Entenda como funcionará policiamento na área externa da casa de Bolsonaro

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Ícone de crédito Foto: Reprodução

Após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), equipes da Polícia Penal do Distrito Federal passarão a monitorar a área externa da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília desde o dia 4 de agosto. A decisão atende a um pedido do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com a determinação do ministro, o policiamento deverá ser realizado em tempo real, evitando exposição indevida e abstendo-se de toda e qualquer indiscrição, inclusive midiática. As equipes deverão atuar sem adoção de medidas intrusivas da esfera domiciliar do réu ou perturbadoras da vizinhança, utilizando ou não uniforme e respectivos armamentos necessários à execução da ordem, a critério policial.

Em ofício enviado ao Supremo, a PF solicitou “reforço urgente e imediato” de policiamento no entorno da casa e a manutenção da constante checagem da tornozeleira eletrônica. O pedido fundamenta-se em informações sobre um “risco concreto” de fuga, mencionando a possibilidade de o ex-presidente tentar buscar asilo político na Embaixada dos Estados Unidos. Em sua decisão, Moraes citou ainda a proximidade do julgamento do núcleo 1 da ação penal que apura suposto planejamento de golpe de Estado, no qual Bolsonaro é apontado como líder de organização criminosa, e destacou a existência de um rascunho de pedido de asilo político à Argentina, obtido pela PF como prova.

Ainda na terça-feira, 26 de agosto, a Polícia Federal requereu ao ministro autorização para manter uma equipe policial no interior da residência em tempo integral, argumentando que o monitoramento por tornozeleira eletrônica não seria suficiente por depender de sinal de operadora e estar sujeito a falhas ou interferências. A PGR, em sua manifestação, recomendou apenas equipe ostensiva de prontidão na área externa. O ministro encaminhou o novo ofício da PF para um posicionamento adicional da Procuradoria antes de decidir sobre o matter.




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Entenda como funcionará policiamento na área externa da casa de Bolsonaro







Após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), equipes da Polícia Penal do Distrito Federal passarão a monitorar a área externa da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília desde o dia 4 de agosto. A decisão atende a um pedido do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com a determinação do ministro, o policiamento deverá ser realizado em tempo real, evitando exposição indevida e abstendo-se de toda e qualquer indiscrição, inclusive midiática. As equipes deverão atuar sem adoção de medidas intrusivas da esfera domiciliar do réu ou perturbadoras da vizinhança, utilizando ou não uniforme e respectivos armamentos necessários à execução da ordem, a critério policial.

Em ofício enviado ao Supremo, a PF solicitou “reforço urgente e imediato” de policiamento no entorno da casa e a manutenção da constante checagem da tornozeleira eletrônica. O pedido fundamenta-se em informações sobre um “risco concreto” de fuga, mencionando a possibilidade de o ex-presidente tentar buscar asilo político na Embaixada dos Estados Unidos. Em sua decisão, Moraes citou ainda a proximidade do julgamento do núcleo 1 da ação penal que apura suposto planejamento de golpe de Estado, no qual Bolsonaro é apontado como líder de organização criminosa, e destacou a existência de um rascunho de pedido de asilo político à Argentina, obtido pela PF como prova.

Ainda na terça-feira, 26 de agosto, a Polícia Federal requereu ao ministro autorização para manter uma equipe policial no interior da residência em tempo integral, argumentando que o monitoramento por tornozeleira eletrônica não seria suficiente por depender de sinal de operadora e estar sujeito a falhas ou interferências. A PGR, em sua manifestação, recomendou apenas equipe ostensiva de prontidão na área externa. O ministro encaminhou o novo ofício da PF para um posicionamento adicional da Procuradoria antes de decidir sobre o matter.