Morte de adolescente em Arez reacende alerta sobre epidemia de feminicídios e violência contra mulheres no RN e no país

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Ícone de crédito Foto: Reprodução

Quase nas vésperas do 08 de março, Dia Internacional da Mulher, uma adolescente de 17 anos foi morta a tiros dentro da casa dos avós, no município de Arez, na Região Metropolitana de Natal. Na madrugada desta quinta-feira (5). De acordo com familiares, o principal suspeito do crime é o ex-namorado da vítima.

A jovem foi identificada como Emilly Menezes, estudante. A avó dela, de 55 anos, também foi baleada durante a ação criminosa. Ela foi socorrida e levada para o Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim, onde passou por cirurgia. Segundo familiares, o estado de saúde dela é estável e não há risco de morte.

Relatos da família apontam que Emilly manteve um relacionamento de cerca de três anos com o suspeito. Nos últimos dias, a adolescente havia deixado a casa onde morava com o ex-companheiro e voltou a viver com os avós.

Parentes afirmam que o relacionamento era marcado por discussões frequentes e que a jovem já teria sido agredida pelo ex-companheiro em outras ocasiões. Ainda segundo os familiares, na última semana Emilly decidiu retornar para a casa dos avós por medo do comportamento do ex-namorado.

De acordo com a família, entre 1h e 2h da madrugada desta quinta-feira o suspeito pulou o muro da residência, invadiu o imóvel e arrombou a porta do quarto onde a adolescente dormia.

Após entrar no cômodo, ele teria efetuado quatro disparos contra a jovem. Infelizmente, Emilly não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

A Polícia Civil informou que realiza buscas pelo suspeito. A motocicleta que ele utilizava foi encontrada abandonada em uma comunidade do município.

Este não foi um caso isolado, não só o RN, mas o país como um todo está enfrentando uma série brutal de violência contra mulheres.

Um dos casos que mais repercutiu na última semana é o da jovem de 17 anos que sofreu estupro coletivo na Zona Sul do Rio de Janeiro, em Copacabana, o crime foi orquestrado por um rapaz com quem a vítima mantinha relação. O garoto atraiu a menina para o apartamento da família dele e logo em seguida outros 3 homens entraram no quarto e praticaram a violência. O assustador é que o ocorrido se passou em 31 de janeiro e só foi divulgado um mês depois.

Um dos criminosos é filho do subsecretário do Goverdor do RJ, Cláudio Castro. Além deste crime, dois dos 4 homens já haviam praticado o mesmo crime contra outra jovem, em que na epóca só tinha 14 anos.

Na grande Natal, o caso mais violento e simbolicamente sentido por todas as mulheres foi da mulher que sofreu 61 golpes de soco do então namorado, no interior do elevador do condomínio em que morava. O porteiro do prédio acionou a polícia no mesmo instante e o agressor foi preso em flagrante.

No mês passado, uma mulher foi morta a machadadas pelo então companheiro, dentro da própria casa. O caso foi registrado em Barra do Rio, no município de Extremoz. Covardemente, o homem atentou contra a própria vida após o crime, mas não teve sucesso. Vizinhos dizem que discussões começaram horas antes, por um ventilador.

A Lei do Feminicídio, em vigor no Brasil desde 2015, classifica como feminicídio os assassinatos de mulheres motivados por violência doméstica ou por menosprezo à condição de mulher. A legislação prevê penas mais severas para esse tipo de crime. Um levatamento recente revela que a maioria das mulheres que tiveram suas vidas ceifadas pelos companheiros e/ou ex-companheiros já haviam denúnciado e tinham medida protetiva contra o agressor

Enquanto a polícia segue em busca do suspeito da morte de Emilly Menezes, o caso soma-se a uma lista crescente de episódios que evidenciam a gravidade da violência contra mulheres no estado e reforça o alerta de autoridades e especialistas sobre a necessidade de enfrentar o problema de forma mais ampla e preventiva.




