Um dos maiores símbolos naturais de Macaíba deixou de existir no último domingo (1º). O Baobá de Macaíba — também chamado de Baobá de Jundiaí — caiu após cerca de dois séculos de existência, encerrando um capítulo importante da história ambiental e cultural do município. A árvore estava situada em um terreno pertencente à Escola Agrícola de Jundiaí, vinculada à UFRN.
Segundo informações da administração municipal, o exemplar havia passado por uma poda preventiva em 2025. O serviço foi executado pelo Corpo de Bombeiros, a pedido da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, como forma de minimizar possíveis danos estruturais e garantir a segurança da área.
Após a queda, equipes da Prefeitura iniciaram imediatamente os trabalhos de retirada dos galhos e limpeza do local. A ação tem como principal objetivo desobstruir o espaço e evitar riscos à população que transita pela região. De acordo com a gestão municipal, a prioridade neste momento é assegurar a integridade física das pessoas e normalizar o uso da área.
Originário da África, o baobá é reconhecido mundialmente por sua resistência e longa vida, além de carregar significados profundos ligados à ancestralidade, memória e identidade cultural. No Rio Grande do Norte, essas árvores são frequentemente associadas à herança africana e ao período colonial.
A perda do baobá de Macaíba acontece pouco tempo depois da queda de outro exemplar histórico no estado: o Baobá do Poeta, em Natal, que também era considerado um marco afetivo e ambiental e foi removido após recomendação da Defesa Civil, no fim do ano passado.








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