Jesus de Ritinha de Miúdo
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Styvenson, Álvaro e Fátima tecnicamente empatados para o Senado em Caicó
Pesquisa Instituto Media/O Potengi entrevistou 600 eleitores de Caicó; a margem de erro é de 3%. Confira os números dos cenários estimulados e espontâneo para governador.
Faltando menos de um ano para as eleições nacionais de 2026, o jornal O Potengi dá sequência à sua série de pesquisas eleitorais para o Rio Grande do Norte, em parceria com o instituto Media Inteligência em Pesquisa.
Nesta sondagem, os eleitores da cidade seridoense foram ouvidos sobre suas preferências para os cargos em disputa em 2026 e quanto à avaliação dos governos nas três esferas.
Soma da 1ª e 2 ª opções de votos
Em 2026, serão eleitos dois senadores por cada estado e pelo DF. Por isso, a pesquisa Media Inteligência/oPotengi perguntou aos eleitores de Caicó, no Rio Grande do Norte: “Nas eleições do próximo ano, serão escolhidos dois candidatos para o Senado. Se a eleição fosse hoje, qual desses possíveis candidatos teria o seu primeiro voto para Senador(a) do Rio Grande do Norte?”
Quando apresentados a uma lista com seis possíveis candidatos, a soma das duas opções de votos para o Senado resultou em um cenário de empate técnico entre os três primeiros colocados. Confira os números:
- Styvenson 47,6%
- Álvaro Dias 44,5%
- Fátima Bezerra 41,7%
- Zenaide Maia 23,6%
- Carlos Eduardo 6,0%
- Coronel Hélio 3,6%
1ª opção de voto
Os números referentes à primeira opção de voto dos caicoenses são os seguintes:
- Styvenson 30,6%
- Álvaro Dias 21,5%
- Fátima Bezerra 20,2%
- Zenaide Maia 9,0%
- Carlos Eduardo 2,0%
- Coronel Hélio 1,5%
- NS (Não sabe) 10,2%
- BN (Branco/Nulo) 5,0%
2 ª opção de voto
Já os números referentes à segunda opção de voto dos caicoenses são os seguintes:
- Álvaro Dias 23,0%
- Fátima Bezerra 21,5%
- Styvenson 17,0%
- Zenaide Maia 14,6%
- Carlos Eduardo 4,0%
- Coronel Hélio 2,1%
- NS (Não sabe) 11,0%
- BN (Branco/Nulo) 6,8%
Pesquisa espontânea
Na pesquisa espontânea, em que o entrevistado responde sobre sua preferência de voto para senador sem o auxílio de uma lista com possíveis candidatos, ao todo oito nomes foram lembrados pelos entrevistados. Neste formato de entrevista, 55% dos eleitores de Caicó disseram ainda ter seu voto definido.
- Styvenson 25,0%
- Fátima Bezerra 10,6%
- Álvaro Dias 4,5%
- Zenaide Maia 3,8%
- Coronel Hélio 0,5%
- Carlos Eduardo 0,2%
- Garibaldi 0,2%
- Ezequiel Ferreira 0,2%
- NS (Não sabe) 49,0%
- BN (Branco/Nulo) 6,0%
Sobre a pesquisa
A pesquisa Media Inteligência/oPotengi ouviu 600 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 21 e 22 de novembro de 2025, na cidade de Caicó, Rio Grande do Norte. A amostra tem margem de erro de 3% para um intervalo de confiança de 95%.
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Caicó: Natália e João Maia lideram e outros 18 nomes são citados na pesquisa Media Inteligência/oPotengi para deputado federal
Pesquisa Instituto Media/O Potengi entrevistou 600 eleitores de Caicó; a margem de erro é de 3%. Confira os números dos cenários estimulados e espontâneo para governador.
Faltando menos de um ano para as eleições nacionais de 2026, o jornal O Potengi dá sequência à sua série de pesquisas eleitorais para o Rio Grande do Norte, em parceria com o instituto Media Inteligência em Pesquisa.
Nesta sondagem, os eleitores da cidade seridoense foram ouvidos sobre suas preferências para os cargos em disputa em 2026 e quanto à avaliação dos governos nas três esferas.
Na pesquisa espontânea para deputado federal, ao todo, 29 nomes foram citados pelos eleitores entrevistados. Confira os números:

Sobre a pesquisa
A pesquisa Media Inteligência/oPotengi ouviu 600 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 21 e 22 de novembro de 2025, na cidade de Caicó, Rio Grande do Norte. A amostra tem margem de erro de 3% para um intervalo de confiança de 95%.
