Entre sertão, fé e boemia: mostra destaca universo expressionista de Assis Marinho, exposição está aberta na Pinacoteca

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Ícone de crédito Foto: Carmem Felix

A Pinacoteca Potiguar, em Natal, abriu ao público neste sábado (28) a exposição “Hoje Tem Espetáculo – O Universo Poético de Assis Marinho”, homenagem a um dos nomes mais marcantes da pintura produzida no Rio Grande do Norte. A visitação é gratuita e segue até o dia 29 de março.

A mostra reúne obras provenientes de coleções particulares e propõe um mergulho na trajetória artística e pessoal de Assis Marinho, destacando a relação entre memória, território e identidade cultural. Autodidata, o artista construiu uma linguagem própria marcada pelo expressionismo e pela forte presença de elementos regionais, traduzidos em cores intensas e personagens simbólicos.

Durante a abertura, Marinho destacou o caráter coletivo da exposição. Segundo ele, a trajetória artística foi construída a partir de encontros e desafios que contribuíram para seu amadurecimento criativo. O pintor também reforçou a importância de ampliar o acesso à cultura em diferentes regiões do estado.

Com curadoria de Manoel Onofre Neto e projeto expográfico desenvolvido pelo Estúdio Barros, a exposição está organizada em seis núcleos temáticos que conduzem o visitante por diferentes fases da produção do artista.

O percurso começa com reflexões sobre identidade e resistência em “O Quixote Sertanejo – O Artista e seus Espelhos”. Em seguida, “Ciranda dos Sonhos – Infância e Imaginação” resgata memórias afetivas e o universo lúdico da infância. Já “Arena do Sertão – Memória, Festa e Resistência” apresenta o contraste entre a dureza da seca e a vitalidade das manifestações populares.

A espiritualidade ganha destaque em “Procissão da Poesia – O Sagrado em Cena”, enquanto a chegada do artista à capital potiguar inspira “Entre Marés – Desfrute à Beira-mar”, com referências a jangadas, pescadores e cenas marítimas. O encerramento acontece em “Em Torno do Beco – Boêmia e Resistência”, diálogo artístico com esculturas do mestre Ivan do Maxixe e o ambiente cultural do Beco da Lama.

Nascido em Cubati, na Paraíba, em 1960, Assis Marinho mudou-se ainda criança para o Seridó potiguar e posteriormente fixou residência em Natal, onde consolidou sua carreira. Em suas telas, transitam figuras do cotidiano, imagens religiosas e referências literárias universais, refletindo uma trajetória marcada pela persistência e pela valorização da cultura popular.




Entre sertão, fé e boemia: mostra destaca universo expressionista de Assis Marinho, exposição está aberta na Pinacoteca





Ícone de crédito Foto: Carmem Felix


A Pinacoteca Potiguar, em Natal, abriu ao público neste sábado (28) a exposição “Hoje Tem Espetáculo – O Universo Poético de Assis Marinho”, homenagem a um dos nomes mais marcantes da pintura produzida no Rio Grande do Norte. A visitação é gratuita e segue até o dia 29 de março.

A mostra reúne obras provenientes de coleções particulares e propõe um mergulho na trajetória artística e pessoal de Assis Marinho, destacando a relação entre memória, território e identidade cultural. Autodidata, o artista construiu uma linguagem própria marcada pelo expressionismo e pela forte presença de elementos regionais, traduzidos em cores intensas e personagens simbólicos.

Durante a abertura, Marinho destacou o caráter coletivo da exposição. Segundo ele, a trajetória artística foi construída a partir de encontros e desafios que contribuíram para seu amadurecimento criativo. O pintor também reforçou a importância de ampliar o acesso à cultura em diferentes regiões do estado.

Com curadoria de Manoel Onofre Neto e projeto expográfico desenvolvido pelo Estúdio Barros, a exposição está organizada em seis núcleos temáticos que conduzem o visitante por diferentes fases da produção do artista.

O percurso começa com reflexões sobre identidade e resistência em “O Quixote Sertanejo – O Artista e seus Espelhos”. Em seguida, “Ciranda dos Sonhos – Infância e Imaginação” resgata memórias afetivas e o universo lúdico da infância. Já “Arena do Sertão – Memória, Festa e Resistência” apresenta o contraste entre a dureza da seca e a vitalidade das manifestações populares.

A espiritualidade ganha destaque em “Procissão da Poesia – O Sagrado em Cena”, enquanto a chegada do artista à capital potiguar inspira “Entre Marés – Desfrute à Beira-mar”, com referências a jangadas, pescadores e cenas marítimas. O encerramento acontece em “Em Torno do Beco – Boêmia e Resistência”, diálogo artístico com esculturas do mestre Ivan do Maxixe e o ambiente cultural do Beco da Lama.

Nascido em Cubati, na Paraíba, em 1960, Assis Marinho mudou-se ainda criança para o Seridó potiguar e posteriormente fixou residência em Natal, onde consolidou sua carreira. Em suas telas, transitam figuras do cotidiano, imagens religiosas e referências literárias universais, refletindo uma trajetória marcada pela persistência e pela valorização da cultura popular.




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