No RN, 270 crianças que não existem (pelo menos temos a Liga para nos dar orgulho); em Brasília, Lula quer ser o síndico da internet brasileira; e a Estrela (lembra dessa marca na sua infância?) anuncia recuperação

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Liga Contra o Câncer alcança o top 10 no ranking nacional de centros de pesquisa clínica

A instituição potiguar alcançou a 6ª posição no ranking de centros de pesquisa clínica do Brasil, segundo a Anvisa. É o único representante do Nordeste no seleto grupo, provando que a excelência científica pode, sim, florescer em solo potiguar, elevando o estado a um novo patamar de referência. Enquanto a política se perde em escândalos, a Liga nos lembra que o Rio Grande do Norte tem massa cinzenta de ponta. É um alento ver o estado figurar no topo por mérito científico, e não por ser palco de mais uma daquelas manchetes policiais que tanto nos cansam.

Número de crianças sem registro de nascimento cresce no RN e ultrapassa 0.7%

O IBGE aponta que 270 crianças potiguares ficaram sem registro de nascimento em 2024, com o índice subindo para 0,72%. Em um estado que busca o desenvolvimento, a invisibilidade civil de centenas de crianças revela uma face trágica e silenciosa da vulnerabilidade social que a estatística não consegue esconder. É um paradoxo cruel: investimos em tecnologia e pesquisas de ponta, mas ainda falhamos no básico, que é dar nome e identidade a um cidadão. Um estado que deixa centenas de crianças sem registro é um estado que, em parte, ainda não saiu da colônia.

Lula assina decreto elevando regras com propósito de domesticar redes sociais

O presidente assinou decreto que impõe novas regras às redes sociais, aumentando a responsabilidade sobre conteúdos. A medida, vista por uns como necessária contra a desinformação e por outros como um avanço autoritário sobre a liberdade na web, já gera debates intensos sobre os limites do Estado no ambiente virtual. Lula quer ser o síndico da internet brasileira. A tentativa de domesticar as big techs é uma batalha de gigantes, mas, na prática, temo que o decreto sirva apenas para criar uma burocracia que filtra opiniões conforme a conveniência de quem detém o controle da caneta.

Tradicional empresa Estrela entra com pedido de recuperação judicial

A icônica fabricante de brinquedos Estrela, parte da infância de gerações, entrou com pedido de recuperação judicial. A empresa sucumbe à pressão da concorrência estrangeira e às mudanças nos hábitos digitais das crianças, tornando-se o retrato de uma era industrial que tenta, sem sucesso, se reinventar. Ver a Estrela em crise é sentir um pedaço da infância brasileira virar sucata. É o triste fim de um ciclo onde o Banco Imobiliário era o jogo preferido, e não a forma como os controladores de fato gerenciam suas fortunas hoje em dia.

Fraude em concurso público; ChatGPT foi utilizado em concurso de auditor

Em Goiânia, um candidato foi preso após tentar usar o ChatGPT para responder à prova de auditor fiscal. O episódio expõe a sofisticação criminosa que busca burlar o mérito através da IA, forçando os órgãos fiscalizadores a uma corrida armamentista contra a inteligência que, ironicamente, deveria nos servir. Se o candidato usasse a mesma genialidade para estudar, talvez não precisasse recorrer a um chatbot para tentar ser auditor. A tecnologia facilita a fraude, mas a burrice de ser pego com o celular no banheiro continua sendo um clássico do comportamento humano.

Política recapturou em Felipe Camarão fugitivo de Alcaçuz

A polícia encerrou hoje a trajetória de liberdade de um dos cinco fugitivos de Alcaçuz. Preso em Felipe Camarão, na capital, o episódio reabre a ferida do sistema prisional, que parece funcionar num ciclo eterno de vigilância e falha — onde quem sai precisa, inevitavelmente, ser buscado de volta. A segurança pública no RN vive esse eterno jogo de gato e rato. Cada prisão é uma vitória parcial, mas a facilidade com que o sistema se torna permeável é o lembrete de que nossas cadeias ainda funcionam mais como uma “escola do crime” do que como espaços de custódia.




