Os técnico-administrativos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte decidiram entrar em greve a partir do dia 23 de fevereiro, após assembleia geral realizada no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede. A paralisação foi aprovada por maioria apertada, evidenciando uma categoria dividida diante do impasse com o governo federal sobre o cumprimento do acordo firmado após a última mobilização nacional.
Entre as principais reivindicações está a implementação integral dos 17 pontos pactuados, com destaque para o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). Embora considerado um avanço na carreira, o modelo atual exclui servidores aposentados, situação que, segundo representantes da base, rompe o princípio da paridade e amplia desigualdades internas. Outro ponto sensível é a jornada de 30 horas semanais, defendida como medida estrutural para valorização e melhores condições de trabalho.
Durante o debate, parte dos servidores demonstrou preocupação com o momento escolhido para a greve, avaliando que a paralisação pode atrasar processos administrativos ligados ao próprio RSC e gerar desgaste político. Já os defensores do movimento argumentaram que a ausência de pressão tem favorecido o adiamento das negociações e comprometido direitos já acordados.
Além da pauta sindical, a assembleia também definiu representantes para uma conferência nacional em março. A direção do sindicato informou que comunicará oficialmente a reitoria e intensificará a mobilização nos próximos dias para ampliar a adesão à greve.







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