A Polícia Federal deflagrou a Operação Pleonexia II para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado a fraudes em investimentos em energia solar. Segundo as investigações, o grupo utilizava uma loja de carros de luxo, em São Paulo, para ocultar e movimentar valores obtidos ilegalmente. Mais de 75 veículos foram apreendidos na concessionária, que funcionava como núcleo financeiro da organização criminosa.
De acordo com a PF, mensagens interceptadas revelam o deboche dos investigados em relação às vítimas. Em uma das conversas, um deles admite que o negócio era uma pirâmide financeira e afirma que “sempre tem um otário para cair”, seguido de risadas. Em outros diálogos, os suspeitos comentam que investidores assinavam contratos mesmo quando os painéis solares “não estavam funcionando”.
A operação resultou na prisão de um advogado, em Natal, e de um empresário, em São Paulo. Mandados também foram cumpridos em São Leopoldo (RS). A polícia estima que cerca de 6,3 mil pessoas tenham sido lesadas.
Segundo o delegado Joaquim Ciríaco, a empresa usada para atrair investidores estava sediada em Natal, explorando o argumento da alta incidência solar na região. No entanto, a companhia não possuía autorização para operar no setor e sequer atuava de fato com energia solar. O grupo prometia rendimentos fixos de até 5% ao mês por meio da compra de cotas de supostos painéis.
A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 244 milhões em bens e valores para tentar ressarcir as vítimas. As investigações apontam que mais de R$ 160 milhões foram movimentados apenas em contas bancárias ligadas ao esquema.








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