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Caicó: Dr Tadeu e Adjuto Dias lideram e outros 20 nomes são citados na pesquisa Media Inteligência/oPotengi para deputado estadual
Pesquisa Instituto Media/O Potengi entrevistou 600 eleitores de Caicó; a margem de erro é de 3%. Confira os números dos cenários estimulados e espontâneo para governador.
Faltando menos de um ano para as eleições nacionais de 2026, o jornal O Potengi dá sequência à sua série de pesquisas eleitorais para o Rio Grande do Norte, em parceria com o instituto Media Inteligência em Pesquisa.
Nesta sondagem, os eleitores da cidade seridoense foram ouvidos sobre suas preferências para os cargos em disputa em 2026 e quanto à avaliação dos governos nas três esferas.
Na pesquisa espontânea para deputado estadual, ao todo, 29 nomes foram citados pelos eleitores entrevistados. Confira os números:

Sobre a pesquisa
A pesquisa Media Inteligência/oPotengi ouviu 600 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 21 e 22 de novembro de 2025, na cidade de Caicó, Rio Grande do Norte. A amostra tem margem de erro de 3% para um intervalo de confiança de 95%.
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Trump eleva o tom contra Maduro mas perdoa ex-presidente hondurenho condenado por tráfico de drogas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o governo de Nicolás Maduro ao afirmar, em uma publicação nas redes sociais, que o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela deve ser considerado “fechado em sua totalidade”. A declaração ocorre em meio à promessa de intensificar o combate a cartéis de drogas no Hemisfério Ocidental, apontados pelo presidente e seus assessores como uma das principais ameaças à segurança nacional.
A escalada retórica, no entanto, coincidiu com um gesto controverso. Menos de 24 horas antes, Trump havia anunciado que concederia perdão total a Juan Orlando Hernández, ex-presidente de Honduras condenado nos Estados Unidos por tráfico de drogas. A decisão — ainda não formalizada — surpreendeu autoridades envolvidas no caso, já que Hernández foi apontado por procuradores como beneficiário de “propinas abastecidas por cocaína” e acusado de proteger operações de cartéis utilizando estruturas do Estado hondurenho, como Forças Armadas, polícia e sistema de justiça.
A contradição entre endurecer o discurso contra o narcotráfico e perdoar um condenado por tráfico repercutiu entre ex-integrantes do governo americano. “Explodimos barcos ‘suspeitos’ no Caribe, mas perdoamos traficantes condenados nos EUA”, criticou Todd Robinson, ex-secretário assistente de Estado para assuntos internacionais de narcóticos, em postagem no LinkedIn.
Trump justificou o gesto afirmando que “muitos amigos” solicitaram o perdão, argumentando que a pena de 45 anos aplicada a Hernández teria sido influenciada pelo fato de ele ocupar a Presidência de Honduras. Em sua justificativa, Trump afirmou: “Isso poderia acontecer com qualquer presidente de qualquer país.”
Paralelamente, autoridades americanas reiteraram que o governo está direcionado a fortalecer ações contra cartéis na América do Sul e no Caribe. “Vamos garantir que o povo americano esteja seguro e protegido do crime organizado transnacional”, disse Stephen Miller, assessor sênior do presidente. Segundo ele, a Venezuela seria comandada por um “grupo narco-terrorista”.
Pouco depois da publicação sobre o perdão, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, reforçou a postura combativa do governo ao declarar nas redes sociais: “Apenas começamos a matar narco-terroristas.”
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Rogério Marinho diz que direita potiguar está unida e defende anistia para Bolsonaro: “Nosso desafio é trazer o centro”
Em visita ao Rio Grande do Norte, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que cabe ao ex-presidente Jair Bolsonaro definir, “no momento oportuno”, o nome que representará a direita na disputa presidencial de 2026. Em entrevista à Tribuna do Norte, o parlamentar — já lançado como pré-candidato ao governo estadual — declarou que a direita potiguar está unida e que a estratégia agora é atrair forças do centro político. Marinho também reforçou críticas ao governo Fátima Bezerra (PT) e defendeu uma anistia para permitir que Bolsonaro volte ao cenário eleitoral.
Segundo o senador, Bolsonaro é alvo de “perseguição política” e estaria enfrentando medidas judiciais desproporcionais. Ele mencionou as condições que levaram à prisão recente do ex-presidente e comparou o episódio ao tratamento dado ao presidente Lula quando foi detido em 2018. Para Marinho, a resposta deve ser política: “Vamos lutar dentro do parlamento para que o Congresso aprove uma anistia”, declarou, acrescentando que o clima de indignação entre apoiadores fortalecerá a direita para 2026.
