Estudantes do 2º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Adelina Fernandes, no Conjunto Soledade (Zona Norte de Natal), estão há aproximadamente 60 dias sem atividades escolares devido ao afastamento por saúde da professora titular e à falta de substituição pela Secretaria Municipal de Educação. A docente contraiu chikungunya e não foi reposta pela pasta, comprometendo o processo de alfabetização de crianças de 7 a 8 anos.
Segundo relatos de familiares, a turma – que inclui quatro alunos com necessidades educacionais especiais – já perdeu avaliações e teve a rotina pedagógica severamente impactada. “O ano letivo são 200 dias, mas, se for contar, não chegam a 90 dias de aula”, desabafou uma das mães, que protocolou denúncias no Ministério Público e Conselho Tutelar.
A Secretaria Municipal de Educação afirmou estar ciente da situação e prometeu designar outro professor para a turma, mas não especificou prazos. A direção da escola recusou-se a conceder entrevista sobre o caso.
O episódio expõe a fragilidade do sistema de substituição de docentes na rede municipal, particularly em casos de afastamentos por saúde prolongados, e seu impacto direto no direito à educação.








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