SETEMBRO: DATAS E ACONTECIMENTOS EM DIVERSOS CONTEXTOS (I). Por Dinamérico Augusto



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Passado o mês de agosto, de notória instabilidade política no Brasil, tradicionalmente lembrado, para não deixá-lo fora da contextura, registramos, apenas, os episódios do suicídio do ex-Presidente Getúlio Vargas, com suas consequências, fato ocorrido em 24 do oitavo mês do ano de 1954, que comoveu a Nação por inteiro; e as queimadas na Amazônia Legal, recentemente, cujas labaredas atingiram a Europa, principalmente o território francês. Setembro chegou. Parece-nos que vocacionado pelo mês anterior, em 4 de setembro de 1969, há 50 anos exatamente, às 14h:30min, aqui no Brasil, acontecia o sequestro do embaixador americano no Brasil, Charles Burke Elbrick, numa quinta-feira, no bairro Humaitá, no Rio de Janeiro. Logo os jornais brasileiros divulgaram o fato com repercussão no mundo inteiro, especialmente nos Estados Unidos da América do Norte. Tal sequestro foi coordenado, em nível de Brasil, pelo jornalista Sérgio Abranches, que casou com a atual comentarista para assuntos econômicos do Globo, Miriam Leitão. Naquele mesmo dia, morria, no Rio de Janeiro, o brigadeiro Faria Lima, ex-Prefeito da Capital Paulista.

Com a devida aquiescência do caro leitor, em 6 de setembro de 2019, se aqui estivesse, teria completado 97 anos de idade. Nascida, exatamente, a um século depois da Proclamação da Independência Política do Brasil. Registro, portanto, o aniversário natalício de minha mãe, Francisca de Oliveira Medeiros. Ela não tinha diplomas, mas foi uma exímia professora de lição da arte do bem viver. A sua anuência a Deus fez dela uma mensageira da paz e da boa-fé. Nunca desviou-se dos caminhos da bondade, do perdão e do amor ao próximo. Procurou sempre fazer a nossa felicidade, sem esquecer a felicidade dos outros, naturalmente. A ela, nossa eterna gratidão. No dia 7 de setembro próximo passado, o Brasil comemorou os seus 197 anos de Emancipação Política. Destaco, meritoriamente, a bravura, a coragem e o patriotismo de muitos brasileiros. Simbolicamente, nomino apenas 2 (dois): Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Dentre os conjurados mineiros foi o único que não era rico e nem tinha diploma, mas findou assumindo, sozinho, a liderança do movimento e suas nefastas consequências. O outro, no caso, foi Miguel Joaquim de Almeida e Castro, O Frei Miguelinho. Frei Miguelinho, patrono da querida e tradicional rua Frei Miguelinho de Santa Cruz, que pouca gente sabe da importância do seu papel no processo de Independência do Brasil, um dos herdeiros, também, dos ideais de liberdade 
das Revoluções Francesa e Norte Americana, daquela época. Ele era norte-rio-grandense, nascido em Natal. Foi para o Recife/PE com 16 anos. Ajudou a fundar o Convento dos Carmelitas na Capital Pernambucana. Tornou-se a figura central e a alma condutora da Revolução de 1817. A chamada Revolução dos Padres. Segundo narrativa do escritor e poeta que residia em Santa Cruz, que eu o conheci naquele período, SANDERSON NEGREIROS, irmão do saudoso Monsenhor Émerson, ex-Pároco de nossa Matriz-Local, Frei Miguelinho, antes de ser fuzilado, ajoelhou-se e recitou o “Miserere mei domine”, em 12 de junho de 1817. Os escravos que o sepultaram ainda ouviam ele balbuciar: “Tudo por Vós, meu Deus e Senhor, e pelo Brasil!”. Eis o legado do mártir da nacionalidade, que resiste ao tempo e se impõe na história. Aqueles foram heróis na acepção verdadeira do termo. Pagaram com suas próprias vidas o altíssimo preço da liberdade.
Ainda que noutro contexto, heróis são, também, os atuais brasileiros; principalmente, pais e mães de família deste país, verdadeiros miraculosos que conseguem viver com um salário mínimo mensal, reajustado anualmente em menos de 5%. Pior ainda, a situação dos mais de 12 milhões de desempregados remanescentes, em aflição neste país de mãe Joana e pai João. Não fiz aqui, a propósito, nenhuma alusão à monótona cantilena do grito de quem, nem, muito menos, do riacho onde aconteceu. 


Voltando às comemorações alusivas ao Dia da Independência. Nada mais justo. Na  verdade, é a data-magna do calendário histórico brasileiro. Mas, diante das circunstâncias, a melhor comemoração é rezar pela nossa Pátria. Vale lembrar Dom Jaime, o nosso Metropolitano: “Rezemos pelo Brasil: Espírito Santo, Senhor que dá a vida, nós Vos adoramos e glorificamos pela vida de tantos brasileiros, habitantes deste imenso rincão de nosso Senhor.” Amém! Então, no próximo texto, brevemente volto a falar sobre outras datas de setembro, inclusive respeitantes a Santa Cruz, em especial. 

Obrigado! Aguardem! 

Até o próximo!

