Morre Raul Jungmann, ex-ministro e presidente do IBRAM



Ícone de crédito Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO


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Morre Raul Jungmann, ex-ministro e presidente do IBRAM





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O ex-ministro Raul Jungmann morreu neste domingo (18), em Brasília, aos 73 anos. A confirmação do falecimento foi feita pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), entidade que ele presidia desde 2022. Jungmann enfrentava um câncer no pâncreas e vinha passando por sucessivas internações desde o fim de 2025.

Natural de Pernambuco, Raul Jungmann teve uma longa trajetória na vida pública brasileira, marcada pela atuação em cargos estratégicos do Executivo e do Legislativo. Ao longo de mais de cinco décadas, exerceu quatro vezes a função de ministro de Estado, presidiu órgãos federais e ocupou mandatos eletivos em diferentes níveis.

Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, comandou o Ministério do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias. Já na gestão de Michel Temer, assumiu inicialmente o Ministério da Defesa e, em 2018, tornou-se o primeiro titular do recém-criado Ministério da Segurança Pública. Nesse período, coordenou operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizaram o emprego das Forças Armadas em estados atingidos por crises na área de segurança.

No Legislativo, Jungmann foi eleito deputado federal por Pernambuco em 2002, sendo reeleito em 2006. Tentou uma vaga no Senado em 2010, sem sucesso. Posteriormente, foi vereador do Recife e voltou a exercer mandato como deputado federal na legislatura iniciada em 2015, da qual se afastou em 2016 para integrar o governo Temer. Na Câmara, destacou-se como vice-presidente da CPI dos Sanguessugas e como um dos articuladores da Frente Brasil Sem Armas, durante o referendo de 2005 sobre o comércio de armas de fogo.

Sua trajetória partidária incluiu passagens pelo MDB, PPS e PMDB. Na juventude, militou no antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Também presidiu o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ampliando sua atuação nas áreas ambiental e de desenvolvimento sustentável.

Em 2022, assumiu a presidência do IBRAM, onde passou a liderar debates sobre o futuro da mineração no país, com ênfase em práticas responsáveis, sustentabilidade e governança. Sob sua gestão, a entidade fortaleceu sua presença institucional e seu diálogo com o poder público e a sociedade.

Raul Jungmann deixa dois filhos e uma neta. O velório e a cremação ocorrerão em Brasília, em cerimônia restrita a familiares e amigos próximos. A morte do ex-ministro gerou repercussão entre autoridades, lideranças políticas e representantes do setor mineral, que destacaram sua defesa da democracia, sua capacidade de articulação e o legado deixado na administração pública brasileira.




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