Morte de adolescente em Arez reacende alerta sobre epidemia de feminicídios e violência contra mulheres no RN e no país





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Quase nas vésperas do 08 de março, Dia Internacional da Mulher, uma adolescente de 17 anos foi morta a tiros dentro da casa dos avós, no município de Arez, na Região Metropolitana de Natal. Na madrugada desta quinta-feira (5). De acordo com familiares, o principal suspeito do crime é o ex-namorado da vítima.

A jovem foi identificada como Emilly Menezes, estudante. A avó dela, de 55 anos, também foi baleada durante a ação criminosa. Ela foi socorrida e levada para o Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim, onde passou por cirurgia. Segundo familiares, o estado de saúde dela é estável e não há risco de morte.

Relatos da família apontam que Emilly manteve um relacionamento de cerca de três anos com o suspeito. Nos últimos dias, a adolescente havia deixado a casa onde morava com o ex-companheiro e voltou a viver com os avós.

Parentes afirmam que o relacionamento era marcado por discussões frequentes e que a jovem já teria sido agredida pelo ex-companheiro em outras ocasiões. Ainda segundo os familiares, na última semana Emilly decidiu retornar para a casa dos avós por medo do comportamento do ex-namorado.

De acordo com a família, entre 1h e 2h da madrugada desta quinta-feira o suspeito pulou o muro da residência, invadiu o imóvel e arrombou a porta do quarto onde a adolescente dormia.

Após entrar no cômodo, ele teria efetuado quatro disparos contra a jovem. Infelizmente, Emilly não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

A Polícia Civil informou que realiza buscas pelo suspeito. A motocicleta que ele utilizava foi encontrada abandonada em uma comunidade do município.

Este não foi um caso isolado, não só o RN, mas o país como um todo está enfrentando uma série brutal de violência contra mulheres.

Um dos casos que mais repercutiu na última semana é o da jovem de 17 anos que sofreu estupro coletivo na Zona Sul do Rio de Janeiro, em Copacabana, o crime foi orquestrado por um rapaz com quem a vítima mantinha relação. O garoto atraiu a menina para o apartamento da família dele e logo em seguida outros 3 homens entraram no quarto e praticaram a violência. O assustador é que o ocorrido se passou em 31 de janeiro e só foi divulgado um mês depois.

Um dos criminosos é filho do subsecretário do Goverdor do RJ, Cláudio Castro. Além deste crime, dois dos 4 homens já haviam praticado o mesmo crime contra outra jovem, em que na epóca só tinha 14 anos.

Na grande Natal, o caso mais violento e simbolicamente sentido por todas as mulheres foi da mulher que sofreu 61 golpes de soco do então namorado, no interior do elevador do condomínio em que morava. O porteiro do prédio acionou a polícia no mesmo instante e o agressor foi preso em flagrante.

No mês passado, uma mulher foi morta a machadadas pelo então companheiro, dentro da própria casa. O caso foi registrado em Barra do Rio, no município de Extremoz. Covardemente, o homem atentou contra a própria vida após o crime, mas não teve sucesso. Vizinhos dizem que discussões começaram horas antes, por um ventilador.

A Lei do Feminicídio, em vigor no Brasil desde 2015, classifica como feminicídio os assassinatos de mulheres motivados por violência doméstica ou por menosprezo à condição de mulher. A legislação prevê penas mais severas para esse tipo de crime. Um levatamento recente revela que a maioria das mulheres que tiveram suas vidas ceifadas pelos companheiros e/ou ex-companheiros já haviam denúnciado e tinham medida protetiva contra o agressor

Enquanto a polícia segue em busca do suspeito da morte de Emilly Menezes, o caso soma-se a uma lista crescente de episódios que evidenciam a gravidade da violência contra mulheres no estado e reforça o alerta de autoridades e especialistas sobre a necessidade de enfrentar o problema de forma mais ampla e preventiva.




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