O Rio Grande do Norte terá um calendário robusto de eventos voltados ao agronegócio em 2026. Ao todo, estão previstas 53 exposições agropecuárias distribuídas ao longo do ano, com expectativa de movimentar cerca de R$ 1 bilhão na economia do estado. A programação começa ainda em março, com a Festa do Cavalo, realizada entre os dias 19 e 22 no município de Parnamirim.
Os eventos incluem feiras, torneios leiteiros, exposições de animais e atividades de capacitação técnica, alcançando diferentes regiões do estado. A iniciativa ocorre em um momento de mudanças na gestão do Parque Aristófanes Fernandes, espaço tradicional para grandes encontros do setor agropecuário.
Nesta semana, o governo estadual oficializou a cessão administrativa do parque à Associação Norte-Riograndense de Criadores (Anorc). O ato contou com a presença da governadora Fátima Bezerra, além de representantes do setor produtivo e secretários estaduais. A medida, segundo autoridades, oferece mais segurança jurídica para a realização de investimentos e a organização de eventos no local.
O secretário estadual de Agricultura, Guilherme Saldanha, destacou que o estado já promove grandes eventos no parque, como a Festa do Boi e a Feira do Camarão. De acordo com ele, a ampliação do calendário fortalece toda a cadeia produtiva e gera impactos positivos em diversos segmentos do agronegócio.
Outro ponto ressaltado é o crescimento das exposições agropecuárias ao longo dos últimos anos. No início da atual gestão estadual, o parque recebia cerca de 16 eventos anuais. Hoje, o número cresceu significativamente, refletindo também no aumento da produção leiteira do estado, que passou de 400 mil litros por dia para cerca de 1 milhão de litros diários.
Representantes de entidades do setor avaliam que o novo modelo de gestão tende a ampliar ainda mais as oportunidades para produtores e investidores. Para líderes do segmento, a realização de exposições e feiras contribui para o aprimoramento genético dos rebanhos, além de impulsionar áreas como pecuária, ovinocultura, caprinocultura, piscicultura, carcinicultura e fruticultura.
Com a mudança administrativa, o parque passa a operar em um sistema de cogestão entre o governo estadual e a Anorc. A expectativa é que a nova estrutura administrativa permita maior autonomia na organização das atividades e consolide o estado como um dos principais polos de eventos do agronegócio no país.






Deixe um comentário