O empresário paulista Sérgio Nahas, de 61 anos, foi preso no último sábado (17) em Praia do Forte, no litoral norte da Bahia, quase 24 anos após o assassinato da esposa, Fernanda Orfali. Ele estava foragido desde 2025 e constava na lista de Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo que permite a captura de procurados internacionais.
Nahas já havia sido condenado definitivamente a oito anos e dois meses de prisão pelo homicídio da companheira, morta em maio de 2002, aos 28 anos. Segundo as investigações, o crime ocorreu após Fernanda manifestar o desejo de encerrar o relacionamento. A vítima teria descoberto o uso frequente de cocaína pelo marido e um envolvimento extraconjugal, o que gerou conflitos entre o casal.
De acordo com a Polícia Civil da Bahia, o empresário foi localizado por meio de câmeras de reconhecimento facial. Após a audiência de custódia, ele foi encaminhado ao sistema prisional. No momento da prisão, os agentes apreenderam 13 pinos com substância semelhante à cocaína, três telefones celulares e um veículo.
O local da captura tem forte simbolismo: Praia do Forte foi o destino escolhido pelo casal para a lua de mel, meses antes do crime. A prisão ocorreu mais de duas décadas após os fatos e sete anos depois da condenação, proferida inicialmente em 2018.
Durante o processo, perícias sustentaram a autoria do homicídio por parte de Nahas. O Ministério Público defendeu a condenação por homicídio qualificado, mas o júri popular decidiu pela condenação por homicídio simples. Em primeira instância, a pena foi fixada em sete anos, em regime semiaberto. Posteriormente, após recurso do MP, a punição foi aumentada para oito anos e dois meses, com cumprimento em regime fechado.
Familiares de Fernanda Orfali criticam duramente a demora do Judiciário e afirmam que o poder econômico do empresário contribuiu para a longa tramitação do caso.
Em nota enviada à imprensa, a defesa de Sérgio Nahas alegou que ele residia na Bahia há anos, negou intenção de fugir e afirmou que há recursos pendentes em tribunais superiores. Os advogados sustentam ainda que o empresário enfrenta problemas de saúde e classificam a condenação como uma grave injustiça, informando que seguirão adotando todas as medidas legais cabíveis.







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