Faça só o que eu digo e ninguém fará nada.



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Olá, queridos! Como vão?

Mais uma vez estava em luta interna tentando decidir sobre o que escrever nesse texto de hoje. Vasculhei minha mente, prestei atenção ao meu redor, tentei lembrar de conversas que tive recentemente. Li. Assisti. Nada. Nada me veio à mente a não ser o texto passado. E foi aí que percebi que era sobre isso que eu tinha que escrever.

Não é minha intenção fazer desse a “Parte 2 – A missão” do texto anterior, mas acredito que o que me trouxe até essa discussão de agora pode ser vista, sim, como uma continuação.

No texto passado eu falei sobre quando não enxergamos as ferramentas que já possuímos dentro de nós e hoje comecei dizendo a vocês que não sabia sobre o que escrever. Logo eu, que estou aqui sempre enquanto escritora.

É muito frustrante lidar com esse tipo de situação, quando nos deparamos com nossa incapacidade de fazer algo que sempre fazemos. A pergunta que mais me veio foi “O que eu faço quando não consigo fazer o que mais faço?”

Antes de responder a essa pergunta, vou deixar claro para vocês o meu sentimento quanto a isso. Sempre me identifiquei com uma fala da Clarice Lispector em que, ao ser perguntada se escrevia por vocação ou necessidade, respondeu que só escreve porque não consegue deixar de escrever, que é mais forte que ela.

Não estou aqui, em hipótese alguma, me comparando a uma das maiores escritoras que já existiram. Até mesmo uma boa leonina como eu tem limites.

Estou dizendo que me identifiquei com a fala dela porque é assim que me sinto. Ao menos quando a escrita não me abandona. (Ou sou eu que a abandono? Ainda não fizemos a reconstituição dos fatos).

Eu tenho cadernos (no plural) na minha cabeceira, uso frequentemente o bloco de notas do celular, tenho um caderno de anotações no bolso lateral do carro, tenho muito material salvo no meu computador, além de muita coisa que permeia meus pensamentos mais rápido do que consigo escrever e acaba se perdendo.

Meu sonho seria uma invenção que captasse minhas divagações e conseguisse deixar tudo registrado. Agora pouco eu estava na academia e pensando sobre como eu não estava conseguindo escrever. Remoendo em minha cabeça como que podia ser eu não conseguir fazer algo que para mim é tão natural.

O que quero dizer com isso tudo é que reunir meus pensamentos e ruminá-los é algo que eu faço com tanta facilidade que me espanta. Minha mente nunca está em silêncio. Nunca! Meditar é um trabalho e tanto para mim. Mas eu consigo.

Enfim, voltando. Eu me pego sem saber sobre o que escrever e vejo que tenho muito a escrever sobre isso. E automaticamente me vêm as aulas de gramática do colégio falando sobre funções da linguagem e eu lembro que metalinguagem é uma das minhas favoritas. Quando se fala sobre e com o que se está falando. Quando um filme fala sobre produzir filmes. Ou quando um texto fala sobre escrever.

Voltando de novo para o foco! A questão é: no texto passado eu falei com vocês sobre aprender a olhar para dentro e encontrar tudo que já temos lá. E agora estou eu aqui dizendo que estou com dificuldade de escrever. Com certeza vocês já ouviram a expressão “bloqueio criativo”, todo mundo tem isso de vez em quando. Todo mundo que cria algo.

Eu, olhando para o cursor piscando na tela do computador sem saber o que escrever. Quem pinta, encarando uma tela em branco agredindo os olhos mais que o sol do meio dia. Quem compõe, ouvindo o silêncio ensurdecedor do seu instrumento. Quem busca uma solução para algo corriqueiro do seu dia a dia e não consegue ver uma saída sequer. Quem faz todo dia tudo sempre igual e esquece como sacudir às seis horas da manhã.

Falei, sim, que temos de olhar para dentro e encontrar nossas ferramentas. Não volto atrás nisso. Mas eu precisava dizer também que em alguns momentos não vamos encontrar. E, por mais batida que seja essa frase, está tudo bem!

É importante entendermos que o caminho do autoconhecimento não é linear. Não é uma subida. É um cabaré sem gerência, com equipe reduzida e cerveja mais cara que a parcela do financiamento de um celtinha 2005.

Vão existir momentos em que, por mais que tentemos, não vamos conseguir ver a luz no fim do túnel, até porque estamos sem gerência, lembra? Ninguém pagou a conta de energia desse cabaré!