No RN, 270 crianças que não existem (pelo menos temos a Liga para nos dar orgulho); em Brasília, Lula quer ser o síndico da internet brasileira; e a Estrela (lembra dessa marca na sua infância?) anuncia recuperação







Liga Contra o Câncer alcança o top 10 no ranking nacional de centros de pesquisa clínica

A instituição potiguar alcançou a 6ª posição no ranking de centros de pesquisa clínica do Brasil, segundo a Anvisa. É o único representante do Nordeste no seleto grupo, provando que a excelência científica pode, sim, florescer em solo potiguar, elevando o estado a um novo patamar de referência. Enquanto a política se perde em escândalos, a Liga nos lembra que o Rio Grande do Norte tem massa cinzenta de ponta. É um alento ver o estado figurar no topo por mérito científico, e não por ser palco de mais uma daquelas manchetes policiais que tanto nos cansam.

Número de crianças sem registro de nascimento cresce no RN e ultrapassa 0.7%

O IBGE aponta que 270 crianças potiguares ficaram sem registro de nascimento em 2024, com o índice subindo para 0,72%. Em um estado que busca o desenvolvimento, a invisibilidade civil de centenas de crianças revela uma face trágica e silenciosa da vulnerabilidade social que a estatística não consegue esconder. É um paradoxo cruel: investimos em tecnologia e pesquisas de ponta, mas ainda falhamos no básico, que é dar nome e identidade a um cidadão. Um estado que deixa centenas de crianças sem registro é um estado que, em parte, ainda não saiu da colônia.

Lula assina decreto elevando regras com propósito de domesticar redes sociais

O presidente assinou decreto que impõe novas regras às redes sociais, aumentando a responsabilidade sobre conteúdos. A medida, vista por uns como necessária contra a desinformação e por outros como um avanço autoritário sobre a liberdade na web, já gera debates intensos sobre os limites do Estado no ambiente virtual. Lula quer ser o síndico da internet brasileira. A tentativa de domesticar as big techs é uma batalha de gigantes, mas, na prática, temo que o decreto sirva apenas para criar uma burocracia que filtra opiniões conforme a conveniência de quem detém o controle da caneta.

Tradicional empresa Estrela entra com pedido de recuperação judicial

A icônica fabricante de brinquedos Estrela, parte da infância de gerações, entrou com pedido de recuperação judicial. A empresa sucumbe à pressão da concorrência estrangeira e às mudanças nos hábitos digitais das crianças, tornando-se o retrato de uma era industrial que tenta, sem sucesso, se reinventar. Ver a Estrela em crise é sentir um pedaço da infância brasileira virar sucata. É o triste fim de um ciclo onde o Banco Imobiliário era o jogo preferido, e não a forma como os controladores de fato gerenciam suas fortunas hoje em dia.

Fraude em concurso público; ChatGPT foi utilizado em concurso de auditor

Em Goiânia, um candidato foi preso após tentar usar o ChatGPT para responder à prova de auditor fiscal. O episódio expõe a sofisticação criminosa que busca burlar o mérito através da IA, forçando os órgãos fiscalizadores a uma corrida armamentista contra a inteligência que, ironicamente, deveria nos servir. Se o candidato usasse a mesma genialidade para estudar, talvez não precisasse recorrer a um chatbot para tentar ser auditor. A tecnologia facilita a fraude, mas a burrice de ser pego com o celular no banheiro continua sendo um clássico do comportamento humano.

Política recapturou em Felipe Camarão fugitivo de Alcaçuz

A polícia encerrou hoje a trajetória de liberdade de um dos cinco fugitivos de Alcaçuz. Preso em Felipe Camarão, na capital, o episódio reabre a ferida do sistema prisional, que parece funcionar num ciclo eterno de vigilância e falha — onde quem sai precisa, inevitavelmente, ser buscado de volta. A segurança pública no RN vive esse eterno jogo de gato e rato. Cada prisão é uma vitória parcial, mas a facilidade com que o sistema se torna permeável é o lembrete de que nossas cadeias ainda funcionam mais como uma “escola do crime” do que como espaços de custódia.