Comissão do Senado aprova projeto de Styvenson que proíbe artistas e atletas em publicidade de apostas esportivas

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Ícone de crédito Foto: Senado Federal

A Comissão de Esporte (CEsp) do Senado aprovou nesta quarta-feira (28) um projeto que impõe novas regras à publicidade de apostas esportivas (“bets”) no Brasil. O texto, de autoria do senador Styvenson Valentim (PSDB-RN), proíbe a participação de atletas, artistas, influenciadores e autoridades em campanhas publicitárias do setor e restringe os horários de veiculação.

O PL 2.985/2023 recebeu um substitutivo do relator, senador Carlos Portinho (PL-RJ), que, em vez de vetar totalmente as propagandas – como propunha o projeto original –, estabeleceu regras mais rígidas. A matéria agora segue para o Plenário do Senado e, se aprovada, será enviada à Câmara dos Deputados.

O que será proibido

  • Uso de imagens de atletas, artistas, influenciadores, autoridades ou membros de comissões técnicas em propagandas (exceto ex-atletas que tenham encerrado a carreira há pelo menos cinco anos).
  • Publicidade em estádios, exceto quando a marca é patrocinadora oficial do evento ou do naming rights da arena.
  • Propagandas que associem apostas a sucesso financeiro, solução para dívidas ou estilo de vida atraente.
  • Conteúdo dirigido a crianças e adolescentes, incluindo animações, mascotes e personagens.
  • Veiculação durante transmissões esportivas ao vivo (exceto nos 15 minutos antes e depois dos jogos).
  • Mensagens não solicitadas (como notificações em apps sem consentimento do usuário).

O que será permitido

  • Propagandas na TV, streaming e redes sociais apenas entre 19h30 e 24h.
  • No rádio, apenas das 9h às 11h e das 17h às 19h30.
  • Patrocínio em uniformes de times, exceto em camisas infantis.
  • Identificação de patrocínio em programas esportivos e culturais, sem mensagens publicitárias extras.

Frase de alerta obrigatória

Todas as peças publicitárias deverão exibir, de forma clara e destacada, a mensagem:

“Apostas causam dependência e prejuízos a você e à sua família.”

Debate no Senado

O relator Carlos Portinho afirmou que, após um ano da regulamentação das apostas, o setor não se autorregulou, levando a um aumento do vício em jogos.

“A sociedade está doente, viciada em ‘bets’. Clubes e veículos de comunicação também se viciaram no dinheiro desse mercado. Precisamos proteger as famílias”, disse.

Já o autor do projeto, Styvenson Valentim, considerou o substitutivo um “equilíbrio”, mas alertou que, se as medidas não forem suficientes, o Congresso poderá reverter a legalização das apostas.

O projeto ainda passará por turno suplementar na CEsp antes de ir ao Plenário do Senado. Se aprovado, seguirá para análise da Câmara dos Deputados.




Comissão do Senado aprova projeto de Styvenson que proíbe artistas e atletas em publicidade de apostas esportivas





Ícone de crédito Foto: Senado Federal


A Comissão de Esporte (CEsp) do Senado aprovou nesta quarta-feira (28) um projeto que impõe novas regras à publicidade de apostas esportivas (“bets”) no Brasil. O texto, de autoria do senador Styvenson Valentim (PSDB-RN), proíbe a participação de atletas, artistas, influenciadores e autoridades em campanhas publicitárias do setor e restringe os horários de veiculação.

O PL 2.985/2023 recebeu um substitutivo do relator, senador Carlos Portinho (PL-RJ), que, em vez de vetar totalmente as propagandas – como propunha o projeto original –, estabeleceu regras mais rígidas. A matéria agora segue para o Plenário do Senado e, se aprovada, será enviada à Câmara dos Deputados.

O que será proibido

  • Uso de imagens de atletas, artistas, influenciadores, autoridades ou membros de comissões técnicas em propagandas (exceto ex-atletas que tenham encerrado a carreira há pelo menos cinco anos).
  • Publicidade em estádios, exceto quando a marca é patrocinadora oficial do evento ou do naming rights da arena.
  • Propagandas que associem apostas a sucesso financeiro, solução para dívidas ou estilo de vida atraente.
  • Conteúdo dirigido a crianças e adolescentes, incluindo animações, mascotes e personagens.
  • Veiculação durante transmissões esportivas ao vivo (exceto nos 15 minutos antes e depois dos jogos).
  • Mensagens não solicitadas (como notificações em apps sem consentimento do usuário).

O que será permitido

  • Propagandas na TV, streaming e redes sociais apenas entre 19h30 e 24h.
  • No rádio, apenas das 9h às 11h e das 17h às 19h30.
  • Patrocínio em uniformes de times, exceto em camisas infantis.
  • Identificação de patrocínio em programas esportivos e culturais, sem mensagens publicitárias extras.

Frase de alerta obrigatória

Todas as peças publicitárias deverão exibir, de forma clara e destacada, a mensagem:

“Apostas causam dependência e prejuízos a você e à sua família.”

Debate no Senado

O relator Carlos Portinho afirmou que, após um ano da regulamentação das apostas, o setor não se autorregulou, levando a um aumento do vício em jogos.

“A sociedade está doente, viciada em ‘bets’. Clubes e veículos de comunicação também se viciaram no dinheiro desse mercado. Precisamos proteger as famílias”, disse.

Já o autor do projeto, Styvenson Valentim, considerou o substitutivo um “equilíbrio”, mas alertou que, se as medidas não forem suficientes, o Congresso poderá reverter a legalização das apostas.

O projeto ainda passará por turno suplementar na CEsp antes de ir ao Plenário do Senado. Se aprovado, seguirá para análise da Câmara dos Deputados.




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