Juri popular condena estuprador de criança; abandono é a marca do Hospital Santa Catarina; Vorcaro quis fazer delação “diet”, mas a PF percebeu a tempo

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Assassino de menina em São Gonçalo é condenado a 41 anos de prisão após decisão de júri popular

Um júri popular condenou a 41 anos e 6 meses de prisão o homem que estuprou e matou Maria Fernanda, de 12 anos. O desfecho traz um alívio tardio à família, marcando o encerramento de um dos casos que mais comoveu o estado. A sentença é rigorosa, como deveria ser. Contudo, o peso da condenação não apaga a tragédia. É um lembrete amargo de que, enquanto debatemos política e ideologia, o submundo da violência segue ceifando o futuro das crianças potiguares com uma crueldade que desafia qualquer entendimento civilizado.

A propaganda fala em investimentos, mas Hospital Santa Catarina enfrenta sucateamento degradante

O deputado Gustavo Carvalho denunciou o estado de precariedade da unidade, apontando matagal e descaso na estrutura. O episódio escancara o fosso existente entre os discursos de investimento e a realidade degradante que o usuário do SUS enfrenta diariamente na Zona Norte de Natal. Enquanto o governo celebra “entregas”, a unidade de saúde se transforma em um cenário de abandono. É a velha política do “faça o que eu digo, mas não olhe para o mato crescendo no pátio do hospital”. A negligência é, por si só, uma forma de violência contra o cidadão.

Vorcaro tenta blindar aliados e omitir informações e tem delação rejeitada pela PF

A Polícia Federal rejeitou a proposta de delação do banqueiro Daniel Vorcaro. A avaliação foi de que o ex-dono do Banco Master tentou “blindar” aliados e omitir informações cruciais. Sem a entrega do ouro, a delação virou apenas uma tentativa frustrada de negociação. Vorcaro quis fazer uma delação “diet”, omitindo os nomes que realmente importam. A PF, que não é boba, percebeu que ele queria a imunidade sem o custo da verdade. Jogar xadrez com investigadores exige mais transparência do que a que ele está acostumado a usar no mercado financeiro.

17 anos após queda do voo AF447, justiça francesa condena Airbus e Air France

Dezessete anos após a queda do voo AF447, que matou 228 pessoas, a justiça da França condenou as duas empresas por homicídio culposo. A decisão encerra uma das batalhas judiciais mais longas da aviação, reconhecendo a responsabilidade das companhias pela tragédia que marcou o Brasil. A justiça tarda tanto que, às vezes, parece desnecessária. Dezessete anos é tempo demais para as famílias das 228 vítimas. A condenação é uma vitória técnica, mas para quem perdeu alguém, é apenas a confirmação de uma dor que nenhuma decisão judicial, por mais correta que seja, conseguirá curar.

Flávio Bolsonaro e o “convite” à Casa Branca

A articulação do pré-candidato para encontrar Trump gera polêmica e ceticismo. Enquanto aliados vendem a imagem de diplomacia, críticos enxergam apenas uma tentativa desesperada de inflar o prestígio internacional para compensar o desgaste interno gerado pelo escândalo do Banco Master. Encontrar Trump hoje em dia não é exatamente um selo de estadista, mas sim um alinhamento a uma estética política específica. Flávio tenta se apoiar no peso do nome de Trump para ver se, por tabela, consegue apagar o peso do nome de Vorcaro. A diplomacia, aqui, é apenas cenário.

Congresso derruba vetos de Lula

Parlamentares rejeitaram vetos do presidente à LDO, liberando repasses a municípios inadimplentes. A medida, aprovada com facilidade, demonstra a fragilidade da articulação do Planalto e a pressa do Congresso em garantir verbas para as bases eleitorais em pleno ano pré-eleitoral. O Congresso é uma máquina eficiente quando o assunto é abrir a torneira do dinheiro. Derrubar vetos de Lula para garantir verba a municípios inadimplentes é a forma clássica de manter a fidelidade da base parlamentar, custe o que custar ao equilíbrio fiscal que o governo finge defender.




