Carnaval 2026 encerra com multidão, segurança e impacto econômico na Avenida da Alegria

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Ícone de crédito Foto: Magnus Nascimento

A Avenida da Alegria, na Redinha, transformou-se no grande símbolo do Carnaval de Natal 2026. Ao longo dos quatro dias oficiais de programação — além da prévia que já vinha aquecendo os foliões desde a semana anterior — o polo reuniu mais de meio milhão de pessoas, consolidando a Zona Norte como protagonista da festa na capital potiguar.

O encerramento, na terça-feira (17), foi marcado por uma multidão estimada em 80 mil pessoas. No palco, nomes como Cavaleiros do Forró, Xanddy Harmonia e Capilé garantiram a trilha sonora da despedida, em uma noite que misturou turistas, moradores antigos e famílias inteiras celebrando juntas.

Para quem vive na região, a experiência teve um significado especial. João Francisco, morador da avenida há mais de três décadas, acompanhou a movimentação da varanda de casa, ao lado da esposa. Para ele, ver a rua tomada por foliões, com estrutura organizada e clima familiar, é sinal de que o bairro ganhou novo fôlego cultural. A percepção se repetiu entre outros residentes, que destacaram a sensação de segurança e tranquilidade mesmo diante do grande público.

A avaliação positiva também veio das forças de segurança. Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Pública, não houve registro de ocorrências graves durante a programação nos polos oficiais. A operação integrada contou com Guarda Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros, além de equipes privadas e protocolos específicos de proteção a pessoas em situação de vulnerabilidade. Em eventos de grande porte, a ausência de crimes violentos é um indicador relevante de planejamento eficaz.

O impacto econômico foi outro destaque. Comerciantes da Redinha relataram aumento expressivo nas vendas. Restaurantes ampliaram equipes, ambulantes reforçaram estoques e o fluxo constante de visitantes aqueceu o Mercado Público local. Para pequenos empreendedores, o Carnaval significou geração direta de renda e visibilidade para negócios que, fora da alta temporada, enfrentam oscilações no movimento.

Na mobilidade urbana, a STTU implantou operação especial com seis linhas do Transporte Folião, somando 572 viagens ao longo dos dias de festa. O Expresso Nélio Dias, novidade desta edição, conectou a Avenida da Alegria ao polo da Zona Norte com intervalos de 15 minutos, facilitando o deslocamento e reduzindo a pressão sobre o tráfego local.

Mesmo após o encerramento oficial, a folia ganhou sobrevida na Quarta-feira de Cinzas com o tradicional Baiacu na Vara, que percorreu a mesma avenida arrastando multidões. Criado em 1990 pela carnavalesca Cristina Medeiros e reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial de Natal desde 2022, o bloco reafirma a força das manifestações populares da cidade. Bonecos gigantes, fantasias irreverentes e gerações que se reencontram ano após ano compõem o cenário que mistura memória afetiva e celebração coletiva.

Ao lado do Baiacu, o Bloco dos Garis também saiu às ruas, homenageando trabalhadores da limpeza urbana e simbolizando o espírito comunitário que marca o encerramento da festa.

Mais do que números expressivos, o Carnaval 2026 na Avenida da Alegria deixa como saldo a consolidação da Redinha como espaço estratégico para grandes eventos. A combinação de organização, segurança, participação popular e retorno econômico aponta para um modelo que alia cultura e desenvolvimento local — e reposiciona a Zona Norte no mapa dos grandes acontecimentos da capital.




Carnaval 2026 encerra com multidão, segurança e impacto econômico na Avenida da Alegria





Ícone de crédito Foto: Magnus Nascimento


A Avenida da Alegria, na Redinha, transformou-se no grande símbolo do Carnaval de Natal 2026. Ao longo dos quatro dias oficiais de programação — além da prévia que já vinha aquecendo os foliões desde a semana anterior — o polo reuniu mais de meio milhão de pessoas, consolidando a Zona Norte como protagonista da festa na capital potiguar.

O encerramento, na terça-feira (17), foi marcado por uma multidão estimada em 80 mil pessoas. No palco, nomes como Cavaleiros do Forró, Xanddy Harmonia e Capilé garantiram a trilha sonora da despedida, em uma noite que misturou turistas, moradores antigos e famílias inteiras celebrando juntas.

Para quem vive na região, a experiência teve um significado especial. João Francisco, morador da avenida há mais de três décadas, acompanhou a movimentação da varanda de casa, ao lado da esposa. Para ele, ver a rua tomada por foliões, com estrutura organizada e clima familiar, é sinal de que o bairro ganhou novo fôlego cultural. A percepção se repetiu entre outros residentes, que destacaram a sensação de segurança e tranquilidade mesmo diante do grande público.

A avaliação positiva também veio das forças de segurança. Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Pública, não houve registro de ocorrências graves durante a programação nos polos oficiais. A operação integrada contou com Guarda Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros, além de equipes privadas e protocolos específicos de proteção a pessoas em situação de vulnerabilidade. Em eventos de grande porte, a ausência de crimes violentos é um indicador relevante de planejamento eficaz.

O impacto econômico foi outro destaque. Comerciantes da Redinha relataram aumento expressivo nas vendas. Restaurantes ampliaram equipes, ambulantes reforçaram estoques e o fluxo constante de visitantes aqueceu o Mercado Público local. Para pequenos empreendedores, o Carnaval significou geração direta de renda e visibilidade para negócios que, fora da alta temporada, enfrentam oscilações no movimento.

Na mobilidade urbana, a STTU implantou operação especial com seis linhas do Transporte Folião, somando 572 viagens ao longo dos dias de festa. O Expresso Nélio Dias, novidade desta edição, conectou a Avenida da Alegria ao polo da Zona Norte com intervalos de 15 minutos, facilitando o deslocamento e reduzindo a pressão sobre o tráfego local.

Mesmo após o encerramento oficial, a folia ganhou sobrevida na Quarta-feira de Cinzas com o tradicional Baiacu na Vara, que percorreu a mesma avenida arrastando multidões. Criado em 1990 pela carnavalesca Cristina Medeiros e reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial de Natal desde 2022, o bloco reafirma a força das manifestações populares da cidade. Bonecos gigantes, fantasias irreverentes e gerações que se reencontram ano após ano compõem o cenário que mistura memória afetiva e celebração coletiva.

Ao lado do Baiacu, o Bloco dos Garis também saiu às ruas, homenageando trabalhadores da limpeza urbana e simbolizando o espírito comunitário que marca o encerramento da festa.

Mais do que números expressivos, o Carnaval 2026 na Avenida da Alegria deixa como saldo a consolidação da Redinha como espaço estratégico para grandes eventos. A combinação de organização, segurança, participação popular e retorno econômico aponta para um modelo que alia cultura e desenvolvimento local — e reposiciona a Zona Norte no mapa dos grandes acontecimentos da capital.




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