Vereador de São Paulo do Potengi questiona corte milionário na saúde municipal

Polêmica Allysson Lindálrio (PSD) fez pronunciamento comentando a Lei Orçamentária Anual enviada pelo Executivo para a Câmara Municipal.


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Imagem Reprodução/Web





O vereador Allysson Lindálrio questionou, em pronunciamento na Câmara Municipal de São Paulo do Potengi, o corte de 18% no orçamento da saúde previsto pelo Executivo para o ano de 2024.

A primeira queixa do parlamentar é referente ao fato de a LOA (Lei Orçamentária Anual, que prevê os gastos para o ano seguinte) ter chegado atrasada na Câmara dos Vereadores. Outra queixa é o fato de, apesar da referida Lei prever um orçamento substancialmente maior para o ano que vem (R$ 76,3 milhões em 2023 para R$ 83,7 milhões em 2024), isso não se converter num crescimento para o conjunto das áreas sociais.

“O próprio gabinete do prefeito (teve) 23% de aumento”, diz Allysson, configurando cerca de meio milhão de reais a mais em relação ao ano anterior. Ele puxa esse ponto para, após ponderar outros gastos, chegar ao tema da saúde, e destacar que o orçamento para a pasta caiu substancialmente: da previsão de R$ 18 milhões, a LOA disponibiliza R$ 15 milhões.

“Hoje a gente tem problemas que, além de relatados nas mídias, vem sendo sentido na pele de centenas ou milhares de cidadãos daqui de São Paulo do Potengi”, afirma o vereador, referindo-se ao caos na saúde: “falta de equipamentos, falta de médicos, UBS sendo interditadas por problemas sanitários, UBS infestadas de carrapatos e morcegos”. Além disso, ele elencou problemas nos transportes para pacientes e a escassez de exames de média e alta complexidade.

Nem tudo está perdido na LOA 2024

Allysson Lindálrio também ironizou essa queda orçamentária num cenário tão delicado para a saúde. “Sinceramente, fiquei sem entender. Isso é uma brincadeira, não existe isso. Tomara que isso seja um erro, um equívoco”. Porém, reconheceu que alguns campos importantes tiveram aumento, como a área ambiental, que foi a maior beneficiada.

“A Secretaria de Meio Ambiente (teve um aumento de) quase R$ 2 milhões de reais. E tivemos um aumento também para a Secretaria de Educação de 16%”. Outra pasta que se destacou foi a de Turismo e Cultura, que teve 26% de aumento. “Acredito que, pelo menos para eventos e patrocínios para nossas festividades culturais – como as quadrilhas de São João, ações que beneficiem artistas da terra, eventos como Moto Fest, Carnaval – dinheiro não vai faltar”, concluiu.

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Polêmica Allysson Lindálrio (PSD) fez pronunciamento comentando a Lei Orçamentária Anual enviada pelo Executivo para a Câmara Municipal.


O vereador Allysson Lindálrio questionou, em pronunciamento na Câmara Municipal de São Paulo do Potengi, o corte de 18% no orçamento da saúde previsto pelo Executivo para o ano de 2024.

A primeira queixa do parlamentar é referente ao fato de a LOA (Lei Orçamentária Anual, que prevê os gastos para o ano seguinte) ter chegado atrasada na Câmara dos Vereadores. Outra queixa é o fato de, apesar da referida Lei prever um orçamento substancialmente maior para o ano que vem (R$ 76,3 milhões em 2023 para R$ 83,7 milhões em 2024), isso não se converter num crescimento para o conjunto das áreas sociais.

“O próprio gabinete do prefeito (teve) 23% de aumento”, diz Allysson, configurando cerca de meio milhão de reais a mais em relação ao ano anterior. Ele puxa esse ponto para, após ponderar outros gastos, chegar ao tema da saúde, e destacar que o orçamento para a pasta caiu substancialmente: da previsão de R$ 18 milhões, a LOA disponibiliza R$ 15 milhões.

“Hoje a gente tem problemas que, além de relatados nas mídias, vem sendo sentido na pele de centenas ou milhares de cidadãos daqui de São Paulo do Potengi”, afirma o vereador, referindo-se ao caos na saúde: “falta de equipamentos, falta de médicos, UBS sendo interditadas por problemas sanitários, UBS infestadas de carrapatos e morcegos”. Além disso, ele elencou problemas nos transportes para pacientes e a escassez de exames de média e alta complexidade.

Nem tudo está perdido na LOA 2024

Allysson Lindálrio também ironizou essa queda orçamentária num cenário tão delicado para a saúde. “Sinceramente, fiquei sem entender. Isso é uma brincadeira, não existe isso. Tomara que isso seja um erro, um equívoco”. Porém, reconheceu que alguns campos importantes tiveram aumento, como a área ambiental, que foi a maior beneficiada.

“A Secretaria de Meio Ambiente (teve um aumento de) quase R$ 2 milhões de reais. E tivemos um aumento também para a Secretaria de Educação de 16%”. Outra pasta que se destacou foi a de Turismo e Cultura, que teve 26% de aumento. “Acredito que, pelo menos para eventos e patrocínios para nossas festividades culturais – como as quadrilhas de São João, ações que beneficiem artistas da terra, eventos como Moto Fest, Carnaval – dinheiro não vai faltar”, concluiu.

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