INESQUECÍVEIS FATOS DAS DÉCADAS DE 60, 70 E 80: NEST: INÍCIO E DIPLOMAÇÃO (1985)

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Formatura de Dinamérico em Letras (UFRN),
em fevereiro de 1985.

Todos os dias, que não são todos feriados, obviamente, mas que, para mim, são todos santos, acordo e, naturalmente, abro os olhos, agradeço a Deus pelo dia que passou e pelos dias que virão.

Incontinenti, descortino a janela do mundo, particularmente do meu universo de lembranças e sentimentos, na retroação do tempo não demoro, de repente, no vislumbre dos anos iniciais da década de 80, aterrisso no inconcluso Campus Universitário da Caiçarinha, com a bagagem lotada de sonho e esperança, flutuando na imaginação. 

Do interior da nave condutora, simultaneamente, desembarcaram os passageiros na mesma destinação. Homens e mulheres, na sua maioria, todos convergentes dos mesmos fins e intenções: estudar, fazer um curso superior; era meta comum a todos, sem exceção. 

Depois de um curto tempo de pouso, nem bem nos aclimatamos, fomos compelidos a deixar o local de concentração. O inverno e a intensificação das chuvas, às pressas, remeteram-nos ao centro da urbe, capital da nossa região. 

Lembrei-me de uma reunião pública no Trairi Clube, quando solicitei, presencialmente, por escrito, do Governador Lavoisier Maia, a construção da ponte sobre o rio Inharé, que, na época, ligaria a sede original do Campus local, ante o problema da acessibilidade, agravado pelo intensificado das chuvas, neste município e em toda a região. 

Foi dito, ainda, que as denominadas obras d’artes (ponte, bueiro etc.) seriam de vital importância, não somente do ponto de vista específico, mas, também, das possibilidades aventadas de alavancagem do desenvolvimento das regiões Trairi e Potengi, respectivamente, na multiplicidade de seus aspectos e potencialização.

Da esquerda para a direita: Zé da Luz, 

Gilson Andrade e esposa (Maria José Macedo), 
Rizomar, Tetê, Dinamérico e Nailson Costa.

A receptividade de tal solicitação superou a expectativa, no tocante à aclamação. 


Nada poderia ser mais emocionante que a reação positiva, esboçada pelos presentes, inclusive a do Chefe do Executivo Estadual, que prometera estudos de viabilização. Não foi possível, imaginemos, acredito, mas registro à posteridade o fato, para conhecimento público, sem ressentimento e/ou indignação. 

No entanto, ele jamais deixará de ter a minha gratidão, pelas muitas outras ações inesquecíveis de seu governo, na tarefa que lhe fora confiada, no seu período de Gestão. 

Voltemos ao tema na sua especificação. Entrementes, naquele clima de incertezas e dúvidas perceptíveis, contudo, foram concluídos os cursos de Letras e Pedagogia, quando me deram a honra de ser indicado orador único no evento de colação de grau das turmas pertinentes; realizado em 09 de fevereiro de 1985, no Trairi Clube, numa empolgante noite pomposa e digna de historicidade para Santa Cruz. Quanto à colação de grau da turma de Ciências Contábeis, a diplomação fora realizada em outra data, acordada pela UFRN, com justificada razão. 

A propósito, reiteramos aqui, que a nossa solidariedade, em relação à consolidação do Campus Universitário de Santa Cruz, não cessou com a nossa conclusão. 

A conclusão de nosso curso e a consequente diplomação em nada arrefeceram o sentimento de solidariedade à causa. Pelo contrário, continuou vivo até os idos de 1994, ano da resolução que sacramentou a extinção do nosso Núcleo de Ensino Superior do Trairi (NEST). 

Prometi, no texto anterior, que falaria sobre detalhes da prefalada portaria, bem como da repercussão sobre a notícia da eventual possibilidade de extinção do CRUTAC, na gestão primeira, salvo engano, do Reitor Ivonildo Rêgo, no período de então, além de outros detalhes da questão. No caso, adiei para a próxima edição, justificadamente.

