A 23ª edição do Prêmio Hangar de Música será realizada na próxima terça-feira, 14 de abril, no Teatro Alberto Maranhão, em Natal (RN), trazendo como tema central o “Afrofuturismo”. Consolidado como uma das principais iniciativas de valorização da música brasileira, o evento reforça sua trajetória de mais de duas décadas dedicada à promoção da cena potiguar e nordestina. A direção musical desta edição fica a cargo de Ricardo Baia.
Criado em 1999, o Prêmio Hangar se firmou como um espaço de reconhecimento artístico, acompanhando a evolução da produção musical ao longo dos anos e conectando diferentes gerações e estilos. Em sua edição mais recente, comemorativa dos 25 anos do projeto, a premiação destacou nomes marcantes da música nacional, reafirmando sua relevância no cenário cultural.
Em 2026, o conceito de Afrofuturismo orienta toda a proposta do evento, promovendo reflexões sobre identidade, ancestralidade e inovação. Esse movimento, que une referências africanas a perspectivas tecnológicas e visões de futuro, se traduz na música por meio de experimentações sonoras e fusões de ritmos, valorizando as raízes afro-brasileiras em diálogo com linguagens contemporâneas.
A premiação contará com 24 troféus, distribuídos entre homenagens, categorias especiais e 17 categorias competitivas, como Álbum do Ano, Música do Ano, Show do Ano, Artista Revelação, entre outras. A diversidade das categorias evidencia a riqueza da produção musical da região.
Entre os indicados, destacam-se Dani Cruz e o grupo Taj Ma House, ambos com cinco indicações, demonstrando forte presença na cena atual. Dani Cruz concorre em categorias como Álbum do Ano, Intérprete do Ano e Compositora do Ano, enquanto o Taj Ma House aparece em categorias como Música do Ano, Banda/Grupo do Ano e Show do Ano, além de ter Clara Luz indicada como Intérprete.
Outros nomes também ganham evidência com três indicações cada, como Moisés de Lima, Júlio Lima, LEOA e Ale Du Black, reforçando a diversidade de estilos e a consistência artística dos participantes.
Além das categorias competitivas, o evento também prestará homenagens e concederá premiações especiais. Entre os homenageados está o percussionista pernambucano Naná Vasconcelos (in memoriam), reconhecido internacionalmente por sua contribuição à música experimental e por sua influência no desenvolvimento de sonoridades ligadas ao afrofuturismo no Brasil. Também será homenageado o artista potiguar Alexandre Maia.
Outras distinções incluem a celebração dos 50 anos da Orquestra Sinfônica do RN, o reconhecimento da trajetória de Sami Tarik, o destaque nacional para Jonathan Ferr, o destaque Nordeste para Luedji Luna e o prêmio de Artista do Ano para o grupo Baiana System.
A programação musical foi concebida como uma experiência sensorial, unindo passado, presente e futuro em uma narrativa artística. A abertura contará com a Banda Base Hangar, em uma apresentação que dialoga com o legado de Naná Vasconcelos. Ao longo da noite, diferentes performances ocuparão o palco, reunindo nomes como Pâmela Maranhão, Sâmela Ramos, Pedro Fasanaro, Oya Iyalê, Ale Du Black e Pretta Soul, explorando linguagens como rap, slam e música autoral.
Outros destaques incluem apresentações de Gracinha e do duo Allan Negão e Memé (SouRebel), que transitam entre referências tradicionais e experimentações contemporâneas. O encerramento da programação ficará por conta de Jonathan Ferr, que apresentará uma performance intimista de voz e piano.
O show final da noite será “Experiência Cura”, também de Jonathan Ferr, baseado em seu álbum lançado em 2021. O espetáculo propõe uma imersão que conecta elementos do jazz, hip hop, neo soul e música eletrônica, criando uma atmosfera sensorial e espiritual alinhada à proposta do evento.
Como parte das atividades, também será lançado o livro “Naná: do Recife para o Mundo”, uma fotobiografia organizada por Augusto Lins Soares. O lançamento acontece no jardim do teatro, antes da cerimônia, com a presença de convidados especiais e apresentações culturais.
O Prêmio Hangar de Música integra ações de fomento cultural viabilizadas por políticas públicas e conta com apoio de instituições como a Fundação José Augusto, a Secretaria de Cultura do RN e o Ministério da Cultura, além de patrocínios e parcerias com entidades voltadas ao desenvolvimento cultural e econômico.






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