Segundo a Tribuna do Norte, o suspeito “atuava na tentativa de obter a destinação de emendas parlamentares para o Carnaval de 2025, mediante ameaça de proibição de ações políticas na região”.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) deflagrou a Operação “Decreto” para desarticular um grupo criminoso investigado por quatro homicídios ocorridos em 2024 na comunidade do Passo da Pátria, na Zona Leste de Natal.
Segundo a investigação, 12 integrantes foram identificados com atuação em comando, execução de homicídios, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A PCRN também afirma que o grupo exercia “domínio territorial” na área, usando intimidação e violência para impor regras.
No recorte financeiro, os investigadores estimam que a organização movimentou mais de R$ 6 milhões em 18 meses, com foco na venda de drogas e atividades ligadas ao controle do território.
A operação, conforme a polícia, começou na segunda-feira (23), com o cumprimento de mandado de prisão no Mato Grosso do Sul contra uma mulher de 33 anos apontada como liderança do grupo. Há ainda mandado de prisão contra outro investigado, de 24 anos, descrito como liderança e considerado foragido no Rio de Janeiro.
Em Natal, a PCRN informou que três suspeitos foram presos na quinta-feira (26); um deles foi autuado em flagrante por estar com cerca de 500 gramas de maconha e R$ 1 mil em espécie. Na sexta-feira (27), a Polícia Civil prendeu mais três suspeitos em desdobramento da operação.
Ponto sensível: pressão por emendas e “proibição” de ações políticas

Um trecho que passou a concentrar atenção na apuração é a suspeita de que um ex-funcionário da Câmara Municipal de Natal tenha atuado para tentar obter a destinação de emendas parlamentares ao Carnaval de 2025. A polícia afirma que a cobrança envolvia ameaça de “proibição” de ações políticas na região caso os recursos não fossem direcionados.
Até onde nossa redação apurou, o fato é ligeiramente diferente. O suspeito preso trata-se de um parente de um líder comunitário local, que inclusive dirige uma entidade que possui diversos convênios com órgãos públicos. Não há – até onde conseguir revelar – qualquer relação entre a captação de emendas da entidade em questão e o crime organizado na região.
O suspeito foi assessor do atual secretário da Semsur Felipe Alves. Inclusive, Alves aparece em postagens nas redes sociais da família apoiando ações da entidade local.







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