Eu achei importante falar para vocês que mesmo quem fala sobre o tema, mesmo quem é especialista com mestrado e doutorado no tema (o que eu já deixei claro que não é meu caso, meu conhecimento é apenas sobre mim mesma e olhe lá), mesmo essas pessoas não vão saber o que fazer ou sobre o que falar o tempo todo.

Hoje em dia somos bombardeados por informações forjadas sobre vidas supostamente perfeitas nas redes sociais e, de uma forma cruel, nos comparamos a elas. Isso só prejudica nossa caminhada.

Temos de nos inspirar, sim, por quem consegue avançar no caminho que queremos, mas entender que nossas condições reais é quem vão ditar nosso tempo. Em todos os meus textos eu falo a vocês sobre como percorrer a jornada do autoconhecimento, mas eu também estou no caminho. Eu também falho, inúmeras vezes. Eu também não consigo muita coisa.

Achei importante dividir essa percepção com vocês para mostrar que todos temos dificuldades, mas todos conseguimos! Como vocês bem podem ver, no fim das contas, eu escrevi o texto, não escrevi?

Eu lidei com a frustração de não conseguir e não desisti de tentar. Eu olhei para dentro e, mesmo quando não conseguia encontrar nada, mesmo quando as ferramentas que eu já conheço falharam, eu não deixei de tentar. Porque eu sabia que estavam lá e em algum momento tudo voltaria a funcionar normalmente.

Nesse ponto, eu consegui responder a mim mesma. “O que eu faço quando não consigo fazer o que mais faço?” deixou de ser uma pergunta causando angústia para ser uma incentivadora de várias respostas.

Seja o caminho que for que estejam percorrendo, não desistam. Pode parecer que não darão conta, que não têm mais de onde tirar soluções, que tudo parece sem propósito. Mas, se persistirem, em algum momento a ideia vem, a solução aparece, a ferramenta adormecida volta a funcionar, tinindo!!!

Sejam persistentes com os bloqueios no caminho. Sejam pacientes consigo mesmos. Estejam atentos a toda e qualquer lição que puderem aprender, especialmente as lições promovidas pelas frustrações. E lembrem de respirar. É impressionante o que um bom “inspira-expira-não-pira” pode fazer por nós.

Até a próxima!



Faça só o que eu digo e ninguém fará nada.






Olá, queridos! Como vão?

Mais uma vez estava em luta interna tentando decidir sobre o que escrever nesse texto de hoje. Vasculhei minha mente, prestei atenção ao meu redor, tentei lembrar de conversas que tive recentemente. Li. Assisti. Nada. Nada me veio à mente a não ser o texto passado. E foi aí que percebi que era sobre isso que eu tinha que escrever.

Não é minha intenção fazer desse a “Parte 2 – A missão” do texto anterior, mas acredito que o que me trouxe até essa discussão de agora pode ser vista, sim, como uma continuação.

No texto passado eu falei sobre quando não enxergamos as ferramentas que já possuímos dentro de nós e hoje comecei dizendo a vocês que não sabia sobre o que escrever. Logo eu, que estou aqui sempre enquanto escritora.

É muito frustrante lidar com esse tipo de situação, quando nos deparamos com nossa incapacidade de fazer algo que sempre fazemos. A pergunta que mais me veio foi “O que eu faço quando não consigo fazer o que mais faço?”

Antes de responder a essa pergunta, vou deixar claro para vocês o meu sentimento quanto a isso. Sempre me identifiquei com uma fala da Clarice Lispector em que, ao ser perguntada se escrevia por vocação ou necessidade, respondeu que só escreve porque não consegue deixar de escrever, que é mais forte que ela.

Não estou aqui, em hipótese alguma, me comparando a uma das maiores escritoras que já existiram. Até mesmo uma boa leonina como eu tem limites.

Estou dizendo que me identifiquei com a fala dela porque é assim que me sinto. Ao menos quando a escrita não me abandona. (Ou sou eu que a abandono? Ainda não fizemos a reconstituição dos fatos).

Eu tenho cadernos (no plural) na minha cabeceira, uso frequentemente o bloco de notas do celular, tenho um caderno de anotações no bolso lateral do carro, tenho muito material salvo no meu computador, além de muita coisa que permeia meus pensamentos mais rápido do que consigo escrever e acaba se perdendo.

Meu sonho seria uma invenção que captasse minhas divagações e conseguisse deixar tudo registrado. Agora pouco eu estava na academia e pensando sobre como eu não estava conseguindo escrever. Remoendo em minha cabeça como que podia ser eu não conseguir fazer algo que para mim é tão natural.

