A partida de ida entre ABC x Vitória pelas semifinais da Copa do Nordeste 2026 tinha tudo para ser um grande jogo. O Vitória vem embalado, sobretudo após eliminar o Flamengo na Copa do Brasil, e o ABC mantinha uma invencibilidade de dez partidas.
Já aos sete minutos, o ABC abriu o placar com Igor Bahia, demonstrando que não se intimidaria com o favoritismo do adversário. O Vitória empataria aos 24 com Renato Kayzer. O time potiguar não retrocedeu e, aos 42 minutos do primeiro tempo, ficou novamente à frente do placar com um gol de falta de Wallyson, que contou com colaboração da barreira que causou um pequeno desvio e foi fatal para o governo Lucas Arcanjo. Poucos instantes depois, por muito pouco o ABC não fez o terceiro, com um cabeceio de Jonathan que acertou a trave.
O jogo já tinha chegado aos 49 minutos que o árbitro Léo Simão Holanda tinha determinado, quando Matheuzinho invadiu a área e foi derrubado por Edson, que recebeu cartão amarelo. Após o VAR, porém, Léo Simão mudou a decisão e aplicou vermelho. Esse lance gerou muita reclamação e foi a matriz da desestabilização do time abecedista. Renato Kayzer, por sua vez, não tinha nada a ver com isso e efetuou uma cobrança competente, alcançando o gol de empate para o time baiano.
O segundo tempo já foi iniciado sob o sinal de perda de foco do ABC. Já aos dois minutos, o Vitória virou com Renê. O ABC ainda manteve postura ofensiva, mas foi castigado pelo contra-ataque, que resultou (em lance de aparente impedimento) no quarto gol do Vitória, também com Renê.
O ABC foi ainda mais prejudicado quando, aos 21, o jogador Geilson foi expulso por um lance imprudente em Baralhas. Dali pra frente, o ABC não teve mais poder de reação e Osvaldo marcou duas vezes para o time da casa, inclusive com um de bicicleta.
O ABC, que, além de tudo, teve pênalti não marcado, tem agora uma tarefa muito difícil na semana que vem, em casa. A torcida, apesar de tudo, reconheceu o esforço e a eficiência do time no confronto, antes de sofrer a primeira expulsão. A partida foi comparada a ABC x Paysandu, nas fases finais da Série B de 1991, quando o juiz Manoel Serapião Filho promoveu um show de horrores que puxaria o tapete do ABC e daria o acesso ao time paraense, que também seria campeão naquele torneio.
Léo Simão coleciona erros e punições
O histórico do árbitro Léo Simão Holanda já não é dos melhores. Em 2019, ele anulou um gol da Ponte Preta contra o Aparecidense sete minutos após a validação! O jogo foi anulado pelo STJD por considerar que houve interferência externa. Por não seguir normas técnicas, ele sofreu uma suspensão de 15 dias pela Comissão de Arbitragem da CBF.
No mesmo ano, ele cometeu tantos erros na partida entre Guarani x São Bento que a imprensa caiu em cima, alegando que ele parecia “repetir a dose” e que a suspensão nada surtira efeito para melhorar sua atuação.
Em 2024, ele marcou um pênalti inexistente na partida Ceará x Ferroviário, nas quartas-de-final do Campeonato Estadual. A Federação Cearense o puniu pelo erro.
A questão é: por que, com tantos problemas no exercício da função, um cara desses ainda apita?