Ao avaliar a administração estadual, Marinho fez críticas contundentes à governadora Fátima Bezerra. Para ele, áreas como saúde, segurança e educação enfrentam “ausência de gestão”. O senador citou hospitais regionais “sucateados”, estradas deterioradas e o desempenho do Estado no Ideb como sinais de ineficiência. Também criticou a política educacional que prevê progressão mesmo com reprovação em várias disciplinas. “Isso é um deboche contra a sociedade”, afirmou.
Marinho ainda acusou o governo de dificultar investimentos ao adotar, segundo ele, um modelo ideologizado de licenciamento ambiental. De acordo com o senador, empreendedores são tratados como “inimigos”, o que geraria insegurança jurídica e fuga de investimentos para estados vizinhos. Ele também contestou o pré-candidato governista Carlos Eduardo Xavier, a quem atribui responsabilidade pelo cenário fiscal do RN. Para Marinho, o Estado vive um “caos” com comprometimento da folha próximo a 80% da receita corrente líquida e baixa avaliação fiscal junto ao Tesouro.
Sobre o PL 5977/2025, que propõe revisão das penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, Marinho considera o projeto meritório. Ele afirma que os crimes definidos como tentativa de abolição violenta do Estado foram exagerados e defende revisões que poderiam beneficiar grande parte dos condenados. “Nunca aprovamos depredação de patrimônio público, mas dizer que houve golpe com pessoas desarmadas, idosas, mulheres e crianças é forçar a barra”, argumentou.
No cenário para 2026, Marinho enfatizou que a direita potiguar está alinhada, mas reforçou que a ampliação da coalizão passa pela aproximação com o centro político. “A direita está unida. Nosso desafio é trazer o centro”, disse. Ele destacou que Bolsonaro terá a palavra final sobre o candidato presidencial e lembrou os prazos da Justiça Eleitoral para filiação e convenções partidárias. “É ter paciência. No momento certo, Bolsonaro vai escolher o nosso nome.”
Com discurso fortemente crítico ao PT e mobilizado pela defesa do ex-presidente, Marinho se posiciona para liderar a oposição no RN e consolidar o projeto nacional da direita para as eleições de 2026.
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RN terá acesso a R$ 855 mi em crédito, mas enfrentará congelamento de reajustes e restrições em concursos após acordo com a União
O Rio Grande do Norte poderá contratar até R$ 855 milhões em empréstimos após acordo firmado com a União e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em troca, o Estado terá de cumprir uma série de restrições fiscais que afetam diretamente o funcionalismo público e a capacidade de expansão de gastos. O pacto, celebrado na segunda-feira (24) pelo ministro Cristiano Zanin, relator da ACO 3733, permitirá o acesso ao Plano de Recuperação Fiscal (PEF), mesmo sem o RN cumprir todas as metas tradicionais do programa.
O acordo exige que o Estado cumpra as vedações do artigo 167-A da Constituição Federal até atingir três metas: reduzir a despesa de pessoal para menos de 54% da Receita Corrente Líquida (RCL), garantir caixa líquido positivo e manter as despesas correntes abaixo de 90% das receitas. Segundo o Tesouro Nacional, o RN registrou no segundo quadrimestre de 2025 55,73% da RCL comprometida com a folha do Executivo, maior índice do país e acima do teto permitido.
Entre as restrições estão: impossibilidade de reajustes gerais; proibição de novos concursos, salvo reposições; vedação à criação de cargos; congelamento de auxílios e bônus; e impedimento para expansão de benefícios tributários ou criação de novas despesas obrigatórias. O Estado deverá enviar relatórios periódicos ao Tesouro comprovando o cumprimento das medidas.
O Governo do RN afirmou, em nota, que o crédito será fundamental para fortalecer a estabilidade financeira e permitir novos investimentos. Economistas, porém, alertam para impactos relevantes. Para Arthur Néo, professor convidado da Ufersa, o Estado vive há anos acima do limite de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo ele, parte do recurso deve ser usada para obras, mas outra porção inevitavelmente servirá para recompor a folha salarial e o equilíbrio das contas. “Compromete-se a renda futura para o consumo do presente”, afirma, prevendo possíveis greves e judicialização.
As categorias do funcionalismo reagiram imediatamente. O Sindsaúde-RN aponta que ajustes desse tipo geralmente implicam congelamento de contratos e perdas acumuladas. A diretora Rosália Fernandes critica a precarização no setor: “Faltam materiais, equipamentos, alimentação para pacientes e equipes. Seguimos trabalhando na improvisação”.