O que quero dizer com isso tudo é que reunir meus pensamentos e ruminá-los é algo que eu faço com tanta facilidade que me espanta. Minha mente nunca está em silêncio. Nunca! Meditar é um trabalho e tanto para mim. Mas eu consigo.

Enfim, voltando. Eu me pego sem saber sobre o que escrever e vejo que tenho muito a escrever sobre isso. E automaticamente me vêm as aulas de gramática do colégio falando sobre funções da linguagem e eu lembro que metalinguagem é uma das minhas favoritas. Quando se fala sobre e com o que se está falando. Quando um filme fala sobre produzir filmes. Ou quando um texto fala sobre escrever.

Voltando de novo para o foco! A questão é: no texto passado eu falei com vocês sobre aprender a olhar para dentro e encontrar tudo que já temos lá. E agora estou eu aqui dizendo que estou com dificuldade de escrever. Com certeza vocês já ouviram a expressão “bloqueio criativo”, todo mundo tem isso de vez em quando. Todo mundo que cria algo.

Eu, olhando para o cursor piscando na tela do computador sem saber o que escrever. Quem pinta, encarando uma tela em branco agredindo os olhos mais que o sol do meio dia. Quem compõe, ouvindo o silêncio ensurdecedor do seu instrumento. Quem busca uma solução para algo corriqueiro do seu dia a dia e não consegue ver uma saída sequer. Quem faz todo dia tudo sempre igual e esquece como sacudir às seis horas da manhã.

Falei, sim, que temos de olhar para dentro e encontrar nossas ferramentas. Não volto atrás nisso. Mas eu precisava dizer também que em alguns momentos não vamos encontrar. E, por mais batida que seja essa frase, está tudo bem!

É importante entendermos que o caminho do autoconhecimento não é linear. Não é uma subida. É um cabaré sem gerência, com equipe reduzida e cerveja mais cara que a parcela do financiamento de um celtinha 2005.

Vão existir momentos em que, por mais que tentemos, não vamos conseguir ver a luz no fim do túnel, até porque estamos sem gerência, lembra? Ninguém pagou a conta de energia desse cabaré!

Eu achei importante falar para vocês que mesmo quem fala sobre o tema, mesmo quem é especialista com mestrado e doutorado no tema (o que eu já deixei claro que não é meu caso, meu conhecimento é apenas sobre mim mesma e olhe lá), mesmo essas pessoas não vão saber o que fazer ou sobre o que falar o tempo todo.

Hoje em dia somos bombardeados por informações forjadas sobre vidas supostamente perfeitas nas redes sociais e, de uma forma cruel, nos comparamos a elas. Isso só prejudica nossa caminhada.

Temos de nos inspirar, sim, por quem consegue avançar no caminho que queremos, mas entender que nossas condições reais é quem vão ditar nosso tempo. Em todos os meus textos eu falo a vocês sobre como percorrer a jornada do autoconhecimento, mas eu também estou no caminho. Eu também falho, inúmeras vezes. Eu também não consigo muita coisa.

Achei importante dividir essa percepção com vocês para mostrar que todos temos dificuldades, mas todos conseguimos! Como vocês bem podem ver, no fim das contas, eu escrevi o texto, não escrevi?

Eu lidei com a frustração de não conseguir e não desisti de tentar. Eu olhei para dentro e, mesmo quando não conseguia encontrar nada, mesmo quando as ferramentas que eu já conheço falharam, eu não deixei de tentar. Porque eu sabia que estavam lá e em algum momento tudo voltaria a funcionar normalmente.

Nesse ponto, eu consegui responder a mim mesma. “O que eu faço quando não consigo fazer o que mais faço?” deixou de ser uma pergunta causando angústia para ser uma incentivadora de várias respostas.

Seja o caminho que for que estejam percorrendo, não desistam. Pode parecer que não darão conta, que não têm mais de onde tirar soluções, que tudo parece sem propósito. Mas, se persistirem, em algum momento a ideia vem, a solução aparece, a ferramenta adormecida volta a funcionar, tinindo!!!

Sejam persistentes com os bloqueios no caminho. Sejam pacientes consigo mesmos. Estejam atentos a toda e qualquer lição que puderem aprender, especialmente as lições promovidas pelas frustrações. E lembrem de respirar. É impressionante o que um bom “inspira-expira-não-pira” pode fazer por nós.

Até a próxima!


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