das 23h02, com 100% das seções totalizadas, Styvenson somava 1.055.000 votos e Samanda, 635.924. Os dois apareciam com a situação de eleitos no resultado oficial.
Samanda conquista a segunda vaga
Samanda ficou à frente de Zenaide Maia (PSD), que tinha 630.159 votos, e de Coronel Hélio (PL), com 620.354. A diferença entre Samanda e Zenaide na atualização era de 5.765 votos.
Duas vagas por estado
Nesta eleição, cada eleitor pôde votar em dois candidatos ao Senado. São renovadas 54 das 81 cadeiras da Casa, duas por estado e pelo Distrito Federal. A disputa para senador termina no primeiro turno.
Styvenson e Samanda ocuparão as duas vagas em disputa na representação de três senadores do Rio Grande do Norte.
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral, atualização das 23h02, com 100% das seções totalizadas.
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Com 99,04% apurados, veja os 24 estaduais na composição da Assembleia
Com 99,04% das seções totalizadas, a apuração aponta os 24 nomes que compõem a nova Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Entre os destaques está Robson Carvalho (União Brasil), um dos fenômenos da eleição: na parcial das 21h04, ele somava 69.268 votos e aparecia em terceiro lugar, atrás de Coronel Azevedo (PL) e Ezequiel Ferreira (PSDB).
A composição resulta das vagas distribuídas entre partidos e federações e da votação dos candidatos dentro de cada chapa. A contagem seguia em andamento, e os números apresentados abaixo correspondem à atualização das 21h04 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Robson mais que dobra votação de 2022
Os 69.268 votos já representavam um aumento de 42.659 em relação aos 26.609 obtidos por Robson na eleição estadual de 2022, quando ficou como primeiro suplente. O crescimento era de 160,3%, antes mesmo do encerramento da apuração. A votação anterior e a condição de suplente constam de registro do Tribunal Regional Eleitoral do RN.
A comparação é entre duas disputas para o mesmo cargo. Em 2026, o desempenho coloca Robson entre os nomes de maior votação para a Assembleia.
Azevedo é o primeiro a superar 100 mil votos
Coronel Azevedo (PL) tornou-se o primeiro candidato a deputado estadual a ultrapassar 100 mil votos na história do Rio Grande do Norte. Segundo o TSE, na parcial das 21h04, ele somava 104.864 votos e liderava a disputa.
O recorde anterior era de 88.265 votos recebidos por Wendel Lagartixa nas urnas em 2022, conforme registro da imprensa à época. Lagartixa teve o registro de candidatura indeferido e não foi diplomado.
Os 24 nomes da Assembleia
Segundo os dados do TSE, na parcial das 21h04, com 99,04% das seções totalizadas, a composição era a seguinte, em ordem de votação:
- Coronel Azevedo (PL) — 104.864 votos.
- Ezequiel (PSDB) — 71.655 votos.
- Robson Carvalho (União Brasil) — 69.268 votos.
- Julio Cesar (PP) — 65.879 votos.
- Kleber Rodrigues (PP) — 64.121 votos.
- Francisco do PT (PT) — 62.524 votos.
- Kaline de Dr. Bernardo (PV) — 61.861 votos.
- Cinthia de Allyson (União Brasil) — 61.481 votos.
- Isolda Dantas (PT) — 59.905 votos.
- Divaneide Basílio (PT) — 59.356 votos.
- Neilton Diógenes (PP) — 57.246 votos.
- Dr. Gustavo Soares (PSDB) — 53.382 votos.
- Dr. Kerginaldo (PL) — 53.328 votos.
- Daniel Valença (PT) — 51.870 votos.
- Nelter Queiroz (PP) — 51.349 votos.
- Tomba Farias (PL) — 49.837 votos.
- Cristiane Dantas (PSDB) — 49.263 votos.
- Gustavo Carvalho (PL) — 49.147 votos.
- Bibiano (MDB) — 48.599 votos.
- Eudiane Macedo (PV) — 47.672 votos.
- Ivanilson Oliveira (PV) — 46.747 votos.
- Luíz Eduardo (PL) — 38.657 votos.
- Adjuto Dias (PL) — 37.847 votos.
- Camila Araújo (PL) — 31.203 votos.
PL e Federação Brasil da Esperança têm sete vagas cada
A distribuição de cadeiras informada pelo TSE reservava sete vagas ao PL e sete à Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). A União Progressista (União Brasil e PP) tinha seis; a Federação PSDB/Cidadania, três; e o MDB, uma.
Os votos ainda estavam sendo totalizados. A relação apresenta a composição com base nas vagas por chapa e nas votações da parcial indicada; naquele horário, o TSE ainda não assinalava nominalmente os eleitos.
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral.
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Por 32 votos, João Maia supera Robinson Faria e conquista a última vaga do RN na Câmara
João Maia (PP) conquistou a última vaga do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados por uma diferença de 32 votos sobre Robinson Faria, também do PP. Com 100% das seções totalizadas, João terminou com 123.040 votos, contra 123.008 de Robinson, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O resultado das 23h02 deste domingo (4) confirmou os oito deputados federais eleitos pelo estado. João Maia ficou com a segunda cadeira da Federação União Progressista, que também elegeu Benes Leocádio (União Brasil). Robinson aparece como suplente.
Nina é um dos fenômenos da eleição federal
Nina Souza (PL) foi um dos fenômenos da eleição para a Câmara dos Deputados no RN. Com 185.248 votos, conquistou a segunda maior votação do estado e a primeira de seu partido, atrás apenas de Natália Bonavides (PT), que recebeu 215.509 votos.
Vereadora de Natal e ex-secretária municipal de Trabalho e Assistência Social, Nina ficou à frente de deputados federais que buscavam renovar o mandato, como Benes Leocádio, Sargento Gonçalves e General Girão. Ela reassumiu o mandato na Câmara Municipal em abril, depois de um ano e três meses à frente da secretaria.
Os oito deputados federais eleitos pelo RN
- Natália Bonavides (PT) — 215.509 votos.
- Nina Souza (PL) — 185.248 votos.
- Benes Leocádio (União Brasil) — 171.396 votos.
- Sargento Gonçalves (PL) — 154.073 votos.
- General Girão (PL) — 133.258 votos.
- Dr. Bernardo (PV) — 130.835 votos.
- João Maia (PP) — 123.040 votos.
- Thabatta Pimenta (PV) — 92.743 votos.
Como ficaram as vagas entre as chapas
O PL conquistou três cadeiras. A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) também ficou com três, enquanto a União Progressista (União Brasil e PP) elegeu dois deputados.
A composição da bancada não corresponde simplesmente aos oito candidatos mais votados do estado: depende também da distribuição de vagas entre partidos e federações. Na União Progressista, Benes liderou a votação e João Maia superou Robinson na disputa pela segunda cadeira.
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral, atualização das 23h02 de 4 de outubro de 2026, com 100% das seções totalizadas.
Jesus de Ritinha de Miúdo
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