O Sinpol-RN também avalia o acordo como prejudicial. O presidente Nilton Arruda afirma que a polícia civil opera com apenas 34% do efetivo necessário, e que o congelamento ameaça avanços recentes na segurança pública. “Sem valorização, a segurança do RN entrará novamente em colapso”, diz.
A Aspern, entidade dos procuradores estaduais, destaca que o quadro de procuradores do Estado é o menor proporcionalmente no país, com apenas 70 cargos. A ampliação da carreira dependeria de criação de novos postos — algo agora proibido. A associação acompanhará os efeitos do acordo sobre demandas da categoria.
Já a Procuradoria Geral do Estado defende que o ajuste é necessário para restaurar a saúde fiscal e garantir investimentos. “É preciso um esforço conjunto de todos os órgãos”, disse o procurador Carlos Frederico Braga Martins.
Apesar das críticas, a União ressaltou que o acordo representa um marco no PEF, sendo a primeira vez que medidas de reequilíbrio fiscal foram negociadas diretamente entre governo federal e um ente federativo. O pacto teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.
Enquanto o crédito traz alívio imediato, o peso das restrições promete forte impacto político e social nos próximos anos — especialmente entre os servidores, que já vivem sob pressão salarial e condições de trabalho fragilizadas.
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Alexandre de Moraes cobra comprovação de Alzheimer ao General Augusto Heleno; prazo é de 5 dias
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do general Augusto Heleno apresente, no prazo de cinco dias, comprovações formais do suposto diagnóstico de Alzheimer. A cobrança ocorre após a defesa alegar que o ex-ministro convive com a doença desde pelo menos 2018 — afirmação que, segundo Moraes, não foi acompanhada por qualquer laudo, exame ou documentação referente ao período entre 2018 e 2023.
O despacho destaca que Heleno foi interrogado em junho deste ano, acompanhado de seus advogados, sem que houvesse qualquer menção a um quadro clínico que pudesse comprometer sua capacidade cognitiva. Para o ministro, a ausência de informações anteriores levanta dúvidas que precisam ser esclarecidas antes que o STF possa avaliar o pedido de conversão da prisão em regime domiciliar.
A exigência ocorre após a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter se manifestado favoravelmente ao pedido. Em parecer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a idade avançada e a saúde fragilizada de Heleno justificam a reconsideração do regime de detenção. Mesmo assim, Moraes ressaltou a necessidade de documentos que confirmem o diagnóstico preliminar obtido no exame de corpo de delito realizado no dia da prisão.
O general, condenado a 21 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado, está detido no Comando Militar do Planalto. A defesa sustenta que ele já apresentava sintomas compatíveis com Alzheimer quando chefiou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante o governo Jair Bolsonaro, mas nenhuma comprovação oficial foi apresentada até agora. A investigação, no entanto, registra que Heleno exerceu suas funções sem sinais públicos de incapacidade.
Além dele, o general da reserva Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, também foi preso na mesma operação. A Polícia Federal relatou que exames preliminares indicam fragilidade na saúde de Heleno, mas reforçou a falta de documentação clínica completa — ponto agora exigido pelo Supremo.
Com o novo prazo estabelecido, a expectativa é de que a defesa reúna os laudos solicitados. O caso segue em andamento e deve gerar novos desdobramentos nos próximos dias.
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Projeto na Zona Norte de Natal revela geração de campeões e mantém vivo o handebol de base no estado
Campeões brasileiros de handebol de praia na categoria infantil masculino e bicampeões invictos dos Jogos Escolares do Rio Grande do Norte (Jern’s), os jovens atletas do Eagles Handball Club (EHC), da Zona Norte de Natal, vêm driblando a falta de estrutura e de calendário esportivo para se firmar como uma das principais forças da modalidade no país. A equipe, formada por alunos do Colégio Degraus, conquistou o título nacional em novembro, na Praia de Cabo Branco, em João Pessoa (PB), e consolidou um projeto que insiste em crescer mesmo sem apoio amplo.
À frente do grupo está o técnico Alexandre Magno, que acompanha os atletas desde o Mini Handebol. Ele critica a ausência de competições de base no estado, tanto no handebol de praia quanto no indoor. “Infelizmente as competições para a base praticamente estão extintas no RN. Se não formos jogar fora, passamos longos períodos parados, esperando os Jern’s”, afirma. Segundo ele, o foco excessivo em torneios Master ignora a necessidade de formação de novos talentos.
Diante das limitações, o EHC mantém treinos frequentes na Arena do Colégio Degraus, alternando entre areia e quadra, e busca competições em outros estados. A falta de material esportivo é uma dificuldade constante. “Sempre precisamos de ajuda para adquirir bolas, coletes e uniformes. O trabalho sério faz com que mãos amigas nos apoiem”, diz Magno.
