Ministro da Justiça Flávio Dino enfrenta pedido de impeachment após encontros com esposa de líder do Comando Vermelho

Crise na Esplanada Entre os parlamentares que assinam o pedido, 12 são filiados a partidos da base do governo Lula (PT), mas se identificam com a oposição e raramente votam alinhados com o Planalto.


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Imagem Marcelo Camargo/Agência Brasil





O ministro da Justiça, Flávio Dino, está sob pressão com a apresentação de um pedido de impeachment por parte de 45 deputados da oposição na Câmara Federal. A medida surge após a revelação de duas visitas de Luciane Barbosa Farias, conhecida como a “dama do tráfico amazonense” e esposa de Clemilson dos Santos Farias, líder do Comando Vermelho. O jornal “O Estado de S. Paulo” divulgou inicialmente esse episódio.

Os deputados que subscrevem o pedido destacam a inadmissibilidade da visita de pessoas associadas ao crime e ao tráfico a um órgão do governo federal. Luciane Barbosa Farias foi condenada a dez anos de prisão por seu suposto papel na ocultação de valores do tráfico, enquanto seu marido, Tio Patinhas, coordenava as negociações criminosas.

A alegação principal é de que a presença de Luciane no ministério da Justiça é incompatível com a postura ética e legal esperada de um membro do governo. O pedido de impeachment será protocolado na Câmara Federal.

Entre os parlamentares que assinam o pedido, 12 são filiados a partidos da base do governo Lula (PT), mas se identificam com a oposição e raramente votam alinhados com o Planalto. O grupo lidera dez ministérios, apesar de pertencer a siglas da base governista.

Luciane Barbosa Farias, além de sua ligação com o tráfico, é acusada de desempenhar um papel central na ocultação de valores adquirindo veículos de luxo, imóveis e registrando empresas laranjas, incluindo a Associação Liberdade do Amazonas. Esta última, segundo um inquérito sigiloso da Polícia Civil do Amazonas, seria uma fachada para atender às necessidades da facção criminosa Comando Vermelho.

Os documentos também contradizem a versão do ministério da Justiça sobre as visitas de Luciane. O ministro Elias Vaz e Rafael Velasco, titular da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), foram alguns dos que receberam Luciane e sua equipe da Liberdade do Amazonas nas dependências do ministério.

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Ministro da Justiça Flávio Dino enfrenta pedido de impeachment após encontros com esposa de líder do Comando Vermelho


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Crise na Esplanada Entre os parlamentares que assinam o pedido, 12 são filiados a partidos da base do governo Lula (PT), mas se identificam com a oposição e raramente votam alinhados com o Planalto.


O ministro da Justiça, Flávio Dino, está sob pressão com a apresentação de um pedido de impeachment por parte de 45 deputados da oposição na Câmara Federal. A medida surge após a revelação de duas visitas de Luciane Barbosa Farias, conhecida como a “dama do tráfico amazonense” e esposa de Clemilson dos Santos Farias, líder do Comando Vermelho. O jornal “O Estado de S. Paulo” divulgou inicialmente esse episódio.

Os deputados que subscrevem o pedido destacam a inadmissibilidade da visita de pessoas associadas ao crime e ao tráfico a um órgão do governo federal. Luciane Barbosa Farias foi condenada a dez anos de prisão por seu suposto papel na ocultação de valores do tráfico, enquanto seu marido, Tio Patinhas, coordenava as negociações criminosas.

A alegação principal é de que a presença de Luciane no ministério da Justiça é incompatível com a postura ética e legal esperada de um membro do governo. O pedido de impeachment será protocolado na Câmara Federal.

Entre os parlamentares que assinam o pedido, 12 são filiados a partidos da base do governo Lula (PT), mas se identificam com a oposição e raramente votam alinhados com o Planalto. O grupo lidera dez ministérios, apesar de pertencer a siglas da base governista.

Luciane Barbosa Farias, além de sua ligação com o tráfico, é acusada de desempenhar um papel central na ocultação de valores adquirindo veículos de luxo, imóveis e registrando empresas laranjas, incluindo a Associação Liberdade do Amazonas. Esta última, segundo um inquérito sigiloso da Polícia Civil do Amazonas, seria uma fachada para atender às necessidades da facção criminosa Comando Vermelho.

Os documentos também contradizem a versão do ministério da Justiça sobre as visitas de Luciane. O ministro Elias Vaz e Rafael Velasco, titular da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), foram alguns dos que receberam Luciane e sua equipe da Liberdade do Amazonas nas dependências do ministério.

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