Janeiro Roxo chama atenção para hanseníase, a doença tem cura e tratamento pelo SUS





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Janeiro Roxo chama atenção para hanseníase, a doença tem cura e tratamento pelo SUS







O Brasil segue como um dos países com maior número de novos registros de hanseníase no mundo, ocupando a segunda posição no ranking global. Diante desse cenário, ações de conscientização ganham destaque, especialmente durante a campanha Janeiro Roxo, que busca informar a população, combater o preconceito e reforçar a importância do diagnóstico precoce. Em 2025, Natal contabilizou cerca de 27 casos notificados da doença, conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

A dermatologista Maria do Carmo Queiroz destaca que o enfrentamento à hanseníase deve ocorrer de forma contínua. Segundo ela, o cuidado não pode se limitar a um único mês do ano, já que a doença exige atenção permanente nos serviços de saúde. O último domingo de janeiro marca o Dia Mundial de Combate à Hanseníase, data que reforça a mobilização nacional.

A médica explica que a hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Apesar disso, a maioria das pessoas que entra em contato com o agente não desenvolve a doença, devido à resistência imunológica natural. Entre aqueles que adoecem, nem todos transmitem a infecção.

A transmissão ocorre principalmente após contato próximo e prolongado com uma pessoa doente sem tratamento, por meio das vias respiratórias. Diferentemente de doenças virais de rápida disseminação, a hanseníase apresenta um período de incubação longo, que pode variar de dois a cinco anos. Não há risco de contágio por meio do toque, da pele ou do compartilhamento de objetos, o que reforça a necessidade de combater estigmas históricos associados à enfermidade.

Com diagnóstico precoce, a hanseníase tem cura e tratamento eficaz, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A terapia é feita com a combinação de medicamentos que interrompem a transmissão e evitam complicações. Quando não tratada, a doença pode afetar os nervos periféricos, provocando perda de sensibilidade, força muscular e deformidades.

Entre os sinais de alerta estão manchas na pele com alteração de sensibilidade, formigamentos, nódulos, queda de pelos das sobrancelhas e dificuldades motoras nas mãos e nos pés. O diagnóstico é essencialmente clínico e pode ser realizado nas unidades básicas de saúde, por meio da avaliação dermatológica e neurológica.

Durante o Janeiro Roxo, a SMS promove ações educativas em Natal, como triagens, testes de sensibilidade, avaliação de contatos e distribuição de material informativo, com o objetivo de ampliar o acesso ao diagnóstico e reduzir o impacto da doença na população.




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