O elenco campeão — Artur Costa, Cayuan, Mateus, Moaby, Ítalo, João Pedro Ramos, Benjamin, Lucas Rodrigues, Pedro Lucas e o goleiro Pedro Henrique — colhe frutos de anos de treinamento conjunto. No Brasileiro, três atletas receberam destaques individuais: Artur (MVP), Lucas (melhor defensor) e João Pedro (melhor ponta direita). Nos Jern’s, o goleiro Pedrinho foi eleito Atleta Ouro. O Colégio Degraus ainda levou o título no juvenil masculino e o vice no mirim.
Para Magno, o desempenho esportivo caminha junto da formação pessoal. Ele cita Lucas, melhor aluno da escola, como exemplo. E reforça o lema central do projeto: “Disciplina, disciplina e disciplina”. Inspirado em Muhammad Ali, ele resume: “Campeões são feitos de algo dentro de si — um desejo, um sonho, uma visão”.
Em meio à carência de políticas para o esporte de base no RN, o Eagles Handball Club segue competindo, formando atletas e mantendo acesa a esperança de renovação da modalidade no estado.
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Flamengo vence final no Defensores del Chaco e se firma como maior campeão do Brasil na Libertadores; Danilo se consagra como herói
O Flamengo escreveu mais um capítulo histórico neste sábado (29) ao conquistar o tetracampeonato da Copa Libertadores da América, feito inédito entre os clubes brasileiros. A vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras, no Estádio Monumental de Lima, no Peru, consagrou o rubro-negro como o maior campeão do país no torneio e reforçou sua força no cenário continental.
A partida, marcada por equilíbrio e tensão, teve emoções do início ao fim. Com o estádio tomado por torcedores das duas equipes, o Flamengo precisou de paciência para superar a organização tática palmeirense. O gol decisivo surgiu aos 22 minutos do segundo tempo, quando Danilo, em grande fase, subiu mais alto do que toda a defesa adversária para completar de cabeça a cobrança de escanteio. O lance, explosivo e preciso, levou a torcida rubro-negra ao delírio e se tornou o momento emblemático da campanha.
O jogo seguiu truncado e de forte marcação, exigindo da equipe carioca uma postura defensiva sólida nos minutos finais. O Palmeiras, que buscava o tetra e vinha embalado na competição, pressionou intensamente em busca do empate, mas esbarrou no bom posicionamento da defesa flamenguista e na segurança do goleiro. A arbitragem ainda deu mais alguns minutos de acréscimo, aumentando a dramaticidade da decisão, mas o Flamengo resistiu até o apito final.
Com a conquista, além de erguer sua quarta taça continental, o clube carioca garantiu um prêmio de 24 milhões de dólares (cerca de R$ 128 milhões). Já o Palmeiras, vice-campeão, leva para casa 7 milhões de dólares (R$ 37,3 milhões) a mais no orçamento, valor destinado ao segundo colocado.
A vitória coloca o Flamengo em um patamar histórico. Até então, cinco clubes brasileiros dividiam o posto de tricampeões da Libertadores — São Paulo, Santos, Grêmio e o próprio Palmeiras, além do rubro-negro. Agora, o time carioca se destaca isolado como o único tetracampeão brasileiro, reforçando a fase vencedora vivida pelo clube na última década, marcada por grandes investimentos, conquistas nacionais e projeção internacional.
O técnico e a comissão técnica destacaram após o jogo a entrega do elenco e a maturidade tática demonstrada na final. A atuação de Danilo, autor do gol decisivo, também foi amplamente elogiada. O atacante, que já vinha sendo apontado como destaque da temporada, consolidou-se como herói da noite em Lima.
A festa da torcida do Flamengo tomou as ruas da capital peruana e rapidamente se espalhou pelo Brasil. Em diversas cidades, rubro-negros celebraram com bandeiras, fogos e caravanas improvisadas. No Rio de Janeiro, a comemoração se estendeu pela madrugada, confirmando mais uma vez o peso emocional da Libertadores para os torcedores.
A conquista também repercutiu entre comentaristas esportivos, que apontam o feito como prova de que o Flamengo se mantém como uma das principais forças da América do Sul. A combinação de elenco forte, gestão estruturada e protagonismo em grandes jogos tem colocado o clube em uma rota contínua de títulos e finais.
Com o tetracampeonato garantido, o Flamengo agora mira o Mundial de Clubes e a manutenção de sua hegemonia dentro e fora do Brasil. Para a torcida, porém, o sentimento é simples e direto: é tetra — e a América novamente é rubro-negra.
