CORRIDA PARA GOVERNO DO RN: entre o quase novo e o passado travestido



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2 respostas para “CORRIDA PARA GOVERNO DO RN: entre o quase novo e o passado travestido”

  1. What an engaging read! You kept me hooked from start to finish.

  2. Thanks for making this so reader-friendly.

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A corrida eleitoral no Rio Grande do Norte começou antes mesmo do tiro de largada oficial, e como toda boa disputa, já tem seus favoritos.
Até agora, três nomes se colocam no tabuleiro do xadrez estadual: Álvaro Dias (Podemos), Allyson Bezerra (União Brasil) e Carlos Eduardo Xavier, o Cadu Xavier (PT). Cada um carrega nas costas não apenas suas próprias trajetórias, mas também os pesos e as bênçãos dos grupos políticos que representam.
Álvaro Dias, ex-prefeito de Natal, entra na disputa com o apoio de figuras importantes da direita local e nacional. Tem ao seu lado o prefeito Paulinho Freire, os senadores Styvenson Valentim e Rogério Marinho, além do respaldo do bolsonarismo.
Em um cenário de provável polarização nacional entre Lula e Flávio Bolsonaro, esse apoio pode funcionar como gasolina eleitoral. O problema? Ele divide o mesmo campo ideológico com outro concorrente forte. De maneira que, sem um arco de alianças mais amplo, Álvaro Dias parece correr pela faixa externa da pista, torcendo para que os favoritos tropecem em alguma curva.
Já Allyson Bezerra surge como quem larga na frente. Prefeito de Mossoró, segundo maior colégio eleitoral do estado, ele construiu uma rede de apoios pra lá de recheada. Atraiu o vice-governador Walter Alves, a senadora Zenaide Maia, José Agripino, João Maia e até o ex-governador Robinson Faria. Soma-se a isso uma boa avaliação administrativa em Mossoró, o que o torna um candidato competitivo, com musculatura política.
Mas nem tudo é lenha na fogueira mossoroense. A ausência de um padrinho nacional de peso pode fazer diferença em uma eleição fortemente influenciada pela disputa presidencial. Além disso, um recente escândalo envolvendo sua gestão, com direito a busca e apreensão, lança uma sombra incômoda. Afinal de contas, como se tem visto rotineiramente no âmbito da política nacional, não é preciso condenação; basta o bafafá ganhar as redes virtuais que a dúvida fica plantada na cabeça do eleitor.
Do outro lado do cenário está Cadu Xavier, atual secretário da Fazenda e nome escolhido pelo grupo governista. Apadrinhado por Fátima Bezerra e com o apoio de Lula, ele representa a aposta da esquerda para manter o comando do estado. Tem a máquina pública como aliada e o peso eleitoral do presidente no Nordeste, que, convenhamos, não é pouca coisa.
Ainda assim, Cadu carrega dois desafios consideráveis: a avaliação irregular do governo Fátima e sua própria baixa popularidade. Diferentemente de seus adversários, ele nunca disputou um mandato eletivo.
Por outro lado, é inegável que o governo Fátima também tem seus trunfos, como os avanços na segurança pública e um programa de recuperação das rodovias estaduais, em pleno vapor.
Se o cenário atual se confirmar, tudo indica que a disputa caminhará para um segundo turno entre Allyson Bezerra e Cadu Xavier. Hoje, Allyson parece favorito, especialmente se conseguir unificar o apoio da direita em um eventual confronto final.
Uma vitória sua poderá simbolizar o retorno mais explícito de grupos tradicionais à condução do estado; aquelas velhas engrenagens políticas que, no Rio Grande do Norte, nunca deixam de ranger.
Ao fim e ao cabo, o eleitor potiguar estará decidindo entre projetos e estilos que significam, de um lado, o novo, que promete romper com parte do passado, e o passado, que insiste em se travestir como novo.



CORRIDA PARA GOVERNO DO RN: entre o quase novo e o passado travestido






A corrida eleitoral no Rio Grande do Norte começou antes mesmo do tiro de largada oficial, e como toda boa disputa, já tem seus favoritos.
Até agora, três nomes se colocam no tabuleiro do xadrez estadual: Álvaro Dias (Podemos), Allyson Bezerra (União Brasil) e Carlos Eduardo Xavier, o Cadu Xavier (PT). Cada um carrega nas costas não apenas suas próprias trajetórias, mas também os pesos e as bênçãos dos grupos políticos que representam.
Álvaro Dias, ex-prefeito de Natal, entra na disputa com o apoio de figuras importantes da direita local e nacional. Tem ao seu lado o prefeito Paulinho Freire, os senadores Styvenson Valentim e Rogério Marinho, além do respaldo do bolsonarismo.
Em um cenário de provável polarização nacional entre Lula e Flávio Bolsonaro, esse apoio pode funcionar como gasolina eleitoral. O problema? Ele divide o mesmo campo ideológico com outro concorrente forte. De maneira que, sem um arco de alianças mais amplo, Álvaro Dias parece correr pela faixa externa da pista, torcendo para que os favoritos tropecem em alguma curva.
Já Allyson Bezerra surge como quem larga na frente. Prefeito de Mossoró, segundo maior colégio eleitoral do estado, ele construiu uma rede de apoios pra lá de recheada. Atraiu o vice-governador Walter Alves, a senadora Zenaide Maia, José Agripino, João Maia e até o ex-governador Robinson Faria. Soma-se a isso uma boa avaliação administrativa em Mossoró, o que o torna um candidato competitivo, com musculatura política.
Mas nem tudo é lenha na fogueira mossoroense. A ausência de um padrinho nacional de peso pode fazer diferença em uma eleição fortemente influenciada pela disputa presidencial. Além disso, um recente escândalo envolvendo sua gestão, com direito a busca e apreensão, lança uma sombra incômoda. Afinal de contas, como se tem visto rotineiramente no âmbito da política nacional, não é preciso condenação; basta o bafafá ganhar as redes virtuais que a dúvida fica plantada na cabeça do eleitor.
Do outro lado do cenário está Cadu Xavier, atual secretário da Fazenda e nome escolhido pelo grupo governista. Apadrinhado por Fátima Bezerra e com o apoio de Lula, ele representa a aposta da esquerda para manter o comando do estado. Tem a máquina pública como aliada e o peso eleitoral do presidente no Nordeste, que, convenhamos, não é pouca coisa.
Ainda assim, Cadu carrega dois desafios consideráveis: a avaliação irregular do governo Fátima e sua própria baixa popularidade. Diferentemente de seus adversários, ele nunca disputou um mandato eletivo.
Por outro lado, é inegável que o governo Fátima também tem seus trunfos, como os avanços na segurança pública e um programa de recuperação das rodovias estaduais, em pleno vapor.
Se o cenário atual se confirmar, tudo indica que a disputa caminhará para um segundo turno entre Allyson Bezerra e Cadu Xavier. Hoje, Allyson parece favorito, especialmente se conseguir unificar o apoio da direita em um eventual confronto final.
Uma vitória sua poderá simbolizar o retorno mais explícito de grupos tradicionais à condução do estado; aquelas velhas engrenagens políticas que, no Rio Grande do Norte, nunca deixam de ranger.
Ao fim e ao cabo, o eleitor potiguar estará decidindo entre projetos e estilos que significam, de um lado, o novo, que promete romper com parte do passado, e o passado, que insiste em se travestir como novo.


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  1. What an engaging read! You kept me hooked from start to finish.

  2. Thanks for making this so reader-friendly.

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