Santa Cruz/RN, 30 de setembro de 2019. 
Dinamérico Augusto de Medeiros

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SETEMBRO: DATAS E ACONTECIMENTOS EM DIVERSOS CONTEXTOS (I). Por Dinamérico Augusto



Passado o mês de agosto, de notória instabilidade política no Brasil, tradicionalmente lembrado, para não deixá-lo fora da contextura, registramos, apenas, os episódios do suicídio do ex-Presidente Getúlio Vargas, com suas consequências, fato ocorrido em 24 do oitavo mês do ano de 1954, que comoveu a Nação por inteiro; e as queimadas na Amazônia Legal, recentemente, cujas labaredas atingiram a Europa, principalmente o território francês. Setembro chegou. Parece-nos que vocacionado pelo mês anterior, em 4 de setembro de 1969, há 50 anos exatamente, às 14h:30min, aqui no Brasil, acontecia o sequestro do embaixador americano no Brasil, Charles Burke Elbrick, numa quinta-feira, no bairro Humaitá, no Rio de Janeiro. Logo os jornais brasileiros divulgaram o fato com repercussão no mundo inteiro, especialmente nos Estados Unidos da América do Norte. Tal sequestro foi coordenado, em nível de Brasil, pelo jornalista Sérgio Abranches, que casou com a atual comentarista para assuntos econômicos do Globo, Miriam Leitão. Naquele mesmo dia, morria, no Rio de Janeiro, o brigadeiro Faria Lima, ex-Prefeito da Capital Paulista.

Com a devida aquiescência do caro leitor, em 6 de setembro de 2019, se aqui estivesse, teria completado 97 anos de idade. Nascida, exatamente, a um século depois da Proclamação da Independência Política do Brasil. Registro, portanto, o aniversário natalício de minha mãe, Francisca de Oliveira Medeiros. Ela não tinha diplomas, mas foi uma exímia professora de lição da arte do bem viver. A sua anuência a Deus fez dela uma mensageira da paz e da boa-fé. Nunca desviou-se dos caminhos da bondade, do perdão e do amor ao próximo. Procurou sempre fazer a nossa felicidade, sem esquecer a felicidade dos outros, naturalmente. A ela, nossa eterna gratidão. No dia 7 de setembro próximo passado, o Brasil comemorou os seus 197 anos de Emancipação Política. Destaco, meritoriamente, a bravura, a coragem e o patriotismo de muitos brasileiros. Simbolicamente, nomino apenas 2 (dois): Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Dentre os conjurados mineiros foi o único que não era rico e nem tinha diploma, mas findou assumindo, sozinho, a liderança do movimento e suas nefastas consequências. O outro, no caso, foi Miguel Joaquim de Almeida e Castro, O Frei Miguelinho. Frei Miguelinho, patrono da querida e tradicional rua Frei Miguelinho de Santa Cruz, que pouca gente sabe da importância do seu papel no processo de Independência do Brasil, um dos herdeiros, também, dos ideais de liberdade 
das Revoluções Francesa e Norte Americana, daquela época. Ele era norte-rio-grandense, nascido em Natal. Foi para o Recife/PE com 16 anos. Ajudou a fundar o Convento dos Carmelitas na Capital Pernambucana. Tornou-se a figura central e a alma condutora da Revolução de 1817. A chamada Revolução dos Padres. Segundo narrativa do escritor e poeta que residia em Santa Cruz, que eu o conheci naquele período, SANDERSON NEGREIROS, irmão do saudoso Monsenhor Émerson, ex-Pároco de nossa Matriz-Local, Frei Miguelinho, antes de ser fuzilado, ajoelhou-se e recitou o “Miserere mei domine”, em 12 de junho de 1817. Os escravos que o sepultaram ainda ouviam ele balbuciar: “Tudo por Vós, meu Deus e Senhor, e pelo Brasil!”. Eis o legado do mártir da nacionalidade, que resiste ao tempo e se impõe na história. Aqueles foram heróis na acepção verdadeira do termo. Pagaram com suas próprias vidas o altíssimo preço da liberdade.
Ainda que noutro contexto, heróis são, também, os atuais brasileiros; principalmente, pais e mães de família deste país, verdadeiros miraculosos que conseguem viver com um salário mínimo mensal, reajustado anualmente em menos de 5%. Pior ainda, a situação dos mais de 12 milhões de desempregados remanescentes, em aflição neste país de mãe Joana e pai João. Não fiz aqui, a propósito, nenhuma alusão à monótona cantilena do grito de quem, nem, muito menos, do riacho onde aconteceu. 


Voltando às comemorações alusivas ao Dia da Independência. Nada mais justo. Na  verdade, é a data-magna do calendário histórico brasileiro. Mas, diante das circunstâncias, a melhor comemoração é rezar pela nossa Pátria. Vale lembrar Dom Jaime, o nosso Metropolitano: “Rezemos pelo Brasil: Espírito Santo, Senhor que dá a vida, nós Vos adoramos e glorificamos pela vida de tantos brasileiros, habitantes deste imenso rincão de nosso Senhor.” Amém! Então, no próximo texto, brevemente volto a falar sobre outras datas de setembro, inclusive respeitantes a Santa Cruz, em especial. 

Obrigado! Aguardem! 

Até o próximo!

Santa Cruz/RN, 30 de setembro de 2019. 
Dinamérico Augusto de Medeiros

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