A interrupção dos serviços de higienização no Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena, em Parnamirim, levou familiares de pacientes a realizarem a limpeza das enfermarias e corredores da unidade. A paralisação dos profissionais terceirizados ocorre devido a atrasos no pagamento de salários, situação que according to acompanhantes se repete periodicamente.
Vídeos gravados dentro do hospital mostram acompanhantes varrendo corredores e esvaziando baldes de lixo. Luzinete Barbosa, que acompanha o filho em tratamento há meses, relatou que a situação se torna crítica sempre por volta do dia 14 de cada mês, quando os profissionais suspendem os serviços por não receberem seus vencimentos. “Nem tem alimentação e nem a limpeza, porque eles suspendem, porque não estão recebendo o salário”, afirmou.
A falta de higienização adequada eleva os riscos de infecções hospitalares, preocupação especialmente relevante para pacientes já debilitados. “Meu filho já está com essa bactéria há dois meses. Ou a gente tira ou fica na sujeira”, desabafou Luzinete, enquanto realizava tarefas de limpeza.
Outro acompanhante, Alcides Francisco, classificou a situação como “lastimável” e pediu soluções definitivas para garantir condições adequadas de tratamento aos pacientes.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou que realizou a transferência dos valores devidos à empresa terceirizada na segunda-feira (18). De acordo com a pasta, foi estabelecido contato com a contratada e a expectativa é que os funcionários comecem a receber seus salários ainda nesta terça-feira (19), com normalização gradual dos serviços.
O episódio revela a vulnerabilidade do sistema de saúde frente a problemas na cadeia de terceirização e os impactos diretos na qualidade do atendimento aos pacientes, que acabam assumindo funções essenciais para manter o mínimo de condições sanitárias nas unidades hospitalares.








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