Imagem Vilma alerta sobre RN correr risco de ameaça – Foto: Reprodução

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Vilma Batista, líder do Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen-RN), contestou as alegações  feitas pelo Secretário da Administração Penitenciária do Estado (Seap-RN), Helton Edi Xavier, sobre possíveis indícios de negligência que contribuíram para a fuga dos detentos da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, no último dia 30. De acordo com Vilma, foi o próprio titular da pasta que demonstrou negligência.

Antes da fuga, os detentos Ricardo Campelo da Silva e Gustavo da Rocha Dias estavam na “oficina dos trabalhadores”, uma área onde os apenados permanecem durante o horário do almoço. Segundo o secretário, eles escaparam por volta das 12 horas, durante o almoço, sem encontrar dificuldades para abrir a porta da cela, que deveria estar trancada. No entanto, Batista enfatizou que a falta de pessoal na penitenciária foi o fator determinante para a fuga.

Em uma entrevista à rádio 94 FM, Vilma destacou que a fuga ocorreu devido à carência de policiais na unidade, que abriga 602 presos e enfrenta conflitos diários entre três facções criminosas. Ela argumentou que o secretário foi negligente ao não aumentar o número de policiais na unidade, permitindo que os detentos trabalhassem sem supervisão adequada.

A Seap informou que afastou quatro policiais penais e abriu uma sindicância e um processo administrativo disciplinar para investigar se houve negligência por parte dos policiais. No entanto, Vilma solicitou o afastamento de Helton Edi Xavier.

“O secretário não possui conhecimento sobre o sistema prisional, muito menos sobre segurança pública. Ele está tentando desviar a atenção de sua própria negligência ao afastar os policiais. Pedimos à governadora que afaste o próprio secretário, pois se os policiais estão sendo afastados para investigação, ele também deveria ser afastado para explicar por que não tomou as devidas providências”, afirmou Vilma.

Vilma ainda alegou sobre um possível ataque que o estado pode sofrer. “Há uma ameaça real de ataques nas ruas, o secretário sabe disso e mesmo assim não compartilhou essas informações com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), ele está negligenciando”, reiterou Vilma Batista.

Ela também destacou que a fuga poderia ter acontecido em qualquer outra unidade, apontando uma tendência de falta de comprometimento com a segurança pública na atual gestão e questionou a postura da governadora Fátima Bezerra em relação à atuação do secretário, considerando inaceitável sua contínua perseguição aos policiais penais.

“Porque está sendo recorrente nessa gestão brincar de segurança pública. Aí o secretário vem enganar a população dizendo que é negligência [dos policiais], mas é dele. Até quando a governadora Fátima Bezerra vai passar a mão na cabeça dessa gestão? É inadmissível que esse secretário continue perseguindo os policiais penais”, questionou.

Investigação

O secretário Helton Edi Xavier enfatizou que as câmeras de monitoramento mostraram, ao vivo, toda a movimentação dos detentos dentro da unidade prisional e até mesmo fora dela, criando diversas oportunidades para que a fuga fosse notada por algum agente de segurança, o que poderia ter impedido o sucesso dos prisioneiros.

A facilidade de abrir as portas, a circulação dos presos desacompanhados e a falha no vídeo-monitoramento acumulam uma série de falhas que contribuíram com a ação dos fugitivos.

“Primeiro, a cela deveria estar fechada. Segundo, deveria ter gente acompanhando. O monitoramento, será que ninguém viu? A gente tem dois níveis de monitoramento: o local, da unidade, e o da nossa central de unidade. No curso das investigações, essas perguntas terão que ser respondidas”, reforçou o secretário.

Mesmo quando conseguiram escapar da Rogério Coutinho Madruga, os fugitivos ainda poderiam ter sido vistos pelos agentes responsáveis pelo vídeo-monitoramento da penitenciária, conforme explicou Helton Edi. “Na parte de fora, tem um (detento) que entra (e se esconde) na mata, mas outro caminha na rua (exposto às câmeras). Eu volto a perguntar: Será que ninguém viu isso?”.