Dona Neuza, Dona Terezinha e Dona Maroquinha 
(modelos de educadoras de nossa região)

Honrosamente, reservei este espaço conclusivo, para destiná-lo a três personalidades meritórias da Educação, independente da ordem de colocação: profª Josefa Neuza da Costa (D. Neuza), de saudosa memória, ex-chefe do 5º NURE durante quase uma década, minha especial gratidão; profª Terezinha de Jesus Silva (D. Terezinha), meu carinho e reconhecimento; e profª Maria Celestina da Silveira (D. Maroquinha), também de saudosa memória, ex-Diretora da 7ª DIREC (antigo NURE), exemplo de educadora. Coincidentemente, honrosamente, gratificantemente, e muito mais “mentes”, todas foram minhas mestras, em termos de lição de vida e de profissão. 


A memória dessas pessoas será sempre louvada, por terem sido verdadeiras benfeitoras da causa educacional, nos diversos níveis de classificação: 1º, 2º e 3º graus. Não seria justo, em nenhuma hipótese, pecar por omissão, e, muitíssimo menos, intencionalmente, afirmo-vos de consciência e todo o coração! Inesquecíveis! 

Não nos preocupemos. Há tempo para tudo. “Tempo existe para a exaustão do ar que se respira, e tempo para se respirar como se nascêssemos agora.” 

A amizade desenvolve a felicidade e reduz o sofrimento, duplicando a nossa alegria e dividindo a nossa dor.” (Joseph Addison) 

Eu sempre me rendo diante da sinceridade acrescida de gentileza.” (Carpinejar) 
Obrigado! Até o próximo, se Deus quiser!

Santa Cruz/RN, 13 de outubro de 2020. 
Dinamérico Augusto de Medeiros 



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Formatura de Dinamérico em Letras (UFRN), em fevereiro de 1985. Todos os dias, que não são todos feriados, obviamente, mas que, para mim, são todos santos, acordo e, naturalmente, abro os olhos, agradeço a Deus pelo dia que passou e pelos dias que virão. Incontinenti, descortino a janela do mundo, particularmente do meu universo de…



Formatura de Dinamérico em Letras (UFRN),
em fevereiro de 1985.

Todos os dias, que não são todos feriados, obviamente, mas que, para mim, são todos santos, acordo e, naturalmente, abro os olhos, agradeço a Deus pelo dia que passou e pelos dias que virão.

Incontinenti, descortino a janela do mundo, particularmente do meu universo de lembranças e sentimentos, na retroação do tempo não demoro, de repente, no vislumbre dos anos iniciais da década de 80, aterrisso no inconcluso Campus Universitário da Caiçarinha, com a bagagem lotada de sonho e esperança, flutuando na imaginação. 

Do interior da nave condutora, simultaneamente, desembarcaram os passageiros na mesma destinação. Homens e mulheres, na sua maioria, todos convergentes dos mesmos fins e intenções: estudar, fazer um curso superior; era meta comum a todos, sem exceção. 

Depois de um curto tempo de pouso, nem bem nos aclimatamos, fomos compelidos a deixar o local de concentração. O inverno e a intensificação das chuvas, às pressas, remeteram-nos ao centro da urbe, capital da nossa região. 

Lembrei-me de uma reunião pública no Trairi Clube, quando solicitei, presencialmente, por escrito, do Governador Lavoisier Maia, a construção da ponte sobre o rio Inharé, que, na época, ligaria a sede original do Campus local, ante o problema da acessibilidade, agravado pelo intensificado das chuvas, neste município e em toda a região. 

Foi dito, ainda, que as denominadas obras d’artes (ponte, bueiro etc.) seriam de vital importância, não somente do ponto de vista específico, mas, também, das possibilidades aventadas de alavancagem do desenvolvimento das regiões Trairi e Potengi, respectivamente, na multiplicidade de seus aspectos e potencialização.

