A Polícia Federal reforçou, na noite desta terça-feira (27), os detalhes da operação conduzida em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) que apura suspeitas de irregularidades em contratos públicos relacionados à área da saúde. A ofensiva resultou na apreensão de R$ 251 mil em dinheiro, localizados em sete imóveis distintos que estavam na lista de alvos das ordens judiciais.
A ação teve como principal foco o Rio Grande do Norte, onde foram executados 35 mandados de busca e apreensão. Além do recolhimento de valores em espécie, os agentes federais apreenderam um amplo volume de materiais que podem auxiliar no esclarecimento dos fatos: 33 telefones celulares, 34 equipamentos eletrônicos — entre computadores, HDs, tablets e dispositivos de armazenamento —, quatro veículos e mais de uma centena de documentos físicos. Todo o conteúdo será analisado ao longo da investigação.
De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam para um possível esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos envolvendo contratos destinados ao fornecimento de insumos para unidades de saúde. As apurações indicam que empresas com sede no Rio Grande do Norte firmaram contratos com administrações municipais de diferentes estados, o que levantou suspeitas quanto à execução e à legalidade dessas contratações.
Entre os endereços vistoriados está a casa do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). No local, foram apreendidos um telefone celular, um notebook e dois HDs pertencentes ao gestor. Em pronunciamento público, o prefeito confirmou a ação da PF, afirmou que colaborou espontaneamente com os agentes e destacou que os equipamentos foram entregues sem resistência. Segundo ele, a investigação teve início ainda em 2023 e envolve contratos de fornecimento de medicamentos.
A defesa de Allyson Bezerra informou, por meio de nota, que não há provas que indiquem envolvimento direto do prefeito nas irregularidades investigadas, ressaltando que a decisão judicial se baseou em diálogos de terceiros. A PF informou ainda que auditorias apontaram falhas na execução contratual, incluindo suspeitas de sobrepreço, fornecimento inadequado e possível não entrega de materiais, o que pode configurar crimes contra a administração pública.








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