O Potengi

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Vilma Batista chama secretário penitenciário de negligente



Vilma Batista, líder do Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen-RN), contestou as alegações  feitas pelo Secretário da Administração Penitenciária do Estado (Seap-RN), Helton Edi Xavier, sobre possíveis indícios de negligência que contribuíram para a fuga dos detentos da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, no último dia 30. De acordo com Vilma, foi o próprio titular da pasta que demonstrou negligência.

Antes da fuga, os detentos Ricardo Campelo da Silva e Gustavo da Rocha Dias estavam na “oficina dos trabalhadores”, uma área onde os apenados permanecem durante o horário do almoço. Segundo o secretário, eles escaparam por volta das 12 horas, durante o almoço, sem encontrar dificuldades para abrir a porta da cela, que deveria estar trancada. No entanto, Batista enfatizou que a falta de pessoal na penitenciária foi o fator determinante para a fuga.

Em uma entrevista à rádio 94 FM, Vilma destacou que a fuga ocorreu devido à carência de policiais na unidade, que abriga 602 presos e enfrenta conflitos diários entre três facções criminosas. Ela argumentou que o secretário foi negligente ao não aumentar o número de policiais na unidade, permitindo que os detentos trabalhassem sem supervisão adequada.

A Seap informou que afastou quatro policiais penais e abriu uma sindicância e um processo administrativo disciplinar para investigar se houve negligência por parte dos policiais. No entanto, Vilma solicitou o afastamento de Helton Edi Xavier.

“O secretário não possui conhecimento sobre o sistema prisional, muito menos sobre segurança pública. Ele está tentando desviar a atenção de sua própria negligência ao afastar os policiais. Pedimos à governadora que afaste o próprio secretário, pois se os policiais estão sendo afastados para investigação, ele também deveria ser afastado para explicar por que não tomou as devidas providências”, afirmou Vilma.

Vilma ainda alegou sobre um possível ataque que o estado pode sofrer. “Há uma ameaça real de ataques nas ruas, o secretário sabe disso e mesmo assim não compartilhou essas informações com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), ele está negligenciando”, reiterou Vilma Batista.

Ela também destacou que a fuga poderia ter acontecido em qualquer outra unidade, apontando uma tendência de falta de comprometimento com a segurança pública na atual gestão e questionou a postura da governadora Fátima Bezerra em relação à atuação do secretário, considerando inaceitável sua contínua perseguição aos policiais penais.

“Porque está sendo recorrente nessa gestão brincar de segurança pública. Aí o secretário vem enganar a população dizendo que é negligência [dos policiais], mas é dele. Até quando a governadora Fátima Bezerra vai passar a mão na cabeça dessa gestão? É inadmissível que esse secretário continue perseguindo os policiais penais”, questionou.

Investigação

O secretário Helton Edi Xavier enfatizou que as câmeras de monitoramento mostraram, ao vivo, toda a movimentação dos detentos dentro da unidade prisional e até mesmo fora dela, criando diversas oportunidades para que a fuga fosse notada por algum agente de segurança, o que poderia ter impedido o sucesso dos prisioneiros.

A facilidade de abrir as portas, a circulação dos presos desacompanhados e a falha no vídeo-monitoramento acumulam uma série de falhas que contribuíram com a ação dos fugitivos.

“Primeiro, a cela deveria estar fechada. Segundo, deveria ter gente acompanhando. O monitoramento, será que ninguém viu? A gente tem dois níveis de monitoramento: o local, da unidade, e o da nossa central de unidade. No curso das investigações, essas perguntas terão que ser respondidas”, reforçou o secretário.

Mesmo quando conseguiram escapar da Rogério Coutinho Madruga, os fugitivos ainda poderiam ter sido vistos pelos agentes responsáveis pelo vídeo-monitoramento da penitenciária, conforme explicou Helton Edi. “Na parte de fora, tem um (detento) que entra (e se esconde) na mata, mas outro caminha na rua (exposto às câmeras). Eu volto a perguntar: Será que ninguém viu isso?”.


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