INESQUECÍVEIS FATOS POLÍTICOS DAS DÉCADAS DE 60, 70 E 80

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Discursando
Iniciei a minha vida pública, efetivamente falando, no ano de 1972. Se bem que já havia trabalhado no escritório político-eleitoral de Iberê, ainda adolescente, no ano de 1968, quando ele foi candidato a Vice-Prefeito de Santa Cruz, na condição de companheiro de chapa do candidato a Prefeito da cidade José Aurélio Guedes, empresário da construção civil, residente neste município, cujo resultado da eleição favoreceu o candidato opositor, José Bezerra Cavalcanti (“Zé de Balelê”), tema que descreverei em textos subsequentes.
Em 1970, fui convidado a trabalhar, novamente, na função de coordenador político do birô-eleitoral de Iberê, que, na época, lançou-se candidato, pela primeira vez, a Deputado Estadual, exitosamente. O local de trabalho situava-se onde, hoje, localiza-se a Novidade Joias, de propriedade do Sr. Geraldo Firmino, prédio que fora, anteriormente, a primeira loja comercial do amigo Maré Mansa, de saudosa memória. 

Em 1972, nas eleições municipais realizadas naquele ano, em 15 de novembro, pela primeira vez, concorri a uma vaga na Câmara Municipal Local. Igualmente, José Rodrigues da Rocha (JRR) concorreu para Prefeito deste município, já na condição de liderança política emergente e futurosa da cidade, àquela altura. Ambos, ele e eu, fomos estreantes vitoriosos, coincidentemente, do mesmo dia, mês e ano, respectivamente. 

Participar da vida política de minha cidade era uma prenunciação que originara-se, ainda, no início de minha adolescência, para tornar-se realidade, precisamente, em 15.11.1972, com justificado júbilo e grandiosa emoção. 

Palanque 7 de Setembro
Na mesma data, com todo o respeito aos amigos e torcedores do Flamengo, registro, como coincidência, a goleada de 5 a 0, que o Botafogo impôs ao Rubro Negro Carioca, cujo placar, elástico e impiedoso, o Flamengo devolveu ao Bota, numa partida realizada no ínterim de 15 dias subsequentes, lavando a alma dos torcedores rubro-negros – lembrando só que, na época, a Estrela Solitária do Botafogo brilhava soberanamente nos céus estrelados da antiga Guanabara. 

Mas o destaque mais importante do fato não foi o registro do placar em si, foi a confraternização que se deu naquela noite, entre ambas as torcidas, quando comemorávamos a minha vitória para Vereador, eleito, e a de José Rodrigues da Rocha, para Prefeito de Santa Cruz. Sem mistificação, fomos às ruas numa incontida explosão, não de bombas nem de qualquer outro artefato similar, mas de alegria, enquanto cada gesto e movimento procedentes, traduziam, também, a nossa identificação de princípios, ideais e harmonia, mesmo em plena travessia de uma quadra difícil da vida político-administrativa de Santa Cruz, num clima quase que beligerante, politicamente, de certa exacerbação de ânimos. 

Enfatizo, por oportuno, que Iberê, na condição de principiante na história política daquela época, também, antes de ser candidato a Vice-Prefeito, exercera a função de Adjunto da Promotoria de Justiça da Comarca Local, ainda que por curto tempo. 

Turma de Alunos
Lembro aqui que um fato marcante de minha vida de estudante foi o acentuado grau de timidez que me acometia. Então, como me lançar candidato a Vereador, se eu não gostava de falar em público? Tal condição, a princípio, me pareceu ser uma barreira de difícil transposição. Até que, graças a Deus, e finalmente, fiquei curado daquela terrível inibição. Até porque, quando estudante, honestamente falando, não fui um aluno brilhante, não fui estrela, não fui destaque. Acredito que fui um aluno mediano, sem ser medíocre, notoriamente. 

Eleito Vereador pela primeira vez, em 15.11.1972, tomei posse em 31 de janeiro de 1973. Na mesma sessão, tomaram posse José Rodrigues da Rocha, como Prefeito da cidade, e José Amilton Pereira, como Vice-Prefeito. Como membros do Legislativo Municipal, tomaram posse, além de mim, Manoel Reinaldo Filho (Titico), Reginaldo Andrade de Lima (o Régis), Francisco de Assis dos Santos (Quinho), Luiz Fernandes Soares, Ivahy Ferreira Lima e o inesquecível parente e amigo José Umbelino de Farias (Dedezão), este também de saudosa memória. 

