Em resposta ao pedido de cassação protocolado pelo vereador Matheus Faustino (União Brasil), a vereadora Brisa Bracchi (PT) afirmou nesta terça-feira (19) que os três artistas que se apresentaram no evento “Rolê Vermelho” solicitaram a anulação dos cachês pagos através da Fundação Capitania das Artes (Funcarte). A parlamentar classificou a iniciativa de cassação como “ação de perseguição política” e destacou que os profissionais da cultura decidiram doar suas apresentações em solidariedade ao seu mandato.
“Os artistas me procuraram e, reconhecendo o compromisso do mandato com a cultura, pediram a anulação dos cachês via Funcarte”, declarou Brisa antes da sessão da Câmara Municipal de Natal que votaria a admissibilidade do processo. A vereadora enfatizou que o evento foi organizado pela Casa Vermelha, espaço cultural da capital, e contou com artistas de trajetória reconhecida na cena local – a cantora Khrystal, a banda Skarimbó e o DJ Augusto.
Brisa minimizou a base legal do pedido de cassação, considerando-o “frágil e vazio”, e afirmou que buscará dialogar com a presidência da Casa e o colegiado de vereadores. “A decisão não é do vereador Matheus, é do colegiado dos 29 vereadores”, ressaltou, demonstrando confiança no resultado do processo.
O pedido de cassação, baseado na alegação de uso indevido de R$ 18 mil em emendas parlamentares para evento político, foi encaminhado à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, composta pelos vereadores Tony Henrique (PL), Chagas Catarino (União Brasil) e Daniel Valença (PT). Faustino também solicitou a investigação do caso pelo Ministério Público estadual, sob suspeita de improbidade administrativa e crime de peculato.
A decisão dos artistas de devolver os valores representa uma reviravolta no caso e pode influenciar o andamento das investigações. A Funcarte, responsável pelo repasse dos recursos, deverá se pronunciar sobre a legalidade do procedimento de anulação dos cachês.








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