Nos últimos tempos, o lipedema tem ganhado espaço nas redes sociais, despertando curiosidade, identificação e, ao mesmo tempo, muitas dúvidas. Relatos pessoais e vídeos informativos ajudaram a dar visibilidade a uma condição que, por muito tempo, foi ignorada ou confundida com questões puramente estéticas. Justamente por isso, escolhi trazer o tema para esta coluna: para separar informação de desinformação e explicar, de forma clara e acessível, o que de fato é o lipedema – e por que ele merece atenção como uma condição de saúde.
O lipedema é uma condição crônica e dolorosa, caracterizada pelo acúmulo anormal e simétrico de gordura, principalmente nas pernas, coxas e quadris, podendo também atingir os braços.
O que chama a atenção é que essa gordura não diminui com dietas ou exercícios convencionais. O lipedema tem origem hormonal e genética, sendo mais frequente em mulheres, especialmente em fases de maior variação hormonal, como puberdade, gravidez e menopausa.
Entre os sintomas mais relatados estão dor ao toque, sensação de peso, inchaço e facilidade para o surgimento de hematomas. Muitas pacientes percebem que as pernas permanecem volumosas mesmo quando há perda de peso no restante do corpo.
É comum haver confusão entre lipedema e celulite, mas há diferenças importantes. A celulite é uma alteração estética da pele, responsável pelo aspecto de “casca de laranja”, e não costuma causar dor. Já o lipedema é uma doença inflamatória do tecido gorduroso, que provoca desconforto, dor e aumento de volume nas pernas e braços de forma simétrica.

O tratamento é multidisciplinar e envolve medidas voltadas ao controle do inchaço e da dor. Entre as abordagens estão a fisioterapia com drenagem linfática manual, o uso de meias compressivas, o acompanhamento médico e nutricional e, em alguns casos, cirurgias específicas, como a lipoaspiração adaptada para o lipedema.
O exercício físico também é um grande aliado. Atividades como Pilates, caminhada, natação e musculação leve ajudam a melhorar a circulação, reduzir o inchaço e fortalecer a musculatura, contribuindo para a mobilidade e a qualidade de vida.
Mais do que uma questão estética, o lipedema é uma condição que merece atenção e diagnóstico correto. Procurar profissionais capacitados é o primeiro passo para aliviar os sintomas e retomar o bem-estar.
Espero ter conseguido esclarecer algumas dúvidas, mas se ainda assim, você precisa de mais orientação, me mande uma mensagem. Ficarei feliz em ajudar :).
Até breve.







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