Os meus primeiros meses de efetivo mandato de Vereador não foram fáceis. Com apenas 15 dias de mandato, falecia meu pai no Hospital da Policlínica, em Natal. 

No meio de tantas lembranças agradáveis, esse fato triste me ocorreu, ofuscando a incontida e contagiante alegria que ainda sentia. Foram momentos marcantes filmados pela mente, os quais permanecem para lembrar alguma coisa ou uma tristeza que não pretende ser esquecida. 

Mas tudo passou. DEUS É BOM, é maravilhoso! A vida vai seguindo, a fila vai andando. O que não se pode fazer é deixar de acreditar em Deus. É preciso ter, sobretudo, compromisso com a fé. Afinal, quem pode viver sem Deus? Quem pode ser feliz sem Ele? Não há dúvida de que a nossa vida só encontra sentido se estiver ligada a Deus, nosso Divino Pai Eterno. 

Na sequência de minhas publicações e/ou textos, pelo Blog do RSantos, falarei sobre outros fatos políticos e pessoais, e de personagens ilustres que fizeram a história política da minha terra, com bravura e espírito público. Cada um plantando, a seu modo, um pouco de si, com sementes de amor e trabalho, regadas com o suor do próprio rosto. 

Agradeço, de coração, aos amigos que quiserem colaborar comigo por meio da cessão de algumas fotografias, que certamente ilustrarão o nosso humilde trabalho. 
Até o próximo, se Deus quiser! Um abraço!

Candidato
Reunião com Zé Rocha
Texto a mãe


Santa
Cruz/RN, 26 de março de 2020.
Dinamérico
Augusto de Medeiros


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INESQUECÍVEIS FATOS POLÍTICOS DAS DÉCADAS DE 60, 70 E 80



Discursando Iniciei a minha vida pública, efetivamente falando, no ano de 1972. Se bem que já havia trabalhado no escritório político-eleitoral de Iberê, ainda adolescente, no ano de 1968, quando ele foi candidato a Vice-Prefeito de Santa Cruz, na condição de companheiro de chapa do candidato a Prefeito da cidade José Aurélio Guedes, empresário da…


Discursando
Iniciei a minha vida pública, efetivamente falando, no ano de 1972. Se bem que já havia trabalhado no escritório político-eleitoral de Iberê, ainda adolescente, no ano de 1968, quando ele foi candidato a Vice-Prefeito de Santa Cruz, na condição de companheiro de chapa do candidato a Prefeito da cidade José Aurélio Guedes, empresário da construção civil, residente neste município, cujo resultado da eleição favoreceu o candidato opositor, José Bezerra Cavalcanti (“Zé de Balelê”), tema que descreverei em textos subsequentes.
Em 1970, fui convidado a trabalhar, novamente, na função de coordenador político do birô-eleitoral de Iberê, que, na época, lançou-se candidato, pela primeira vez, a Deputado Estadual, exitosamente. O local de trabalho situava-se onde, hoje, localiza-se a Novidade Joias, de propriedade do Sr. Geraldo Firmino, prédio que fora, anteriormente, a primeira loja comercial do amigo Maré Mansa, de saudosa memória. 

Em 1972, nas eleições municipais realizadas naquele ano, em 15 de novembro, pela primeira vez, concorri a uma vaga na Câmara Municipal Local. Igualmente, José Rodrigues da Rocha (JRR) concorreu para Prefeito deste município, já na condição de liderança política emergente e futurosa da cidade, àquela altura. Ambos, ele e eu, fomos estreantes vitoriosos, coincidentemente, do mesmo dia, mês e ano, respectivamente. 

Participar da vida política de minha cidade era uma prenunciação que originara-se, ainda, no início de minha adolescência, para tornar-se realidade, precisamente, em 15.11.1972, com justificado júbilo e grandiosa emoção. 