Juri popular condena estuprador de criança; abandono é a marca do Hospital Santa Catarina; Vorcaro quis fazer delação “diet”, mas a PF percebeu a tempo







Assassino de menina em São Gonçalo é condenado a 41 anos de prisão após decisão de júri popular

Um júri popular condenou a 41 anos e 6 meses de prisão o homem que estuprou e matou Maria Fernanda, de 12 anos. O desfecho traz um alívio tardio à família, marcando o encerramento de um dos casos que mais comoveu o estado. A sentença é rigorosa, como deveria ser. Contudo, o peso da condenação não apaga a tragédia. É um lembrete amargo de que, enquanto debatemos política e ideologia, o submundo da violência segue ceifando o futuro das crianças potiguares com uma crueldade que desafia qualquer entendimento civilizado.

A propaganda fala em investimentos, mas Hospital Santa Catarina enfrenta sucateamento degradante

O deputado Gustavo Carvalho denunciou o estado de precariedade da unidade, apontando matagal e descaso na estrutura. O episódio escancara o fosso existente entre os discursos de investimento e a realidade degradante que o usuário do SUS enfrenta diariamente na Zona Norte de Natal. Enquanto o governo celebra “entregas”, a unidade de saúde se transforma em um cenário de abandono. É a velha política do “faça o que eu digo, mas não olhe para o mato crescendo no pátio do hospital”. A negligência é, por si só, uma forma de violência contra o cidadão.

Vorcaro tenta blindar aliados e omitir informações e tem delação rejeitada pela PF

A Polícia Federal rejeitou a proposta de delação do banqueiro Daniel Vorcaro. A avaliação foi de que o ex-dono do Banco Master tentou “blindar” aliados e omitir informações cruciais. Sem a entrega do ouro, a delação virou apenas uma tentativa frustrada de negociação. Vorcaro quis fazer uma delação “diet”, omitindo os nomes que realmente importam. A PF, que não é boba, percebeu que ele queria a imunidade sem o custo da verdade. Jogar xadrez com investigadores exige mais transparência do que a que ele está acostumado a usar no mercado financeiro.

17 anos após queda do voo AF447, justiça francesa condena Airbus e Air France

Dezessete anos após a queda do voo AF447, que matou 228 pessoas, a justiça da França condenou as duas empresas por homicídio culposo. A decisão encerra uma das batalhas judiciais mais longas da aviação, reconhecendo a responsabilidade das companhias pela tragédia que marcou o Brasil. A justiça tarda tanto que, às vezes, parece desnecessária. Dezessete anos é tempo demais para as famílias das 228 vítimas. A condenação é uma vitória técnica, mas para quem perdeu alguém, é apenas a confirmação de uma dor que nenhuma decisão judicial, por mais correta que seja, conseguirá curar.

Flávio Bolsonaro e o “convite” à Casa Branca

A articulação do pré-candidato para encontrar Trump gera polêmica e ceticismo. Enquanto aliados vendem a imagem de diplomacia, críticos enxergam apenas uma tentativa desesperada de inflar o prestígio internacional para compensar o desgaste interno gerado pelo escândalo do Banco Master. Encontrar Trump hoje em dia não é exatamente um selo de estadista, mas sim um alinhamento a uma estética política específica. Flávio tenta se apoiar no peso do nome de Trump para ver se, por tabela, consegue apagar o peso do nome de Vorcaro. A diplomacia, aqui, é apenas cenário.

Congresso derruba vetos de Lula

Parlamentares rejeitaram vetos do presidente à LDO, liberando repasses a municípios inadimplentes. A medida, aprovada com facilidade, demonstra a fragilidade da articulação do Planalto e a pressa do Congresso em garantir verbas para as bases eleitorais em pleno ano pré-eleitoral. O Congresso é uma máquina eficiente quando o assunto é abrir a torneira do dinheiro. Derrubar vetos de Lula para garantir verba a municípios inadimplentes é a forma clássica de manter a fidelidade da base parlamentar, custe o que custar ao equilíbrio fiscal que o governo finge defender.