Pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, afirmou nesta terça-feira (3) que o Partido dos Trabalhadores (PT) não abre mão de indicar um nome para comandar o Executivo estadual em caso de realização de uma eleição indireta. A declaração foi feita durante a abertura do ano legislativo na Assembleia Legislativa do RN (ALRN).
Segundo Cadu Xavier, a posição do governo é clara diante do cenário de possível renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT), prevista para abril, quando deve deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal. Ele ressaltou que a governadora foi eleita em chapa com o vice-governador Walter Alves (MDB) e que, com a decisão já anunciada de Walter de não assumir o governo, seria “natural” que o PT indicasse o nome responsável por concluir o mandato até o fim de 2026.
“O povo concedeu esse mandato nas eleições de 2018, e entendemos que cabe ao Partido dos Trabalhadores encerrar esse ciclo”, afirmou o secretário. Walter Alves, por sua vez, já declarou publicamente que não pretende assumir o Executivo estadual e deve disputar uma vaga de deputado estadual em 2026. Além disso, rompeu politicamente com o PT e passou a integrar a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, além do PSD.
Com a possível dupla vacância no comando do governo, a Constituição Estadual prevê a realização de uma eleição indireta para escolha do governador que cumprirá mandato-tampão até o final de 2026. De acordo com o procurador-geral da ALRN, Renato Guerra, confirmadas as renúncias, caberá ao Legislativo receber formalmente os pedidos e iniciar o rito constitucional para a sucessão provisória.
Pela linha sucessória, o presidente da Assembleia Legislativa assumiria temporariamente o cargo, seguido pelo presidente do Tribunal de Justiça do RN. No entanto, há discussões jurídicas sobre eventuais conflitos entre a assunção provisória e o direito à elegibilidade em ano eleitoral, o que pode influenciar o processo sucessório.







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