Palanque 7 de Setembro
Na mesma data, com todo o respeito aos amigos e torcedores do Flamengo, registro, como coincidência, a goleada de 5 a 0, que o Botafogo impôs ao Rubro Negro Carioca, cujo placar, elástico e impiedoso, o Flamengo devolveu ao Bota, numa partida realizada no ínterim de 15 dias subsequentes, lavando a alma dos torcedores rubro-negros – lembrando só que, na época, a Estrela Solitária do Botafogo brilhava soberanamente nos céus estrelados da antiga Guanabara. 

Mas o destaque mais importante do fato não foi o registro do placar em si, foi a confraternização que se deu naquela noite, entre ambas as torcidas, quando comemorávamos a minha vitória para Vereador, eleito, e a de José Rodrigues da Rocha, para Prefeito de Santa Cruz. Sem mistificação, fomos às ruas numa incontida explosão, não de bombas nem de qualquer outro artefato similar, mas de alegria, enquanto cada gesto e movimento procedentes, traduziam, também, a nossa identificação de princípios, ideais e harmonia, mesmo em plena travessia de uma quadra difícil da vida político-administrativa de Santa Cruz, num clima quase que beligerante, politicamente, de certa exacerbação de ânimos. 

Enfatizo, por oportuno, que Iberê, na condição de principiante na história política daquela época, também, antes de ser candidato a Vice-Prefeito, exercera a função de Adjunto da Promotoria de Justiça da Comarca Local, ainda que por curto tempo. 

Turma de Alunos
Lembro aqui que um fato marcante de minha vida de estudante foi o acentuado grau de timidez que me acometia. Então, como me lançar candidato a Vereador, se eu não gostava de falar em público? Tal condição, a princípio, me pareceu ser uma barreira de difícil transposição. Até que, graças a Deus, e finalmente, fiquei curado daquela terrível inibição. Até porque, quando estudante, honestamente falando, não fui um aluno brilhante, não fui estrela, não fui destaque. Acredito que fui um aluno mediano, sem ser medíocre, notoriamente. 

Eleito Vereador pela primeira vez, em 15.11.1972, tomei posse em 31 de janeiro de 1973. Na mesma sessão, tomaram posse José Rodrigues da Rocha, como Prefeito da cidade, e José Amilton Pereira, como Vice-Prefeito. Como membros do Legislativo Municipal, tomaram posse, além de mim, Manoel Reinaldo Filho (Titico), Reginaldo Andrade de Lima (o Régis), Francisco de Assis dos Santos (Quinho), Luiz Fernandes Soares, Ivahy Ferreira Lima e o inesquecível parente e amigo José Umbelino de Farias (Dedezão), este também de saudosa memória. 

Os meus primeiros meses de efetivo mandato de Vereador não foram fáceis. Com apenas 15 dias de mandato, falecia meu pai no Hospital da Policlínica, em Natal. 

No meio de tantas lembranças agradáveis, esse fato triste me ocorreu, ofuscando a incontida e contagiante alegria que ainda sentia. Foram momentos marcantes filmados pela mente, os quais permanecem para lembrar alguma coisa ou uma tristeza que não pretende ser esquecida. 

Mas tudo passou. DEUS É BOM, é maravilhoso! A vida vai seguindo, a fila vai andando. O que não se pode fazer é deixar de acreditar em Deus. É preciso ter, sobretudo, compromisso com a fé. Afinal, quem pode viver sem Deus? Quem pode ser feliz sem Ele? Não há dúvida de que a nossa vida só encontra sentido se estiver ligada a Deus, nosso Divino Pai Eterno. 

Na sequência de minhas publicações e/ou textos, pelo Blog do RSantos, falarei sobre outros fatos políticos e pessoais, e de personagens ilustres que fizeram a história política da minha terra, com bravura e espírito público. Cada um plantando, a seu modo, um pouco de si, com sementes de amor e trabalho, regadas com o suor do próprio rosto. 

Agradeço, de coração, aos amigos que quiserem colaborar comigo por meio da cessão de algumas fotografias, que certamente ilustrarão o nosso humilde trabalho. 
Até o próximo, se Deus quiser! Um abraço!

Candidato
Reunião com Zé Rocha
Texto a mãe


Santa
Cruz/RN, 26 de março de 2020.
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