Família pede justiça após jovem morrer semanas depois de tomar medicação trocada na UPA Potengi

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Ícone de crédito foto: Reprodução

A jovem Gabriely Barbosa de Melo, de 19 anos, morreu nesta segunda-feira (5) em decorrência de um choque causado por infecção severa. A morte ocorreu semanas após ela sofrer uma parada cardiorrespiratória depois de receber uma medicação errada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Potengi, localizada na zona Norte de Natal. O caso é investigado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e por conselhos profissionais.

Gabriely deu entrada na UPA no dia 16 de dezembro com sintomas gripais. Durante o atendimento, após a administração de medicamentos, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou ser reanimada e entubada ainda na unidade. No dia seguinte, foi transferida para a UTI de um hospital particular por meio de pactuação com a SMS, onde permaneceu internada desde então.

De acordo com informações apuradas e confirmadas por órgãos de fiscalização, a medicação prescrita para a paciente era o succinato de hidrocortisona, um corticoide indicado para tratar inflamações e reações alérgicas. No entanto, o medicamento que teria sido dispensado e aplicado foi a succinilcolina (cloridrato de suxametônio), um bloqueador neuromuscular utilizado em procedimentos específicos, como intubação, e que exige controle rigoroso. Ambos foram administrados na dose de 100 mg, o que pode ter contribuído para a confusão.

Segundo familiares, Gabriely começou a passar mal ainda durante a aplicação intravenosa do medicamento. Após a parada cardíaca, ela foi socorrida, mas ficou com sequelas graves. A causa da morte, semanas depois, foi atribuída a um choque decorrente de infecção severa.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal lamentou o falecimento da jovem e afirmou que prestou apoio integral à família desde o ocorrido. A pasta informou que os servidores envolvidos no atendimento seguem afastados e que uma sindicância está em andamento. Após a conclusão do procedimento, será instaurado um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), com acompanhamento dos órgãos competentes. Os Conselhos Regional de Enfermagem (Coren/RN) e de Farmácia também apuram o caso.

A família de Gabriely cobra responsabilização. A avó, Maria Soares de Melo, afirmou que o caso deverá ser judicializado. “Ir à UPA buscando cuidado e voltar para casa em um caixão é muito doloroso. Queremos uma punição rigorosa”, disse. Gabriely era indígena da etnia Potiguara e, segundo a família, o caso também foi comunicado a entidades como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Até o momento, não há previsão para a conclusão da sindicância aberta pela SMS.

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A jovem Gabriely Barbosa de Melo, de 19 anos, morreu nesta segunda-feira (5) em decorrência de um choque causado por infecção severa. A morte ocorreu semanas após ela sofrer uma parada cardiorrespiratória depois de receber uma medicação errada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Potengi, localizada na zona Norte de Natal. O caso é investigado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e por conselhos profissionais.

Gabriely deu entrada na UPA no dia 16 de dezembro com sintomas gripais. Durante o atendimento, após a administração de medicamentos, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou ser reanimada e entubada ainda na unidade. No dia seguinte, foi transferida para a UTI de um hospital particular por meio de pactuação com a SMS, onde permaneceu internada desde então.

De acordo com informações apuradas e confirmadas por órgãos de fiscalização, a medicação prescrita para a paciente era o succinato de hidrocortisona, um corticoide indicado para tratar inflamações e reações alérgicas. No entanto, o medicamento que teria sido dispensado e aplicado foi a succinilcolina (cloridrato de suxametônio), um bloqueador neuromuscular utilizado em procedimentos específicos, como intubação, e que exige controle rigoroso. Ambos foram administrados na dose de 100 mg, o que pode ter contribuído para a confusão.

Segundo familiares, Gabriely começou a passar mal ainda durante a aplicação intravenosa do medicamento. Após a parada cardíaca, ela foi socorrida, mas ficou com sequelas graves. A causa da morte, semanas depois, foi atribuída a um choque decorrente de infecção severa.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal lamentou o falecimento da jovem e afirmou que prestou apoio integral à família desde o ocorrido. A pasta informou que os servidores envolvidos no atendimento seguem afastados e que uma sindicância está em andamento. Após a conclusão do procedimento, será instaurado um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), com acompanhamento dos órgãos competentes. Os Conselhos Regional de Enfermagem (Coren/RN) e de Farmácia também apuram o caso.

A família de Gabriely cobra responsabilização. A avó, Maria Soares de Melo, afirmou que o caso deverá ser judicializado. “Ir à UPA buscando cuidado e voltar para casa em um caixão é muito doloroso. Queremos uma punição rigorosa”, disse. Gabriely era indígena da etnia Potiguara e, segundo a família, o caso também foi comunicado a entidades como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Até o momento, não há previsão para a conclusão da sindicância aberta pela SMS.

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