Da esquerda para a direita: Zé da Luz, 

Gilson Andrade e esposa (Maria José Macedo), 
Rizomar, Tetê, Dinamérico e Nailson Costa.

A receptividade de tal solicitação superou a expectativa, no tocante à aclamação. 


Nada poderia ser mais emocionante que a reação positiva, esboçada pelos presentes, inclusive a do Chefe do Executivo Estadual, que prometera estudos de viabilização. Não foi possível, imaginemos, acredito, mas registro à posteridade o fato, para conhecimento público, sem ressentimento e/ou indignação. 

No entanto, ele jamais deixará de ter a minha gratidão, pelas muitas outras ações inesquecíveis de seu governo, na tarefa que lhe fora confiada, no seu período de Gestão. 

Voltemos ao tema na sua especificação. Entrementes, naquele clima de incertezas e dúvidas perceptíveis, contudo, foram concluídos os cursos de Letras e Pedagogia, quando me deram a honra de ser indicado orador único no evento de colação de grau das turmas pertinentes; realizado em 09 de fevereiro de 1985, no Trairi Clube, numa empolgante noite pomposa e digna de historicidade para Santa Cruz. Quanto à colação de grau da turma de Ciências Contábeis, a diplomação fora realizada em outra data, acordada pela UFRN, com justificada razão. 

A propósito, reiteramos aqui, que a nossa solidariedade, em relação à consolidação do Campus Universitário de Santa Cruz, não cessou com a nossa conclusão. 

A conclusão de nosso curso e a consequente diplomação em nada arrefeceram o sentimento de solidariedade à causa. Pelo contrário, continuou vivo até os idos de 1994, ano da resolução que sacramentou a extinção do nosso Núcleo de Ensino Superior do Trairi (NEST). 

Prometi, no texto anterior, que falaria sobre detalhes da prefalada portaria, bem como da repercussão sobre a notícia da eventual possibilidade de extinção do CRUTAC, na gestão primeira, salvo engano, do Reitor Ivonildo Rêgo, no período de então, além de outros detalhes da questão. No caso, adiei para a próxima edição, justificadamente.

Dona Neuza, Dona Terezinha e Dona Maroquinha 
(modelos de educadoras de nossa região)

Honrosamente, reservei este espaço conclusivo, para destiná-lo a três personalidades meritórias da Educação, independente da ordem de colocação: profª Josefa Neuza da Costa (D. Neuza), de saudosa memória, ex-chefe do 5º NURE durante quase uma década, minha especial gratidão; profª Terezinha de Jesus Silva (D. Terezinha), meu carinho e reconhecimento; e profª Maria Celestina da Silveira (D. Maroquinha), também de saudosa memória, ex-Diretora da 7ª DIREC (antigo NURE), exemplo de educadora. Coincidentemente, honrosamente, gratificantemente, e muito mais “mentes”, todas foram minhas mestras, em termos de lição de vida e de profissão. 


A memória dessas pessoas será sempre louvada, por terem sido verdadeiras benfeitoras da causa educacional, nos diversos níveis de classificação: 1º, 2º e 3º graus. Não seria justo, em nenhuma hipótese, pecar por omissão, e, muitíssimo menos, intencionalmente, afirmo-vos de consciência e todo o coração! Inesquecíveis! 

Não nos preocupemos. Há tempo para tudo. “Tempo existe para a exaustão do ar que se respira, e tempo para se respirar como se nascêssemos agora.” 

A amizade desenvolve a felicidade e reduz o sofrimento, duplicando a nossa alegria e dividindo a nossa dor.” (Joseph Addison) 

Eu sempre me rendo diante da sinceridade acrescida de gentileza.” (Carpinejar) 
Obrigado! Até o próximo, se Deus quiser!

Santa Cruz/RN, 13 de outubro de 2020. 
Dinamérico Augusto de Medeiros 



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