USP demite Alysson Mascaro, professor de direito acusado de assédio sexual após série de denúncias

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Ícone de crédito Foto: Reprodução

Em dezembro de 2024, o Intercept trouxe relatos de 19 alunos e ex-alunos que denunciavam o docente por assédio e abuso sexual.

A Universidade de São Paulo (USP) decidiu, nesta quinta-feira (11), demitir o professor da Faculdade de Direito, Alysson Mascaro, encerrando o polêmico processo administrativo disciplinar (PAD) instaurado em fevereiro para apurar acusações de assédio e abuso sexual contra o docente. A decisão, embora firme, reacende o debate sobre como universidades lidam com casos graves envolvendo figuras de prestígio.

O caso ganhou repercussão nacional em dezembro de 2024, quando o Intercept Brasil revelou relatos de dez alunos e ex-alunos acusando Mascaro de assédio e abuso sexual. Pouco tempo depois, mais nove homens relataram experiências semelhantes. Desde então, o professor permaneceu afastado de suas funções, enquanto a USP conduzia a investigação interna.

O PAD foi conduzido pela Procuradoria Geral da universidade, que ouviu pelo menos 15 vítimas, analisou documentos e avaliou a defesa do professor. O relatório final recomendou à direção da Faculdade de Direito a demissão do docente, decisão que foi ratificada pela Congregação, órgão máximo da unidade. A universidade, por sua vez, manteve o sigilo sobre os detalhes do processo, levantando críticas sobre transparência.

O caso também tramita na esfera criminal. Em junho, a Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito a pedido do Ministério Público, a partir de denúncia anônima feita logo após a primeira reportagem. O MPSP solicitou acesso ao PAD e a realização de oitivas com as vítimas identificadas, uma medida que a promotora Maria Carolina Pera João Moreira Viegas classificou como essencial para as investigações criminais.

O compartilhamento parcial do material levantado pela USP permitirá que a Polícia Civil realize diligências próprias e ouça novas testemunhas, mas ainda sob sigilo rigoroso. A situação expõe um dilema: enquanto a universidade age para proteger sua imagem, vítimas e sociedade ficam à espera de respostas concretas.

Advogados das vítimas, como Pamela Villar, consideram a demissão um passo importante, mas afirmam que a justiça plena só será alcançada com desdobramentos na esfera cível e criminal. Por outro lado, o silêncio da defesa de Mascaro e da própria USP sobre a decisão e os detalhes do processo alimenta suspeitas de que a instituição protegeu interesses internos em detrimento da transparência.

O episódio coloca a USP no centro de uma polêmica: até que ponto universidades estão preparadas para lidar com casos de assédio sexual envolvendo professores poderosos? A demissão de Alysson Mascaro é histórica, mas deixa um alerta claro: instituições acadêmicas ainda têm muito a evoluir na forma de proteger vítimas e punir abusadores.




USP demite Alysson Mascaro, professor de direito acusado de assédio sexual após série de denúncias





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Em dezembro de 2024, o Intercept trouxe relatos de 19 alunos e ex-alunos que denunciavam o docente por assédio e abuso sexual.

A Universidade de São Paulo (USP) decidiu, nesta quinta-feira (11), demitir o professor da Faculdade de Direito, Alysson Mascaro, encerrando o polêmico processo administrativo disciplinar (PAD) instaurado em fevereiro para apurar acusações de assédio e abuso sexual contra o docente. A decisão, embora firme, reacende o debate sobre como universidades lidam com casos graves envolvendo figuras de prestígio.

O caso ganhou repercussão nacional em dezembro de 2024, quando o Intercept Brasil revelou relatos de dez alunos e ex-alunos acusando Mascaro de assédio e abuso sexual. Pouco tempo depois, mais nove homens relataram experiências semelhantes. Desde então, o professor permaneceu afastado de suas funções, enquanto a USP conduzia a investigação interna.

O PAD foi conduzido pela Procuradoria Geral da universidade, que ouviu pelo menos 15 vítimas, analisou documentos e avaliou a defesa do professor. O relatório final recomendou à direção da Faculdade de Direito a demissão do docente, decisão que foi ratificada pela Congregação, órgão máximo da unidade. A universidade, por sua vez, manteve o sigilo sobre os detalhes do processo, levantando críticas sobre transparência.

O caso também tramita na esfera criminal. Em junho, a Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito a pedido do Ministério Público, a partir de denúncia anônima feita logo após a primeira reportagem. O MPSP solicitou acesso ao PAD e a realização de oitivas com as vítimas identificadas, uma medida que a promotora Maria Carolina Pera João Moreira Viegas classificou como essencial para as investigações criminais.

O compartilhamento parcial do material levantado pela USP permitirá que a Polícia Civil realize diligências próprias e ouça novas testemunhas, mas ainda sob sigilo rigoroso. A situação expõe um dilema: enquanto a universidade age para proteger sua imagem, vítimas e sociedade ficam à espera de respostas concretas.

Advogados das vítimas, como Pamela Villar, consideram a demissão um passo importante, mas afirmam que a justiça plena só será alcançada com desdobramentos na esfera cível e criminal. Por outro lado, o silêncio da defesa de Mascaro e da própria USP sobre a decisão e os detalhes do processo alimenta suspeitas de que a instituição protegeu interesses internos em detrimento da transparência.

O episódio coloca a USP no centro de uma polêmica: até que ponto universidades estão preparadas para lidar com casos de assédio sexual envolvendo professores poderosos? A demissão de Alysson Mascaro é histórica, mas deixa um alerta claro: instituições acadêmicas ainda têm muito a evoluir na forma de proteger vítimas e punir abusadores.




Comentários

2 respostas para “USP demite Alysson Mascaro, professor de direito acusado de assédio sexual após série de denúncias”

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