Em visita ao Rio Grande do Norte, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que cabe ao ex-presidente Jair Bolsonaro definir, “no momento oportuno”, o nome que representará a direita na disputa presidencial de 2026. Em entrevista à Tribuna do Norte, o parlamentar — já lançado como pré-candidato ao governo estadual — declarou que a direita potiguar está unida e que a estratégia agora é atrair forças do centro político. Marinho também reforçou críticas ao governo Fátima Bezerra (PT) e defendeu uma anistia para permitir que Bolsonaro volte ao cenário eleitoral.
Segundo o senador, Bolsonaro é alvo de “perseguição política” e estaria enfrentando medidas judiciais desproporcionais. Ele mencionou as condições que levaram à prisão recente do ex-presidente e comparou o episódio ao tratamento dado ao presidente Lula quando foi detido em 2018. Para Marinho, a resposta deve ser política: “Vamos lutar dentro do parlamento para que o Congresso aprove uma anistia”, declarou, acrescentando que o clima de indignação entre apoiadores fortalecerá a direita para 2026.
Ao avaliar a administração estadual, Marinho fez críticas contundentes à governadora Fátima Bezerra. Para ele, áreas como saúde, segurança e educação enfrentam “ausência de gestão”. O senador citou hospitais regionais “sucateados”, estradas deterioradas e o desempenho do Estado no Ideb como sinais de ineficiência. Também criticou a política educacional que prevê progressão mesmo com reprovação em várias disciplinas. “Isso é um deboche contra a sociedade”, afirmou.
Marinho ainda acusou o governo de dificultar investimentos ao adotar, segundo ele, um modelo ideologizado de licenciamento ambiental. De acordo com o senador, empreendedores são tratados como “inimigos”, o que geraria insegurança jurídica e fuga de investimentos para estados vizinhos. Ele também contestou o pré-candidato governista Carlos Eduardo Xavier, a quem atribui responsabilidade pelo cenário fiscal do RN. Para Marinho, o Estado vive um “caos” com comprometimento da folha próximo a 80% da receita corrente líquida e baixa avaliação fiscal junto ao Tesouro.
Sobre o PL 5977/2025, que propõe revisão das penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, Marinho considera o projeto meritório. Ele afirma que os crimes definidos como tentativa de abolição violenta do Estado foram exagerados e defende revisões que poderiam beneficiar grande parte dos condenados. “Nunca aprovamos depredação de patrimônio público, mas dizer que houve golpe com pessoas desarmadas, idosas, mulheres e crianças é forçar a barra”, argumentou.
No cenário para 2026, Marinho enfatizou que a direita potiguar está alinhada, mas reforçou que a ampliação da coalizão passa pela aproximação com o centro político. “A direita está unida. Nosso desafio é trazer o centro”, disse. Ele destacou que Bolsonaro terá a palavra final sobre o candidato presidencial e lembrou os prazos da Justiça Eleitoral para filiação e convenções partidárias. “É ter paciência. No momento certo, Bolsonaro vai escolher o nosso nome.”
Com discurso fortemente crítico ao PT e mobilizado pela defesa do ex-presidente, Marinho se posiciona para liderar a oposição no RN e consolidar o projeto nacional da direita para as eleições de 2026.







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